quinta-feira, 27 de julho de 2017

SÍNDROME DE LÁZARO





      Em 1982, um fenômeno perturbador foi relatado pela primeira vez na literatura médica. Alguns pacientes declarados clinicamente mortos voltaram à vida após vários minutos (ou até horas) mesmo tendo sido submetidos a uma ressuscitação torácica fracassada. Desde então, foram noticiados mais de 38 casos do que ficou conhecido como a Síndrome de Lázaro.

      Embora seja difícil estudar os detalhes desse fenômeno, os pesquisadores trabalham com duas hipóteses para explicá-lo. A primeira estaria relacionada à baixa perícia médica com que eram feitas algumas ressuscitações cardiovasculares, o que poderia causar uma pressão no tórax que suprime o batimento cardíaco até a área ser gradualmente descomprimida. A segunda teria a ver com a hipercaliemia, altas acumulações de potássio que poderiam retardar o reinício da circulação sanguínea.

      Um dos casos mais impressionantes da síndrome foi registrado no Mississippi, nos EUA, em 2014. Um homem de 78 anos foi declarado morto após ser encontrado sem pulso e acordou, no dia seguinte, em um saco de cadáver. 

FONTE: https://seuhistory.com/

quarta-feira, 26 de julho de 2017

FAMOSOS INUSITADOS





De sunga, Arnold Schwarzenegger caminha pelas ruas de Munique, na Alemanha, em 1967.

terça-feira, 25 de julho de 2017

FALANDO DE INCLUSÃO - FAZ DIFERENÇA QUAL TERMO USAR?






      A Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (2006) elegeu a atual nomenclatura que norteia o universo da Inclusão quando o tema é deficiência. Sempre que apresento em alguma palestra quais os termos apropriados para nos referirmos às pessoas com deficiência, ouço, entre outras coisas, a seguinte afirmação: "mas isso muda o tempo todo...". Ou ainda: “nem adianta decorar, pois logo já vai mudar”...



      Entendo e até concordo em parte com estas afirmações. Realmente, os termos e as nomenclaturas já mudaram muito nas últimas décadas. Exemplo disso, é o termo “pessoa com Síndrome de Down”, que já foi “mongoloide”, “retardado”, “excepcional” e “especial”. Porém, achar que por conta dessas mudanças não devemos buscar toda a atualização possível, acho um equívoco. Sim, é preciso estudar e conhecer o termo em uso, mesmo que ele mude a cada dois anos. É o mínimo que se espera de um bom profissional, seja ele da educação, da saúde ou de qualquer outra área que trabalhe com o universo da deficiência. Mas, será que estas mudanças na nomenclatura são pertinentes? Será que faz alguma diferença a maneira pela qual vamos chamar o indivíduo que possui algum tipo de deficiência? Ou ainda, o que vai acontecer se continuamos usando termos inadequados para nos referirmos às PCDs?



      Acredito que esta resposta esteja profundamente vinculada ao nosso contexto social, histórico e comportamental. Durante 20 anos, o Brasil viveu mergulhado num regime ditatorial que, tal como um polvo gigante, sufocou a liberdade de opinião e de expressão. Ainda que houvesse uma ferrenha resistência por parte de setores culturais e políticos da sociedade aos efeitos da ditadura, é nítido que os anos de chumbo significaram um período conturbado onde muitos gritos foram contidos. Logo após, com a abertura política nos anos 80, começamos a provar de uma liberdade ímpar que em cinco anos levou-nos até os anos 90. Aí sim, tudo era permitido. Não raro, vemos postagens nas redes sociais relembrando programas de TV dos anos 90, onde tudo era possível, desde “sushi erótico” até mulheres e homens excitados numa competição numa banheira em frente às câmeras. Piadas satirizando negros, gays e pessoas com deficiência e enaltecendo o padrão normativo da sociedade fizeram parte da conturbada enxurrada de informações a que ficamos expostos. E pior: expostos, e sem espaço para questionarmos aonde aquilo tudo iria parar. Foi então que nos últimos anos surgiu um termo tão polêmico quanto necessário e que divide opiniões: o “politicamente correto”. Chamar alguém de preto, de viado ou valorizar atitudes machistas que inferiorizem um gênero em prol de outro passou a ser inaceitável nos últimos anos, ainda que saibamos que os efeitos desse “politicamente correto” só poderá se fazer sentir com mais intensidade num futuro talvez nem tão próximo.



      Quando minha avó nasceu, há cem anos atrás, a abolição da escravatura tinha sido proclamada fazia apenas três décadas, o que é um tempo muito curto dentro de uma perspectiva histórica. Meus avós conheceram um mundo onde as mazelas da escravidão ainda eram muito presentes e onde negros não eram sinônimos de gente, mas sim, de mão de obra desprovida de alma e de sentimentos. Todavia, os conceitos e preconceitos que embasaram o mundo onde meus avós viviam não mudaram muito no último século, de forma que as diferenças de oportunidades e de possibilidades para um negro e para um branco em aspectos como educação e trabalho, infelizmente, ainda são gritantes. Chamar um negro de “macaco” num estádio de futebol ou numa rede social é crime. Dizer que uma mulher foi estuprada porque provocou os estupradores com suas roupas curtas é no mínimo inaceitável. Desta forma, uma avalanche de novos conceitos cada vez mais faz-se presente nos nossos dias, promovendo reflexões e tentando desfazer as amarras às quais mostrávamos presos. Palavras não são apenas palavras, mas sim, pedaços de significados que usamos para expressar nossas ideias, sentimentos e atitudes. Sendo assim, acredito que o politicamente correto – ainda que muitos o critiquem alegando ser ele uma espécie de censura – encontra papel justificável na nossa sociedade. Entender que as mudanças de termos e de nomenclaturas vão muito além do simples uso de expressões da nossa língua, é necessário e até imprescindível, uma vez que ajudam a construir novos conceitos e a destruir preconceitos solidificados por décadas, séculos e gerações.


por Cris

tiano Refosco

domingo, 23 de julho de 2017

FAMOSOS INUSITADOS





Albert e Elsa Einstein entre os membros da tribo Hopi, em 1931, na região do Grand Canyon, nos Estados Unidos.

sábado, 22 de julho de 2017

ORIGEM DO BIG BEN




      Muitas pessoas acreditam que Big Ben é nome do palácio onde ficam as duas Casas do Parlamento do Reino Unido. Só que, diferente do que pensa a maioria, essa definição se refere ao apelido dado ao sino de 14 toneladas que fica dentro da Elizabeth Tower — nome oficial da torre que abriga o relógio mais famoso do Velho Continente. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

UMA DAS PIORES NOVELAS DE TODOS OS TEMPOS... OU TERIA SIDO A PIOR?


      A Globo tinha apenas dois anos quando exibiu a novela mais desastrosa da história da TV: Anastácia, a Mulher Sem Destino. A trama estreou em 28 de junho de 1967 e tentou contar a trajetória de uma moça pobre que se descobria filha de um czar russo. Porém, o rumo de Anastácia e dos outros personagens se tornou tão confuso e preocupante que a emissora teve que tomar as medidas mais drásticas possíveis para tentar salvar a novela de um fracasso completo.



      Pela trama rocambolesca e distante da realidade brasileira, a produção já começou mal: Anastácia (Leila Diniz) descobria sua herança real e se refugiava em uma ilha vulcânica nas Antilhas para esconder sua identidade.



      Diante das reclamações dos telespectadores, a Globo pediu socorro a Janete Clair, autora já consagrada na Tupi. Ela inventou uma solução radical: matou mais de 100 personagens em um terremoto. A história avançou 20 anos e recomeçou com apenas sete personagens. O público aceitou melhor a trama, e Janete virou estrela da teledramaturgia da Globo.

      "Anastácia foi importante exatamente por mostrar a flexibilidade do gênero. Janete Clair, com imenso talento para o folhetim, conseguiu salvar a novela", opina o autor e especialista em teledramaturgia Mauro Alencar. Mas, segundo a história televisiva, essa foi a pior novela de todos os tempos.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A SALA SECRETA



      Atrás da cabeça do presidente Abraham Lincoln no Monte Rushmore, há uma sala misteriosa à qual, infelizmente, o público não tem acesso. Dentro dela, uma cápsula do tempo, idealizada por seu construtor, Gutzon Borglum, guarda algumas das relíquias mais importantes da história dos Estados Unidos: um exemplar da Constituição do país, a Declaração da Independência, a Declaração de Direitos, a biografia de Borglum, além de breves descrições sobre cada um dos quatro presidentes norte-americanos esculpidos no monumento.

FONTE: MEGACURIOSO

terça-feira, 18 de julho de 2017

TDAH NA VIDA ADULTA - PARTE 2




      O avanço nas pesquisas em adultos portadores de TDAH tem trazido à tona a importância de um correto e preciso diagnóstico sobre a doença depois da infância, já que os tratamentos disponíveis trazem resultados quase imediatos quando o assunto é melhorar a qualidade de vida. Uma das últimas novidades na área foi a atualização dos critérios de diagnóstico, modificados para a mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) — publicação da Associação Americana de Psiquiatria adotada como principal guia internacional para a determinação das doenças mentais. Nesta atualização, de 2013, houve uma redução em relação à quantidade de sintomas necessários para o diagnóstico em adultos, já que eles tendem a atenuar alguns dos traços comportamentais.

      — Manifestações de hiperatividade, como correr, escalar móveis e outros sintomas característicos de crianças, não são necessários para identificar o transtorno em adultos, por exemplo. Eles sofrem mais da sensação de inquietude, como não conseguir relaxar em momentos de descanso — explica o psiquiatra Paulo Mattos.

      Além disso, a idade limite para o início da manifestação dos sintomas também foi alterada. Antigamente, eles deveriam aparecer até os sete anos. Hoje, este limite foi estendido para os 12 anos já que, segundo o especialista, muitos adultos portadores da doença têm dificuldade de se lembrar dos comportamentos atípicos antes dos sete anos.

      Os tratamentos realizados hoje para pacientes portadores do transtorno, tanto adultos quanto crianças, são baseados em medicamentos psicoestimulantes, como a ritalina e a anfetamina. O psiquiatra Eugenio Grevet explica que, apesar de não ter cura, o TDAH é uma doença que ainda precisa de muitos estudos, pois em torno de 15% dos pacientes que realizam um tratamento contínuo por cerca de sete anos param de apresentar os sintomas mesmo depois de deixar de tomar o medicamento.

      Para Cleber Ferrari, o tratamento de dois anos com medicamentos e acompanhamento de especialistas significou uma mudança radical em sua vida. Sentindo-se mais “enquadrado” na sociedade, ele adquiriu a confiança para ingressar em cursos de pós-graduação e, principalmente, de estudar para um concurso, do qual já foi aprovado.

FONTE: http://tutores.com.br/blog/

sábado, 15 de julho de 2017

OS PÉS DA ESTÁTUA




      Símbolo da democracia dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade é um dos monumentos mais visitados de todo o mundo e, certamente, um dos mais fotografados. Só que, mesmo assim, poucos turistas reparam em um detalhe encravado nos pés da estrutura de bronze: as correntes quebradas, que representam o fim da escravidão e a libertação dos tiranos e opressores.

FONTE: MEGACURIOSO