segunda-feira, 31 de outubro de 2011

TERRA CHEGA AOS 7 BILHÕES DE HABITANTES

     
      A Organização das Nações Unidas (ONU) convencionou que esta segunda-feira (31) marca o dia em que a população mundial chegará à marca de sete bilhões de pessoas.
      Um dos grandes desafios impostos por esse contingente populacional, que cresceu a taxas assustadoras nos últimos 50 anos, é o rápido envelhecimento da população em alguns países, enquanto outros têm taxas de natalidade mais altas, criando um número inédito de jovens e idosos, o que tem preocupado muito as autoridades.
      Segundo um relatório divulgado pela ONU na semana passada, é preciso mais planejar e investir em novas políticas públicas para lidar com a crescente população mundial e suas consequências - a necessidade por mais alimentos, água e energia e a maior produção de lixo e poluição.

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/


HILDA FURACÃO - SUGESTÃO DE LIVRO

      Aí vai uma sugestão de livro bem legal... "Hilda Furacão", do mineiro Roberto Drummond é um divertido retrato de Minas Gerais e do Brasil nos anos 60. A improvável história de amor entre um frei e uma prostituta já ganhou a TV e é conhecida no  mundo todo.



      Hilda Furacão passa-se em Belo Horizonte no início dos anos 60. Hilda, a Garota do Maiô Dourado, enfeitiçava os homens na beira da piscina em um dos mais tradicionais clubes, o Minas Tênis. Por algum motivo secreto muda-se para o quarto 304 do Maravilhoso Hotel, na zona boêmia da cidade. Transformada em Hilda Furacão, a musa erótica tira o sono da cidade. Sua vida de fada sexual cruza-se com os sonhos de três rapazes vindos do interior: um é inspirado no notório Frei Betto, que queria ser santo, mas se tornaria frade franciscano, líder político e escritor. Outro queria ser ator em Hollywood e torna-se dom juan de aluguel. O terceiro, aquele que queria ter sua Sierra Maestra, é o próprio Roberto, narrador da história. Hilda Furacão é o desafio que o santo tem que enfrentar. O romance foi transformado em minissérie de grande sucesso pela TV Globo, com Ana Paula Arósio no papel de Hilda.
      O estilo do autor causou suspense quanto à real existência de Hilda Furacão. Roberto Drummond misturou personagens reais a imaginários, oferecendo verossimilhança. Contudo, até falecer em 2002, Roberto preferiu não esclarecer o que é realidade e o que é ficção. Segundo ele, se transformou em refém da Hilda Furacão. Dessa forma, a existência de Hilda continua sendo tema de debates entre os leitores e os moradores de Belo Horizonte - cenário onde a trama acontece. Diferentemente de Hilda, o personagem Malthus tem uma explicação: foi inspirado em Frei Betto,  grande amigo de Roberto Drummond.
      A obra também ganha destaque pelo envolvimento dos personagens com o cenário político da época: o livro retrata o desejo revolucionário comunista, ilustrado no personagem Roberto, e termina um dia após o golpe político dos militares, que deu início a Ditadura Militar no Brasil, ironicamente 1º de Abril, Dia da mentira.


296 páginas

domingo, 30 de outubro de 2011

FESTA DO DIA DA CRIANÇA NA KINDER

      Festa do Dia da Criança na Kinder... Festa à fantasia... Piratas, princesas, bailarinas, palhaços, etc...







      A Kinder atende crianças e adolescentes com deficiências múltiplas há 23 anos.

sábado, 29 de outubro de 2011

CADEIRAS DE RODAS SERÃO ADAPTADAS AOS PACIENTES

      O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ação que irá atender cadeirantes brasileiros de maneira individual. A partir do início de 2012, eles contarão com o serviço para a adaptação das cadeiras de rodas, o que atende necessidades específicas. Em algumas situações, os pacientes, devido a um tipo de deficiência, não conseguem utilizar a cadeira padrão oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Agora, a rede pública financiará essa adequação. A medida levará maior mobilidade com menor gasto de energia, mais conforto, menos pontos de pressão, suporte e dimensões adequados aos cadeirantes.

      Para o ministro da saúde a ação representa mais qualidade de vida para os cadeirantes atendendo cada indivíduo de maneira única. “As cadeiras sem adaptação, nem sempre são adequadas ao cidadão com deficiência física. Com as adaptações, eles poderão ter mais conforto ao se locomover”, disse o ministro.

      Apenas nesse ano, o
Ministério da Saúde entregou 37 mil cadeiras de rodas para população. Para a compra, foram investidos R$ 22.087 milhões. Até o fim do ano, é esperado ainda a entrega de mais 19 mil cadeiras, ao valor de R$ 11.2 milhões.

      “O Ministério da Saúde pretende zerar o número de pessoas na fila por uma cadeira de rodas. Para se ter uma idéia, cerca de 75 mil pessoas precisarão de cadeiras de rodas até o fim do ano”, finalizou Padilha. Durante o
Teleton, evento de apoio à AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente) , o ministro anunciou que a entidade receberá cerca de R$ 5 milhões para atender a lista de espera da instituição.
 


      O Brasil, segundo Censo de 2010, conta com 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência (14,5% da população brasileira), desde alguma dificuldade para andar, ouvir e enxergar, até as graves lesões incapacitantes. Desse total, 48% possuem deficiência visual, 23%, motora, 17%, auditiva, 8%, mental e 4%, física. O investimento do Ministério da Saúde na atenção a pessoa com deficiência somou R$ 644.298 milhões, em 2010. Nesse ano, a previsão é de R$855.602 milhões.
 
Fonte: portalsaude.saude.gov.br

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

OS GRANDES LÍDERES - ABRAHAM LINCOLN



      Abraham Lincoln (Hodgenville, 12 de fevereiro de 1809 — Washington, 15 de abril de 1865) foi um político estadunidense, 16° presidente dos Estados Unidos de março de 1861 até seu assassinato em abril de 1865.
      Liderou o país de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra de Secessão, preservando a União e abolindo a escravidão. Antes de sua eleição em 1860 como o primeiro presidente Republicano, Lincoln atuou como advogado de condado, legislador pelo estado de Illinois, membro da Câmara dos Representantes e duas vezes candidato derrotado ao Senado dos Estados Unidos. Oponente declarado à expansão da escravidão nos Estados Unidos,[Lincoln venceu a pré-candidatura do Partido Republicano em 1860, sendo eleito presidente no final do mesmo ano. Grande parte de seu mandato foi dedicado ao combate aos separatistas dos Estados Confederados da América durante a Guerra da Secessão. Ele introduziu medidas que levaram à abolição da escravidão, promulgando a Proclamação de Emancipação em 1863 e promovendo a aprovação da Décima terceira emenda da constituição dos Estados Unidos da América.


      Lincoln supervisionou ostensivamente os esforços vitoriosos de guerra, especialmente na seleção dos melhores generais, como Ulysses S. Grant. Historiadores concluíram que ele conseguiu se sobrepor às diversas facções do Partido Republicano, negociando a cooperação dos líderes de cada uma delas pessoalmente em seu gabinete. Sob sua liderança, a União obteve controle dos estados escravocratas de fronteira durante a guerra, ao mesmo tempo em que ele conseguia se reeleger na eleição presidencial de 1864.
      Opositores políticos e outros oponentes à guerra criticaram Lincoln por se recusar a chegar a um denominador comum na questão da escravidão. Por outro lado, os Republicanos Radicais, uma facção abolicionista do Partido Republicano, o criticou pelo avanço lento na abolição da escravatura. Mesmo com esses adversários, Lincoln conseguiu conquistar a opinião pública através de sua retórica e discursos; seu Discurso de Gettysburg, de 1863, tornou-se um símbolo icônico dos deveres de sua nação. Nas etapas finais da guerra, Lincoln tinha uma visão moderada da Reconstrução, procurando reunir seu país de forma mais rápida através de uma política generosa de reconciliação.
      Seis dias após a rendição em larga escala das forças Confederadas sob o comando do General Robert E. Lee, Lincoln se tornou o primeiro Presidente dos Estados Unidos a ser assassinado.
John Wilkes Booth, um conhecido ator e espião Confederado de Maryland, formulara originalmente um plano de sequestrar Lincoln em troca da libertação de prisioneiros Confederados. Após presenciar um discurso em 11 de abril no qual Lincoln prometia direito de voto aos negros, um enfurecido Booth mudou de idéia, determinado agora a assassinar o presidente.
      Em 14 de abril de 1865, ao ficar sabendo que o presidente e a primeira-dama assistiriam uma peça no Teatro Ford, ele deu continuidade a seus planos, combinando com cúmplices o assassinato simultâneo do vice-presidente Andrew Johnson e do secretário de estado William Henry Seward. Sem seu guarda-costas principal, Ward Hill Lamon, a quem ele teria relatado um sonho três dias antes que predizia sua morte, Lincoln deixou a Casa Branca para assistir à encenação da peça Our American Cousin no Ford, acompanhado em seu camarote pelo major Henry Rathbone e sua noiva Clara Harris.
      Enquanto um segurança solitário vigiava as cercanias e Lincoln permanecia em seu camarote, Booth se esgueirou para dentro do cômodo e aguardou um momento particularmente engraçado durante a peça, esperando que os risos da platéia abafassem o barulho do tiro. No exato momento, Booth entrou no camarote e disparou à queima-roupa sua Deringer calibre .44 tiro único contra a cabeça do Presidente. O major Rathbone lutou momentaneamente com Booth, mas foi subjugado ao sofrer um corte profundo de punhal no braço. O assassino então pulou ao palco e gritou Sic semper tyrannis! (latim: "Isso sempre acontece com os tiranos!") e escapou, apesar de ter quebrado a perna durante o salto.

     
      Uma caçada humana de doze dias teve início, com Booth perseguido por agentes federais sob a direção do secretário de guerra Edwin M. Stanton. Ele foi finalmente encurralado e baleado em um celeiro na Virgínia, morrendo em consequência dos ferimentos pouco depois.
      Abraham Lincoln foi sepultado no Cemitério Oak Ridge, Springfield (Illinois), Illinois nos Estados Unidos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ANOS 80 - COLEÇÃO "OS GRANDES LÍDERES"

      Nos anos 80, a Nova Cultural lançou uma coleção muito interessante chamada "os grandes líderes". Eram 90 volumes, cada um tratando da biografia de um líder mundial. Presidentes, ditadores, reis, imperadores, revolucionários... Eu colecionei alguns e os exibia na minha estante (eheheh!).

     
      Na verdade, esta coleção fez com que eu me interessasse cada vez mais por história e, para minha surpresa, a achei na internet, inclusive com exemplares para serem vendidos.

      Os Grandes Líderes foi uma coleção publicada no Brasil pela Nova Cultural em 1987, sendo composta por 90 volumes de capa dura contendo cerca de 100 páginas cada um. Diversos autores foram responsáveis pelo texto dos volumes, todos professores de universidades renomadas e jornalistas.


01Abraham Lincoln]
02Adenauer
03Alexandre Magno]
04Arafat]
05Ben Gurion]
06Benito Juárez]
07Bismarck]
08Bob Kennedy
09Brezhnev]
10Carlos Magno
11Catarina, a grande]
12César
13César Augusto]
14Cesar Bórgia
15Chu En-Lai]
16Churchill
17Cleópatra]
18Corazón Aquino
19Cortez]
20Cromwell
21Danton]
22De Gaulle]
23Deng Xiaoping]
24Eisenhower]
25Elisabeth I]
26Ferdinando Marcos
27Fernando e Isabel]
28Fidel Castro
29Franco]
30Franklin Roosevelt]
31Frederico]
32Gandhi]
33Garibaldi]
34Gengis Khan]
35George Washington]
36Getúlio Vargas
37Golda Meir]
38Gorbachev
39Henrique VIII]
40Hirohito
41Hitler]
42Ho Chi Min
43Hussein]
44Indira Gandhi
45Ivã, o terrível]
46Jeferson
47Joana d'Arc]
48João XXIII
49Juscelino Kubitschek]
50Kadafi
51Kennedy]
52Khomeini
53Kissinger]
54Kruschev
55Lênin]
56Luís XIV
57Madre Teresa]
58Mao Tsé-tung
59Marco Antônio]
60Margaret Thatcher
61Maria Stuart]
62Mário Soares
63Martin Luther King]
64Martinho Lutero
65Menachem Begin]
66Benito Mussolini
67Napoleão]
68Nasser
69Nehru]
70Nero
71Nicolau II]
72Nixon
73Os Gemayel]
74Péricles
75Perón]
76Rainha Vitória
77Rei Arthur]
78Reza Pahlavi
79Robespierre]
80Sadat
81Simon Bolívar]
82Stálin]
83Sun Yat-sen]
84Tancredo Neves]
85Theodore Roosevelt]
86Tito]
87Trotsky]
88Willy Brandt]
89Winnie e Nelson Mandela]
90Xerxes


















quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CURSO LESÃO MEDULAR - REABILITAÇAO E SEXUALIDADE



LESÃO MEDULAR: REABILITAÇÃO E SEXUALIDADE
PROGRAMA• Anatomia da coluna vertebral, medula espinal e aparelho geniturinário
• Aspectos clínicos da Lesão Medular (Paraplegia e Tetraplegia)
• Principais causas de Lesões na Medula
• Fases da Reabilitação
• Principais disfunções sexuais masculinas e femininas
• Possíveis dificuldades sexuais, orgânicas e psicossociais
• Orientações e possibilidades de tratamento


Clique aqui para ler o Cronograma do curso
PÚBLICO ALVO• Estudantes e profissionais da área da saúde
• Familiares, pacientes e cuidadores
• Demais Interessados no assunto

INVESTIMENTO
Estudantes e Profissionais: até 29/09
  R$ 60,00 - de 30/09 à 25/10  R$ 80,00

Pessoas com deficiencia: até 29/09  R$ 30,00 - de 30/09  à 25/10  R$ 40,00
LOCALGRAN HOTEL ROYAL
Rua Álvaro Soares, 451 – Centro
Sorocaba – São Paulo

HORÁRIO: 8:00 às 18:00
INFORMAÇÕES: curso_lesaomedular@yahoo.com.br
ORGANIZAÇÃO• Leandro Portella: Tetraplégico (lesão medular) há 12 anos, criador do Site Ser Lesado
• Paula Ferrari: Fisioterapeuta da AACD de São Paulo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TOP FIVE ACESSIBILIDADE

      Muito legal esse Top five que a Thaís Frota fez no site dela... Dá exemplo de pequenos detalhes que fazem a diferença quando falamos de acessibilidade.

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      Vou colocar aqui o meu Top Five de Acessibilidade dos últimos dois meses.

Número 1 – Rampa do MAC  - Museu de Arte Contemporânea – de Niterói.
      A rampa não tem inclinação de 8,33% e está em local descoberto. Não possui corrimão e o guarda-corpo é baixo. É bom evitar em dias de chuva!



Número 2 – Bacia sanitária com uma barra ENTRE o vaso e a área de transferência. Essa barra nessa posição é como se fosse um obstáculo para o vaso. O sanitário está com dimensão correta, porém a barra está equivocada. Outro detalhe: a papeleira tem que estar na parede lateral do vaso.



Número 3 – Foto do sanitário acessível do MASP, na Av. Paulista. Esse é o segundo maior vão livre do MASP, o vão entre o lavatório e a barra de apoio! A distância correta entre o lavatório e a barra de apoio é de 4 centímetros, para que a barra não seja um obstáculo e não dificulte o uso. A barra de apoio deve ter quatro pontos de fixação na parede, para dar maior resistência. Fora isso a torneira deve ser tipo alavanca ou sensor.




Número 4 – Nesse sanitário tem uma viga, e logo abaixo o lavatório. Ao lavar as mãos, obrigatoriamente precisamos encostar nessa viga ou chegar bem perto, dependendo da altura da pessoa e do tamanho do braço.  O uso ficou bem dificultado.




Número 5 – Quem enviou essa foto foram as arquitetas do http://arquiteturaoggi.blogspot.com/  Trata-se de uma calçada em Belém. Na verdade eu ainda não entendi qual foi a proposta.
      Analisando, vejo que teve uma grande preocupação em orientar deficientes visuais, mas nesse caso acabou atrapalhando.
      Na primeira imagem existe o piso direcional de dos dois lados um “mini piso tátil de alerta” seguindo em paralelo com o direcional. Em uma parte tem contraste, depois não. Na outra foto, quando esse piso acaba, o vizinho tenta dar continuidade mas acaba usando outro piso.



Fonte: http://thaisfrota.wordpress.com/

domingo, 23 de outubro de 2011

AS TRÊS MARIAS - SUGESTÃO DE FILME


     
      No início dos anos 70, em pleno sertão pernambucano, Firmino (Carlos Vereza) é abandonado por sua noiva Filomena (Marieta Severo), que se casa com Borges Capadócio. Firmino passa a nutrir um profundo ódio contra a família de sua ex-noiva, chegando ao ponto de, 30 anos depois, ordenar que seus filhos matem os homens da família dela.
      Após saber da tragédia, Filomena convoca suas três filhas, Maria Francisca (Júlia Lemmertz), Maria Pia (Luíza Mariani) e Maria Rosa (Maria Luíza Mendonça), para arquitetar sua vingança. As três irmãs são então encarregadas de sair pelo sertão para encontrar e contratar matadores de aluguel, sendo que cada uma passa por dificuldades próprias para cumprir sua tarefa.



Titulo Original: As Três Marias
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2002

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

LANÇADO SITE DE RELACIONAMENTO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

     
      Em virtude do crescimento na demanda por sites de relacionamentos segmentados, o Brasil ganha o www.NamoroDeficiente.com, primeiro portal destinado a pessoas com deficiência. Pelo menos 15% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, seja ela congênita ou adquirida, segundo o IBGE.
Mesmo com as mudanças na legislação no Brasil, que possui 190 milhões de habitantes, ainda há inúmeras limitações para transformar esse público de 25 milhões, em cidadãos com espaços iguais na sociedade. Para incentivar essa transformação na cultura nacional, uma nova ferramenta passa a ser utilizada de forma segmentada, a rede social.

Redes sociais
      Estudiosos afirmam que, muitas vezes, nas redes sociais generalizadas, esse público era ignorado sempre que revelava alguma deficiência, o novo portal chega para concretizar o direito de encontrar um companheiro através da internet e de forma segura.
      De acordo com a assessoria de imprensa, o portal possui diversos benefícios às pessoas com deficiência. Permite que os usuários compartilhem experiências, opiniões, se relacionem afetivamente e principalmente, façam amizades. A socialização inclui a troca de fotos, vídeos, músicas e ainda um blog, em que podem expressar as ideias.
      No ar há menos de um mês, o site registrou um aumento de 34% nos cadastros diários, incluindo pessoas do exterior, como de Portugal, Angola e Moçambique. Nos perfis se destacam pessoas com idades entre 23 e 53 anos, também é grande a presença de usuários sem deficiência que dispensam possíveis preconceitos e se cadastram por ter interesse em se relacionar com esse público.
      Quinto país com maior número de acesso à internet no mundo, o Brasil explora o acesso à informação para difundir os direitos perante a lei. Especialistas afirmam que com a conscientização das pessoas, a sociedade passa por um processo de amadurecimento.

Fonte: http://www.midiamax.com/



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PERSONAL TRAINER ENGORDA PARA SABER COMO É SER OBESO

     
      Para o personal trainer americano Drew Manning, de 30 anos, os últimos cinco meses foram, como ele mesmo classificou, divertidos “como um dia de Natal”.
      Isso porque ele acaba de concluir a etapa inicial de um desafio curioso: engordar muitos quilos para depois emagrecer e entender melhor o que se passa no corpo, na cabeça e na rotina de um obeso.


     

      O plano é usar o conhecimento adquirido para ajudar mais e melhor os gordinhos que desejam perderem peso, contou ele ao jornal Daily Mail.
      Manning, que começou seu projeto pesando 87 quilos, o criou um blog no qual está documentando todo o processo de engorda e onde pretende dividir com seus leitores todos os desafios enfrentados para voltar à antiga forma. O plano inicial era engordar entre 22kg e 27kg em seis meses, mas um mês antes de terminar o período de farra alimentar e total inatividade física ele já engordou 32kg e está pesando 119 – ele mede 1m87cm.
      Entre as mudanças físicas experimentadas pelo novo gordinho estão 33 centímetros a mais na cintura e outros 28 no quadril. Manning relata que desenvolveu mamas e se sente cansado ao realizar atividades simples como subir alguns lances de escada ou caminhar trajetos curtos.
      “Meu nível de energia em uma escala até 10 é de 5. Neste ponto, dançar a Macarena seria o mesmo que aeróbica de alto impacto para meu pobre corpo” escreveu ele no blog. Assim que completar os seis meses de “engorda” Manning iniciará o processo de emagrecimento.

FONTE: http://saude.ig.com.br/

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO NO PANORAMA - JORNAL DO COMÉRCIO

Abaixo, a matéria que a Brígida fez sobre os meus livros! Ficou muito legal! Note que a jornalista teve todo um cuidado com a nomenclatura utilizada! Show de bola!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

 
      Em agosto de 2006, durante a Convenção Internacional de Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), ficou definido que a nomenclatura mais adequada para referir-se às pessoas com a chamada deficiência mental na verdade é deficiência intelectual. (Ciranda da Inclusão, 2010). Ainda temos na matéria que essa deficiência não é considerada uma doença ou um transtorno psiquiátrico, e sim um prejuízo das funções cognitivas causado por um ou mais fatores que acompanham o desenvolvimento do cérebro. É considerado deficiente intelectual “pessoas com funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas.
      Os diagnósticos devem ser reavaliados antes dos seis anos de idade, visto que nesta fase de desenvolvimento, muitas mudanças e estimulações podem ocorrer, alterando as características da criança. Segundo pesquisas, nas escolas especializadas, o índice de alunos com Deficiência Intelectual chega à 60% dos alunos matriculados, já nas escolas regulares o índice chega à 27%, estes dados correspondem ao Censo Escolar de 2005. (Esclarecendo as deficiências, 2009).
 
 
Características dos Alunos com Deficiência Intelectual
Área motora: algumas crianças com deficiência intelectual leve não apresentam diferença significativas em relação às crianças consideradas “normais”, porém podem apresentar alterações na motricidade fina. Nos casos mais severos pode-se perceber incapacidades outras mais acentuadas, tais como dificuldade de coordenação e manipulação. Podem também começar a andar mais tardiamente.
 
Área cognitiva: alguns alunos com deficiência intelectual podem apresentar dificuldades na aprendizagem de conceitos abstratos, em focar a atenção, na capacidade de memorização e resolução de problemas, na generalização. Podem atingir os mesmos objetivos escolares que alunos considerados “normais”, porém em alguns casos com um ritmo mais lento. 
 
Área da comunicação: em alguns alunos com deficiência intelectual é encontrada dificuldade de comunicação, acarretando uma maior dificuldade em suas relações.
 
Área sócio-educacional: em alguns casos de deficiência intelectual ocorre uma discrepância entre a idade mental e a idade cronológica, porém temos de ter claro que a melhor forma de promover a interação social é colocando os alunos no contato com seus pares da mesma idade cronológica, para participar das mesmas atividades, aprendendo os comportamentos, valores e atitudes apropriados da sua faixa etária. O fato de o aluno ser inserido numa turma que tenha sua “idade mental”, ao invés de contribuir para seu desenvolvimento, o infantiliza e dificulta seu desenvolvimento psíquico-social. (Esclarecendo as Deficiências, 2009). 
 
Dicas que podem ser importantes para o trabalho com os alunos com Deficiência Intelectual:
  • Focar a atenção, dando prioridade aos objetivos que queremos ensinar;
  • Partir de contextos reais;
  • Criar situações de aprendizagem positivas e significativas, preferencialmente em ambientes naturais aos alunos;
  • Usar situações em formas mais concretas possíveis;
  • Transferir comportamentos e aprendizados adquiridos para novas situações;
  • Dividir as tarefas em partes, aumentando as dificuldades gradualmente, respeitando o timo do aluno;
  • Motivar, elogiar o sucesso e valorizar a autoestima;
  • Atender não só a área dos conhecimentos acadêmicos, como também os aprendizados que melhorem a qualidades de vida de todos os alunos;
  • Experimentar situações do cotidiano no campo dos conhecimentos acadêmicos, como ensinar a ler e escrever o nome, o endereço, a utilizar o telefone, a ler informações do ponto de ônibus, das placas e dos rótulos, a ver as horas, compreender o valor monetário, a fazer compras e a dar troco, a organizar materiais, a utilizar os utensílios domésticos, a ter higiene pessoal, a se comportar em diferentes ambientes, a utilizar transporte público, a se comunicar e a se fazer entender por diferentes pessoas;
  • Utilizar, em seu trabalho, diferentes tipos de linguagem, como música, artes expressões corporais, entre outras;
  • Crer, principalmente, que o aluno com deficiência intelectual pode aprender como outra criança, só é preciso acreditar nisso e ter as ferramentas necessárias; e
  • Acompanhar continuamente o processo de aprendizagem do aluno, registrando suas observações, para poder, com o tempo, perceber quais são os meios traçados por cada um, em especial, para aprender, pois não há um perfil único para os alunos com deficiência intelectual. (Revista Ciranda da Inclusão, 2010).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Honora, Márcia; Frizanco, Mary Lopes Esteves. Ciranda da Inclusão (Esclarecendo as Deficiências), São Paulo, 2009.

MAZZILLO, Ida Beatriz Costa Velho; Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão, Curitiba: IESDE Brasil A.S., 2008. 
Revista Ciranda da Inclusão, 2010.

domingo, 16 de outubro de 2011

A ESCOLA DA DIVERSIDADE - POR CELINA BARTALOTTI

     
      Para se falar em exclusão é preciso que se vá além e se fale em excluído de onde, ou de quê, assim como falar em inclusão, implica falar em incluir onde.
      Neste momento vamos voltar nosso olhar para uma exclusão: a exclusão da escola, para podermos falar daquele que é nosso objetivo: a escola inclusiva. Mas porque é preciso falar de uma escola inclusiva? Porque a escola se configura em um dos espaços mais marcantes da exclusão.
      Trabalhando com uma lógica de homogeneidade, que parte do princípio que os iguais devem ser agrupados entre os iguais, a escola tem, sistematicamente, excluído de seu espaço todos aqueles considerados muito diferentes, principalmente aqueles que temos chamado de pessoas com diferenças significativas, pessoas cuja diferença lhes confere um lugar social específico: são as crianças com deficiências, as crianças com distúrbios globais do desenvolvimento, crianças em sofrimento psíquico.
      A estes a escola, historicamente, fecha suas portas, alegando que necessitam de tratamento especializado, de lugares especiais nos quais sua diferença possa ser tratada – é o que se chama de concepção médica de deficiência, tratada como doença do sujeito.
      Aqueles que, por conta do êxito de seu processo de reabilitação ou por conta de suas habilidades e capacidades pessoais, conseguem atingir um nível de desenvolvimento considerado compatível com o que se chama normalidade, podem ser integrados à escola. Aos demais, resta, quando possível, o espaço da educação segregada. Esta é uma lógica perversa, que coloca no indivíduo a suposta culpa por sua exclusão: afinal, é ele o incapaz. Contra esta lógica, constrói-se o paradigma de Inclusão e trabalha-se a construção da escola inclusiva.
Embora a inclusão da criança com deficiência na escola regular não seja um fato novo, principalmente em âmbito mundial, é a partir de 1994, com a publicação pela ONU da chamada Declaração de Salamanca sobre princípios, políticas e prática em educação especial, que o termo Educação Inclusiva ganha força, e coloca-se como meta dos países signatários da Declaração, inclusive o Brasil.
      A base do chamado paradigma de Inclusão está na crença de que a diversidade é parte da natureza humana, a diferença não é um problema, mas uma riqueza. Uma sociedade democrática é uma sociedade para todos; uma escola democrática é uma escola para todos. Inclusão é, antes de tudo, uma questão de ética.
      E quem ganha com a inclusão? Ganham todos. Ganham as crianças com deficiência, que têm a oportunidade de usufruir de um recurso de sua comunidade, de vivenciar a riqueza do espaço escolar, de conviver com parceiros que lhes oferecem modelos de ação e aprendizado impensáveis em uma educação segregada.
      Ganham também as outras crianças, que aprendem a conviver com a diversidade, aprendem a respeitar e a conviver com a diferença. Serão, certamente, adultos muito melhores, muito mais flexíveis.
      Ganham os educadores, que enriquecem sua formação e sua prática, pelo crescimento que o desafio de educar a todos lhes proporciona.
      Ganham as famílias, que passam a ver seu filho como um cidadão que tem direito de partilhar dos recursos de sua comunidade.
      Ganha, em última instância, a comunidade como um todo, que se torna um espaço mais democrático, que entende que todos os seus membros são igualmente dignos.
      Mas a escola inclusiva não é feita de boas intenções, é feita de ações concretas, que possibilitem a todas as crianças o aprendizado. A construção da escola inclusiva é um projeto coletivo, que passa por uma reformulação do espaço escolar como um todo, desde espaço físico, dinâmica de sala de aula, passando por currículo, formas e critérios de avaliação.
      É o que chamamos de Inclusão com Responsabilidade, que implica compromisso com o processo educacional por parte de todos que nele estão envolvidos: professores, pais, diretores, dirigentes, secretários de educação, comunidade etc.
      É preciso que se pense a formação dos educadores, que não é uma formação para a inclusão, pois não há como preparar alguém para a A formação na inclusão não fornece respostas prontas, não é uma multi-habilitação para atendimento a todas as dificuldades possíveis em sala de aula, mas é uma formação que trabalha o olhar do educador sobre seu aluno, que lhe garante o acesso ao conhecimento sobre as peculiaridades de seus alunos e que o ajuda a compreender as necessidades que esse possa ter, a entender que tipo de apoio é necessário, e onde buscá-lo.diversidade, mas de formação na inclusão. A rede de apoio, essencial para o êxito da escola inclusiva, não se confunde com a clínica, embora a inclua; é uma rede dinâmica, construída a partir das necessidades do cotidiano escolar, e que envolve várias instâncias sociais inclusivas. Assim, para alguns, a rede de apoio pode ser a equipe de reabilitação, para outros, pode ser a equipe escolar, ou os espaços de lazer da comunidade, ou um recurso de convivência social, ou a escola vizinha. Compreender a dinamicidade da rede de apoio é compreender que a sociedade como um todo deve ser inclusiva, e deve partilhar das necessidades que envolvem a construção da escola inclusiva.

Autora: Celina Bartalotti

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA HISTÓRIA DO BRASIL - CAMINHANDO EM SILÊNCIO - PARTE 2


      Já no século XIX, a questão da deficiência aparece de maneira mais recorrente em função do aumento dos conflitos militares (Canudos, outras revoltas regionais e a guerra contra o Paraguai). O general Duque de Caxias externou ao Governo Imperial suas preocupações com os soldados que adquiriam deficiência. Foi então inaugurado no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1868, o “Asilo dos Inválidos da Pátria”, onde “seriam recolhidos e tratados os soldados na velhice ou os mutilados de guerra, além de ministrar a educação aos órfãos e filhos de militares” (Figueira, 2008, p. 63).
      Apesar da intenção humanitária, as referências históricas expressam um quadro de extrema precariedade no funcionamento da instituição durante o período imperial . Mesmo assim, e certamente com alguma melhora nas condições de atendimento, o Asilo Inválidos da Pátria permaneceu funcionando por 107 anos, somente sendo desativado em 1976.

O Século XX e o Modelo Médico.

      O avanço da medicina ao longo do século XX trouxe consigo uma maior atenção em relação aos deficientes. A criação dos hospitais-escolas, como o Hospital das Clínicas de São Paulo, na década de 40, significou a produção de novos estudos e pesquisas no campo da reabilitação. Nesse contexto, como não poderia ser diferente, havia uma clara associação entre a deficiência e a área médica. Na verdade, ainda em meados do século XIX, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), ficava explícita uma relação entre doença e deficiência que, sem exagero algum, permanece até os dias atuais (em que pese a luta do movimento organizado das pessoas com deficiência a partir de 1981 pelo chamado “modelo social” para tratar dessa questão, em oposição ao modelo “médico-clínico”).
      O fato é que, ao longo de nossa história, assim como ocorreu em outros países, a deficiência foi tratada em ambientes hospitalares e assistenciais. Ao estudar o assunto, os médicos tornavam-se os grandes especialistas nessa seara e passavam a influenciar, por exemplo, a questão educacional das pessoas com deficiência, tendo atuação direta como diretores ou mesmo professores das primeiras instituições brasileiras voltadas para a população em questão.
      O grau de desconhecimento sobre as deficiências e suas potencialidades, porém, permaneceu elevado na primeira metade do século XX, o que se percebe pelo número considerável de pessoas com deficiência mental tratadas como doentes mentais. A falta de exames ou diagnósticos mais precisos resultou numa história de vida trágica para milhares de pessoas nesta condição, internadas em instituições e completamente apartadas do convívio social.
      Antes da existência das instituições especializadas, as pessoas com deficiência tiveram, em grande medida, sua trajetória de vida definida quase que exclusivamente pelas respectivas famílias. O Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), que citamos acima, marca o momento a partir do qual a questão da deficiência deixou de ser responsabilidade única da família, passando a ser um “problema” do Estado. Mas não enquanto uma questão geral de política pública, pois o que ocorreu foi a transferência dessa responsabilidade para instituições privadas e beneficentes, eventualmente apoiados pelo Estado. Estas instituições ampliaram sua linha de atuação para além da reabilitação médica, assumindo a educação das pessoas com deficiência. Até 1950, segundo dados oficiais, havia 40 estabelecimentos de educação especial somente para deficientes intelectuais (14 para outras deficiências, principalmente a surdez e a cegueira).
      Na década de 40, cunhou-se a expressão “crianças excepcionais”, cujo significado se referia a “aquelas que se desviavam acentuadamente para cima ou para baixo da norma do seu grupo em relação a uma ou várias características mentais, físicas ou sociais” (Figueira, 2008, p. 94). O senso comum indicava que estas crianças não poderiam estar nas escolas regulares, do que decorre a criação de entidades até hoje conhecidas, como a Sociedade Pestallozzi de São Paulo (1952) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE do Rio de Janeiro (1954). Essas entidades, até hoje influentes, passaram a pressionar o poder público para que este incluísse na legislação e na dotação de recursos a chamada “educação especial”, o que ocorre, pela primeira vez, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961.
      Felizmente, percebeu-se com o tempo que, assim como acontecia em outros países, as pessoas com deficiência poderiam estar nos ambientes escolares e de trabalho comuns a toda população, freqüentando também o comércio, bares, restaurantes ou prédios públicos, enfim, não precisariam estar sempre circunscritas ao espaço familiar ou das instituições especializadas. Esta percepção está refletida na expansão de leis e decretos sobre os mais variados temas a partir, principalmente, da década de 80, como discutiremos mais à frente.

Novo Modelo.

      A nossa trajetória histórica, quando as pessoas com deficiência eram “ignoradas” ou “caminhavam em silêncio”, se encerra no ano de 1981, declarado pela ONU como Ano Internacional da Pessoa Deficiente (AIPD).
      De acordo com Figueira (2008): “Se até aqui a pessoa com deficiência caminhou em silêncio, excluída ou segregada em entidades, a partir de 1981 – Ano Internacional da Pessoa Deficiente -, tomando consciência de si, passou a se organizar politicamente. E, como conseqüência, a ser notada na sociedade, atingindo significativas conquistas em pouco mais de 25 anos de militância”. Figueira, 2008, p. 115).
      A palavra-chave do AIPD foi “conscientização”, tendo sido organizadas várias manifestações para alertar sobre a própria existência e os direitos das pessoas com deficiência contra a invisibilidade. Em que pesem as críticas e relatos eventuais de descontentamento, o fato é que, para a maioria daqueles que estiveram envolvidos, o Ano Internacional cumpriu o seu papel de chamar a atenção da sociedade para a questão da deficiência. Como afirma Figueira: “boa ou má, a situação das pessoas com deficiência começou a ser divulgada a partir de 1981. Inclusive, elas mesmas começaram a tomar consciência de si como cidadãs, passando a se organizar em grupos ou associações” (Figueira, 2008, p. 119).
      Em outras palavras, é claro que anteriormente tivemos inúmeros casos de êxito individual de pessoas com deficiência, mas 1981 marca um reconhecimento mútuo e coletivo da situação em que se encontravam muitos portadores de deficiência. Um mundo “obscuro” ou “ignorado”, nas palavras de publicações da época, não poderia mais ser escondido da sociedade e do poder público, continuando somente como “um peso ou fardo individual e/ou familiar”.
      Portanto, o percurso histórico das pessoas com deficiência no Brasil, assim como ocorreu em outras culturas e países, foi marcado por uma fase inicial de eliminação e exclusão, passando-se por um período de integração parcial através do atendimento especializado. Estas fases deixaram marcas e rótulos associados às pessoas com deficiência, muitas vezes tidas como incapazes e/ou doentes crônicas. Romper com esta visão, que implica numa política meramente assistencialista para as pessoas com deficiência, não é uma tarefa fácil. Mas, com menor ou maior êxito, isso foi feito com o avanço da legislação nacional sobre este tema, contando agora com a contribuição direta das próprias pessoas com deficiência.
      Este movimento culmina com a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) pelo Brasil, conferindo-lhe status de emenda constitucional. A participação direta e efetiva dos indivíduos com limitações físicas, sociais e cognitivas na elaboração da Convenção (e posteriormente na sua internalização) não foi fruto do acaso, mas decorre do paulatino fortalecimento deste grupo populacional, que sobreviveu e passou a exigir direitos civis, políticos, sociais e econômicos.

Referência bibliográfica:
Caminhando em Silêncio – Uma introdução à trajetória das pessoas com deficiência na História do Brasil”, Emílio Figueira, 2008.