domingo, 31 de agosto de 2014

O QUE VEM POR AÍ - JACK, O ESTRIPADOR



      Em 31 de agosto de 1888, o assassinato de uma prostituta em Londres foi o primeiro capítulo de um mistério que completou 125 anos. Quem a matou se tornou o mais lembrado serial killer da história, embora sua identidade permaneça desconhecida até hoje.

      A figura conhecida como Jack, o Estripador (Jack The Ripper, em inglês) matou, no mínimo, três prostitutas, disseminou o pânico pelas ruas do pobre distrito de Whitechapel, ganhou descrições monstruosas nos jornais e desafiou investigadores de duas forças policiais. Mesmo assim, após 2 mil entrevistas, 300 suspeitas e 80 detenções empreendidas pela polícia, ninguém sabe exatamente o que ele (ou ela) fez.

      Conheça agora o caso de Jack, o Estripador, com os fatos e as questões que permeiam o mistério. 


A PARTIR DESTA SEMANA...  NO  CENTAURO ALADO

FONTE: http://noticias.terra.com.br/educacao/

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

INTÉRPRETE DE LIBRAS ROUBA A CENA EM DEBATE NA TV



   
     Mesmo sendo desconhecida, ela conseguiu deixar para trás os cinco candidatos ao governo do Rio de Janeiro. E ao menos nas redes sociais, o eleitorado decretou: foi a fonoaudióloga Gildete da Silva Amorim, de 38 anos, a vencedora do primeiro embate televisivo da campanha estadual. Intérprete de Libras, a linguagem dos sinais, ela ganhou notoriedade graças às expressões faciais — quase teatrais — nos momentos mais acalorados das discussões entre os candidatos Lindberg Farias (PT), Luiz Fernando Pezão (PMDB), Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB) e Tarcísio Motta (Psol).

       No cantinho direito do vídeo, Gildete não se furtou: fez cara de má, franziu a testa, ensaiou bicos, inflou as bochechas, gesticulou. E, claro, virou até meme na internet. Ela conta que uma das principais dificuldades foi com relação ao tempo dos candidatos para fazer suas ponderações.
      — Eles precisam passar suas mensagens em um tempo curto e estão acostumados a responder rápido. Eu queria transmitir o que foi dito sem perder a expressão e o sentimento da hora do debate — diz Gildete.

       A fonoaudióloga faz traduções para a linguagem de sinais há 18 anos. Interessou-se pelo assunto por uma questão familiar: ela tem uma irmã surda e queria ajudar na comunicação em casa. Ela fez um curso de dois anos para aprender a chamada Libras, o que a capacitou para estabelecer uma comunicação básica com deficientes auditivos e continuou estudando. Experiente, foi a primeira vez que ela atuou em um debate político televisionado. Mas garante que todos os sinais foram usados corretamente. Se suas expressões pareciam carregadas, alega, era para transmitir o clima tenso, repleto de trocas de farpas, do estúdio:

   — A gente acaba incorporando a forma de cada candidato se expressar, você vai transmitindo através dos gestos toda a entonação e o sentimento deles. Você não pode traduzir uma missão, por exemplo, sem o ar solene daquele evento.
   Segundo dados da Flowics, ferramenta de monitoramento de redes sociais, mais de 37 mil tuítes foram postados das 21h do dia 19 à 1h do dia 20. Ainda surpresa com toda a repercussão, Gildete tenta entender seu protagonismo involuntário. Para ela, além de não estar acostumado à tradução simultânea em janelas ao vivo, o público parece cansado da já tradicional sequência de promessas e ataques dos políticos.



FONTE: http://oglobo.globo.com/

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

DOS BENEFÍCIOS DE DORMIR SEM ROUPA



Segundo uma grande pesquisa feita pelo National Sleep Survey, nos Estados Unidos, menos de 1 em 10 norte-americanos dormem nus. Uma situação lamentável considerando os benefícios fantásticos (e cientificamente provados) em deixar os pijamas no armário e dormir no pelo. Para Natasha Turner, médica naturopata que escreveu o livro The Hormone Diet, dormir sem roupas pode ajudar as pessoas a terem bom humor, menos barriga, mais sexo, e muito mais — veja a seguir o que você pode ganhar ao ir pra cama pelado.


1) Melhore seu desempenho e envelheça mais tarde: Muitas pessoas gostam de se sentir aconchegantes na hora de dormir, mas se o seu ambiente de sono estiver quente demais, isso impede o resfriamento natural que acontece enquanto dormirmos. Se o seu quarto ou seu corpo ficarem quentes demais (acima dos 21ºC), a temperatura irá interromper a liberação de melatonina e do hormônio do crescimento. Num estudo publicado no jornal “Sleep”, pesquisadores mostraram que você pode tomar doses seguras e legais de hormônio do crescimento — e até melhorar seu desempenho atlético — apenas mergulhando nos lençóis para aquele sono profundo.

2) Previna diabetes, problemas cardíacos e mantenha a disposição do seu corpo: Ao impedir a liberação do hormônio do crescimento, você também não irá queimar gordura enquanto dorme, ou se beneficiar de uma noite de reparação para seus ossos, pele e músculos. O hormônio do crescimento (HGH) afeta todas as células do organismo e é essencial para a restauração de tecidos, construção dos músculos, densidade óssea e estrutura corporal. Indivíduos que dormem menos de seis horas por noite são mais propensos a desenvolver diabetes e problemas do coração, de acordo com pesquisadores da Universidade de Warwick. Se você não dormir o suficiente, seus níveis de cortisol e hormônio da fome disparam, gerando um aumento na insulina. Além disso, os hormônios responsáveis pela queima de gordura e controle do apetite despencam.

3) Descanse mais profundamente e por mais tempo: Pesquisas revelam que certas formas de insônia estão associadas a uma regulação deficiente da temperatura corporal e à incapacidade de resfriamento à noite — impedindo assim o estágio mais profundo do sono.
Num experimento realizado na Holanda, cientistas vestiram os participantes com roupas térmicas para reduzir a temperatura corporal em menos de um grau Celsius, sem afetar a temperatura corporal central do corpo. O resultado? As pessoas não despertavam tanto durante a noite, e a porcentagem de sono nos estágios 3 e 4 (sono profundo) aumentou. Acredite ou não, você não sua ou arrepia durante o sono REM, portanto não precisa ficar com medo de sonhar que está numa geleira.

4) Adeus gordura localizada na barriga: Conforme seu corpo vai esfriando e os hormônios do crescimento aumentando, o nível de cortisol também irá diminuir com padrões de sono saudáveis. Entre 10 p.m. e 2 a.m é o momento em que o seu organismo está realmente descansando e se recuperando. Depois das duas da manhã, suas glândulas suprarrenais começam a produzir cortisol para o dia seguinte, e essa atividade alcança outro pico por volta das 4 a.m até chegar ao seu ponto mais alto por volta das 6 a.m.
Em noites que você não dormiu o bastante, você irá acordar com um nível de cortisol acima do normal. E isso vai disparar seu apetite — especialmente para comidas rápidas e confortáveis — e a sua tendência para comer demais, ficar ansioso, e colaborar para aquela gordura localizada na barriga; mesmo para pessoas magras.

5) Viva a ocitocina: Se você e o seu parceiro dormem pelados, vocês já devem estar colhendo os benefícios dos hormônios que nos fazem sentir bem. O toque da pele com a pele (com intimidade, seja uma massagem, relação sexual, ou carinho) é tudo o que você precisa para ativá-los. Além de estar envolvida no orgasmo e na resposta sexual, a ocitocina é capaz de combater o estress e a depressão, eliminando os efeitos nocivos do cortisol e reduzindo a pressão sanguínea. O hormônio também melhora a mobilidade intestinal, evitando inflamações. Finalmente, não há nada mais excitante para um casal do que ir para debaixo do edredom pelados — e os orgasmos continuam sendo os melhores soníferos naturais.

FONTE:  https://br.mulher.yahoo.com

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

DECRETO 6.949 - 25 DE AGOSTO DE 2009 - PARTE 6




Artigo 21
Liberdade de expressão e de opinião e acesso à informação 
Os Estados Partes tomarão todas as medidas apropriadas para assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seu direito à liberdade de expressão e opinião, inclusive à liberdade de buscar, receber e compartilhar informações e idéias, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas e por intermédio de todas as formas de comunicação de sua escolha, conforme o disposto no Artigo 2 da presente Convenção, entre as quais:
a) Fornecer, prontamente e sem custo adicional, às pessoas com deficiência, todas as informações destinadas ao público em geral, em formatos acessíveis e tecnologias apropriadas aos diferentes tipos de deficiência;
b) Aceitar e facilitar, em trâmites oficiais, o uso de línguas de sinais, braille, comunicação aumentativa e alternativa, e de todos os demais meios, modos e formatos acessíveis de comunicação, à escolha das pessoas com deficiência;
c) Urgir as entidades privadas que oferecem serviços ao público em geral, inclusive por meio da Internet, a fornecer informações e serviços em formatos acessíveis, que possam ser usados por pessoas com deficiência;
d) Incentivar a mídia, inclusive os provedores de informação pela Internet, a tornar seus serviços acessíveis a pessoas com deficiência;
e) Reconhecer e promover o uso de línguas de sinais. 

Artigo 22
Respeito à privacidade 
1.Nenhuma pessoa com deficiência, qualquer que seja seu local de residência ou tipo de moradia, estará sujeita a interferência arbitrária ou ilegal em sua privacidade, família, lar, correspondência ou outros tipos de comunicação, nem a ataques ilícitos à sua honra e reputação. As pessoas com deficiência têm o direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. 
2.Os Estados Partes protegerão a privacidade dos dados pessoais e dados relativos à saúde e à reabilitação de pessoas com deficiência, em igualdade de condições com as demais pessoas. 

Artigo 23
Respeito pelo lar e pela família 
1.Os Estados Partes tomarão medidas efetivas e apropriadas para eliminar a discriminação contra pessoas com deficiência, em todos os aspectos relativos a casamento, família, paternidade e relacionamentos, em igualdade de condições com as demais pessoas, de modo a assegurar que:
a) Seja reconhecido o direito das pessoas com deficiência, em idade de contrair matrimônio, de casar-se e estabelecer família, com base no livre e pleno consentimento dos pretendentes;
b) Sejam reconhecidos os direitos das pessoas com deficiência de decidir livre e responsavelmente sobre o número de filhos e o espaçamento entre esses filhos e de ter acesso a informações adequadas à idade e a educação em matéria de reprodução e de planejamento familiar, bem como os meios necessários para exercer esses direitos.
c) As pessoas com deficiência, inclusive crianças, conservem sua fertilidade, em igualdade de condições com as demais pessoas. 
2.Os Estados Partes assegurarão os direitos e responsabilidades das pessoas com deficiência, relativos à guarda, custódia, curatela e adoção de crianças ou instituições semelhantes, caso esses conceitos constem na legislação nacional. Em todos os casos, prevalecerá o superior interesse da criança. Os Estados Partes prestarão a devida assistência às pessoas com deficiência para que essas pessoas possam exercer suas responsabilidades na criação dos filhos. 
3.Os Estados Partes assegurarão que as crianças com deficiência terão iguais direitos em relação à vida familiar. Para a realização desses direitos e para evitar ocultação, abandono, negligência e segregação de crianças com deficiência, os Estados Partes fornecerão prontamente informações abrangentes sobre serviços e apoios a crianças com deficiência e suas famílias. 
4.Os Estados Partes assegurarão que uma criança não será separada de seus pais contra a vontade destes, exceto quando autoridades competentes, sujeitas a controle jurisdicional, determinarem, em conformidade com as leis e procedimentos aplicáveis, que a separação é necessária, no superior interesse da criança. Em nenhum caso, uma criança será separada dos pais sob alegação de deficiência da criança ou de um ou ambos os pais. 
5.Os Estados Partes, no caso em que a família imediata de uma criança com deficiência não tenha condições de cuidar da criança, farão todo esforço para que cuidados alternativos sejam oferecidos por outros parentes e, se isso não for possível, dentro de ambiente familiar, na comunidade. 

Artigo 24
Educação 
1.Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:
a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e auto-estima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;
b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais;
c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre. 
2.Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que:
a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência;
b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;
c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;
d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;
e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena. 
3.Os Estados Partes assegurarão às pessoas com deficiência a possibilidade de adquirir as competências práticas e sociais necessárias de modo a facilitar às pessoas com deficiência sua plena e igual participação no sistema de ensino e na vida em comunidade. Para tanto, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas, incluindo:
a) Facilitação do aprendizado do braille, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e aconselhamento de pares;
b) Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade lingüística da comunidade surda;
c) Garantia de que a educação de pessoas, em particular crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados ao indivíduo e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social. 
4.A fim de contribuir para o exercício desse direito, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para empregar professores, inclusive professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de sinais e/ou do braille, e para capacitar profissionais e equipes atuantes em todos os níveis de ensino. Essa capacitação incorporará a conscientização da deficiência e a utilização de modos, meios e formatos apropriados de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência. 
5.Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de acordo com sua vocação, educação para adultos e formação continuada, sem discriminação e em igualdade de condições. Para tanto, os Estados Partes assegurarão a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência. 

Artigo 25
Saúde 
Os Estados Partes reconhecem que as pessoas com deficiência têm o direito de gozar do estado de saúde mais elevado possível, sem discriminação baseada na deficiência. Os Estados Partes tomarão todas as medidas apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o acesso a serviços de saúde, incluindo os serviços de reabilitação, que levarão em conta as especificidades de gênero. Em especial, os Estados Partes:
a) Oferecerão às pessoas com deficiência programas e atenção à saúde gratuitos ou a custos acessíveis da mesma variedade, qualidade e padrão que são oferecidos às demais pessoas, inclusive na área de saúde sexual e reprodutiva e de programas de saúde pública destinados à população em geral;
b) Propiciarão serviços de saúde que as pessoas com deficiência necessitam especificamente por causa de sua deficiência, inclusive diagnóstico e intervenção precoces, bem como serviços projetados para reduzir ao máximo e prevenir deficiências adicionais, inclusive entre crianças e idosos;
c) Propiciarão esses serviços de saúde às pessoas com deficiência, o mais próximo possível de suas comunidades, inclusive na zona rural;
d) Exigirão dos profissionais de saúde que dispensem às pessoas com deficiência a mesma qualidade de serviços dispensada às demais pessoas e, principalmente, que obtenham o consentimento livre e esclarecido das pessoas com deficiência concernentes. Para esse fim, os Estados Partes realizarão atividades de formação e definirão regras éticas para os setores de saúde público e privado, de modo a conscientizar os profissionais de saúde acerca dos direitos humanos, da dignidade, autonomia e das necessidades das pessoas com deficiência;
e) Proibirão a discriminação contra pessoas com deficiência na provisão de seguro de saúde e seguro de vida, caso tais seguros sejam permitidos pela legislação nacional, os quais deverão ser providos de maneira razoável e justa;
f) Prevenirão que se negue, de maneira discriminatória, os serviços de saúde ou de atenção à saúde ou a administração de alimentos sólidos ou líquidos por motivo de deficiência. 
FONTE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm

terça-feira, 26 de agosto de 2014

POR QUE O SUPERMAN USA CUECA POR CIMA DA CALÇA?






      Esta semana surgiu a primeira imagem do Homem de Aço no set de Batman v. Superman: Dawn of Justice. Não que aquilo fosse exatamente novidade – já tinha sido liberada uma imagem de divulgação do Azulão no filme e o uniforme não tem tantas mudanças em relação ao filme anterior – mas um “mimimi” voltou. E esse mimimi atende pelo nome de “cueca por cima da calça”.
      Porque, né, o espírito humano nunca está contente. Por décadas e décadas reclamaram doSuperman usar aquele cuecão vermelho por cima da calça azul. Quando ele finalmente não tem mais, reclamam que “poderia ficar melhor se tivesse a bendita cueca”.
    ENFIM, essa discussão aí nunca vai acabar, mas acaba levantando outra bola: por que DIABOS o Supinho usou por mais de 70 anos aquela cuequinha ridícula? BOM, digamos que não há apenas uma resposta, mas várias – e todas elas fazem sentido quando analisamos o contexto histórico. Aliás, o Superman nem foi o único a usar esse tipo de recurso estético, caro leitor.

    Como você sabe, o Superman foi o primeiro super-herói da cultura pop. Se hoje esses heróis são “supers”, é por causa do nome dele. Dessa forma, quando Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o personagem, eles estavam pisando em uma terra totalmente nova e firmando novos conceitos. Alguns funcionaram (como o uniforme colorido, o logo no peito, a identidade secreta). Outros nem tanto (como a cueca e os óculos para “ocultar” a identidade civil). O importante é que tudo isso, de uma forma ou de outra, se tornou parte da mitologia do super-herói.


    No caso específico da cueca, precisamos entender que era muito mais complicado imprimir uma revista em quadrinhos em 1938. O mundo vivia ainda os efeitos da Crise de 29, as revistinhas tinham que ser baratas e o sistema de impressão era bem precário. Tudo era basicamente nas quatro cores (ciano, magenta, amarelo e preto) e, muitas vezes, o que você desenhava não era exatamente o que acabava impresso. Por isso, na época (e por muito tempo), HQs tinham poucas cores e poucas texturas. Era tudo na base daquela cor chapada. Movimentos, profundidade e coisas do tipo eram demonstrados a partir de pontinhos, do contraste e das hachuras.

    Quando Shuster fez os primeiros esboços do Superman, deu a ele aquele visual quase que inteiro azul, entre outros motivos, pra facilitar na impressão. Porém, um ser todo azul não daria aquela impressão de “cara, como ele é grande” no papel – ficaria um homem atarracado, digamos assim. Pra piorar, em quadros pequenos ou quando o Homem de Aço estava pequeno em uma página, a impressão que ficaria é que pernas, quadril e tronco eram a mesma coisa.
    Tem mais. Superman é um homem e, digamos assim, ele tem ALGO no meio das pernas, algo que seria marcado pela roupa colada. Estamos falando da sociedade de 1938 e se Shuster deixasse bem claro os contornos do SUPINHO DO SUPINHO, causaria uma reação negativa. Como lidar com isso, então?
    Artisticamente, os quadrinistas da época (e das décadas seguintes) deixavam o quadril bem marcado com seus traços. Fazer isso, então, era natural para Shuster. Ele poderia ter deixado tudo azul e “tá bom”, mas ainda assim ficaria aquela ilusão de ótica de que o Superman era baixo. Era preciso separar ainda mais o tronco das pernas, além de criar algum artifício que fizesse sentido para ignorar o volume natural que tem no meio das pernas.
     Estamos falando de 1938. Não existia TV, o cinema era ainda um garoto espinhento e revistas e gibis eram algo novo, história que Siegel e Shuster estavam ajudando a construir. Assim, uma grande influência na época era o circo – algo que vinha desde o século anterior e com toda a certeza dominou a mente dos dois quadrinistas quando eram mais novos. Nesses circos eram comuns os “Strong men”, os “homens fortes” que podiam fazer qualquer coisa, como levantar peso e resistir a balas – sim, eles foram uma influência para o Superman, ao lado dos seres mitológicos como Hércules.

     O visual do Homem de Aço teve algumas variações iniciais, mas meio que se consolidou no começo dos anos 40 e a cueca ficou lá, como parte do look. Com o tempo, se tornou parte importante da mitologia do herói, mas ele não foi o único a utilizá-la. Pra dizer a verdade, quase todos os personagens daqueles tempos tinham a sua cuequinha.

     Nos anos 90, com o aumento do preço dos gibis, mais cores e a melhora das impressões, as limitações estéticas ficaram no passado. A DC chegou a fazer alguns visuais pontuais sem a cueca (como o uniforme negro de O Retorno do Superman, ou ainda o visual usado em Superman vs. Apocalypse). Em 1996, a editora deu novos poderes para o herói e um visual todo azul e branco, sem vermelho – e sem cueca, com uma nova forma de separar o corpo.
     Não deu certo. O Azulão voltou a usar o uniforme original pouco depois, incluindo a cueca. Foi só mais recentemente, no reboot de 2011, que a DC finalmente introduziu um visual moderno que ficou para o herói. Criado por Jim Lee, o uniforme lembra mais uma armadura e, no final do tronco, tem um cinto vermelho para fazer a separação do quadril – sim, é por isso que um herói usa cinto, por mais que ele não precise disso pra segurar a calça colada. O resto do visual é composto por traços, texturas e diversos tons de azul.
     Quando foram criar o visual visto nos cinemas, os primeiros filmes e série de TV mantiveram a cueca vermelha simplesmente porque aquele era o visual das HQs. Isso sem falar que era uma forma de disfarçar o tal do volume ali no meio das pernas. Porém, quando foram gravar o filme O Homem de Aço, a Warner e o diretor Zack Snyder resolveram acompanhar os gibis e abandonar a cueca.
    O principal problema desse visual, aliás, é uma daquelas coisas que assombraram Joe Shuster no passado: a separação do corpo. Não há nada com COR que faça isso, apenas o cinto. O Supinho acaba dando a impressão de ser mais atarracado, por mais que o ator Henry Cavill tenha 1,85 m de altura. Isso explica, em parte, porque as pessoas continuam estranhando o uniforme. Não é exatamente a falta da cueca, mas a impressão geral criada.
    Se você reparar bem, o uniforme do Azulão em O Homem de Aço tinha um cinto com “fivela” redonda pra fazer isso. Numa provável tentativa de melhorar essa parte, deram uma fivela quadrada para ele em Batman v. Superman.
    Por fim, é bom lembrar que um outro grande herói (entre outros tantos) da DC também usou a sua cueca por cima da calça por décadas e décadas – as pessoas só não comentavam, mas tava lá. Era o Batman. ;)

FONTE: http://judao.com.br/

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

HOMEM PERCORRE 800 KM DO CAMINHO DE SANTIAGO EMPURRANDO AMIGO CADEIRANTE








Os amigos de infância Justin Skeesuck e Patrick Gray fizeram uma viagem inesquecível este ano. Os dois percorreram juntos cerca de 800 quilômetros do Caminho de Santiago. Com um detalhe: Justin vive em uma cadeira de rodas.


Foram cerca de dois anos planejando a viagem e no dia 30 de maio os dois chegaram à França, de onde começaram a peregrinação. De lá, foram seis semanas até concluir o trajeto, com vários desafios de acessibilidade, que eles mostraram em fotos postadas no Facebook. Eles criaram uma página chamada “I’ll Push You” para falar sobre a viagem e arrecadar fundos. A ideia é usar o dinheiro para fazer um documentário sobre o caminho. Eles foram acompanhados durante a viagem por uma equipe que os filmou e os ajudou em alguns trechos.




Justin tinha 16 anos quando sofreu um acidente de carro que despertou uma doença autoimune. Aos poucos, perdeu o controle de seus braços e pernas. Mas nem por isso ele deixou de curtir a vida. Há vários anos, ele viaja pelo mundo e, por conta de sua experiência, tornou-se um consultor de acessibilidade e palestrante. Ele também divide o que aprende em suas viagens com outras pessoas com deficiência.


Patrick, além de ser seu melhor amigo, tabém é enfermeiro. Por isso, dificilmente haveria alguém melhor para encarar a jornada com Justin. Além de conduzir a cadeira de rodas durante boa parte do caminho, ele também ajudou a dar o suporte necessário para as necessidades básicas.


“Queremos promover a saúde física, mental, emocional e espiritual. Através dessa viagem, vamos celebrar o espírito humano e o valor da amizade, criando oportunidades para transformações pessoais”, escreveram os dois antes de embarcar.


Em um post após o final da viagem, os dois disseram que sentiram uma emoção muito grande ao chegar em Santiago de Compostela e reencontrar suas esposas. “Cruzamos a linha de chegada, mas sabemos que esse é só o começo e estamos animados com o que temos pela frente. O Caminho é diferente para cada um, único e cheio de desafios, mas há uma coisa que todos temos em comum. Todos superamos limites na vida ao ficarmos juntos, sendo a força um do outro e trabalhando em uníssono”, diz o texto. 

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

GRANDES NOVELAS - XICA DA SILVA








 


      Xica da Silva trouxe de volta à Rede Manchete o terceiro lugar no ranking da televisão, fazendo com que a emissora recobrasse seu prestígio depois de anos de crise.

      Mais uma vez a arma utilizada foi o erotismo e a forte retratação histórica. Para tando, a emissora investiu em torno de 6 milhões de dólares.


Taís Araújo como Xica da Silva

   Uma cidade cenográfica foi construída em Maricá, onde foi reconstituído O Arraial do Tijuco (MG). Várias cenas foram gravadas em Minas Gerais, mostrando a natureza de rara beleza da região. A novela também teve locações em Portugal - cenas dos últimos capítulos gravados no Palácio Pombal.

Drica Moraes como Violante

      A escolha da protagonista foi um problema para o diretor Wálter Avancini. Depois de uma rigorosa seleção por todo o país, ele descobriu que sua Xica da Silva estava perto. Tratava-se de Taís Araújo, que terminava as gravações de Tocaia Grande, a novela anterior, na qual vivia a personagem Bernarda. Mesmo muito nova para o papel (a moça tinha 17 anos, enquanto a personagem tinha por volta de 25), Taís surpreendeu, mostrando-se talentosa.

     No papel da mãe de Xica estava Zezé Motta, que viveu a Xica do cinema, no filme de Cacá Diegues, de 1976.

    Com primorosa e caprichada direção de Avancini, Xica da Silva foi uma novela empolgante, forte, sensual, realista, e não poupou em cenas de violência explícita. São inúmeras as seqüências de assassinatos, execuções, e até torturas. Um dos fortes momentos da novela aparece quando Maria (Zezé Motta), mãe de Xica, é morta, tendo seus braços e pernas amarrados a quatro cavalos que, assustados por um tiro, correm em direções contrárias, esquartejando o corpo da negra em plena praça pública. Além dessa, as cenas que envolviam as bruxarias de Benvinda (Míriam Pires) e Violante (Drica Moraes) também não economizaram em tecnologia e realismo.


Walcyr Carrasco

      As cenas de nudez ganharam destaque na trama. Adriane Galisteu foi quem mais apareceu nessa condição. Taís Araújo, por sua vez, não tinha idade para aparecer nua. A atriz era menor, por isso, quando ela completou 18 anos (durante a novela), Avancini comemorou. Uma semana depois de seu aniversário e depois de mais de 50 capítulos de espera, a atriz apareceu nua no capítulo do dia 02/12/1996. O assunto foi, inclusive, capa da revista Manchete.
   


     O grande mistério de Xica da Silva ocorreu em seus bastidores. Quem era o tal Adamo Angel que escrevia a novela? A imprensa especulou na época e até nomes da Globo foram cogitados.

    Faltando um mês para o fim da trama, o suspense terminou: era Walcyr Carrasco, contratado do SBT na época - por isso o pseudônimo. Avancini convidou Carrasco para escrever na Manchete, mas o autor só aceitou se continuasse no SBT e escrevesse Xica com outro nome - escondido de Silvio Santos. Descoberto, Silvio obrigou Carrasco a escrever uma novela para o SBT, como punição: Fascinação, em 1998.

    O sobrenome Angel era um contraponto ao sobrenome do autor, Carrasco.

     Vários foram os destaques do elenco. Além de Taís Araújo, revelada nessa novela, destacou-se também Drica Moraes, ao interpretar a vilã Violante, um papel marcante e um dos melhores da carreira da atriz.

      Durante a fase final de exibição da novela, em 1997, a Manchete promoveu sorteios de prêmios para os telespectadores de Xica da Silva. O telespectador deveria tentar adivinhar com quem o Contratador João Fernandes (Victor Wagner) ficaria no final da novela: com Xica, com Violante ou sozinho.


     
      No último capítulo, há uma  passagem de tempo, e Zezé Motta (a mãe de Xica, que havia morrido), retorna para viver a Xica velha. Por sua vez, Taís Araújo também reaparece, como Joana, filha de Xica.

FONTE: http://teledramaturgia.com.br/





quinta-feira, 21 de agosto de 2014

EQUIPAMENTO PARA AJUDAR NA TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA




   Visando a facilidade na hora das transferências cadeira – cama de pessoas dependentes, um trio de designers (cujos nomes são impossíveis de acertar a pronúncia de primeira: Tsai Jui-An, Tsai Meng-Hong e Cheng Ka-Man) desenvolveu um equipamento chamado The Lady Shifting.


   Lady Shifting faz uso do princípio da alavanca e impede que o cuidador seja o suporte de peso do indivíduo. As transferências da cadeira para outras superfícies são necessárias muitas vezes ao dia, o que pode colocar os cuidadores em grande risco de lesão nas costas e também pode ser desconfortável para a pessoa com imobilidade. O objetivo da Lady Shifting é resolver estes problemas mediante o suporte de peso da pessoa com imobilidade.




   A transferência de uma pessoa nesse dispositivo envolve a colocação dos pés na base negra da Lady Shifting e alinhamento dos joelhos com a parte inferior da almofada. Em seguida, a pessoa é colocada em cima da armação arredondada e almofada. Enquanto segura os braços da pessoa, o prestador de cuidados alavanca o dispositivo para elevar o paciente, estabilizando-o com o seu pé. Depois a Lady Shifting é manobrada para a cama, a pessoa é trazida de volta para a posição vertical e é colocada na cama.



Fonte: Reab.me

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

BRITÂNICA QUE SÓ CONSEGUE MEXER OS OLHOS TERMINA FACULDADE DE HISTÓRIA




A britânica Dawn Faizey Webster, 42, está se formando em história antiga pela Open University (Universidade Aberta, em tradução livre) após seis anos de curso — feito que já seria motivo de orgulho para sua família. Para realizar esse desejo, Dawn enfrentou sua precária condição física: ela consegue mexer apenas os músculos dos olhos.
Dawn sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2003 e, como sequela, teve paralisia total de quase todos os músculos do corpo, exceto os dos olhos. Além de piscar os olhos, ela também consegue fazer pequenos movimentos com a cabeça – a condição é conhecida como síndrome do encarceramento.
Sem poder falar ou se mover, Dawn começou a fazer faculdade em 2008.
    A graduação foi realizada com a ajuda de um laptop que transforma o movimento dos olhos de Dawn em texto. Com o equipamento, ela consegue escrever até 50 palavras por hora. Nesse ritmo, provas que demorariam cerca de três horas chegaram a durar três semanas.
Para escrever no laptop, ela empurra os botões fixados em ambos os lados da cabeça para mover o cursor na tela e pisca para registrar as letras. Segundo Dawn, o computador foi sua “tábua de salvação”.
Dawn contou ao tabloide britânico “Daily Mail” que ficou muito feliz e orgulhosa por ter conseguido o diploma e alcançado seu objetivo. “Quando eu tive meu acidente vascular cerebral, eu percebi que não seria capaz de fazer qualquer coisa física. Então, decidi usar a coisa que não tinha sido afetada, que foi o meu cérebro”, afirmou.
Além de sua graduação, a mulher também escreveu sua autobiografia e, agora, pretende fazer mestrado em história da arte.
      Dawn teve o AVC duas semanas após o nascimento de seu filho, Alexander. Os problemas começaram ainda na gravidez, quando ela foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, doença associada à hipertensão da gestante. Atualmente, Alexander tem 11 anos.

*Com informações do Daily Mail.

Fonte: UOL