quarta-feira, 31 de agosto de 2011

PARAOLIMPÍADAS ESCOLARES 2011 - SÃO PAULO

      Paraolimpíadas Escolares em São Paulo! Tudo começou no último dia 26 de agosto! Esporte, garra, determinação, superação, amizade e confraternização. Nos próximos dias postarei um pouco do que vi e vivi nessa semana espetacular!



EX-BBB DISSE QUE TEVE QUE REDESCOBRIR O SEXO

      O ex-BBB Fernando Fernandes deu um depoimento corajoso ao programa “De Frente com Gabi”, do SBT.


      Ele deu detalhes sobre como ficou sua vida sexual após o acidente de carro que sofreu em 2009 e o deixou paraplégico.
      “A minha vida sexual foi redescoberta”, contou à jornalista Marília Gabriela. “Tenho ereção, [mas] não tenho ejaculação.”
      O modelo deu detalhes sobre o acidente e afirmou que nunca gostou de usar cinto de segurança.
      “Se eu ficar remoendo o que aconteceu, tentar buscar um porque, acho que isso vai me consumir”, disse.
      “Eu me descobri muito mais forte, com um poder de reação”, afirmou. “Não aceito estar dependente de alguma coisa ou alguém, eu tento ter minha independência.”
      Atualmente dedicado à canoagem, esporte no qual virou bicampeão mundial, ele disse que sua participação no “Big Brother Brasil”, da Globo, “não foi uma coisa marcante” em sua vida.
     


ENCONTROS ÍNTIMOS - EXPOSIÇÃO SOBRE SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA

      “Encontros íntimos ” é um bela e fantástica exposição fotográfica de 40 obras que representam as experiências de pessoas com deficiência.  “Encontros íntimos” excursionou pela Austrália durante os últimos sete anos. O trabalho já foi mostrado em Londres, Nova York, Nova Zelândia, Barcelona, Toronto e em março de 2010 em Seville, Espanha.







      A fotógrafa, Belinda Mason, criadora das obras, leva o espectador através de uma jornada de emoções, fazendo com que ele reflita sobre os sentimentos que tantas vezes rejeitou e negou.


      O trabalho explora as deficiências e a sexualidade. Procura desmistificar que apenas pessoas glamourosas e atraentes são bem sucedidas na sociedade e podem levar uma vida sexual ativa. Infelizmente este mito está presente na consciência de muitas pessoas.
O trabalho de Mason cria uma nova mensagem sobre sexualidade e deficiência. Todos têm direito a viver sua sexualidade.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MELHOR PROPAGANDA DO MUNDO

Muito tri esse comercial!

DEZ FATOS HISTÓRICOS MAL CONTADOS


1- Buda e o Peso



      Sabe que aquela imagem de um careca cheinho, com pouca roupa, barrigão de fora e bem sorridente? O gordinho simpático representa Buda, fundador do budismo. A religião budista, uma das maiores do mundo, nasceu na região onde hoje fica o Nepal e atualmente tem cerca de 400 milhões de seguidores.

Mas a verdade é que...] Buda era magrinho

      De acordo com os textos budistas, Sidarta, fundador da religião, teria sido um príncipe que saiu pelo mundo para descobrir a cura do sofrimento humano. O cara viveu como mendingo e passou dias sem comer, em meditação. Por isso, na Índia as estátuas do Buda mostram um homem alto e magro meditando.



2- Calendário Maia e 2012

      A civilização que habitou o sul do México entre 2000 a.C. e o século 17 dominava astronomia e criou um calendário de 365 dias. Está tudo gravado em uma pedra circular que marca os dias até 21 de dezembro de 2012. Aí não tem saída: o mundo acaba junto com o calendário desse povo que foi dizimado pelos espanhóis.


Mas a verdade é que...] O "calendário Maia" é Asteca e não acaba em 2012


      O resultado da busca por "calendário maia" no Google é um calendário circular de outro: os Astecas. A Pedra do Sol foi construída com base no calendário Maia – que era retangular e mais complexo – e não acaba em 2012. Tanto para maias como para astecas, o fim de um ciclo astronômico iniciava outro.

3- Cristóvão Colombo e a América



      Viajando a serviço da Espanha, o navegador italiano procurava chegar às Índias viajando para o oeste. Dez semanas após partir, seus três navios, Santa Maria, Pinta e Niña, atracaram na ilha de San Salvador, onde hoje ficam as Bahamas. A missão saiu melhor que a encomenda, já que Colombo descobriu um continente novinho em folha.

[Mas a verdade é que...] Colombo não descobriu a América


      No livro 1421: o Ano em que a China Descobriu o Mundo, o ex-comandante da marinha britânica Gavin Menzies analisa mapas e rotas e afirma que durante a dinastia Ming, os chineses tinham recursos para ir e voltar da América. Para completar, um mapa-múndi de 1418, encontrado na China, mostra todos os continentes em seus devidos lugares.

4- Galileu Galilei e o Heliocentrismo

      Na Idade Média, a Igreja Católica punia fisicamente quem ia contra seus princípios. A heresia de Galileu foi defender o heliocentrismo, ou seja, que os planetas giravam ao redor do Sol, e não da Terra. Após escrever "Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Universo", o astrônomo foi condenado a passar o resto de seus dias na cadeia, onde sofreu torturas.
[Mas a verdade é que...] Galileu não descobriu o sistema solar e teve uma punição leve


      Quem descobriu o heliocentrismo foi Nicolau Copérnico, meio século antes. Galileu, que era católico fervoroso e amigo do papa Urbano VIII, apenas comprou a ideia e resolveu defendê-la escrevendo um livro. A obra acabou inclusa no Index, a lista dos proibidões da época, e o cientista teve que se explicar com a igreja, sem sofrer tortura alguma.

5- Isaac Newton e a Maçã

      O físico, matemático, astrônomo, filósofo, alquimista, teólogo e professor Isaac Newton estava descansando debaixo de uma árvore em um parque de Londres quando uma maçã caiu em sua cabeça. Eureka! De repente ele entendeu tudo: o que fazia a maçã cair era a atração da Terra sobre corpos ao seu redor. Logo formulou a Lei da Gravitação Universal.
[Mas a verdade é que...] Newton descobriu a gravidade, mas não foi inspirado por uma maçã


      A história da maçã não está na obra do físico - a hipótese mais provável é que tenha sido usada para explicar a seus alunos a teoria que formulou após muitos cálculos e estudos. Em mémorias que William Stukeley, arqueólogo e biógrafo de Newton, publicou em 1752, há até menção a maçãs. Mas elas só enfeitavam o jardim que o cientista passeava.

6- Graham Bell e o Telefone



Alexander Graham Bell era professor de fisiologia vocal na Universidade de Boston. Nas horas livres, com o assistente Thomas Watson, tentava criar um aparelho que usasse eletromagnetismo para transmitir a voz humana à distância. Um dia, testando um de seus protótipos, chamou pelo fone: “Watson, venha aqui”. Estava criado o aparelho telefônico, em 1873.

[Mas a verdade é que...] Graham Bell não inventou o telefone


      Em 2002, o Congresso dos EUA reconheceu Antonio Meucci como pai do telefone. Em 1856, o italiano criou um aparelho que transmitia a voz à distância. Com dificuldades financeiras, vendeu sua patente para Graham Bell no início dos anos 1870. Malandro, Bell registrou a patente em seu nome, ficando rico e levando a fama pelo invento.




7- Einstein e os Estudos

      O físico alemão Albert Einstein é sinônimo de inteligência. Quando criança, porém, tirava péssimas notas em matemática. Aos 12 anos, ouviu de uma professora que não ia dar em nada na vida. Estudando por conta própria, virou gênio. Radicado nos EUA, foi professor da Universidade Princeton, ganhou um prêmio Nobel e foi eleito pela revista Time como personalidade do século 20.
[Mas a verdade é que...] Einstein era um aluno genial


      O pequeno Albert achava as aulas de matemática e física fracas. Preferia ficar em casa estudando sozinho e, aos 12 anos, dominava cálculo integral e diferencial, que só se aprendem na faculdade. A lenda de Einstein como mau aluno pode ter surgido porque ele foi reprovado, aos 16 anos – dois anos mais novo do que o habitual -, para ingressar na escola Politécnica de Zurique.

8- Santos Dumont e o Avião

      O brasileiro foi o primeiro a voar com um aparelho mais pesado que o ar. No arredores de Paris, o 14-Bis ficou 21 segundos no ar, percorrendo 220 metros. Os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright, que garantem ter inventado o avião antes de Dumont, não se apresentaram em público, não deram provas consistentes de seus voos e usavam uma catapulta para levantar voo.
[Mas a verdade é que...] Santos Dumont não inventou o avião


      Fora do Brasil, pouca gente duvida que Orville e Wilbur Wright inventaram o avião. Três anos antes do 14-Bis, eles voaram com o Flyer I nos EUA. Os irmãos usavam catapulta, mas podiam decolar sem o mecanismo. E houve, sim, apresentações públicas: em 1905, diante de dezenas de testemunhas, o avião dos Wright voou durante 39 minutos, fazendo curvas e oitos no ar.

9- Gandhi e o Pacifismo




      Mahatma Gandhi tornou a Índia independente do Império Britânico, em 1947, por meio da satiagraha, a doutrina da não-violência. Dizia não ser correto “usar a violência contra um adversário, pois ele deve ser desarmado de seus erros com paciência e compaixão”. A não-violência tornou Gandhi um símbolo mundial de luta por justiça, liberdade e paz.

[Mas a verdade é que...] Gandhi era racista


      O herói indiano viveu na África do Sul entre 1893 e 1914. Nesse tempo, lutou contra rebeldes negros e pregou a inferioridade negra. Considerava correto, por exemplo, proibir negros de usar armas ou partilhar vagões de trem com brancos ou indianos. “A raça mais elevada pode continuar assim evitando que os negros se armem”, escreveu para o jornal Indian Opinion.

10- Feministas e o Sutiã

      Feministas americanas que consideravam o concurso de beleza Miss America um baita machismo protestaram com os seios de fora, incendiando lingeries em Atlantic City. Afinal, para se manifestar contra a opressão masculina, nada melhor do que queimar sutiãs, símbolos das diferenças entre homens e mulheres. Pegava fogo a luta pela igualdade de direitos entre os sexos.

[Mas a verdade é que...] As feministas não queimaram sutiãs


      Cerca de 400 mulheres jogaram sapatos, maquiagem, revistas femininas e até sutiãs em uma lata de lixo. Alguém deu a ideia de pôr fogo em tudo, mas seguranças impediram. Mesmo assim, a jornalista Lindsay van Gelder escreveu a reportagem Queimadoras de Sutiãs e o Miss America. Com o tempo, a metáfora foi esquecida e os sutiãs queimados viraram história.

FONTE: História Digital

CURSO PARA PCDs - TERRA E SENAC

    
     Com o objetivo de trabalhar a diversidade e a inclusão de pessoas com deficiência, o Terra, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, vai subsidiar integralmente dois cursos profissionalizantes oferecidos pelo Senac/RS, em Porto Alegre, para pessoas que tenham alguma deficiência física ou auditiva. Serão vagas para o curso de Auxiliar Administrativo e Web Designer, que já começam no início de setembro.
     Além de 100% de bolsa, o Terra também oferecerá lanche e passagens de ida e volta em transporte público. Vale ressaltar que os alunos selecionados para o curso não terão nenhum vínculo empregatício com o Terra.

Saiba mais sobre os cursos:
1. CURSO: AUXILIAR ADMINISTRATIVO
Carga Horária: 222h
Componentes curriculares: Informática Fundamental Compacto; Comunicação e Expressão; Psicologia Organizacional; Matemática Comercial e Financeira; Rotinas Comerciais; Rotinas Trabalhistas, Rotinas Financeiras e Fiscais.
Requisitos:
Escolaridade: Ensino Médio Incompleto
Idade mínima: 16 anos
Possuir deficiência física ou auditiva
Período e Horários de Realização: das 14h às 17h, em 03 encontros por semana.
Local de realização: Faculdade de Tecnologia Senac-RS, na Rua Coronel Genuíno nº 130 - Porto Alegre/RS, com acessibilidade e fácil acesso.

2.CURSO: WEB DESIGNER
Carga horária: 240h
Componentes curriculares:  Planejamento e Criação de Sites; Photoshop; Fireworks; Flash; HTML; Dreamweaver; Projeto Final Web Designer.
Requisitos:
Escolaridade: Ensino Fundamental completo
Idade mínima: 14 anos completos
Curso de usuário Windows e Internet ou conhecimento equivalente
Período e Horários de Realização: das 14h às 17h, em 03 encontros por semana.
Local de realização: Nas dependências do Senac Informática, localizado na Avenida Venâncio Aires nº 93, Porto Alegre/RS, com acessibilidade e fácil acesso

Veja mais informações e como se candidatar ou indicar pessoas em :
http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/noticias/0,,OI5302498-EI17840,00-SenacRS+e+Terra+oferecem+cursos+para+pessoa+com+deficiencia.html

 Os interessados devem enviar currículo para o e-mail curso.pcd.senac@corp.terra.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

HÁ TEMPO ATENTO AO TEMPO - LANÇAMENTO


Exposição e Lançamento do Livro

HÁ TEMPO ATENTO AO TEMPO

de Leandro Selister            

         O artista plástico e designer Leandro Selister, lança no próximo dia 03 de setembro, o livro HÁ TEMPO ATENTO AO TEMPO, juntamente com uma exposição de fotografias no Espaço Cultural da ESPM em Porto Alegre.   
         O projeto, financiado pelo Fumproarte, resgata a dedicação de Selister ao registro do tempo através de fotografias. Durante os últimos 8 anos, ele desenvolveu obras com séries de imagens que tornam presente as memórias do passado. Segundo a curadora, Ana Zavadil, “ as séries assinalam o tempo capturado em quadros que nos possibilitam ter um novo olhar sobre o nosso cotidiano, e, ao artista, um observador obstinado das ações e emoções do dia-a-dia, dão a chance de guardar as imagens em experiências únicas, indizíveis e questionadoras sobre o sentido da existência da vida. Os trabalhos são um convite à reflexão e a sua poética nos arremessa para dentro desse tempo tramado, trançado e finito, em que as marcas de sua presença e a sua significação estão para além do olhar.”A exposição conta com 48 trabalhos de Selister, abrangendo os últimos 8 anos de sua trajetória como fotógrafo.
        O livro, com 164 páginas e edição bilíngue, estará a venda por R$ 25,00. Apoio do Fumproarte.

O quê : Exposição e lançamento do livro HÁ TEMPO ATENTO AO TEMPO

Quando: dia 03 de setembro às 11hs.

Onde: Espaço Cultural ESPM. Rua Guilherme Shell, 268. Porto Alegre.

Venda do livro: o livro com 164 páginas e versão para o inglês, será vendido pelo valor de R$ 25,00Contatos com o artista: (51) 3019.2353 / (51) 9180.6839 / (51) 8163.8444

e.mail:
selister@leandroselister.com.br

CADEIRANTES GANHAM ACADEMIA EM FLORIANÓPOLIS




      Cada vez mais se fala em combate ao sedentarismo e estímulo à qualidade de vida. E iniciativas como academias ao ar livre para a comunidade e para a terceira idade estão por toda parte. Mas um grupo estava excluído: o dos deficientes físicos e cadeirantes.
      Dando um primeiro e importante passo para ampliar a inclusão dessas pessoas à sociedade, foi montado em Florianópolis (SC) o Espaço TopMed de Lazer e Saúde.
      Instalado em uma das áreas mais nobres da capital catarinense, na Beira-Mar Norte, a academia ao ar livre integra áreas para crianças, adultos e deficientes, com acesso fácil e adaptado.
      “Antes a gente ficava só observando, vendo os outros se exercitarem. Agora também somos parte, temos um espaço apropriado, e podemos tirar proveito da atividade física que tantos benefícios trazem para a saúde”, diz José Roberto Leal, o seu Zezinho, presidente da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef).
      Para os idealizadores, o empreendimento é uma ferramenta que contribui para prevenção dos mais diversos males. “Quando incentivamos a pessoa a sair do sedentarismo, a iniciar uma atividade física e melhorar sua alimentação, estamos trabalhando para que ela fique menos doente”, diz Renata Zobaran, diretora-médica da TopMed, que em parceria com a prefeitura de Florianópolis já inaugurou 18 academias ao ar livre para a população em geral, recebendo um público superior a 50 mil pessoas por mês.
      Outro objetivo desse novo espaço é promover maior socialização do deficiente físico. “Muitas vezes o cadeirante é prisioneiro em sua própria casa. Não sai porque os acessos são difíceis e porque não encontra local onde possa se sentir inserido como qualquer outra pessoa. Ali, estamos todos juntos”, comemora seu Zezinho, que diz que mais de 40 deficientes já estão fazendo uso cotidiano da academia. “Esse número vai multiplicar no verão”, acredita.



Fonte:http://saude.ig.com.br/

CIENTISTAS ENCONTRAM ÍMÃ DENTRO DO DILÚVIO


PORTO ALEGRE, C.F - Um grupo de cientistas da UFRGS apresentou na manhã desta terça-feira um estudo realizado dentro do Arroio Dilúvio, também conhecido como Arroio Werner Schunemann, que pode explicar o motivo de tantas quedas de automóveis, ônibus e atores globais.

      Uma mutação nas placas tectônicas do RS teria gerado uma espécie de ímã embaixo do córrego que estaria atraindo automóveis para lá. É o que explica o chefe da expedição, o paleontólogo Marcelo Fagundes:

      - Aparentemente um terremoto de grandes proporções teria gerado essa peculiaridade no solo Gaúcho. Provavelmente seja o mesmo terremoto que eliminou os dinossauros da terra - disse Marcelo.

      Após a apresentação os cientistas conversaram com a imprensa e revelaram o próximo passo:

      - Estamos trabalhando num isolamento do solo, composto de erva-mate, que vai impedir a ação magnética do ímã - encerrou.

Fonte: O bairrista

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DIÁRIOS DE MOTOCICLETA - SUGESTÃO DE FILME





            Diários de motocicleta  é um filme de 2004 produzido pela Argentina, Brasil, Chile, Reino Unido, Peru, Estados Unidos da América, Alemanha, França e Cuba, dos gêneros aventura e drama biográfico, com direção de Walter Salles.
      Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem foi estudante de medicina que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de La Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.


domingo, 21 de agosto de 2011

TARDE DE ACESSIBILIDADE NO BEIRA RIO


 
     
      Continuando o domingo, fui com o Nichi e a Cláudia até o Beira Rio, onde o Inter iria enfrentar o Flamengo e onde haveria um evento pela acessibilidade nos estádios de futebol. A idéia era abrir uma bandeira dentro do campo no intervalo. Lá fomos nós!

                               
      Bem, sou colorado, mas nunca tinha ido a um jogo do Inter. Falha grave, eu sei... Demorei 33 anos da minha vida para ouvir a galera cantando aquela musiquinha “vamo, vamo Inter!” – eheheh! Mas, valeu a pena. O jogo foi 2 a 2, mas um gol de bicicleta do Damião encheu os meus olhos e de todos os colorados lá presentes.

     
      No intervalo, fomos abrir a dita bandeira amarela em prol da inclusão. Demorei para entrar num estádio de futebol, mas quando entrei, pisei até no gramado! – eheheheh!

      Voltando ao que interessa, o evento foi uma chamada de atenção a acessibilidade dos estádios de futebol. Os cadeirantes não puderam entrar no gramado porque as cadeiras de rodas trancariam na grama – foi a explicação que nos deram.
      Bandeira aberta, missão cumprida. Friozinho, vento gelado vindo do Guaíba, massa colorada e a esperança de que um dia nossos estádios apresentem melhores condições de acessibilidade.

CAMINHADA DA SUPERAÇAO - BRIQUE DA REDENÇÃO



      Domingão de sol e frio em Porto Alegre. Na Redenção, muita coisa acontecendo. O aglomerado de gente próximo ao espelho d’água indicava que não seria um domingo como outro qualquer. O brique tem dessas coisas: tem momentos que parece que estamos numa feira medieval, onde ambulantes, caminhantes, artistas, sons e tendências compartilham o mesmo espaço.

      Mas, voltemos ao aglomerado. Caminhada da Superação, segunda edição. Pessoas com os mais variados tipos de deficiência se encontraram para celebrar o início da semana de valorização dos PCDs.
      No começo, achei que tinha pouca gente. Aí, lembrei que era domingo, e que nesse dia existem menos ônibus adaptados. Aos poucos, a galera foi chegando e o movimento foi tomando corpo. Porém, uma coisa me chamou a atenção: mesmo num encontro onde o espírito é estimular a inclusão, as pessoas se dividiam de acordo com as suas deficiências. Ou seja, surdos de um lado, cegos de outro, cadeirantes num espaço a parte... O ser humano é assim... No final, o que acaba vencendo é a afinidade. Aí parei pra pensar: quem não tem deficiência também age assim. Sempre primamos por buscar o parecido com a gente, as pessoas que conhecemos. É natural.

                                             CONCENTRAÇÃO

      A caminhada partiu do espelho d’água perto do meio-dia e seguiu pela Av. Oswaldo Aranha, indo em direção ao Brique da Redenção.

      Aí, as deficiências novamente se dividiram: ala dos cegos, ala das pessoas com deficiência intelectual, ala dos cadeirantes... todos seguidos por pessoas das suas famílias e amigos.

                                       TRADUÇÃO NA LÍNGUA DE SINAIS


      No brique, abriu-se um corredor por onde a passeata passou, sem ser desconsiderada pela gente que aproveitava o domingo de sol.
      No entanto, não vi ninguém dos que olhavam juntar-se a caminhada. Natural, pensei eu... Parece que as pessoas só compram a causa da deficiência ou quando se tornam deficientes, ou quando têm algum membro da sua família com alguma deficiência. Fora isso, a pessoa com deficiência é vista como um ET por quem não tem convivência alguma com esse universo.

                                          MISS CEGA E REI MOMO

      Todo mundo olha, sorri, mas não chega muito perto. Aí dá vontade de dizer: “olha, chegar perto de uma cadeira de rodas não deixa ninguém deficiente... Deficiência não é que nem gripe A...”

      Mas, paciência... O que importa é que a semana de valorização das pessoas com deficiência foi aberta com chave de ouro e que o recado foi dado.


                                                         RAPAZ CEGO E SEU CÃO-GUIA 

      Pessoas com deficiência existem e estão por aí, nas ruas, nas escolas, no trabalho, nos ônibus, nos cinemas, etc, etc... Promover a acessibilidade não é apenas construir rampas... É, sobretudo, educar quem não tem nenhum tipo de deficiência a pensar no assunto e a entender que todos têm o direito de ir, vir e ser feliz.

sábado, 20 de agosto de 2011

EX-BBB FERNANDO FERNANDES É BICAMPEÃO MUNDIAL DE PARACANOAGEM

     
      Ex-participante do Big Brother Brasil, o paulista Fernando Fernandes conquistou, nesta quinta-feira, o seu segundo título mundial de paracanoagem, em competição que está sendo realizada até domingo em Szeged, na Hungria. Competidor da categoria K1 Masculino 200m, o atleta cravou a marca de 54s340, seguido pelo russo Alexey Malyshev (1m02s620) e pelo espanhol Antonio Álvarez (1m05s140). Ex-modelo, Fernando ficou conhecido após perder os movimentos da perna, ao envolver-se em acidente automobilístico, em 2009.
      Foi o segundo título mundial de Fernando, que mostrou que será um adversário de alto nível nos Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio, quando a paracanoagem será modalidade oficial do evento.
      Outro destaque paraolímpico brasileiro foi Marta Ferreira. A baiana venceu a Final A do K1 Feminino 200m TA com a marca de 1m04s1390, seguida pela canadense Christine Selinger (1m06s053) e pela italiana Anna Pani (1m08s723). Contudo, devido à prova ter sido disputada por apenas quatro países não pode ser oficializada como campeã mundial pela necessidade de haver a presença de no mínimo seis países.
      Já na final A do K1 Feminino 200m LTA Marta Ferreira garantiu o bronze para o Brasil ao chegar com o tempo de 1m06s571, atrás da canadense Christine Selinger (00m56s425) e da espanhola Silvia Elvira Lopez (1m05s743). Marta ainda entrou mais uma vez na água para a disputa da Final A do V1 Feminino 200m LTA, prova que chegou na 5ª colocação.
      Outros paracanoístas brasileiros que estiveram em finais do Campeonato Mundial e chegaram muito próximos de uma medalha foram Arildo da Conceição e Patrick de Almeida. Arildo chegou em quarto lugar no V1 Masculino 200m LTA com 1m01s194, muito perto dos primeiros colocados, em prova vencida pelo bretão Mahoney Patrick (57s648). Patrick de Almeida também chegou em quarto lugar também perto da medalha. Na final A do K1 Masculino 200m LTA ele chegou com o tempo de 46s192, vencida pelo romeno Iulian Serban com 43s294. Carlos Roberto Tavares foi desclassificado na final A do V1 Masculino 200m TA.

PASSEATA ABRE SEMANA DA VALORIZAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA EM PORTO ALEGRE


      Neste domingo (21), acontece em Porto Alegre a segunda edição da Passeata Movimento SuperAção. É a ação mais conhecida da ONG Movimento SuperAção  e abre oficialmente a Semana da Valorização da Pessoa com Deficiência, que ocorre de 20 a 26 de agosto, promovida pela Assembleia Legislativa (ALRS), através do Programa Assemblea Inclusiva (programação abaixo), paralelo à 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência.
      A concentração tem início às 10h e a passeata sairá ás 11h30min do espelho d’água próximo à UFRGS (Avenida Setembrino), no Parque da Redenção. O evento reunirá pessoas com deficiência de todo o Brasil e contará com a presença do cadeirante, idealizador e presidente da associação, Billy Saga. Após a passeata, o público poderá curtir os shows do grupo Estado das Coisas, Sombrero Luminoso e a apresentação artística do Centro Inclusivo de Artes Legato. Os organizadores esperam mais de 500 pessoas na atividade. Virão cadeirantes (já confirmados) de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e de Estados do Nordeste, além de cadeirantes da Argentina e um representante da Alemanha.
      O tema da passeata é uma adaptação da música Mi Casa Es Su Casa, do grupo Sombrero Luminoso, com rap de Billy Saga e trova de Neto Fagundes.
      A passeata reúne pessoas com e sem deficiência física. O objetivo, além de chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência, é combater o preconveito. “A nossa principal ação é essa passeata, pois só botando a cara na rua é que o preconceito pode sumir”, diz a cadeirante Juliana Carvalho, que é publicitária, blogueira e apresentadora do Programa Faça a Diferença, na TV Assembleia. “Queremos celebrar a vida e a diversidade humana e mudar a visão de que uma deficiência é sinônimo de desgraça. Sabemos que será um processo longo, um trabalho de formiguinha”, avalia. O movimento defende a consolidação dos dispositivos estipulados pela Convenção das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência. “A convenção define que todo tipo de deficiência é agravada pelo meio, por isso a necessidade de garantir a acessibilidade e espaços que pensam em todas as pessoas”, explica Juliana.
      A primeira filial do SuperAção na região sul está articulada em Porto Alegre desde janeiro de 2010, ano em que ocorreu a primeira passeata organizada pelo movimento. O movimento está consolidado em São Paulo, Rio de Janeiro e em três cidades Argentinas há oito anos. “A nossa ONG trabalha basicamente com educação por meio da arte, com a promoção de ações culturais socioinclusivas, com o objetivo de educar para a inclusão”, diz Juliana.

Fonte: Deficiente Ciente

CÃO-GUIA: DESOBEDIÊNCIA INTELIGENTE QUE SALVA VIDAS

     

      Parece uma história de amor: a vida de Clayton mudou após conhecer Samanta. Ele diz estar apaixonado pelo seu jeito carinhoso, companheiro e alegre de ser. “Estou encantado! Sempre que a encontro, me emociono”, diz, feliz da vida. A relação de carinho entre os dois, no entanto, não segue o modelo tradicional.
      Samanta é uma dócil labradora de três anos que está sendo treinada para ser cão-guia de Clayton Castro, de 29, deficiente visual desde os 11. “É tudo novo para mim, mas a sensação é a melhor que qualquer um pode imaginar. Ela me passa segurança total, desviando dos obstáculos”, conta. “Com a Samanta, vou viver de forma plena, sem as limitações de antes”, completa.

      Para chegar a essa fase do treinamento, quando o cão e o dono estabelecem um vínculo de carinho, respeito e confiança, a labradora passou por um rigoroso processo de escolha que teve início no seu nascimento.

Começo da seleção
      A avaliação para descobrir se um cachorro tem características para ser um cão-guia começa com a análise de sua estrutura genética. O histórico dos pais do animal é investigado para identificar se há a possibilidade de surgir na vida adulta alguma doença hereditária que poderá atrapalhar o trabalho.
      Reconhecidamente dóceis, característica primordial para ser cão-guia, labradores e golden retrievers são os mais usados. Mas essas raças não são as únicas que podem ser escolhidas. Em países do exterior, border collies e pastores brancos também são treinados.
      “Vira-latas não são usados porque não temos como mapear seus históricos genéticos. Se não fosse isso, poderiam ser. Eles são inteligentes e têm capacidade para exercer a função”, ensina George Thomaz Harrison, fundador da ONG Cão-Guia Brasil e treinador de Samanta.
      Aos três meses, os cães pré-selecionados são expostos a estímulos para ter o comportamento avaliado. Objetos que os animais nunca tenham visto são colocados na frente deles. Assustados, alguns filhotes recuam, latindo. Outros mais destemidos correm para cima do objeto. Têm aqueles que param, cheiram e depois interagem.
      “Esses são os escolhidos. Um cão-guia tem que ser equilibrado e deve manter-se concentrado e tranquilo ao passar por diferentes situações”, informa George. "Também seguramos o cachorro com a barriga para cima. Se ele se debater muito está fora. Procuramos os que se mantêm mais calmos". Segundo ele, às vezes acontece de nenhum cão ser escolhido em uma grande ninhada. “A Samanta foi selecionada entre oito filhotes”, relembra.

Prova de fogo
      Animal escolhido, é iniciada a fase na qual o cãozinho aprende a conviver em sociedade. Regras comuns são ensinadas, como fazer as necessidades somente em locais apropriados e proibir subir em camas e sofás. Ele também aprende coisas mais específicas, como desviar de obstáculos, perceber o movimento do trânsito e encontrar a entrada e a saída de diferentes locais.
      Quando o cão já está com aproximadamente dois anos, vem a prova de fogo: a interação com o deficiente visual. “Nessa hora, o cego também é treinado. Na adaptação, ele pode descobrir que se sente melhor com a bengala”, diz George.
      Esse problema felizmente não aconteceu com Clayton e Samanta. Com menos de uma semana de treinos, os dois demonstram total sintonia. “Saída, Samanta”. “Em frente”. “Para a esquerda”. “Meia volta”. Essas são algumas das orientações dadas à labradora, que está com o equipamento onde o deficiente visual se apoia preso ao peitoral.

Erros e acertos
      No treino, por segurança, o momento de atravessar ruas recebe um foco especial. O cão já está acostumado a parar em todas as beiradas de calçadas e identificar o movimento dos veículos, mas quem dá o comando de travessia é a pessoa que está com ele.
      “O deficiente deve ficar atento aos sons ao redor, de pessoas andando, de carros parados. Se o comando para atravessar for dado e o cão-guia perceber que há perigo, ele vai parar na frente do dono, contrariando a ordem. É o que chamamos de desobediência inteligente”, conta George.

Confira a história do jornalista Lucas de Abreu Maia:
“É mais do que um cachorro, é uma extensão do meu corpo”
      Para atingir esse estágio, há uma atividade curiosa. Na preparação, são retiradas tampas de bueiros em calçadas estreitas. Os treinadores dão a ordem de travessia, mas o cão não deve atendê-la. Se seguir em frente, o método é repetido até ele acertar. Isso acontecendo, o animal ganha um afago.
      A repetição também é usada no aprendizado para desviar de obstáculos, como bancas de jornal, orelhões e postes. “O segredo é a paciência. Não existe maldade com o cão durante o treino, não batemos nele”.

Concentração e aposentadoria
      Durante a fase de adaptação, o deficiente visual também aprende a “batizar” os locais que frequenta com regularidade. Ele deve dizer o nome do local ao cão e bater o pé três vezes. Após algumas repetições, o dono dirá ao animal o “nome de batismo” e chegará ao destino desejado.
      Os treinadores alertam que a função de cão-guia é um trabalho. Mesmo sendo encantadores, o correto é não mexer, distrair e fazer carinhos nos cachorros enquanto estiverem com o colete para que não percam a concentração. Sem o equipamento, eles saem do estado de prontidão e podem brincar e interagir como qualquer animal.
      Por ser uma função árdua, os cães-guia trabalham em média oito anos. Na “aposentadoria” os animais continuam vivendo com os deficientes visuais ou com alguém indicado por eles. “Os cachorros são aposentados com saúde para ainda aproveitar a vida”, diverte-se George.

Fonte: Ig

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ISABEL FILLARDIS LUTA POR UM MUNDO MELHOR



      A bela atriz e modelo Isabel Fillardis tornou-se conhecida do grande público em 1993, quando assumiu o papel de Ritinha na novela “Renascer”. Começo a carreira como modelo, e aos poucos, enveredou para a TV. Seu último papel foi em 2008, no folhetim “Malhação”. Mas, além de carreira artística, Isabel sempre teve uma grande preocupação com as causas sociais. Consciente da força de influência que um ator exerce sobre a população, procuroualiviar sua imagem a eventos que beneficiem os menos favorecidos.
      A preocupação com a condição de miséria e degradação do meio ambiente levaram a atriz a fundar, em 2003, a ONG “Doe seu lixo”, uma instituição atuante na área socioambiental e que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, ao proporcionar a redução dos impactos ambientais e gerar emprego e renda através da coleta seletiva de resíduos sólidos, doados por empresas e residências.

      Após a criação da ONG, Isabel ficou grávida do segundo filho, Jamal Anuar, da união com o empresário Júlio César. Jamal nasceu em maio de 2003, e marcou sua vida de forma definitiva. O pequeno nasceu* com Síndrome de West - uma doença rara que compromete o desenvolvimento da criança e que exige um tratamento intensivo e caro. O drama teve início logo nos primeiros meses do nascimento. A luta que se seguiu depois, a atriz decidiu compartilhar numa entrevista concedida a uma revista em fevereiro de 2006.
      A partir deste fato a história de Isabel e Jamal começa a tomar um novo rumo. Desde a publicação da revista, que inspirou novas matérias, a família não parou de receber correspondências de mães de todo Brasil que vivem situação semelhante.
      Sensibilizados com os diversos relatos recebidos, a atriz e o marido, Júlio César, decidiram criar a “A Força do Bem - Pelas Pessoas com Deficiência”, um projeto que pretende beneficiar crianças que, como Jamal, necessitam de cuidados especiais e não tem condições para isso.
      Aproveitando a estrutura já existente da “Doe seu lixo”, decidiram criar uma coordenação denominada “A Força do Bem – Pelas Pessoas com Deficiência”, um projeto exclusivamente a promover auxílio a pessoas que necessitam de cuidados especiais, devido às deficiências: visuais, mentais, auditivas e/ou motoras, e não tenham condições para isso.

Fonte: Revista Afro

* Segundo o Dr.Jorge Márcio de Andrade, a criança não nasce com Síndrome de West, pois essa síndrome é uma forma grave de epilepsia em crianças, como parte de um quadro de paralisia cerebral. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

VAGAS PARA PCDs


       
      Na próxima sexta – feira (19), AME - Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais, estará entrevistando profissionais com deficiência para as 125 vagas de empregos disponíveis.
      Com salários que variam de R$ 755,00 a R$2.300,00, os profissionais selecionados terão direitos: Vale Transporte, vale refeição Vale, Assistência Médica, Assistência Odontológica.
      Existem vagas disponíveis para pessoas com deficiência nas áreas: Comprador, Analista Contábil, Assistente Comercial, Assistente de Recursos Humanos, Caixa, Assistente de Atendimento, Assistente Administrativo, Auxiliar de Atendimento, Auxiliar Administrativo, Operador de Loja, Repositor, Balconista, Auxiliar de Serviços Gerais entre outras.
      Para concorrer às vagas é necessário comparecer ao local das entrevistas munido de currículo e laudo médico. Todas as oportunidades são para trabalhar em São Paulo, capital, em empresas multinacionais de grande porte.
 
Serviço:
Local da entrevista:R. Doutor Miguel Vieira Ferreira, 33 - Tatuapé / SP
(Refª: metrô Carrão / travessa da Av. Celso Garcia, altura do nº 5.200)

MÁ SAÚDE AO NASCIMENTO PODE SIGNIFICAR EDUCAÇÃO ESPECIAL NO FUTURO

         
         Um novo estudo aponta que bebês que nascem com problemas de saúde têm maiores chances de necessitar de educação especial quando adolescentes.

          A saúde do bebê pode ser observada logo após o nascimento, através do “índice de Apgar”. Os médicos utilizam o índice um e cinco minutos após o nascimento. Essa avaliação é uma medida do quão bem o bebê fez a transição da vida intra-uterina.

         O baixo índice de Apgar pode significar que algo deu errado durante o parto, como a privação de oxigênio em algum momento. Ele é importante para ver como o bebê e seu cérebro estão se comportando.

         A avaliação – que inclui teste de coração, pulmão e função cerebral – tem uma escala que vai de 0 a 10. A nota máxima significa que o bebê respira perfeitamente bem, tem ritmo cardíaco rápido o suficiente e bons reflexos.

        Agora, cientistas descobriram que os bebês que tem notas baixas na avaliação podem ser relacionados com dificuldades escolares na adolescência.

       Os pesquisadores analisaram dados de cerca de 900 mil bebês nascidos entre 1973 e 1986. A maioria das crianças tinha índice de Apgar normal, variando de 9 a 10. Apenas 1% tinha pontuação abaixo de 7 e um terço destes eram abaixo de 4, indicando sérios problemas imediatos.

       No total, cerca de 23 mil dessas crianças estavam indo para uma escola de educação especial aos 16 anos de idade. Crianças com um índice de Apgar abaixo de 7 tinham o dobro de chances de ir para escolas especiais comparadas a crianças com altos índices. Já as crianças que tiveram pontuações extremamente baixas, como 2 ou 3, eram cerca de três vezes mais propensas a precisar de educação especial.

       Alguns fatos já conhecidos sobre bebês com nota muito baixa no Apgar é que eles têm maior risco de morrer logo após o parto, e também são mais propensos a desenvolver paralisia cerebral.

       A pesquisa sugere que os pais devem ficar alertas caso o filho tenha apresentado baixo desempenho do índice de Apgar. Mas sem desespero: apenas 1 em cada 44 bebês com uma pontuação abaixo de 7 vai necessitar de educação especial no futuro. Isso demonstra que, mesmo sendo um indicador importante, o índice de Apgar não pode ajudar a prever quais crianças vão precisar de mais ajuda na escola.

      Os cientistas explicam que o índice de Apgar pode ter um impacto cerebral futuro, mas as crianças nascidas com baixo índice não devem ser tratadas como um grupo separado. Cada uma deve ser tratada individualmente, tanto em suas necessidades médicas como na capacidade acadêmica.
Stephanie D’Ornelas
Reuters
 

TRAVESTIS ENVELHECEM? - POR PEDRO PAULO SAMMARCO ANTUNES

      Conheci o Pedro em Salvador e tive a oportunidade de conhecer de perto o trabalho dele, inclusive, participando de uma das entrevistas que ele realizou no GGB. 
     
Ao eleger o tema de sua pesquisa de mestrado em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pedro Paulo Sammarco Antunes apostou num assunto desconhecido por grande parte da população e até mesmo entre o grupo que pretendia estudar: o envelhecimento das travestis, pessoas que sofrem toda sorte de preconceito desde a adolescência. "Elas são consideradas abjetas antes mesmo de começar todo o seu processo de transformação. O que dirá, então, quando ficam mais velhas?", indaga Pedro. 
Para sobreviver, criam estratégias, pois faltam políticas públicas capazes de lhes assegurar a dignidade e o respeito pela escolha que fizeram.
      Abaixo, conheça mais sobre a pesquisa desenvolvida por Pedro Sammarco e os seus desdobramentos. Psicólogo de formação, defendeu, em setembro de 2010, a dissertação "Travestis envelhecem?", orientado pela professora doutora Elisabeth Frohlich Mercadante.

Por que escolheu fazer mestrado em gerontologia?
      Com certeza, a intensa convivência que sempre tive com os idosos de minha família, desde a infância, até os dias de hoje, levou-me a esse caminho. Atualmente, meu avô paterno, Breno Sammarco, de 95 anos, mora em minha casa, junto com meus pais. É uma pessoa que admiro muito, com uma lucidez e uma memória espantosas e uma belíssima história de vida, que até foi retratada no Portal do Envelhecimento.

Como se decidiu pelo seu tema de pesquisa e como foi o seu desenvolvimento?
      A princípio ia pesquisar sobre gays idosos, porém soube que já havia uma pessoa fazendo esse trabalho. Então, tive um "insight" sobre a ausência de trabalhos a respeito da velhice dos travestis. Achei que seria muito interessante desenvolver esta pesquisa e foi o que fiz. É uma área pouco explorada, achei fascinante me aprofundar no desconhecido, contribuir com algo concreto, necessário, discutir o preconceito duplamente – o fato de ser velha e travesti. Para dar conta do meu objetivo, realizei três entrevistas abertas, com foco em histórias de vida. Uma delas, inclusive, a de Phedra de Córdoba, foi publicada parcialmente no Portal. As travestis, por serem consideradas desviantes e anormais, já são vistas como não humanas desde tenra idade. Atravessam a vida como invisíveis e sob muito preconceito. Por causa disso, improvisam suas existências em contextos violentos. Suas expectativas de vida são baixas. As que vivem até a chamada velhice, podem ser consideradas verdadeiras sobreviventes. Acabam servindo de referência e exemplo para as mais jovens.

Que desdobramentos acha que esta pesquisa teve na prática ou ainda terá?
      Acredito que minha pesquisa possa servir de ponto inicial para o doutorado, onde pretendo  fazer um levantamento de demandas para a elaboração de políticas públicas para esse segmento da população em todas as suas faixas etárias. A denominação travesti é uma construção, criada para organizar o funcionamento de nossa sociedade. Em meu estudo, aponto como as ciências biomédicas, com sua apropriação dos corpos humanos, determina o que é considerado normal e, portanto desejável, do que é anormal, patológico e indesejável. A intenção é compreender o impacto que tais diagnósticos terão sobre aqueles que são reconhecidos como anormais em relação ao que foi denominado de gênero sexual. O objetivo principal da pesquisa resultou no levantamento de demandas e necessidades em relação às travestis. Percebe-se que precisam urgentemente de políticas públicas que as reconheçam como humanas desde sempre. Dessa forma chegarão à velhice com dignidade e respeito, já assegurados pelos Direitos Humanos Universais.

O que o mestrado e a pesquisa acrescentaram em sua vida pessoal e profissional?
      Estou trabalhando mais amplamente, não me fixo só na psicologia.  Percebi que natureza e cultura acontecem simultaneamente. Antes achava que eram separadas. Foi muito libertador perceber essa conexão entre natureza e cultura. Acho ainda que, devido ao número quase inexistente de pesquisas sobre envelhecimento e velhice de travestis, fez-se necessário esse estudo, que não pretende esgotar o tema, mas sim iniciar uma importante discussão.

Quais os principais desafios que enfrentou durante o desenvolvimento da pesquisa?
      O principal foi encontrar bibliografia e travestis acima de 60 anos que quisessem falar sobre suas vidas.

Quais são seus próximos passos na vida acadêmica a partir deste mestrado? E na vida profissional?
      Estou iniciando o doutorado para levantamento de demandas para elaboração de políticas públicas para travestis.  Percebi a ausência dessa atenção. As travestis, como já disse, precisam ter assegurado o direito de todos de se reconhecerem como humanas desde sempre, o que não ocorre. Hoje elas atravessam a vida como invisíveis. Saem de casa muito jovens, ou são expulsas. Também não encontram apoio na escola, por isso abandonam os estudos. Com baixa escolaridade, cercada de preconceitos, a maioria encontra na prostituição acolhimento afetivo, de moradia e funcionalidade mínima para sobreviver. Suas expectativas de vida são baixas. As que vivem até a chamada velhice podem ser consideradas verdadeiras sobreviventes.

O que diria para quem está começando a estudar na área?
      A gerontologia é uma área muito gratificante, que permite muitos tipos de pesquisa. Além disso é um segmento extremamente promissor, pois a população idosa está aumentando cada vez mais em todo mundo. Em relação à minha pesquisa, especificamente, vejo que o assunto é extremamente complexo e há muito ainda a ser feito. Convido todos os pesquisadores e interessados a continuarmos esse trabalho gratificante e desafiador.

Fonte: http://portaldoenvelhecimento.org.br/