quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

POR TRÁS DA #ÉCapacitismoQuando

 
 
 
     
      Nem sempre a discriminação vem na forma de palavras de ódio. Às vezes, ela é mascarada por supostas boas intenções. Esse é o assunto que a hashtag #ÉCapacitismoQuando levantou na internet.
 
      A mobilização começou em lembrança ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado no último dia 3. A ideia veio de um grupo de amigos, todos deficientes físicos, que queriam dar força ao debate, com a proposta de conscientizar sobre atitudes cotidianas, até comuns, de capacitismo (termo utilizado para definir a discriminação com a capacidade física de uma pessoa).
 
      Segundo a designer Marina Batista Francisco, uma das organizadoras do movimento e que sofre de uma doença degenerativa, a questão sempre é debatida pelas pessoas com deficiência. Ela e os colegas, porém, decidiram que esta ganharia mais visibilidade se fugisse dos tradicionais “textões” da rede. Confira a conversa que o #VirouViral teve com uma das criadoras da hashtag.
 
 
      Como surgiu a ideia da hashtag? Não tínhamos grandes pretensões, pois sempre falamos sobre isso nas redes e nunca viralizou. Mas formamos um grupo de pessoas, deficientes, dispostas a ajudar na conversa e, assim, escolhemos a hashtag. Uma das nossas colegas fez o twibbon (tradução do termo: campanha online pelo Twitter) e tudo aconteceu.
 
 
      Como o  “capacitismo” se diferencia de outros tipos de preconceitos? Capacitismo é um conceito um tanto novo e pouco difundido no Brasil. Lá fora é o ableism (no termo em inglês). Resumidamente, é o preconceito e discriminação por formas e habilidades corporais. É necessário que saibamos classificar as discriminações para poder entender suas origens. Com os negros é racismo, com os LGBTs é homofobia e transfobia. Dessa forma, direcionamos os esforços para combatê-los. O preconceito é sempre direcionado, nunca é vago.
 
 
      A maioria das postagens fala sobre atitudes não escancaradas de preconceito, sobre ações que, às vezes, podem estar travestidas de boas intenções. Você acha que, em relação ao capacitismo, as pessoas são preconceituosas sem perceber? Quase tudo que postamos na tag são atitudes corriqueiras, justamente porque as pessoas não as entendem como preconceito e não notam que nos discriminam. Da mesma forma como era completamente aceitável, há algum tempo, mulheres não trabalharem por toda a sociedade achar que deveriam apenas ser donas de casa e mães. Em um aspecto mais amplo, eu posso dizer que nós somos respeitados por compaixão e pelo receio de descumprir alguma lei. É muito incomum sermos enxergados como igual e é isso que queremos mudar. Nosso maior problema como minoria não está no acesso físico, mas naquilo que chamamos de “acessibilidade atitudinal”.
 
 
      Quando você se sente discriminada pessoalmente, fala sobre isso para a pessoa que teve tal atitude? Depende. Se eu vou em algum lugar e estranhos me dão “parabéns” por simplesmente estar lá vivendo, como eu vou chegar pra pessoa e falar: “Olha, obrigada, mas apesar do seu parabéns ser um reconhecimento, eu só tenho que fazer este esforço porque a nossa sociedade não é acessível para mim. Além do mais, você daria parabéns para uma amiga que não tem deficiência só por ela estar ali?”.
 
 
A internet tem o poder de dar voz para aquelas pessoas que não teriam coragem de falar o que as incomoda pessoalmente? As redes permitem que divulguemos esse tipo de coisa. Mas não dá para sermos insensíveis e ignorarmos o histórico das pessoas que são preconceituosas. Falta informação sobre o tema, que não era tratado com relevância antes. Contextualizando para a realidade brasileira, são poucas as pessoas com deficiência que têm acesso à tecnologia.
 
 
O fato de muitas pessoas com deficiência não terem contato com essas inovações contribui para que o debate não tenha tanta repercussão quanto os de outros tipos de preconceito? A nossa falta de visibilidade existe em consequência de um looping no qual vivemos: usualmente, não temos acesso à boa educação acadêmica, por dificuldades que enfrentamos em efeito de nossas deficiências; o que gera falta de trabalho e de renda; o que não permite termos acesso a oportunidades mais ambiciosas. A consequência final é a falta de contato com as novas tecnologias. Historicamente, foi pior. Era vergonhoso ter um filho ou parente deficiente. As pessoas os escondiam. A mãe era considerada “culpada” por ter um gene impuro. Porém, a meu ver, vivemos em um momento de aumento exponencial da população brasileira de PcD (pessoas com deficiência). Os acidentes automobilísticos e as armas de fogo contribuíram para isso e ficou impossível dizer e acreditar que a vida acabou para essas pessoas. Por isso, o debate.

FONTE: VEJA

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

RANAVALONA, A RAINHA MÁ



      Num dos períodos mais sinistros da história de Madagáscar, a caprichosa rainha submeteu os próprios súbditos a todas as formas de execução imagináveis.

      O antropólogo e cineasta Keith Laidler escreve, na obra Female Caligula, que a rainha Ranavalona I de Madagáscar pode ter sido responsável pela eliminação de aproximadamente um milhão de súbditos. Durante o seu dissoluto e tirânico reinado, que se prolongou por 33 anos, muitos outros pereceram em consequência da fome ou foram obrigados a trabalhar ininterruptamente até à morte. A verdade, segundo Laidler, é que o comportamento da soberana, cujo nome era Rabodoandrianampoinimerina, reduzia as mais abjetas crueldades dos césares romanos a meros passatempos. Apenas conhecemos alguns dados biográficos sobre os primeiros anos de Ranavalona, como o de ter nascido na tribo Menabe, algures entre 1782 e 1790, no seio de uma família com ligações à realeza. Outro pormenor importante: a sua união com o rei Radama, o primeiro grande monarca da ilha, quando era pouco mais do que uma menina.

      O casamento colocou o poder absoluto ao alcance das mãos ambiciosas de Ranavalona e, de facto, muitos historiadores interrogam-se sobre até que ponto esteve envolvida na morte do marido e se teria chegado a envenená-lo. Pensa-se, igualmente, que, após o falecimento do rei, que não deixou herdeiros, teria eliminado qualquer potencial rival no caminho da sucessão, incluindo boa parte da família de Radama.


Uma frieza implacável

      Seja como for, a viúva negra subiu ao trono em 1828. Como governante, deu provas de uma frieza implacável. Uma das suas primeiras medidas foi rasgar todos os tratados que o anterior monarca assinara com diversas potências estrangeiras e expulsar da ilha todos os que não eram nativos. A situação tornou-se especialmente difícil para os missionários, nomeadamente depois de a rainha recuperar de uma doença grave, por volta de 1835. A lenda que surgiu em redor de Ranavalona garante que conseguiu escapar da morte graças a um talismã mágico que guardava no local mais recôndito do palácio, mas o que se sabe é que, por essa altura, foi desencadeada uma perseguição implacável contra os cristãos.

      Numa tentativa para erradicá-los de Madagáscar, a rainha, que podia mobilizar um exército de 20 mil homens, executou todos os que declaravam professar aquela religião ou que tivessem uma Bíblia. Ranavalona demonstrou possuir um refinado e imaginativo talento para matar: alguns testemunhos referem como muitas vítimas, depois de capturadas, eram crucificadas ou vestidas com peles ensanguentadas de animais sacrificados, para servirem de presa aos cães. Outros eram atados aos pares e lançados nas selvas mais densas de Madagáscar para morrerem à fome. Um dos seus métodos preferidos era colocar o prisioneiro num poço escavado numa elevação e fazer que os soldados lançassem do alto recipientes com água a ferver, de forma que o líquido começasse a subir, pouco a pouco, para escaldar lentamente o desgraçado.

      Aos estrangeiros, ela não negava a liberdade religiosa em seu país. Porém, ninguém poderia ensinar o povo de Madagascar uma crença que não fosse própria de lá. A pena era clara: a morte! Isso fez com que muitos cristãos fugissem do país, e inúmeros dos que ficaram foram presos, torturados e executados.

      Certa vez, ela colocou 15 missionários cristãos para perdurados em cordas sobre um precipício, cortando a sustentação e matando a todos! Em outras ocasiões, ela cozinhava os cristãos vivos!





      Não é de estranhar que os cristãos da ilha falem daquela época como “o tempo em que a terra era escura”. Algumas estimativas indicam que cerca de 150 mil podem ter morrido durante os anos da repressão exercida por Ranavalona. Por sua vez, outros “criminosos” não eram mais bem tratados e, para provar a sua inocência, tinham de beber venenos letais extraídos de plantas ou eram forçados a nadar em rios infestados de crocodilos. A soberana também não mostrou clemência com o exército de escravos que mantinha atarefados nos mais diversos trabalhos: eliminou, por pura diversão, dez mil servos numa semana de festejos.

      Como não podia deixar de ser, a ilha mergulhou no isolamento. Em 1845, uma missão anglo-francesa procurou travar as atrocidades, mas a rainha (que se fazia adorar, na época, como uma deusa viva) suspeitou que ocultava uma conspiração familiar, pelo que expulsou os europeus e prosseguiu as suas atividades. Tinha razão relativamente à conjura. Radama II, seu filho e herdeiro, contactara em segredo os católicos e chegou a pedir a Napoleão III para invadir o país. Todavia, as portas de Madagáscar só se abririam em 1861, ano da morte da soberana.

FONTES: SUPER História 2011/2012: Os Maus da História!, MEGACURIOSO

REALIDADE MODERNA - DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA



(Autoria: Steve Cutts)

domingo, 4 de dezembro de 2016

A PRIMEIRA INFÂNCIA DAS CRIANÇAS CEGAS



      Durante os primeiros quatro meses após o nascimento, o desenvolvimento de um bebê cego é muito semelhante ao de um vidente: exercita os reflexos de que é dotado de forma inata e, posteriormente, constrói seus primeiros hábitos ou esquemas de ação em relação a seu próprio corpo, com exceção aos relativos à visão. Conseguirá, por exemplo, aperfeiçoar o esquema de segurar, coordenar a sucção e a preensão, bem como sorrir, quando ouve a voz de sua mãe.

      É a partir desta idade que começarão a ser produzidas importantes diferenças no desenvolvimento das crianças cegas. Enquanto a partir do quinto mês, aproximadamente, as crianças videntes já são capazes de segurar objetos sob o controle visual, realizando uma constante exploração das características dos mesmos e do lugar que ocupam no espaço, os bebês cegos somente têm consciência da existência dos objetos e do espaço que está fora do alcance de suas mãos, se estes emitem algum tipo de som. Ao problema óbvio de que o som não é uma propriedade de todos os objetos, deve-se acrescentar o fato de que a coordenação audiomanual e, consequentemente, a busca dos objetos mediante o som ocorre com um atraso de cerca de seis meses-em-relação à coordenação visual-manual.

      O desenvolvimento da conduta de busca dos objetos pelos bebês cegos é o seguinte (Fraiberg, 1977): Antes dos sete meses, não há indícios de busca, quando se tira um brinquedo de sua mão, não tenta recuperá-lo. Entre os sete e os oito meses, começa a buscar objetos com os quais têm contato tátil, mas sem se aperceber do lugar em que o perdeu e muito brevemente: quando se faz soar o objeto perdido, não o busca, mas abre e fecha a mão, como se quisesse agarrá-lo. Não há nenhuma resposta diante de objetos sonoros, se a criança não os tocou previamente. Entre os oito e os onze meses, o bebê começa a buscar os objetos em torno do local onde os perdeu; quando derruba um objeto sonoro, é capaz de utilizar o som para buscá-lo, embora ainda não seja capaz de buscar um objeto mediante seu som, se não o tocou        previamente. Por fim, aos 12 meses, é capaz de buscar um objeto guiando-se somente por seu som, o que pressupõe a coordenação definitiva entre o ouvido e a mão.

      Assim, a construção de um mundo de objetos permanentes e de um espaço exterior que os contém, constituirá uma tarefa árdua para a criança cega. Tanto Fraiberg (1977) como Warren (1984), afirmam que as respostas sociais diferenciadas dos bebês sem visão (sorriso ao ouvir a voz da mãe, a partir dos quatro meses, e condutas de medo diante de vozes desconhecidas, a partir dos oito), são indícios de um certo conhecimento da permanência das pessoas.

      No que se refere ao desenvolvimento motor, quando as crianças cegas são bem estimuladas, as aquisições posturais (virar-se, sentar-se ou caminhar com ajuda) desenvolvem-se da mesma maneira e dentro da mesma faixa etária que nos videntes. Exceto na conduta de levantar-se com os braços quando estão de bruços, em que se encontram atrasadas aproximadamente oito meses, provavelmente, pela necessidade de que o bebê cego tem em utilizar as mãos como instrumento, para conhecer o mundo. É importante assinalar que existem atrasos importantes, em todos os aspectos que se referem à movimentação auto-iniciada; - as crianças cegas praticamente não engatinham e começam a andar sem ajuda aos 19 meses. Fraiberg (1977) explica este atraso pelo desconhecimento que as crianças cegas têm da existência dos objetos que não podem alcançar com os braços: somente quando a criança cega écapaz de buscar os objetos sonoros, começará a ter interesse em movimentar-se.

      Por último, é necessário destacar a importância das relações afetivas no desenvolvimento adequado da criança cega. A aceitação da deficiência e o conhecimento, por parte dos pais, das potencialidades do bebê sem visão são indispensáveis para o estabelecimento de boas relações de afeto.

FONTE: http://www.diversidadeemcena.net/artigo03.htm
PERCEPÇÃO, AÇÃO E CONHECIMENTO NAS CRIANÇAS CEGAS

ESPERANZA OCHAITA E ALBERTO ROSA

sábado, 3 de dezembro de 2016

SEM MAIS



Chapecó, Santa Catarina

Um garoto sozinho lamenta o desastre que matou jogadores da Chapecoense na arquibancada da arena Condá na madrugada de segunda-feira (28). O maior desastre da história do futebol matou a comissão técnica do clube e dezenas de jornalistas, num total de 71 mortos e 6 feridos.

FONTE: msn.com.br

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

VOCÊ APRENDEU ERRADO NA ESCOLA...


CABRAL DESCOBRIU O BRASIL POR ACIDENTE


VOCÊ APRENDEU QUE: O português Pedro Álvares Cabral usou os conhecimentos de navegação da época para procurar as Índias usando um caminho alternativo em linha reta pelo oceano Atlântico. Sem querer, chegou ao Brasil e nem percebeu o erro – por isso os habitantes daquela terra foram chamados de “índios”.


MAS NA VERDADE: Os mapas portugueses indicavam que havia terras a serem exploradas a oeste, e elas não tinham nada a ver com as Índias. A notícia da chegada de Américo Vespúcio ao Caribe, em 1498, tinha circulado rápido. Portanto, quando chegou a Porto Seguro, Cabral sabia bem a importância da descoberta.

OS ÍNDIOS NÃO SE BENEFICIARAM NA RELAÇÃO COM OS EUROPEUS



VOCÊ APRENDEU QUE: Os portugueses foram espertos no comércio com os índios: trocavam o valioso pau-brasil por quinquilharias sem nenhuma utilidade. Além disso, os nativos também foram escravizados ou forçados a adotar uma nova religião, o cristianismo. Com o tempo, a cultura local foi absorvida, e um povo que era pacífico e vivia em harmonia com a natureza desapareceu.


MAS NA VERDADE: As novidades trazidas pelos portugueses (de armas a cavalos) causaram uma revolução na vida dos índios. Isolados do desenvolvimento da Ásia, África e Europa por 3 mil anos, eles não tinham saído da Idade da Pedra. Para eles, o pau-brasil é que era inútil. Os nativos foram incorporados às vilas e, no geral, gostaram da experiência de viver com os portugueses.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

LIVROS QUE VIRARAM NOVELA - A ESCRAVA ISAURA





    O livro de Bernardo Guimarães, que conta a história de uma escrava de cor branca, que tenta fugir das mãos de seu dono, já foi adaptado duas vezes para a televisão. A primeira delas foi em 1976, com o título de Escrava Isaura, trazendo Lucélia Santos como protagonista e o ator Rubens de Falco como Leôncio. A novela é até hoje a mais assistida em todo o mundo, sendo até hoje reprisada em vários países e dublada em diversos idiomas. A segunda versão foi ao ar pela Rede Record em 2004. Bianca Rinaldi deu vida à escrava.

    Escrito em plena campanha abolicionista  (1875), "A Escrava Isaura"   conta as desventuras de Isaura, escrava branca e educada, de caráter nobre, vítima de um senhor devasso.

    O romance foi um grande sucesso editorial e permitiu que Bernardo Guimarães se tornasse um dos mais populares romancistas de sua época.
 
 
 
FONTES: 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

6 MITOS SOBRE CONTRATAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA



      As empresas têm grande dificuldade para contratar e integrar pessoas com deficiência em suas equipes. Com isso, acabam perdendo oportunidades de melhorar sua eficiência e receita.
Ainda que existam cotas que obriguem a contratação, esse é um dos públicos menos engajados nas companhias, segundo a consultoria Santo Caos.

      “Se a empresa conseguir integrar essas pessoas, elas serão mais produtivas e pró-ativas, gerando lucro”, afirma Guilherme Françolin, sócio da consultoria.

      Em uma pesquisa com 461 entrevistados e mais de 40 horas de filmagens, a consultoria conversou tanto com esse público quanto com gestores e pessoas de recursos humanos e levantou 6 mitos sobre a contratação de pessoas com deficiência.

1 – Falta gente

Empresas com mais de mil funcionários precisam ter 5% do quadro de funcionários preenchido com pessoas com deficiência. No entanto, apenas 8% das companhias brasileiras cumprem essa meta.

Em alguns casos, gestores imaginam que não há pessoas com deficiência o suficiente para cumprir as cotas previstas por lei.

No entanto, há 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, ou cerca de 23,9% da população total, segundo o IBGE. Desses, 66% são pessoas economicamente ativas e 21% têm ensino médio completo.

A cota abarcaria apenas 2% de todas as pessoas com deficiência no país. Mesmo assim, ela não é preenchida: apenas 1% de todo esse público é contratado pela cota.

2 – Qualificação

Em segundo lugar, há uma crença de que essas pessoas não seriam qualificadas o suficiente para preencher os requisitos.

No entanto, segundo a consultoria, uma em cada quatro pessoas têm ensino médio completo. 7% têm ainda superior completo – no resto da população, essa faixa é de 10%. Além disso, muitas pessoas adquirem deficiências no decorrer da vida, já formadas.

Por causa desse engano, “a pessoa com deficiência às vezes é contratada apenas para cumprir a cota”, diz Françolin.

Ele explica que muitas vezes essa pessoa não tem um cargo, funções ou tarefas definidas, ficando desmotivada. Dessa forma, ela acaba saindo da empresa – o turn over, troca de emprego em um ano, desse público é de 90%.

3 – Preferem os benefícios

Acredita-se, também, que há pessoas com deficiência que prefiram receber o benefício do governo a trabalhar, por isso seria difícil contratá-las. Contudo, apenas 3,2% recebe essa bolsa.

Além de enfrentar burocracia para garantir o benefício, o valor recebido é baixo e não paga todas as despesas.

4 – Custa caro

De acordo com a consultoria, muitos gestores deixam de contratar pessoas com esse perfil porque acreditam que os custos para tornar o ambiente acessível seriam muito altos. Essa preocupação acaba se tornando mais um obstáculo para a inclusão.

Porém, segundo o diretor, as equipes de recursos humanos deveriam dar mais foco a integração de pessoas com deficiência, para que elas se sintam parte da empresa.

“A maior dificuldade para essas pessoas é o preconceito, não a falta de acessibilidade. Elas já vivem todo dia em um mundo que não é acessível e conseguem se virar”, afirma Françolin.

5 – Não há vantagens

Algumas empresas percebem apenas os custos atrelados às contratações, sem enxergar as melhorias que a inclusão poderia trazer.

O primeiro benefício é bem perceptível no bolso. “A multa para o não cumprimento da cota é bastante alta. Porém, as empresas não são fiscalizadas porque essa política é recente. Elas só vão pensar nessa questão com mais afinco quando doer no bolso”, diz o diretor.

Há vantagens menos visíveis sobre a inclusão desse grupo.

“As pessoas com deficiência são um quarto da população. Se você as ignora na sua equipe, também vai ignorar um quarto dos seus clientes potenciais”, diz o diretor da consultoria.

Além disso, ao tornar o ambiente na empresa mais inclusivo, os funcionários passam a participar mais, sugerindo ideias inovadoras e mudando processos antigos, afirma a consultoria.

6 – Produtividade

Por fim, outro mito mencionado pelos entrevistados foi que essas pessoas teriam dificuldades de exercerem suas funções.

Segundo a pesquisa, a opinião dos gestores mudou depois de trabalhar com pessoas com deficiência. Eles acreditam que esse público produz até mais que uma pessoa sem esse tipo de obstáculo.

“Essas pessoas querem provar para si mesmas que elas conseguem dar conta das tarefas e vencer os desafios que lhe são impostos”, diz Françolin.

FONTE: REVISTA EXAME (Por Karin Salomão)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

VOCÊ APRENDEU ERRADO NA ESCOLA...

 
 

OS BANDEIRANTES DIZIMARAM OS ÍNDIOS

 
VOCÊ APRENDEU QUE: Os bandeirantes, que dão nome às principais rodovias de São Paulo, escravizavam e matavam os índios sem dó. Relatórios dos jesuítas acusam os bandeirantes de eliminar, ao todo, 3 milhões de nativos.
 
 
 
MAS NA VERDADE: Os bandeirantes não foram heróis, mas também não foram facínoras. Muitos forjaram parcerias com os índios, que os acompanhavam Brasil adentro. Quem não gostava nada disso eram os jesuítas – mais índios nas viagens significava menos convertidos nas igrejas. Os padres é que teriam sido responsáveis por atribuir a fama de truculência aos bandeirantes.
 
 

O COCO E A BANANA SÃO BRASILEIROS

 
 
VOCÊ APRENDEU QUE: Essas frutas seriam originais do Brasil. Ilustrações e pinturas sobre a chegada de Cabral (e os primeiros anos de colonização) mostram um litoral parecido com o que conhecemos hoje: praias azuis, de areias brancas, ornadas por longas fileiras de coqueiros. E a banana já seria uma fruta típica do país, muito consumida pelos índios.
 
 
 
MAS NA VERDADE: O coco e a banana vieram com os europeus. Pasme: os nativos se alimentavam dos animais que caçavam… e de amendoim! Não existiam banana nem coco. Aliás, muitas frutas que associamos ao nosso “país tropical” foram trazidas por colonizadores ao longo do tempo – entre elas, a jaca, a manga e o abacate.
 
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CINEMA EM TIRAS - SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 4




      Betsy Palmer, intérprete da Sra. Voorhees, renegou o filme em várias ocasiões, chamando-o inclusive de “um monte de merda”. Disse que se não estivesse precisando de um trabalho, não teria gravado o filme. Apesar disso, apareceu em breves momentos na segunda e na terceira parte.



      O filme foi gravado no acampamento Nobebosco, em Nova Jersey. Somente foi preciso construir para o filme, o quarto de banho. No acampamento há uma parede decorada em comemoração ao fato do filme ter sido gravado ali.

      Na morte de Jack (Kevin Bacon), o mecanismo que devia fazer o sangue sair, falhou, por isso o criador dos efeitos especiais, Tom Savini, teve que soprar o tubo para que saísse o sangue. Isso fez com que aparecessem bolhas no sangue.



      O filme originalmente iria se chamar “A long night at Camp Blood”.

      Foi um dos primeiros papéis de Kevin Bacon, sua morte é uma das mais famosas da saga e causou um grande impacto na época.

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