quinta-feira, 31 de março de 2016

FATO E FOTO

 
 

    No início da Guerra Civil dos Estados Unidos, Mathew Brady enviou uma equipe de fotógrafos para documentar o conflito. Entre eles estava um imigrante, de origem escocesa, chamado Alexander Gardner, o fotógrafo que tirou esta foto de Lincoln em Antietam, bem como outras famosas fotos da época da guerra. O homem à direita de Lincoln é Allan Pinkerton, fundador da Agência Nacional de Detetives Pinkerton, o qual Lincoln nomeara como líder de um destacamento de segurança pessoal durante a guerra. Gardner intitulou uma outra foto de Pinkerton e seu irmão William, em Antietam, "O Serviço Secreto''. Gardner fotografou Lincoln em sete ocasiões distintas, a última delas em 5 de fevereiro de 1865, apenas algumas semanas antes do assassinato de Lincoln.
 
 

quarta-feira, 30 de março de 2016

DRAMATURGIA EM TIRAS




























continua...

A MURALHA - BASTIDORES


 
    Para a produção da minissérie, mobilizou-se uma equipe de 200 pessoas. Caciques e pajés de tribos brasileiras acompanharam a montagem de várias cidades cenográficas que envolviam suas aldeias. Construída perto do Projac, a Vila de São Paulo ocupou uma área de 10 mil metros quadrados.
 
    O mais grandioso dos cenários foi o de Lagoa Serena. Utilizou-se como locação uma fazenda situada na cidade de Cachoeira de Macacu (RJ), com uma área também de 10 mil metros quadrados. Foram utilizadas ainda três aldeias indígenas, onde se ergueram quatro ocas.
 
    A produção de A Muralha contou com o apoio da Funai e a participação de 51 índios Xavante do Alto Xingu, 20 Kamaiurá e 20 Waurá, além de índios Guarani e um coral infantil formado por índios da aldeia Paratimirim. O Ibama também forneceu apoio diário à produção, com a presença de uma bióloga e um veterinário nas gravações em estúdio e em externas, para cuidar dos animais – araras, capivaras, jaguatiricas, onças, emas, macacos, cobras e veados – usados nas cenas.
 

terça-feira, 29 de março de 2016

OLÍVIA, A MENINA BIÔNICA QUE NÃO COME E NÃO SENTE DOR

 
 
    Enquanto era apenas um bebê, Olivia Farnsworth chamava a atenção de sua mãe por não chorar e não dormir durante o dia.   Em determinada fase de seu desenvolvimento, Olivia chegou a ficar três dias inteiros sem dormir, além de não demonstrar interesse por nenhum tipo de alimento.

    Aos sete anos de idade, a menina foi diagnosticada com uma condição rara: a ausência de um cromossomo a impede de sentir fome, fadiga e dor. Chamada de menina biônica, Olivia pouco come ou dorme.

    Ela foi levada aos médicos depois de ter sido arrastada por um carro durante um acidente de trânsito. Surpreendentemente, a menina não derramou uma lágrima durante o ocorrido e não se queixou de dor. O impacto não provocou lesões graves.
 


    Olivia tem uma condição descrita como exclusão do cromossomo 6. Até o momento, ela é considerada a única pessoa do mundo com esta doença.

Como vive a menina biônica?


    A menina agora toma medicação para dormir. De acordo com seus familiares, ela costuma apresentar algumas explosões de raiva, mas, na maior parte do tempo, é uma criança feliz e normal.

    Olivia foi apelidada de menina biônica e tem recebido a ajuda de um grupo de apoio voltado a pessoas com doenças genéticas. Segundo a Dra. Beverly Searle, Olivia é um caso raro no mundo. Dos 15.000 casos de transtornos cromossômicos presentes em um banco de dados mundial, apenas 100 estão relacionados à eliminação do cromossomo 6.

    As doenças cromossômicas não possuem tratamento eficaz e cura, mas apenas medidas para aliviar os sintomas. Sendo assim, a condição de Olivia será permanente até que os médicos e pesquisadores encontrem respostas e tratamentos para esse tipo de doença.

FONTE: http://www.sitedecuriosidades.com

segunda-feira, 28 de março de 2016

IMAGENS FANTÁSTICAS

O orangotango na chuva



Girinos no Lago do Cedro, no Canadá



O mergulho perfeito
FONTE: MEGACURIOSO

domingo, 27 de março de 2016

OS MISTÉRIOS QUE AINDA RODEIAM O SANTO SUDÁRIO




    É uma das relíquias mais reverenciadas pelos crentes católicos: uma peça de linho que parece ter impressa a imagem de um homem com marcas e sinais de quem foi crucificado.
 
    Conhecido como Santo Sudário ou o Sudário de Turim - é na catedral do local que a peça fica - muitos acreditam que é a tela que se colocou sobre o corpo de Jesus Cristo quando foi enterrado.
 
    "No começo, era difícil distinguir algo, depois pouco a pouco os ossos se fizeram bastante distinguíveis, como por meio de raio-x, assim como as mãos cruzadas, os ossos articulados, os pulsos destroçados por pregos, um perfil comprido, refinado e angular de um rosto."
 
    Assim foi descrito em 1978, em uma das poucas vezes que foi mostrado ao público.
 

Data de fabricação

 
    Durante séculos o sudário tem sido foco de um intenso debate: como e onde se imprimiu sobre a tela a imagem de um homem crucificado?
 
    O professor Michael Tite é um dos especialistas que mais tem pesquisado o tema.
 
    Ele foi o responsável por uma investigação que começou em 1988 para determinar a data de fabricação do manto usando datação por radiocarbono.
 
    A própria Igreja Católica havia aprovado o estrito protocolo que se seguiria em três laboratórios que ela mesmo selecionou.
 
    Tite - então responsável do laboratório do Museu Britânico - chegou em abril de 1988 a Turín para o primeiro passo do processo.
 
 

Quantos átomos

 
    "Trouxeram o sudário da capela atrás da catedral, onde estava guardado, e de onde quase nunca sai", explicou Tite a BBC.
 
    "Não sou crente, assim que para mim não tinha um significado tão importante, mas claro que tinha interesse em vê-lo. É uma imagem extraordinária", disse.
 
    Havia dois especialistas no ramo têxtil e puderem examiná-lo inteiro para saber se era parte do original e não um remendo.
 
    "Ele foi cortado em três partes, envolvido em papel alumínio e introduzido em um recipiente de metal", disse Tite.
 
    Depois, dois cientistas da Universidade de Oxford examinaram una pequena peça do sudário com um exame para detectar átomos de carbono radioativo.
 
    Quanto mais velho fosse o sudário, menos átomos de carbono teria.
 
    Uma vez que isso foi feito, foi enviado ao Museu Britânico, onde se comparou com os resultados dos outros dois laboratórios que participaram do processo, uma de Arizona, nos Estados Unidos, e outro de Zurique, na Suíça.
 
    Então, os estatísticos combinaram os resultados para dar um número final.
 
    O sudário que, durante séculos, foi considerado o sudário em que Jesus Cristo foi enterrado, era falso.
 
    Os exames mostraram que foi fabricado entre 1260 e 1390.
 
    A Igreja nunca havia dito que o sudário era autêntico, então aceitou o veredicto dos cientistas.
 
    No entanto, também agregou que o sudário ainda poderia ser objeto de veneração, um símbolo do sofrimento de Cristo.
 
    Tite afirmou que não se sentiu decepcionado com os resultados: "apenas provaram as suspeitas que eu já tinha", disse.
 
 

Sem solução

 
    No entanto, nem todos reagiram da mesma maneira.
 
    Houve acusações de que Tite estava envolvido em uma conspiração maçônica, de que os resultados não eram válidos porque a mostra estava contaminada.
 
    O especialista apontou que todas essas dúvidas foram comprovadas nos exames e que o resultado final obtido foi muito preciso.
 
    Então, como a imagem formou-se?
 
    "Não há evidências reais de que seja uma pintura, não acho que foi pintada", disse.
 
    "Outra coisa estranha é que, se uma pessoa olha todos os quadros da Idade Média e do Renascimento, todos pintam Cristo com cravos que atravessaram a palma da mão", acrescentou.
 
    "Mas, na realidade, se se quer crucificar alguém, para que o corpo se mantenha na cruz, é preciso colocar os pregos através dos pulsos e dos tornozelos."
 
    E assim que se parecem as marcas do sudário.
 
    "Não acredito que seja o sudário de Cristo, mas é muito provável que aí havia um corpo."
 
    "Era o tempo das Cruzadas e uma das formas de humilhar a um cristão era crucificar-lo. Os fluídos provocados pelo estresse da crucificação podem ter provocado a descoloração e a deterioração do sudário", explicou.
 
    Assim que o debate continua sobre qual é a origem do tecido e como a imagem de um homem acabou impressa nele.
 
FONTE:http://www.msn.com/pt-br/noticias/
 

sábado, 26 de março de 2016

INVESTIGAÇÃO POLICIAL



     Investigação sobre sumiço de pessoas com deficiência visual chega ao fim, depois de 43 desaparecimentos.
 
OBS: o texto é fictício. O piso tátil, infelizmente, não.

sexta-feira, 25 de março de 2016

JOAQUINA, A FILHA DE TIRADENTES



    A filha de Tiradentes será a protagonista da próxima novela das 23 horas da Globo. Nas suas primeiras chamadas, dá para perceber que está vindo aí uma história dinâmica e interessante.
 
     Tiradentes, que todo mundo conhece, foi um mineiro que conspirou contra a coroa portuguesa no século 18 e que por isso, foi condenado à morte. A sua figura heroica e seus traços com a espessa barba (que insistem em lembrar Jesus Cristo), foram construídos pela recém proclamada República, em 1889. Carentes por heróis republicanos e que tivessem sido vítimas da monarquia, os republicanos foram buscar em Minas Gerais um mártir cuja história não é tão conhecida.
 
 
   
    Sendo assim, a filha de Tiradentes acaba sendo uma surpresa para grande parte do público. Tiradentes teve uma filha? Nossa, nem sabia. Sim, teve. Joaquina de fato existiu e foi registrada pelo alferes mineiro. Porém, pouco se sabe sobre a sua vida, o que pode tornar a novela da Globo bem interessante, dependendo é claro, da história que o autor vai contar. Se a Joaquina da novela vai lutar por liberdade e enfrentar a hostilidade da cidade simplesmente por ser a filha de Tiradentes, a verdadeira Joaquina deve ter se casado e adotado o sobrenome do marido, o que fez desaparecer a linhagem do mártir mineiro.
 
   Bem curioso para assistir. Que abril chegue logo.
 
Cristiano Refosco
 

quinta-feira, 24 de março de 2016

IMAGENS FANTÁSTICAS


Cardume gigantesco



Hora da sesta na Tanzânia



Relâmpagos em uma região vulcânica

FONTE: MEGACURIOSO

quarta-feira, 23 de março de 2016

CASAL ADOTA GATA DE TRÊS PATAS PARA FILHA AMPUTADA



 

    A amizade é um bem tão valioso que é capaz de fazer com que a gente supere os momentos mais difíceis da vida. A garotinha Scarlette Tipton, de 2 anos de idade, tem um dos braços amputados e arrumou uma amiga inseparável que compartilha com ela a mesma característica: uma gata com menos uma pata.
 
   
    Quando tinha apenas 10 meses, a menina teve câncer e precisou remover o membro do corpo. Já a gata dormia debaixo de um carro quando, por um acidente, perdeu a pata direita. Vivendo na Califórnia, EUA, a família então foi até um abrigo em busca do mascote que havia visto na TV e assim encontrou a parceria perfeita para Scarlette.
 
    Desde o Natal de 2015, a dupla tem compartilhado bons momentos e criado laços. A mãe da garota, Simone Tipton, disse que queria achar uma companheira para a filha e que ela reconhece os esforços da gata para conviver com sua deficiência. Juntas, elas têm dois braços para se ajudar, muito mais fortes do que qualquer outro.
 
 
 

terça-feira, 22 de março de 2016

POR QUE NINGUÉM RECONHECE QUE CLARK KENT E O SUPER-HOMEM SÃO A MESMA PESSOA?



    Você já deve conhecer aquela lista de perguntas básicas sobre HQs e personagens diversos: “Se o Pato Donald não usa calças, por que ele sai do banho enrolado na toalha?”, “Por que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam antes de Cristo?” e por aí vai.
 
    Aqui, vamos acabar com ao menos uma de suas dúvidas: como Clark Kent não é reconhecido, se o que o separa do Super-Homem é apenas um par de óculos (e o uso da cueca por dentro das calças)?
 
    A dúvida existe faz muito tempo e, para acabar com a curiosidade dos leitores, os próprios quadrinhos trouxeram a resposta – um pouco enrolada e fantasiosa, é verdade, mas estamos falando de uma história de ficção. Se você é fã do Homem de Aço, já deve saber disso, afinal, tudo foi solucionado na revista Adventures of Superman #330, lançada em 1939 nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a mesma publicação foi às bancas com o número #15. Confira a resposta nas páginas abaixo!
 



 

FONTE: MEGACURIOSO

segunda-feira, 21 de março de 2016

MADELINE, A PRIMEIRA MODELO COM SÍNDROME DE DOWN

 


   
    Em uma sociedade impregnada por esteriótipos, os exemplos inspiradores nos fazem acreditar em um futuro mais inclusivo e sem preconceito. O caso de Madeline Stuart, uma jovem australiana com Síndrome de Down, está despertando a admiração das pessoas no mundo todo, graças aos trabalhos como modelo que ela está fazendo.  



    No ano passado, a jovem de 18 anos foi convidada a desfilar no New York Fashion Week, um dos mais importantes eventos de moda do mundo, quebrando paradigmas ao mostrar que todos tem espaço nesse universo seleto. 

 
 
video


    A primeira modelo com Síndrome de Down fez um ensaio com a fotógrafa Sarah Houston onde aparece usando três diferentes modelos de vestidos de noiva. As fotos são lindas e estão servindo de inspiração para milhares de outras mulheres. A jovem tem um site e um canal no YouTube, onde divulga momentos de seu coditiano e trabalho. (Com informações de Hypeness)



 
 

sábado, 19 de março de 2016

CHAPEUZINHO DA CADEIRINHA DE RODAS VERMELHA - SEGUNDA EDIÇÃO



    Chapeuzinho da cadeirinha de rodas vermelha tem mais do que um capuz colorado. Certo dia, enquanto passeia pela floresta, sua cadeira de rodas fica entalada em um buraco. É então que surge o temido Lobo Mau...
 
FONTE: COLEÇÃO "ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO" de Cristiano REFOSCO

* A coleção pode ser adquirida no site www.escritos.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2016

BARBA PROIBIDA NA DISNEY





    Walt Disney tinha seu bigodão, mas ele achava que homens com barba e/ou bigode poderiam ser vistos como perigosos e, por isso, durante 43 anos, os funcionários da Disneylândia  foram proibidos de deixar qualquer vestígio de barba aparente. A coisa mudou em março de 2000, quando os bigodes foram liberados – mas só bigodes!
 
    A partir daí, muitos funcionários começaram a deixar seus pelos faciais visíveis e, de novo, a direção do parque mudou as regras. Atualmente, os funcionários homens só podem usar bigodes se já forem contratados com bigodes (!) ou enquanto estiverem de férias.
 
FONTE: MEGACURIOSO

quinta-feira, 17 de março de 2016

'LEVAR PARA A RUA FAZ MAIS BEM DO QUE ALONGAMENTO EM CLÍNICA' DIZ FISIOTERAPEUTA SOBRE INCLUSÃO




    "Eles querem é viver. Querem participar da cidade.” A reflexão é do fisioterapeuta Felipe Ribeiro, que coordena o projeto Belo Horizonte – Patrimônio e acessibilidade. Nesse sábado, a iniciativa levou 57 pessoas com deficiência física, sensorial ou intelectual para um tour mediado pelo conjunto arquitetônico da Pampulha. Divididos em grupos, os participantes visitaram o Museu de Arte, a Casa do Baile e a Casa Kubitschek.

    Desenvolvido com apoio da Fundação Municipal de Cultura, o projeto teve início em 21 de fevereiro, com uma visita ao Circuito Cultural da Praça da Liberdade. A iniciativa oferece transporte, ingressos e lanches. O encerramento foi no dia 12, com uma oficina de ritmos populares e apresentação da Bateria Imperatriz Mineira, no Núcleo de Estudos da Cultura Popular (Necup). Os locais foram escolhidos por abrigarem acervos mais significativos sobre o patrimônio de Minas Gerais.

    Formado em fisioterapia em 2008, o coordenador Felipe descobriu, na prática, que fazer reabilitação física dentro de clínica e seguir o lema “se adapte para ser aceito na sociedade” não era o ideal. “Eu vi que simplesmente levar para a rua fazia muito mais bem do que fazer alongamento em uma clínica”, conta. Assim surgiu a ideia do projeto, que já foi realizado com sucesso em Salvador (BA).

    Responsável pela produção da iniciativa, a museóloga Viviane Santos explica que a acessibilidade cultural contempla dois aspectos: a arquitetura e o atitudinal. “Não basta ter rampa e banheiro adaptado. É preciso saber receber. As rampas normalmente ficam no fundo ou na lateral do prédio. Você quer entrar é pela porta da frente”, observa. Para ela, o patrimônio deve estar a serviço das pessoas.

    O tour é acessível em Libras e conta com profissionais treinados em audiodescrição, fora uma equipe multidisciplinar, com psicólogo, fisioterapeuta e pessoas formadas em turismo e belas- artes. “A ideia é que cada um, a partir do seu saber próprio, possa contribuir para que esse evento aconteça”, descreve Viviane.

    Inclusão Os baianos Adriano e Pedro Henrique Cruz, ambos com deficiência intelectual leve, vieram a Minas só para participar da versão mineira do projeto. Adriano estava curioso em conhecer a Casa Kubitschek, que foi residência do ex-presidente Juscelino. “Achei o projeto ótimo. Sinto falta da inclusão social. Quando estou com o Felipe é como se ele fosse o meu tutor”, conta. Já Pedro relata que visitou espaços culturais em Portugal, Espanha e Chile, mas que não viu nenhuma iniciativa como essa. “Tem a questão do tato também. Tem gente que não pode ver, é só na audição. Deveria ter esse acompanhamento sempre em todos os museus”, diz.

    O casal Vagner Figueiredo e Laís Drumond, ambos surdos, aprovou a tradução simultânea para Libras em todas as atividades. “Quando vou a um lugar e não tem intérprete de Libras, vou embora. Eu quero que tenha acessibilidade”, diz Laís. É a filha Ludmila, ouvinte, que do “alto” dos seus 5 anos dá uma mãozinha aos pais quando consegue.

    A família foi convidada para compartilhar o momento de lazer. Rosa Maria de Lima levou a filha Karine Gleice, deficiente intelectual de 32 anos, para conhecer a Pampulha. “Muitas atividades da Apae foram cortadas pelo governo. E nas regionais Norte e Nordeste não vejo nada. Podia ter mais cultura”, reclama Rosa.

    Adriane Cristina da Cruz, presidente da Associação Mães que Informam (AMI), levou João Pedro, cadeirante com deficiência intelectual, para curtir o passeio. “É limitação, não impossibilidade. O que tem para pessoa com deficiência em BH? Quem divulga? Onde que está? Não existe política pública”, reclama.
 
 

quarta-feira, 16 de março de 2016

ROTEIRISTA PLANEJA DESVENDAR A IMAGEM DE CHICA DA SILVA - CONTINUAÇÃO

 
 
 
    Considerada a maior especialista em Chica da Silva, a historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Júnia Furtado acha “uma grande bobagem” exumar o corpo da escrava. No livro 'Chica da Silva e o contratador dos diamantes: o outro lado do mito', escrito a partir de uma minuciosa pesquisa em documentos históricos, Júnia afirma que não há certeza de que o corpo de Chica esteja enterrado na Igreja de São Francisco (Diamantina), já que, àquela época, os enterros costumavam ser coletivos, com diversos corpos sendo alocados numa mesma cova.

    A professora conta que, durante sua pesquisa, encontrou um jornal do começo do século 20 em que o jornalista diamantinense Antônio Torres cita que o corpo de Chica foi encontrado muitos anos após seu falecimento, com a pele seca e negra, e atirado como resto de animal. O texto de Torres dizia: “Era como um saco de ossos que, ao menor movimento, chocalhavam sinistramente. O coveiro teve escrúpulos de guardá-lo em um lugar sagrado e atirou-o em grotas afastadas, como restos de animal selvagem. Rolado ao vento, produzia vibrações estranhas, que atemorizavam, semelhando gargalhadas de mofa. Os que passavam, mais corajosos, balbuciavam o insulto costumado: ‘Toma lá, quingongo (divindade ligada à profundeza da terra na religião banta)!’ Os demais passavam apressadamente e benziam-se ao ouvir o chocalhar dos ossos.”

    “Nem dá para saber exatamente onde esses restos mortais estão. Se estiverem lá, estão junto com outros corpos. Acho tudo isso uma perda de tempo. O que posso dizer é que projetos como esses sempre encontram bobos para bancá-los e acreditar neles. Mas pesquisas históricas e científicas sérias, documentadas e que levam anos, não ganham tanto crédito. É lamentável”, afirma a pesquisadora.

 
Taís Araújo viveu Chica da Silva na TV


    Rosi Young diz que seu documentário deve contar com a participação das atrizes Ísis Valverde e Letícia Sabatella e terá Zezé Motta na direção. Zezé, que ganhou projeção quando interpretou Chica da Silva no filme de Cacá Diegues ('Xica da Silva', 1976), afirma não estar muito a par da iniciativa de Rosi. Diz apenas que recebeu o convite e que, a princípio, tudo que diz respeito à personagem lhe interessa. “Só estou um pouco preocupada com o subtítulo do projeto, 'A verdadeira história de Chica'. Pode parecer uma contradição na minha trajetória, já que fiz a Xica do Cacá e, agora, vão mostrar outra faceta dela. Até conversei com ele, e o Cacá me recomendou relaxar (risos). Ela é uma personagem tão mágica, tão fascinante que há sempre coisas a descobrir sobre essa figura.”


As várias facetas de Chica
   A primeira vez que Chica da Silva apareceu como personagem histórica foi em 1868, cerca de 70 anos após sua morte, no livro 'Memórias do distrito diamantino', do jurista, professor e político Joaquim Felício dos Santos. Na obra, Francisca da Silva é retratada como “uma mulata que tinha as feições grosseiras, era alta, corpulenta, trazia a cabeça rapada e coberta com uma cabeleira anelada em cachos pendentes. Não possuía graças, não possuía beleza, não possuía espírito, não tivera educação, enfim, não possuía atrativo algum que pudesse justificar uma forte paixão”.

    A descrição de Felício dos Santos – que se tornou representante legal dos herdeiros da escrava diamantinense no processo pela posse dos bens do contratador João Fernandes no Brasil – não foi baseada em nenhuma fonte histórica e, talvez, tenha sido influenciada pelo racismo da época. Ao longo dos anos, Chica virou filme, novela, peça de teatro, livro, samba-enredo, música e já foi retratada de diversas maneiras. Em boa parte das vezes, predominou a imagem da negra assanhada que seduziu o homem mais poderoso da Coroa no século 18.

    Em 2003, Júnia Furtado lançou seu livro e trouxe uma nova visão sobre a escrava. Segundo seu estudo, Chica nasceu entre os anos de 1731 e 1735 e era filha da negra Maria da Costa com o português Antônio Caetano de Sá. Mesmo tendo sido escrava, ela levou uma vida próxima à das senhoras brancas da sociedade mineira de então. Com João Fernandes, que lhe deu a alforria, teve 13 filhos. Chica da Silva criou as nove filhas no melhor estabelecimento de ensino da região, acumulou pecúlio considerável, tornou-se proprietária de casa e chegou a possuir mais de 100 escravos.