segunda-feira, 30 de julho de 2012

CAROL E JOSIANE, DUAS GRANDES AMIGAS


      Quarta de sol e frio, Casa de Cultura Mario Quintana. Foi lá que encontrei Carol Santos e Josiane França.  Carol é cadeirante e Josiane cega. Sim, uma cega empurrando a cadeira de rodas de uma cadeirante. Quem acha isso absurdo ou arriscado, precisa conhecer essas duas grandes amigas.
      Na verdade, Carol, que é a responsávael pelo blog http://caroldiversidade.blogspot.com.br, queria fazer uma entrevista comigo sobre o meu trabalho e sobre a coleção de livros “era uma vez um conto de fadas inclusivo”. Topei conversarmos  e por isso marcamos num dos jardins da Casa de Cultura.
      De início, fiquei surpreso com as histórias das duas.  Duas histórias muito fortes,  é verdade. Não vou contá-las aqui, até para despertar a curiosidade de quem quiser conhecer os blogs delas.
      Foi uma conversa muito produtiva.  Trocamos ideias, a Carol me fez algumas perguntas para colocar no seu  blog e no final, provoquei as duas para que pensassem seriamente em fazer algo com toda a experiência que possuem. Por que não escreverem um livro a quatro mãos, contando tudo o que viveram desde que se tornaram pessoas com deficiência?
      Pelo visto, a provocação surtiu efeito. No outro dia, quando postou nossa foto no face, Carol me adiantou que as duas já tinham até pensado num nome para o tal livro! Isso aí, gurias! Assim que se faz!

MENINO SEM PÉS COMANDA FUTEBOL NA ESCOLA

     
      Um menino de 11 anos, com energia de sobra, apaixonado por futebol. Nas peladas que disputa com os amigos, escolhe seus companheiros, monta o time e o chama sempre como Barcelona. E a sua inspiração, como não podia ser diferente, vem de Messi, o melhor do mundo. A história pode parecer comum a qualquer criança com essa idade, se o personagem principal dela, Gabriel, não fizesse isso tudo sem ter os dois pés. Um exemplo perfeito de superação.
      Na hora do seu nascimento, a equipe médica ainda não tinha diagnosticado que ele nasceria sem ambos os membros. Para sua mãe, foi uma surpresa, o que gerou uma depressão pós-parto.
      - Eu estava meio tonta, mas vi que faltava alguma coisa. Rejeitei o meu filho, mas não porque eu quis. Aos poucos, fui dando banho nele. Dali em diante, o Gabriel virou o xodó da família. Quando ele começou, a gente falava: “Pedala, Robinho” – contou Sandra, a mãe de Gabriel.
      E o menino cresceu e virou uma criança hiperativa. Além do futebol, luta capoeira, solta pipa, anda de bicicleta e pula o muro.
      - Ele só para para comer e depois continua – disse sua mãe.
      Gabriel está no quarto ano do ensino fundamental. É o destaque do time da sua turma. Em 2011, disputou o primeiro campeonato da sua vida e já conquistou medalhas.
      Ele faz coisas que eu, com os dois pés, não consigo fazer"
      Sergio, professor e diretor da escola de Gabriel
      - Quando o vi pela primeira vez, não acreditei: “Como vou fazer com esse garoto?” Coloquei para treinar, e ele me surpreendeu. Faz coisas que eu, com os dois pés, não consigo fazer. Quando chegamos ao ginásio, falei para ele entrar e fazer o que sabia. O menino arrasou. Deu banho, fez dois gols – contou Sergio, professor e diretor da escola do jovem astro.
      Gabriel, que foi criado pela mãe e pela avó, dona Maria Ruth, tem um sonho de ser jogador de futebol, no Barcelona, ao lado de Messi, seu ídolo, e de preferência usando a camisa 10. Sua habilidade é tamanha que as pessoas que o acompanham chegam a ficar impressionadas.
      - A gente até esquece que ele é uma criança especial – afirmou Ronilda dos Santos, professora de Gabriel.

fonte: site do Globoesporte

ANIVERSÁRIO OPRAH

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URSO


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Muito legal esse vídeo...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

RS REALIZA CONFERÊNCIA ESTADUAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


      O estado do Rio Grande do Sul realiza a partir desta sexta-feira (27), no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, a conferência estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A abertura do evento será ás 19h e contará com a presença da Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e do secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio Jose Ferreira.
      A programação segue no sábado (28), com a realização da palestra magna, que trará o tema: Análise histórica do processo de Conferências no Rio Grande do Sul, além de abordar a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e as políticas públicas voltadas para o segmento. No domingo (29) serão eleitos os delegados que representarão o estado do Rio Grande do Sul na etapa nacional.
      As conferências municipais, iniciadas em novembro do ano passado, e as estaduais, em junho deste ano, são preparatórias para a III Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que ocorre nos dias 3 a 6 de dezembro, em Brasília. Cada conselho municipal, estadual e distrital apresentará 40 propostas, dez de cada temática para etapa nacional.
      Em Porto Alegre as temáticas discutidas serão: Educação, esporte, trabalho e reabilitação profissional; Acessibilidade, comunicação, transporte e moradia; Saúde, prevenção, reabilitação, órteses e próteses; Segurança, acesso à justiça, padrão de vida e proteção social, adequados.
      O estado do Rio Grande do Sul tem 2,5 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 23,8% da população gaúcha. A informação integra os dados preliminares do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIBGE.

Conferência dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Rio Grande do Sul

Data: 27 a 29 de julho
Horário: 19h (abertura, no dia 27 de julho)
Local: Hotel Plaza São Rafael • Porto Alegre (RS)

terça-feira, 24 de julho de 2012

ATOR DE BATMAN VISITA VÍTIMAS DO ATAQUE A CINEMA NOS EUA



     
     O ator Christian Bale, que interpreta o Batman no filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge", visitou nesta terça-feira sobreviventes do ataque de sexta-feira em Aurora, no Estado americano do Colorado, durante a pré-estreia do filme em um cinema de shopping.
      Fotos postadas no Twitter mostraram o ator nascido no País de Gales no Centro Médico de Aurora, onde 20 dos 59 feridos no massacre de sexta-feira ainda recebem tratamento, alguns deles em condições críticas.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

BALANÇO PARA CADEIRANTES (LIBERTY SWING)



      Um exemplo de balanço acessível para cadeira de rodas é o Liberty Swing (Balanço da Liberdade). Ele acomoda todos os tipos de cadeiras de rodas e possui um cinto de segurança. Ao que tudo indica, disponível apenas nos Estados Unidos.

TAM ESQUECE ESCRITOR PARAPLÉGICO DENTRO DO AVIÃO


      O escritor Marcelo Rubens Paiva foi esquecido dentro de um avião da TAM na noite deste domingo, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Paraplégico, Paiva aguardava o atendimento para deixar a aeronave. O escritor recorreu ao Twitter para ser regatado.
      O voo 3971, procedente do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, aterrissou em Congonhas às 18h22, segundo informações da Infraero. Às 18h49, Paiva escreveu no Twitter:   “TAM me esqueceu dentro de 1 aviao. Voo 3971. Em Congonhas. Alguem pode ligar e pedir ajuda? Help!”.
      Minutos depois, o escritor postou nova mensagem, brincando com a situação: “Tripulacao foi embora e me esqueceram rrr. Vou roubar este Airbus. Sera q é facil pilotar?”. A TAM respondeu ao escritor, também pelo Twitter, às 19h02: “Oi, Marcelo! Poderia por gentileza detalhar via DM (mensagem privada) o que exatamente ocorreu para que possamos lhe auxiliar? Obrigado”.
      Paiva postou às 19h37 que o problema havia sido resolvido. “Serio. Demoraram mais tempo pra me tirarem do aviao do q voo RJ SP”, reclamou o escritor no microblog.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

FERNANDO DE NORONHA INAUGURA TRILHA PARA CADEIRANTES




      Agora os deficientes físicos já podem conhecer um dos pontos turísticos mais importantes do país. A inauguração de uma trilha, que permite que os cadeirantes tenham acesso aos mirantes das praias de Fernando de Noronha, em Pernambuco, é a novidade do destino.

      Com 943 metros de extensão, a trilha do Golfinho Sancho foi a primeira a ser construída, que liga o Posto de Informação e Controle (PIC) do Golfinho Sancho até o mirante dos Golfinhos.
Além de acesso às cadeiras de roda, o espaço, que está quase pronto, terá toda uma estrutura antes inexistente. Para proporcionar ao turista maior qualidade, o PIC contará com estacionamento, sanitários, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio, mapas, lanchonete e loja.
      Todos os materiais utilizados para a obra são ecologicamente sustentáveis, reduzindo consideravelmente o impacto ambiental. Dentre os materiais está sendo utilizada a madeira biossintética, desenvolvida a partir de plástico reciclado. Dessa forma, o parque é o primeiro do Brasil a utilizar em sua totalidade esse tipo de material.
      A coordenadora do Programa de Turismo Acessível – Pernambuco sem Fronteiras, Mosana Calvalcanti, foi a primeira cadeirante a passear pela trilha para pessoas com deficiência física, construída pela Econoronha. “Nunca imaginei que poderia voltar à baía dos golfinhos e ao mirante dois irmãos”, disse ela.
      “A trilha está muito acessível. Eu sugeri alguns ajustes que já estão nos planos da Econoronha, inclusive com sinalização em braile. Mas para usuário de cadeira de rodas está perfeito”, completou ela.


      Até a inauguração, os deficientes físicos não tinham acesso aos pontos turísticos mais importantes da ilha, nem aos mirantes das praias. “Emoção é o que queremos proporcionar para os cadeirantes que visitarem o Parque Nacional”, afirma o gerente da Econoronha, Pablo Mórbis.


Fontes: http://www.panrotas.com.br/;
 http://www.gazetamaringa.com.br/

quinta-feira, 19 de julho de 2012

CARRINHO DE BEBÊ PARA CADEIRANTES - CURSUM






      Acredite ou não, ainda existe um grande número de pessoas que se surpreendem com o fato de que as pessoas com deficiência possam ter bebês. Infelizmente não há muitos produtos disponíveis para ajudar mães ou pais que usam cadeiras de rodas.  Para resolver esse dilema, a sueca estudante de design industrial, Cindy Sjöblom, criou o Cursum. Cursum é um carrinho de bebê projetado especificamente para ajudar pessoas com deficiência.

      Sjöblom entrevistou pais cadeirantes para descobrir seus desejos e que projeto funcionaria melhor. Após muitos esboços e modelos, um protótipo foi desenvolvido. Alguns cadeirantes entrevistados testaram o produto.

      O projeto final consiste em um transportador de bebê, quatro rodas e peças anexadas a uma cadeira de rodas. O transporte fica na parte superior de um suporte giratório em forma de U que está ligado a um poste telescópico. O transportador pode então ser colocado em  diferentes ângulos e  alturas. Anexado à cadeira de rodas há peças que ajudam o quadro de apoio para os pés. Na parte da frente do Cursum,  há duas rodas de dimensões maiores. Há também um saco de armazenamento construído para transportar artigos do bebê.

      Cursum mantém o bebê à  vista enquanto se movimenta com a cadeira de rodas. Dobradiças permitem que o carrinho seja levantado quando se chega a um meio-fio ou outros obstáculos. Cursum também pode ser usado independente da cadeira de rodas. As rodas menores traseiras estendem-se e formam uma base.



      O produto ainda não esta à venda.

Fonte: http://www.universaldesignstyle.com/
Tradução Livre Realizada pelo blog Deficiente Ciente

quarta-feira, 18 de julho de 2012

LUVA CONVERTE LÍNGUA DE SINAIS EM VOZ


      Durante a competição de inovação Imagine Cup promovida pela Microsoft, uma equipe de programadores ucranianos foi premiada por desenvolver luvas que permitem converter a língua de sinais em voz.
      O projeto, batizado de EnableTalk, permite que deficientes auditivos possam se comunicar por meio da linguagem de sinais traduzida para voz automaticamente.
      As luvas são equipadas com sensores flexíveis, sensores sensíveis ao toque, giroscópios e acelerômetros capazes de captar todos os movimentos de quem as usa. Também há células solares integradas para melhorar a vida útil da bateria.
      O software associado ao EnableTalk cria textos a partir dos sinais e então os utiliza para pronunciar as palavras em voz alta. O sistema é completamente conectado a um aplicativo por meio de Bluetooth.
      Segundo os inventores, as luvas utilizam materiais que ao todo custam quase 80 dólares.

FONTE: http://www.deficienteciente.com.br/

INCÊNDIO DE ROMA - 18 DE JULHO DE 64


      O grande incêndio de Roma teve início na noite de 18 de julho, no ano 64 d.C., no núcleo comercial da antiga cidade de Roma, em volta do Circo Máximo.
      O fogo alastrou-se rapidamente pelas áreas mais densamente povoadas da cidade, com as suas ruelas sinuosas. O fato de a maioria dos romanos viverem em insulae, edifícios altamente inflamáveis devido à sua estrutura de madeira, de três, quatro ou cinco andares, ajudou à propagação do incêndio.
      Nestas condições, o incêndio prolongou-se por seis dias seguidos até que pudesse ser controlado. Mas por pouco tempo, já que houve focos de reacendimento que fizeram o incêndio durar por mais três dias. O antigo Templo de Júpiter Stator e o lar das Virgens Vestais foram destruídos, bem como dois terços da antiga cidade.
      Existem várias versões sobre a causa do incêndio. A versão mais contada é a de que os moradores que habitavam as construções de madeira, usavam do fogo para se aquecer e se alimentar. E por algum acidente, o fogo se alastrou. Para piorar a situação, ventos fortes arrastavam o fogo pela cidade.
      Outra versão famosa, porém desmentida pelos historiadores, é de que o imperador Nero teria ordenado o incêndio com o propósito de reconstruir a cidade de acordo com um projeto arquitetônico que a tornaria ainda mais majestosa. Há ainda a versão (também insustentável), concebida por romancistas cristãos pósteros que, atribuindo ao imperador a condição de demente, pretende que ele provocou o incêndio para inspirar-se, poeticamente, e poder produzir um poema, como Homero ao descrever o incêndio de Troia. No romance "Quo Vadis", ele é mostrado tocando sua lira, enquanto Roma ardia.
      Na verdade, no momento do incêndio, Nero estava em outra cidade e, ao saber do ocorrido, retornou a Roma, esforçando-se para socorrer os desabrigados, inclusive mandando abrir os jardins de seu palácio para acolhê-los. Todavia, o fato de, posteriormente, ter usado seus agentes para adquirir, a preço vil, terrenos nas imediações de seu palácio, com a provável intenção de ampliá-lo, tornou-o suspeito, junto ao povo, de ter responsabilidade no sinistro.
      Para Massimo Fini, Nero teria sido caluniado, por historiadores romanos e cristãos, nesse episódio do grande incêndio de Roma.
      Não se sabe exatamente o momento e as razões que levaram os cristãos a serem acusados de responsáveis pelo incêndio. Historiadores cristãos e também romanos (como Tácito e Suetônio, cujas obras denotam acentuada antipatia pelo imperador) sustentam que se tratou de uma manobra de Nero, para desviar as suspeitas de sua pessoa. Uma vez que a tese de "incêndio criminoso" se disseminara, era necessário encontrar os culpados, e os cristãos podem ter-se tornado "bodes expiatórios" ideais, pelo fato de serem mal vistos em Roma. De fato, Suetônio relata que as crenças cristãs eram tidas, na época, como "superstição nova e maléfica" enquanto Tácito, embora acusando Nero de ter injustamente culpado os Cristãos, declara-se convencido de que eles mereciam as mais severas punições porque cometiam "infâmias" e eram "inimigos do gênero humano". É até possível que alguns cristãos fanáticos, imbuídos de conceitos apocalípticos, tenham proclamado, publicamente, que o incêndio era um castigo divino pelos "pecados" dos romanos, e que prenunciava o novo advento do Cristo, o que teria tornado todos os cristãos suspeitos de implicação naquela calamidade.

FONTE: Wikipedia

terça-feira, 17 de julho de 2012

CRIADOR DA MAFALDA FAZ 80 ANOS





      Existe na Argentina um senhor chamado Joaquín Salvador Lavado, filho de imigrantes espanhóis, que dia 17 de julho completa 80 anos. Talvez isso não virasse notícia se, com o apelido que carrega desde a infância, ele não tivesse se tornado um dos maiores artistas do continente americano.
      Trata-se de Quino, o criador da popular Mafalda e cartunista capaz de provocar inveja em desenhistas de diferentes gerações.
      Para o artista, datas são coisas sérias. Neste ano, enquanto as redes sociais prestavam homenagens a um suposto cinquentenário da adorável Mafalda, Quino, de hábito recluso, divulgou uma nota em seu site oficial corrigindo enfaticamente: Mafalda surgiu oficialmente em 29 de setembro de 1964, data em que foi publicada pela primeira vez em uma tira no semanário Primera Plana.

      Mesmo o aniversário do próprio Quino é sujeito a correções desse tipo. Em sua página, o artista informa que, nos registros oficiais, ele consta como nascido em 17 de agosto, mas sua data de nascimento correta é 17 de julho.
      – O Quino é uma pessoa especial, um dos artistas mais íntegros que já conheci, muito erudito, com uma formação notável – diz Ziraldo, amigo desde os anos 1950.
      Parte do encanto de Mafalda, de sua visão de mundo e do segredo dos cartuns que Quino fez depois disso é, apesar da graça irreprimível de cada peça, o pessimismo de seu autor, um cético com relação à trajetória humana – justamente o que dá caráter atemporal e perene a seu trabalho. Como resume Cristóbal Reinoso, o Crist, outro grande nome dos quadrinhos argentinos e amigo do mestre:
      – Esse senhor sério, pouco melancólico, que diz coisas tão inteligentes como as daquela menina de cabelos pretos em forma de capacete, que gosta de um bom vinho de Mendoza e que pode estar em Paris, Madri ou Buenos Aires, é um autor clássico que convive conosco sem que nos demos conta.

      Quino é um artista que conseguiu o amor do público e o respeito, a admiração, quase veneração, às vezes, de seus pares no ofício. E nem sempre pelos mesmos trabalhos. Quino tornou-se popular com o que realizou ao longo de uma década nas tiras da Mafalda, que desenhou de 1964 a 1973.


      Mas a fascinante menininha é um personagem que segue renovando seu público à medida que o tempo passa. Uma multidão de profissionais do traço também admira o que o argentino fez no humor depois de abandonar sua personagem de maior sucesso – uma obra que, apesar de sua excelência, permanece desconhecida de alguns desavisados.
      Seja na faceta mais popular do trabalho de Quino ou naquela que é elogiada por especialistas, permanece, contudo, a qualidade de um trabalho impecável de um autor de ideias desconcertantes.
      Quino conseguiu cedo algo que muitos autores sonham: criar um personagem inesquecível. Nem por isso, deu-se por satisfeito.

      Amada incondicionalmente por gerações de leitores, Mafalda, a menina que amava os Beatles e detestava sopa, no fim já não era alvo do afeto de seu criador: "Acabou se tornando um personagem opressivo, um obrigação, e então deixou de ser divertido, fiquei cansado", disse Quino à jornalista espanhola Maruja Torres, em uma entrevista inclusa na coletânea Toda Mafalda, da Martins Fontes, que reúne todas as tiras da personagem.
      – O Quino sentiu com o sucesso da Mafalda o que o Conan Doyle sentiu com o Sherlock Holmes: para não ficar preso ao sucesso do personagem, resolveu matá-lo e partir para outras coisas – diz Ziraldo.


      Deixada de lado por seu criador, Mafalda nunca parou de cativar fãs e influenciar artistas. Laerte, um dos maiores cartunistas brasileiros, já confessou, em mais de uma entrevista, que Mafalda foi fundamental para sua opção de se tornar desenhista. Fernando Gonsales, o criador do Níquel Náusea, também confessa ter bebido na mesma fonte:
      – Certamente sua influência foi muito grande sobre mim, tive muito trabalho para parar de tentar imitar o seu traço e sua forma narrativa especial. Conheci a Mafalda quando era pequeno, meio por acidente, numa livraria na Argentina. Acho demais o Manolito – diz.

      Mafalda permaneceu atual a ponto de cativar a geração das redes sociais, nas quais tiras da menina são alvo de compartilhamento constante – ao ponto de Quino ter vindo a público para declarar que não aprova o uso de seus desenhos com fins políticos.

FONTE:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MENINO OBESO RECUSADO POR CRECHE



      A curta vida de Xiao Hao é um tormento. Este garoto chinês pesa cinco vezes mais que um menino de sua idade (três anos) e seu sobrepeso está provocando problemas para que encontre uma creche, já que os responsáveis estão negando sua inscrição porque acreditam que seu tamanho representa um risco para os coleguinhas de classe.
      Depois de buscar em muitos centros, parece que uma escola em Guangzhou, ao sul da China, estaria disposta a acolher o garoto, e sua mãe Xiao Lin pediu aos médicos que ajudem o filho a perder peso.

- "Ele acha que não há problema em ser grande e gosta muito de brincar. Levo-o a natação para que faça exercício, mas também na piscina temos problemas por seu sobrepeso porque não encontramos flutuadores de seu tamanho", assinalou.


      Ao que parece o peso do menino disparou como resultado de um transtorno do hormônio do crescimento. Outros dizem que é uma vítima da síndrome da China conhecida como "Little Imperador", quando a família tem a permissão do governo para ter um só filho e em muitos destes casos tratam o filho com muito mimo permitindo com que faça tudo que quiser, inclusive comer.

FONTE: http://www.mdig.com.br/i

sábado, 14 de julho de 2012

CHINESA DE 3 ANOS PODE SER A MENOR PESSOA DO MUNDO



      Uma garota de apenas 3 anos de idade pode se tornar a menor pessoa do mundo. A chinesa Xiao Xiao parou de crescer e tem somente 54 cm de altura, segundo informações do jornal “The Sun”.
      Os médicos da cidade de Huaihua creem que uma mutação genética é a causa da estatura diminuta da jovem. Xiao Xiao pesa apenas 2,5kg.
      Para garantir o recorde, a jovem não pode crescer nem ao menos um centímetro. A marca atualmente é registrada por Chandra Bahadur Dangi, um nepalês de 72 anos que mede 54,6 cm. Já a menor mulher do mundo é a indiana Joyti Amge, com 62,8 cm.


FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

sexta-feira, 13 de julho de 2012

DOENÇA DE ALZHEIMER - O PRESENTE DO PRESENTE - REVISTA VEJA


      Principal causa de demência entre pessoas com mais de 60 anos, a doença de Alzheimer tem efeitos devastadores – e inconfundíveis. À medida que ela avança, os neurônios morrem, conduzindo o paciente a um estado de alienação crescente. Sua vítima é acometida por alterações de comportamento, sofre de desorientação espacial e apresenta dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como alimentar-se ou vestir-se sozinha. Ensimesmada, não reconhece mais os amigos nem a família. Com o tempo, perde até mesmo a identidade. Tais sintomas, que caracterizam os estágios mais avançados, são conhecidos pela medicina há mais de um século, desde a descoberta da doença, em 1906. Agora, os especialistas esforçam-se para diagnosticar o Alzheimer em sua fase inicial, a fim de garantir a suas vítimas uma vida mais longa e com mais qualidade. Eles têm sido bem-sucedidos. Três em cada dez doentes têm o distúrbio identificado precocemente. Uma década atrás, essa proporção era de um para dez.
      A detecção de qualquer doença grave em seus primeiros estágios é essencial para o sucesso de seu tratamento. No caso do Alzheimer, isso é ainda mais verdadeiro por se tratar de um dos poucos recursos disponíveis no controle do distúrbio. O mal não tem cura e os medicamentos disponíveis são capazes de frear sua evolução por apenas cinco anos, em média. "Quanto mais cedo os sintomas forem identificados, mais tem-po o paciente manterá suas funções cognitivas preservadas", diz o psiquiatra Orestes Forlenza, do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Graças à descoberta do Alzheimer em seu início, a aposentada Antonieta Bracco Shulz, de 79 anos, consegue ter uma rotina razoavelmente normal. Há seis anos, preocupada com as falhas de memória, ela procurou um médico e logo iniciou o tratamento contra a doença. Hoje, Antonieta continua a morar sozinha, faz compras sem a ajuda de ninguém e mantém um hábito adquirido na adolescência – o da leitura diária. Ainda assim, é inevitável que seu quadro sofra deterioração. A cinquenta páginas do fim de Os Irmãos Karamazov, do russo Fiodor Dostoievski (1821-1881), Antonieta não se recorda de quase nada a respeito da história sobre a conturbada relação de um pai com seus quatro filhos. "Eu tenho consciência de que jamais me lembrarei daquilo que esqueci", diz a aposentada. "E isso me faz viver aprisionada num pesadelo." Durante a leitura, nada lhe tira a atenção. Ao fechar o livro, no entanto, ela percebe que muito pouco do que leu foi efetivamente registrado em sua memória. "Não consigo me lembrar nem das informações mais básicas, como o nome dos personagens principais", conta ela. "Eu não abandono o livro, porque a leitura em si me proporciona muito prazer." Desses momentos de satisfação, Antonieta tem lembrança.
      O caso da aposentada é um exemplo emblemático das diferenças entre os primeiros sinais do Alzheimer e os lapsos de memória típicos do envelhecimento. Se for ajudado com pistas, um idoso não deixa de lembrar-se de um fato recente. Para o paciente com Alz-heimer, a nova informação não é nem registrada pelo cérebro. "Quando aplicamos um mesmo teste de memória num idoso e num jovem, se não houver limite de tempo para a sua realização, os dois farão a mesma pontuação", diz o neurologista Paulo Bertolucci, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Durante o envelhecimento, a membrana dos neurônios enrijece, dificultando a saída de resíduos tóxicos e a entrada de nutrientes. As células cerebrais passam, então, a funcionar em ritmo mais lento. Com o tempo, a comunicação entre elas enfraquece, daí os lapsos. Não há praticamente morte neural. O processo de instalação da doença de Alzheimer é infinitamente mais cruel. "Deixado a seu próprio curso, o distúrbio destrói de 30% a 50% de todos os neurônios nos cinco primeiros anos da doença", explica Ivan Hideyo Okamoto, neurologista do Hospital Albert Einstein e da Unifesp.
      Na doença de Alzheimer, a destruição dos neurônios começa no hipocampo, área cerebral onde ocorrem o armazenamento das memórias recentes e o processo de aprendizagem. Os mecanismos envolvidos no distúrbio ainda não foram totalmente desvendados pela medicina. Sabe-se que duas proteínas contribuem para o seu aparecimento – a tau e a beta-amiloide, responsáveis, respectivamente, pela estrutura celular e pelo transporte de gordura para o núcleo das células. Produzidas em grandes quantidades, nos doentes de Alzheimer elas se depositam ao redor e no interior dos neurônios, sufocando-os. Quanto maior o número dessas células atingidas, mais severa é a deterioração das funções cerebrais. A idade é um dos poucos fatores de risco estabelecidos para o Alzheimer. Estudos de observação mostram que um estilo de vida saudável, repleto de atividades intelectuais, pode adiar o surgimento da doença, mas não impedir a sua manifestação.
      Há 25 milhões de doentes de Alz-heimer no mundo, 1,2 milhão deles no Brasil. Com o aumento da expectativa de vida, nos próximos trinta anos esse número deve triplicar. Depois do câncer, o Alzheimer é a doença com o maior número de medicamentos em estudo – 91, em centros de pesquisa espalhados por diversos países. Os investimentos não se resumem apenas à descoberta de remédios mais eficazes. Os pesquisadores se dedicam à criação de instrumentos mais precisos para o diagnóstico precoce do Alzheimer. Nessa área, um teste de memória tem se revelado bastante promissor. É o TYM (sigla em inglês para Teste Sua Memória), desenvolvido por neurologistas do Hospital de Addenbrooke, na Inglaterra. Aplicado até agora em 700 pacientes, ele mostrou ter o dobro de acurácia em relação ao questionário mais utilizado hoje em dia. O TYM ainda precisa ser testado em um grupo maior de pessoas, de culturas variadas, antes de ser incorporado à conduta médica.

      Em novembro de 1906, num congresso de psiquiatria realizado na cidade alemã de Tubingen, o neuropatologista Alois Alzheimer (1864-1915) proferiu uma palestra que entraria para a história da medicina. Sob o título "Uma enfermidade específica do córtex cerebral", ele descreveu o quadro da senhora Auguste D. Aos 51 anos, em 1901, depois de ter em público um ataque feroz de ciúme do marido, ela foi internada com problemas de comportamento no Hospital Municipal de Lunáticos e Epiléticos, em Frankfurt, onde Alzheimer trabalhava. O local era um sanatório famoso por tratar de usuários de drogas mediante terapias humanizadas, como banhos terapêuticos e psicoterapia. Não havia explicação para a mudança tão brusca de comportamento de Auguste. Ela sempre se mostrara recatada e saudável em seus hábitos. O único dado destoante era que, seis meses antes, Auguste começara a ter lapsos de memória e apresentar dificuldade para se expressar. Esses déficits cognitivos se agravaram até sua morte, cinco anos mais tarde. Durante a necrópsia da paciente, Alzheimer analisou amostras do tecido cerebral dela. Foi então que ele observou o acúmulo de uma "substância incomum" no córtex cerebral. A tal substância, mais tarde se descobriria, era a proteína beta-amiloide. Ele descreveu seu achado da seguinte forma: "Uma patologia neurológica de causa desconhecida que envolve déficit de memória, alterações de comportamento e incapacidade para as atividades rotineiras". O distúrbio ganhou o sobrenome do neuropatologista em 1910, quando o psiquiatra Emil Kraepelin (1856-1926), também alemão, descreveu a descoberta de Alzheimer em seu Manual da Psiquiatria, uma das principais referências médicas no século passado. Até então, todos os lapsos de memória eram atribuídos sobretudo à senilidade ou ao uso de substâncias entorpecentes. Por muito tempo, não foi dada a devida importância ao achado de Alzheimer. Não por desleixo, mas por uma questão demográfica. Como até a II Guerra Mundial a expectativa de vida na Europa e nos Estados Unidos mal chegava aos 60 anos, a doença descrita por ele era rara.

Por Adriana Dias Lopes

quinta-feira, 12 de julho de 2012

PARA CONTAR BOAS HISTÓRIAS, SEGUNDO A PIXAR

     
      Contar histórias é um desafio. Criar um bom argumento é fácil, difícil é fazer o desenvolvimento dele, e transformá-lo em algo interessante. Atualmente, quem melhor que a Pixar Animation Studios sabe fazer isso? Na minha opinião (e se você tiver uma diferente sinta-se a vontade para dizer nos comentários), niguém.
      E esse post contém 22 regras para criar uma história como a Pixar cria. Elas foram tuitadas por Emma Coats, que faz parte da equipe de John Lasseter, e ajuda a criar algumas das histórias mais cativantes do cinema atual. Veja só:
1. Um personagem deve se tornar admirável pela sua tentativa, mais do que pelo seu sucesso.
2. É preciso manter em mente o que te cativa como se você fosse parte da público, e não pensar no que é divertido de fazer como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.
3. A definição de um tema é importante, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é a sua história, quando chegar ao fim dela. Então reescreva.
4. Era uma vez um/uma________. Todo dia,__________. Um dia, então__________. Por causa disso, ___
5. Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do principal. Você sentirá como se estivesse perdendo material valioso, mas ficará mais livre.
6. No que os seus personagems são bons e o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os. Como eles lidarão com essas situações?
7. Crie o final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então adiante o seu trabalho.
8. Termine a sua história e deixe-a, mesmo que não seja perfeita. Siga em frente. Faça melhor da próxima vez.
9. Quando você tiver um “branco”, faça uma lista do que não irá acontecer no andamento da história. Muitas vezes, é assim que surge a idéia de como continuar ela.
10. Separe as histórias que você gosta. O que você vê de bom nelas é parte de você. É preciso identificar essas características, antes de usá-las.
11. Colocar no papel permite que você comece a consertar as falhas. Se deixar na sua cabeça até aparecer a idéia perfeita, você nunca compartilhará com ninguém.
12. Ignore a primeira coisa que vier a sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta – Tire o óbvio do caminho. Surpreenda a si mesmo.
13. Dê opiniões aos seus personagens. Passivo/maleável pode parecer bom enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.
14. Por que você precisa contar essa história? Qual é o combustível que queima dentro ddela, e do qual ela se alimenta? Esse é o coração da história.
15. Se você fosse o seu personagem, e estivesse na mesma situação, como você se sentiria? Honestidade dá credibilidade para situações inacreditáveis.
16. O que está em jogo? Nos dê uma razão para nos importarmos com o personagem. O que irá acontecer se ele fracassar? Coloque as probabilidades contra o sucesso.
17. Nenhum material é inútil. Se não está funcionando, largue de mão e siga em frente. Ele pode ser útil mais tarde.
18. Você deve saber a diferença entre dar o seu melhor e ser espalhafatoso. Histórias são para testar, não para refinar.
19. Coincidências que coloquem os personagens em problemas são ótimas; as que os colocam fora deles, são trapaça.
20. Exercício: Divida em pedaços um filme que você não gosta, e o reconstrua de forma que ele se torne um bom filme, na sua opinião.
21. Você deve se identificar com as situações e reações dos seus personagens, e não escrevê-las de qualquer forma. Você agiria da mesma maneira que eles?
22. O que é essencial na sua história? Qual a forma mais curta de contá-la? Se você souber a resposta, pode começar a construí-la a partir daí.
Você adicionaria alguma regra para contar uma história?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

PARAPLÉGICO VIRA FISIOCULTURISTA

      Nick Scott tinha vida normal até sofrer um acidente de automóvel em 1998, o acidente acabou deixando Scott em uma cadeira de rodas, paraplégico.
      Mas a vontade de viver e fazer a diferença não parou com o acidente, Nick Scott iniciou uma rotina pesada na academia e transformou seu físico até chegar a ter um corpo de fisiculturista e reconhecimento mundial.
















                  http://forum-fitness.pl/

segunda-feira, 9 de julho de 2012

COM DUAS PERNAS AMPUTADAS, OSCAR PISTORIUS COMPETIRÁ EM LONDRES


      A Olimpíada de Londres está a 23 dias de começar, mas a grande história de superação do evento talvez já esteja acontecendo. O sul-africano Oscar Pistorius, que teve as duas pernas amputadas, foi selecionado para representar seu país na prova de atletismo do revezamento 4x400m nos Jogos de Londres.
      Desta forma, Pistorius, de 25 anos de idade, fará história ao se tornar o primeiro atleta que tem duas partes do corpo amputadas a competir em uma Olimpíada.
      A convocação de Oscar Pistorius, apelidado de “Blade Runner” e “O homem mais rápido sem pernas”, vem cinco dias depois de ele ter falhado ao se classificar nos 400m da Olimpíada por 0s22 na eliminatória para Londres-2012. Ele precisava ter atingido o tempo de 45s30.
      Havia a dúvida sobre se a África do Sul, medalha de prata no revezamento 4x400m no Mundial do ano passado, mandaria uma equipe para Londres, já que nenhum de seus atletas conseguiu índice para os Jogos nos 400m.
      Pistorius teve que amputar as duas pernas com um ano de idade devido a um defeito de nascença, o qual ele não tinha ossos na parte de baixo das pernas. Em 2008, ele foi liberado para competir em nível mundial.

Fonte: http://esportes.br.msn.com/

domingo, 8 de julho de 2012

DEFICIÊNCIA E ARTE - PARTE 2 - ARTE OU EXPLORAÇÃO?



      Dando continuidade ao post que falava sobre arte e deficiência, achei esse texto sobre pessoas com deficiência que eram "exibidas" como atrações em circos nos séculos 19 e 20.

      Phineas Taylor Barnum (5 de julho de 1810 - 7 de abril de 1891) foi um showman e empresário do ramo do entretenimento norte-americano, lembrado principalmente por promover as mais famosas fraudes  e por fundar o circo que viria a se tornar o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus.


Barnum


      Barnum foi um dos primeiros homens a viver totalmente do showbiz e seu circo intinerante deu tão certo que ele ficou milionário.
      A fase mais célebre de Barnum, e que de certa forma justifica seu circo e sua maneira de pensar e ganhar dinheiro é: “Nasce um otário a cada minuto”.

      Nascido em 1862, Joseph Merrick desenvolveu uma doença física que provocava um crescimento anormal em seus ossos. A doença começou aos cinco anos de idade e em 1884, considerado por muitas pessoas uma monstruosidade grotesca, Joseph resolveu se juntar ao circo de Barnum em busca de uma grana. Lá ele era bem tratado e a grana que ganhava era algo inacreditável para alguém com uma aparência tão grotesca.  Merrik não podia dormir deitado por conta de sua doença. Ele dormia em uma cadeira. Durante muito tempo, acreditou-se que o “Homem elefante”, como Joseph era anunciado seria produto de uma elefantíase (filariose) grave. Posetriormente, descobriu-se que a doença dele era síndrome de proteus. Merrik morreu com 27 anos, vítima de sufocamento acidental enquanto dormia.
      Ele começou sua carreira escrevendo em um jornal de bairro e acabou preso por seis meses por calúnia e difamação. No dia que saiu da prisão, Barnum ouviu um som musical soar na avenida. Ele se deu conta que um cortejo formado por uma carruagem puxada por seis cavalos acompanhada por uma banda era seguida de centenas de pessoas.
      Peter ficou fascinado sobre o efeito que aquele pequeno show causava nas pessoas. Neste momento, era plantada a semente daquele que viria a ser o pai do maior espetáculo da terra. Dali em diante, Barnum dedicou-se a busca e coleção de raridades e curiosidades. Sua primeira aquisição foi uma escrava negra de supostos 161 anos que dizia ter conhecido George Washington. Joice foi exibida por mais de seis meses até sua morte. Após a autópsia os médicos revelaram que esta devia ter no máximo 80 anos.
      Poucos anos depois, Barnum comprou o Museu Americano. Este era um desacreditado edifício com cerca de “500.000 curiosidades artificiais e naturais” em pleno centro antigo de Nova Yorque. Durante sua direção, Barnum conseguiu atrair 40 milhões de pessoas as suas portas, o equivalente a população americana na época. Foi graças a ele que o Museu conheceu suas mais peculiares atrações como os gêmeos siameses Chang e Eng, o pequenino General Tom Thumb, conhecido como o menor anão do mundo, e outras curiosidades como o fajuto fóssil da “Sereia Fiji.


Barnum e General Tom Thumb

      Em 1855, P.T. Barnum resolve se aposentar do mundo do entretenimento e passa a viver em Bridgeport com sua segunda esposa.  Após perder grande parte de sua fortuna em um negócio arriscado, Barnun convida James Bailey a se unir a ele como sócio naquele que seria mais o mais famoso circo dos Estados Unidos: o Barnum and Bailey Circus – “O Maior Espetáculo da Terra”. O ano é 1887.

      O Barnum and Bailey Circus percorreu de trem toda a América. Era um circo sem Lona responsável pela tradição de apresentar aberrações e monstruosidades como atrações principais de cidade em cidade. O sucesso foi tremendo e Barnum tornou-se o segundo milionário a surgir nas Américas, comandando três companhias simultaneamente e empregando milhares de pessoas e construindo uma rede de influência poderosíssima por todo os Estados Unidos até sua morte tranqüila enquanto dormia no dia 7 de abril de 1891.
       Barnum criou fama e fortuna e com o circo dele, muitos outros surgiram na esteira do sucesso, atraindo pessoas e curiosos para ver pessoas com doenças raras e condições extravagantes, como a pessoa mais alta do mundo, a mais magra, a mais tatuada, etc.




CIGANO COM DOIS PÊNIS


      Juan Baptista dos Santos seria um cigano nascido em Faro, Portugal, no ano de 1843. Sua carreira como exibicionista sempre esteve estritamente associado aos círculos médicos. Em 1865 aceitou a soma de 200.000 francos para aparecer por dois anos em um circo francês. Juan tinha além de dois pênis totalmente funcionais, três escrotos, cada um com um testículo. Como podemos ver na foto, ele ainda tinha uma terceira perna nas costas.



MOÇA COM QUATRO PERNAS


      Josephine Myrtle Corbin nasceu em Lincoln County, Tennessee no ano de 1868. Ela nasceu como dipygus, o que significa que tinha duas pelvis separadas lado a lado no fim da coluna. As pernas extras eram parte de uma irmã gêmea siamesa que não separou-se corretamente.

      Josephine conseguia ficar de pé só com as perninhas do centro, mas elas não eram fortes o suficiente para aguentar o seu peso por muito tempo. Posteriormente ela casou-se e teve quatro filhas e um filho.Todos com apenas duas pernas

      

MULHER PELA METADE

  Gabrielle Fuller juntou-se a um circo similar ao de Barnum durante a exposição de Paris em 1900. Posteriormente ela foi contratada por Barnum para o Ringling Brothers Circus e fez apresentações no Coney Island’s Dreamland sideshow. Ela casou-se duas vezes, uma com um cara de nome John de Fuller. Gabrielle tem o corpo perfeitamente formado da cintura para cima.






HOMEM ELÁSTICO



            Martin Laurello nasceu em Emmerling, em Nuremburg, na Alemanha, por volta de 1886. Ele começou a exibir seus dotes performáticos quando tinha 20 anos. Emigrou para a américa em 1921 e trabalhou para Barnum e seu circo. Ele também trabalhou para Dick Best’s Royal American Shows e posteriormente, em 1945 apareceu em programas como o show do Ripley´s (criador da serie “acredite se quiser”) ao lado de estrelas como “Popeye Perry” e “Junior Stiles”, um moleque de 7 anos chamado de “menino lagosta".







MULHER BARBADA

      Madame Clofullia nasceu com o nome real de Josephine Boisdechene, na Suíça. Ela nasceu com bastante pelos e segundo contam, aos oito anos já tinha uma barbinha respeitável. Com 14 aos ela começiou a viajar pela europa, primeiro acompanhada de seu pai, depois de um agente e finalmente sozinha.  Em Paris ela conheceu o pintor Fortune Clofullia e casou-se com ele. Ela ganhou uma fama extra quando cortou sua barba em uma imitação da barba de Napoleão III. Como agradecimento, Napoleão lhe deu um grande diamante.




HOMEM LEÃO

       Stephan Bibrowsky, nascido na Polônia em 1890 de pais normais sofria de hipertricose. Uma doença genética rara que cobre todo o corpo humano de pêlos. Só 50 casos da doença genética foram documentados desde a idade média. No caso de  Stephan, ele foi descoberto por alemão quando tinha quatro anos e ficou famoso, viajando pela Europa onde ganhou o apelido de “Homem com cara de leão”. Longe de ser apresentado como uma besta selvagem, o menino usava as melhores roupas disponíveis na época, para nostrar que apesar da aparência selvagem que os pêlos lhe conferiam, ali estava um ser humano inteligente e culto, que falava 5 idiomas.




MULHER CAMELO

      Da moça chamada Ella Harper não se sabe muito. A maior parte das fontes indicam que Ella nasceu em  Hendersonville, Tennessee no ano de 1873. Embora exista controvérsia sobre as datas, todas as fontes são unânimes com relação a uma má formação ortopédica que causou uma condição curiosa a Ella. Suas pernas dobravam-se para trás como as de uma ave.



      Esta condição física de Ella é raríssima e muito pouco conhecida. Seu nome é  congenital genu recurvatum – também conhecida como “deformidade do joelho para trás”. Ela preferia andar de quatro e por isso ganhou o bizarro apelido de “mulher camelo”.

      Em 1886, Ella virou estrela do W. H. Harris’s Nickel Plate Circus, aparecendo acompanhada de um camelo de verdade.


HOMEM LAGARTA

      Esta inacreditável figura sem braços nem pernas era chamado de Prince Randian. Ele nasceu em 1871 em Demerara, Guiana Britânica, filho de pais escravos. Mesmo sendo um indiano que nasceu sem braços nem pernas, ele foi incrívelmente auto-suficiente.

      Randian foi trazido para os E.U.A. em 1889 e, ao mesmo tempo que ele realizava em muitos espetáculos exibições em museus de bizarrices. A maior parte de sua fama veio no circo de PT Barnum. Em frente à grande multidão, Barnum apresentava Randian e o pedia para mostrar ao povo perplexo com a figura minhoquesca,  a facilidade que ele tinha de de barbear, pintar, escrever e até mesmo enrolar cigarros.

      Randian teve muitos apelidos durante sua carreira. Em geral eles provinham da fantasia que ele usava: Uma peça de lã inteiriça que o fazia parecer ainda mais com uma lagarta.  Seu principal modo de transporte era se contorcer no chão como uma minhoca faz para se locomover. Estes dois recursos visuais levaram ao seu apelido mais comum – “O Homem lagarta  ‘- e ele passou a figurar em uma variedade de sideshows e museus bizarros.