domingo, 31 de julho de 2016

CHAPEUZINHO DA CADEIRINHA DE RODAS VERMELHA - SEGUNDA EDIÇÃO



   
    Chapeuzinho da cadeirinha de rodas vermelha chegando na casa da vovó e encontrando o Lobo... Boa coisa não vai dar!

  (ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO - SEGUNDA EDIÇÃO)
‪#‎contosdefadasinclusivos‬ ‪#‎cristianorefosco‬
www.escritos.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2016

VIDA ÍNTIMA DOS ESCRITORES - CHARLES DICKENS



    Autor de clássicos como Oliver Twist, Charles Dickens contou quatro grandes amores ao longo da vida. A primeira chamava-se Maria Beadnell; a segunda, Mary Hogarth e a terceira, Ellen Ternan. Dickens não chegou a se casar com nenhuma delas, mas as usou como modelos de personagens de seus livros. Sua esposa era Catherine Hogarth, irmã de Mary. Arrasado com a morte de Mary, o escritor logo a substituiu por uma terceira irmã Hogarth, chamada Georgina. Quando Charles e Catherine se separaram, Georgine continuou vivendo com ele, embora a essa altura ele estivesse apaixonado por outra mulher: Elle Ternan.



FONTE: http://www.maiscuriosidade.com.br/

quinta-feira, 28 de julho de 2016

GRANDES IMPERADORES - CALÍGULA


 
   
      Está claro que o imperador se relacionava com a sua família de maneira diferente que os outros fizeram. As irmãs eram presença constante ao seu lado nos eventos públicos e foram imortalizadas em moedas. Drusilla (a irmã amada, ponto central da peça Calígula, de Albert Camus), foi endeusada depois de morta. Todas essas ações eram inéditas para a época. Mas nada disso significa que havia uma orgia em família. "O incesto foi uma criação posterior da historiografia", diz Fábio Faversani, historiador da Universidade Federal de Ouro Preto. Há ainda uma explicação política. Como não tinha grandes conquistas militares, Calígula precisava se provar merecedor do posto pela linhagem que remontava a Augusto. Ao homenagear os familiares, justificava a própria posição. As sutilezas da política também estariam por trás da nomeação de Incitatus. "Houve uma ameaça. Quando Calígula foi perguntado sobre quem seria o cônsul no próximo ano, ele respondeu que preferia o seu cavalo aos candidatos disponíveis. É uma resposta de alguém sarcástico (não louco), tirada do contexto", afirma Barrett.

      Ele foi acusado de levar Roma à falência. Mas realizou grandes construções. Concluiu projetos iniciados por Tibério e iniciou outros. O seu feito mais extravagante, que parecia um exagero das fontes clássicas, acabou comprovado na década de 1930, quando foram achados no lago de Nemi os restos de dois barcos gigantescos. O maior, com quilha de 70 m, era um palácio flutuante. Aí sim um sinal de megalomania.


 


      Na área militar, ele não teve nada de brilhante, mas sua atuação foi positiva. Iniciou a conquista da Britânia, atual Inglaterra. Antes, indicam as evidências arqueológicas, criou uma estrutura de fortes e armazéns, preparando-se para a conquista do território, efetivada por seu sucessor, Cláudio.

      Mas a característica mais marcante de Calígula está na sua adoração pelo entretenimento. Em contraste com a severidade de Tibério, abraçou as aparições públicas e a realização de festivais, que incluíam combates de gladiadores e com feras selvagens, corridas de cavalos e peças teatrais. Mandou reduzir as armaduras dos lutadores, o que o fez ser ainda mais adorado pela plebe, especialmente nas ocasiões em que distribuía comida e dinheiro.

      Essa gastança poderia ter destruído as finanças públicas e iniciado uma espiral inflacionária. E Cláudio teria pago o pato. Mas não, não há registro de problemas financeiros no governo dele. Isso não quer dizer que a economia foi perfeita sob Calígula. Serve, porém, como indício de que ele talvez não fosse o perdulário inconsequente que os historiadores clássicos pintaram.


 
Morte de Calígula


      Cansados dos arroubos e das tendências absolutistas do imperador, senadores e membros da guarda pretoriana conspiraram para matá-lo. Aos 29 anos, Calígula tombou a golpes de adaga - segundo uma versão foram 30, mais do que levou Júlio César. A sua mulher Cêsonia (a quarta que ele desposou) e a filha Júlia Drusilla, de 2 anos, também foram assassinadas. Ao saber que o imperador estava morto, a população de Roma demandou justiça. O seu tio Cláudio, laureado imperador, atuou para acalmar os ânimos da massa e iniciou uma campanha contra a reputação do morto. "Cláudio precisava condenar o assassinato de um imperador, senão estaria em risco, mas precisava justificar a morte de Calígula. Ao difamá-lo, ele afirma que o bom sistema imperial foi pervertido por um tirano", diz Barrett. E a campanha se seguiu.

     Um louco varrido seria capaz de demonstrar sagacidade política (para chegar ao poder... Mantê-lo foram outros quinhentos) e ter o apreço da população? Cabe refletir se ele não foi basicamente um populista, um jovem esperto e intolerante, arrogante e inseguro, marcado pelos jogos de poder que exterminaram sua família. Não é difícil supor que ele tenha reproduzido essa violência contra quem discordava de si. E modos extravagantes, como ele provavelmente tinha, cada imperador romano teve os seus. Definir sua figura por estereótipos, como os fatos demonstram, está longe de apresentar uma noção satisfatória de quem foi Calígula.

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/



quarta-feira, 27 de julho de 2016

CINEMA E DEFICIÊNCIA - NASCIDO EM 4 DE JULHO

 
 
    Dirigido por Oliver Stone e  baseado no livro de Ron Kovic, "Nascido em 4 de julho" foi lançado em 1989. O filme conta a história de Ron Kovic, um soldado estadunidense, é ferido na guerra do Vietnã e fica paraplégico. Enquanto se encontra no hospital, ele começa a questionar a posição do seu país na guerra e se torna um ativista político, lutando contra a guerra e pelos direitos das pessoas com deficiências.

 
 
CURIOSIDADES
 
    O filme inteiro foi filmado em tons de vermelho, branco ou azul, dependendo do nível emocional (cenas de batalha são todas em tons avermelhados, sequências de sonho em branco, azul na tristeza, etc.).
 
    Incluindo as participações especiais de Oliver Stone, há pelo menos 11 outros atores creditados no filme que também apareceram no filme de guerra "Platoon", do mesmo diretor. As coincidências não param por aí. O ator Charlie Sheen foi considerado para viver o personagem principal. 
 
    A palavra "fuck" é usada 289 vezes durante o filme.
 
    Ron Kovic e Oliver Stone escreveram a maior parte do roteiro juntos em um café em Venice, Califórnia.
 
    Oliver Stone queria fazer o filme no Vietnã, mas as relações com aquele país e os EUA eram  geladas após a guerra, então o filme foi rodado nas Filipinas.
 
    O estúdio foi inicialmente contra sobre a escalação de Tom Cruise no papel principal pois ele não tinha interpretado um personagem tão fortemente dramático antes.
 
    A última cena do filme a ser rodada foi a luta de cadeira de rodas entre Tom Cruise e Willem Dafoe. O detalhe é que ela foi feita contra o tempo já que o sol estava se pondo.
 
    Para se adaptar às cenas de Ron paralisado, Tom Cruise ficou em uma cadeira de rodas fora do set o máximo possível.

FONTE: http://curiosidadescinematograficas.blogspot.com.br



terça-feira, 26 de julho de 2016

ACHE O FANTASMA NA FOTO




   Está rolando por aí uma fotografia que mostra 15 jovens que trabalhavam em uma fábrica em Belfast, capital da Irlanda do Norte. Até aí, tudo normal: mais um registro histórico interessante para a atualidade.
 
     Porém, alguém reparou que existia algo de estranho no retrato. Observe com calma:
 


   
 
    Não achou?
    Veja bem...
 
 
 
    De quem seria essa mão no ombro da mocinha???
 
 
 
 
 
FONTE: MEGACURIOSO

domingo, 24 de julho de 2016

BRONQUIOLITE: O QUE É?

 

 
    Trata-se de uma infecção dos "bronquíolos", ou seja, das pequenas passagens presentes no pulmão, e é geralmente causada por uma infecção viral. Na prática, a bronquiolite é uma infecção viral aguda que afeta principalmente as pequenas vias aéreas das crianças com idade inferior a 2 anos, especialmente se prematuras.



As causas da bronquiolite

    A infecção é causada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (RSV), que é uma das causas mais frequentes de distúrbios respiratórios durante os primeiros anos de vida, que ocorre nos meses frios em climas temperados e na estação chuvosa, quando as temperaturas são mais baixas. A bronquiolite é no entanto secundária à uma transmissão que ocorre primeiramente pelo contato direto com as secreções infectadas e a fase de contágio dura em tipicamente de 6 a 10 dias.

 
 
 
 
    Em qualquer caso, os principais fatores de risco são os seguintes:
 
* a exposição à fumaça do cigarro
* idade inferior aos 6 meses
* lugares particularmente lotados
* ausência de aleitamento materno
* história familiar de asma
* nascidos prematuramente (antes da 37ª semana de gestação)
 

Os sintomas da bronquiolite

    Normalmente a bronquiolite começa com os sintomas típicos de uma gripe: febre e rinite são os principais sinais. Depois vem uma tosse mais ou menos grave e dificuldades de respiração, caracterizadas por um aumento da respiração com retrações intercostais (isto é, a angústia respiratória se manifesta visualmente pelas narinas e costelas). Muitas vezes, tudo se resolve espontaneamente, mas em alguns casos pode ser necessário um internação, especialmente durante idade inferior aos seis meses de vida.
 
    Em crianças muito pequenas, pode haver hipoxemia (o oxigênio no sangue diminui) e pode ser observada uma desidratação devido à perda de água causada pelo esforço respiratório. Além disso, em pequenos prematuros ou com idade inferior a 6 semanas de vida, existe ainda um maior risco de apneia, por isso devem ser monitorados os parâmetros cardiorrespiratórios.
 
    Em qualquer caso, é prudente ir ao hospital se a criança rejeita totalmente a comida e para garantir ao pequeno a oxigenação adequada do sangue (com a administração de oxigênio umidificado e aquecido) e uma hidratação adequada (com soluções glucosaline administradas por via intravenosa).
  
O tratamento da bronquiolite
 
    Às vezes é suficiente aliviar os sintomas com uma boa lavagem nasal, umidificação de ambientes, administração de oxigênio e um pouco de descanso saudável. Nada de antibióticos porque não são eficazes contra as infecções virais! Os medicamentos utilizados principalmente em hospitais incluem drogas para o tratamento da asma e, ocasionalmente, cortisona. Em casos particularmente graves, os antivirais são uma opção ulterior.
 

Como evitar a bronquiolite?

    A maioria dos casos de bronquiolite não são facilmente evitáveis, porque os vírus que causam a doença estão disseminados no ambiente. No entanto, lembre-se sempre de lavar as mãos, especialmente onde houver crianças, e principalmente sempre tentar evitar o contato das crianças menores com outras crianças ou adultos acometidos por infecções das vias aéreas; preferir a amamentação; fazer lavagem nasal frequente com solução fisiológica ou hipertônica e nunca, jamais, fumar dentro de casa (principalmente perto das crianças!).
 

sábado, 23 de julho de 2016

GRANDES IMPERADORES - CALÍGULA



     
      Aos 7 anos, Roma comovida recebeu Calígula, que acompanhava o cortejo fúnebre do pai, o idolatrado herói militar Germânico. No ar, pairava a suspeita de que ele fora envenenado por ordem do imperador Tibério. A família de Germânico, que era sobrinho e filho adotivo do soberano, representava uma sombra perigosa ao seu poder. A mãe de Calígula, Agripina Maior, que trabalhava nos bastidores para garantir a ascensão do primogênito Nero Germânico (o Nero acusado de tocar fogo em Roma era sobrinho deste - e de Calígula) foi condenada por traição e exilada com o filho. Ambos morreram no exílio. O filho do meio, Drusus Germânico, preso, não sobreviveu aos maus-tratos na cadeia. As mortes na elite romana eram comuns à época. Não havia uma definição clara para a sucessão no poder, o que alimentava golpes, assassinatos e o terror de Estado.

      Em 37, a capital aguarda, ansiosa, a confirmação do soberano escolhido para substituir Tibério. O imperador a quem Jesus Cristo chamava de César morrera aos 78 anos, recluso, na sua fortaleza na ilha de Capri. O autoexílio a 300 km de Roma só agravou o fim melancólico de um governo focado nas conquistas militares, severo nos gastos e contrário aos jogos nas arenas. A guarda pretoriana (um misto de segurança particular do imperador, agência de inteligência e polícia secreta) era a face mais temida do Estado, que executou por suspeita de traição inúmeros cidadãos nos anos anteriores. Era com esperança e certo alívio que a população receberia o novo regente.
 
      Tibério tinha sido adotado por César Augusto, seu antecessor. Já Calígula vinha da linhagem direta dos Césares - sua mãe era neta do já legendário Otaviano (ou César Augusto, quando tornou-se o primeiro imperador, sobrinho-neto do ainda mais legendário Júlio César). Ao lado do pai general, cresceu entre as tropas, vestido como um soldado, o que lhe rendeu o apelido carinhoso de pequena bota - "calígula".

 


      Caio Júlio César Germânico, o... Botinha, "experimentou em primeira mão a briga pelo poder. Tinha consciência da sua popularidade, mas foi a público para defender a sua família. Como resultado, conseguiu salvar a própria vida", afirma Sam Wilkinson em Calígula (sem edição em português). Por volta dos 18 anos, foi convocado com as irmãs para morar na fortaleza de Capri com Tibério. Lá, teve, de acordo com as fontes históricas, uma vida de prisioneiro. Foram seis anos na presença do algoz de sua família. O que aconteceu na fortaleza só pode ser inferido - são citados casos de devassidão e crueldade tão graves quanto os que seriam atribuídos ao futuro imperador. O que se sabe ao certo é que Calígula não teve treinamento formal em administração e economia, militar ou sobre como lidar com os senadores. Mas soube agradar o soberano. Antes de morrer, em 37, Tibério indicou Gemelo, seu jovem neto, e Calígula à sucessão. Ele tinha 25 anos e mostrou-se um político sagaz. Em conluio com a guarda pretoriana chefiada por Macro, conseguiu assumir o poder sozinho: anulou o testamento de Tibério sob o argumento de que ele estava senil.


 
Calígula na tumba dos seus antepassados


      Seguindo o que no século 20 seria conhecido como um ditado mafioso - "mantenha os seus amigos perto e os inimigos mais ainda" -, nomeou Gemelo como seu herdeiro e lhe deu o título de princeps iuventutis (o primeiro entre os jovens). Em uma só tacada, calou as vozes dissonantes e resolveu o problema com um cargo politicamente nulo. Diferentemente de seus antecessores, logo obteve o poder absoluto. Seu governo começou de forma muito promissora, mas, após sete meses no poder, o terceiro imperador de Roma (e o mais infame) sofreu uma doença séria, que culminou com as narrativas de loucura e perdição. Os sintomas incluem convulsões, fadiga e alterações de humor. Fala-se em epilepsia, sífilis, intoxicação por chumbo (oriundo do tratamento das peles onde era guardado o vinho para obter o paladar preferido do imperador). Para historiadores modernos, há varias confusões de datas e informações contraditórias sobre Calígula. As evidências arqueológicas oferecem outras perspectivas.


continua...


FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/

sexta-feira, 22 de julho de 2016

NÃO, NÃO É PHOTOSHOP



       Já viu o mundo caber em uma gota? O fotógrafo Markus Reugels sabe como fazer isso! O segredo: tendo um mapa ao fundo, ele fotografa o momento exato da queda da gota d’água.



      Quando você achar que toda a torcida do Flamengo embarcou no mesmo busão que o seu, se lembre: você poderia ter nascido na Índia!

FONTE: MEGACURIOSO

 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

GARRINCHA TINHA UMA DEFICIÊNCIA?



    Muito se fala que Garrincha era o ‘anjo das pernas tortas’. Mas, por quê? O bicampeão mundial tinha o que, na medicina, se chama de joelho valgo.
 
    O joelho valgo é uma malformação congênita que pode ser ocasionada por vários fatores como por exemplo:
 
A forma do fêmur
Estrutura o joelho
Conformação da tíbia
Forma do tornozelo
Tamanho do pé
Frouxidão ligamentar
 
 
 
 
    No caso de Garrincha, as hipóteses mais prováveis são de que ele já nasceu com joelho valgo (popularmente conhecido também  como ‘joelho para dentro’) ou o ex-atacante do Botafogo e da Seleção Brasileira foi vítima da poliomelite quando criança, o que fez com que o seu joelho fosse ‘para dentro’.
 
 
 
    E por que ele conseguia correr e jogar futebol? A resposta é porque os seus joelhos tortos tinha uma curvatura entre  2,5 e 5 centímetros, o que, clinicamente falando, é um grau leve e permitia ao ‘Mané’ fazer tudo o que fazia com a bola nos pés. Então, se Garrincha fosse analisado pelos médicos de hoje, ele seria considerado uma pessoa com deficiência.
 
    Podemos afirmar: Garrincha foi o maior jogador com deficiência da história do futebol.
 

terça-feira, 19 de julho de 2016

SOMOS TODOS SUPER-HUMANOS



   
    O canal britânico Channel 4 lançou ontem, 14, um vídeo de três minutos sobre os Jogos Paralímpicos Rio 2016, com diferentes modalidades de esportes desenroladas em situações vividas diariamente por paratletas.
 
    O vídeo inspirador revela pequenas atitudes positivas que devemos ter para que cada dia se torne um degrau na escada da vida. No vídeo, a banda The Superhuman conta com o vocalista australiano Tony Dee e o baterista Alvin Law, com a música Yes I Can, de 1968, de Sammy Davis Jr.
 
Confira um trecho da letra:

Are you ready, I can climb Everest (Você está pronto, eu posso escalar o Everest)
Yes, I can
(Sim, você pode)
I can fight here all night and never rest
(Eu posso lutar aqui a noite toda e nunca me cansar)
Yes, I can
(Sim, você pode)


video


FONTE: http://revistadmais.com.br/

POR QUE OS DIAS DA SEMANA TERMINAM COM "FEIRA"?



    "Feira" vem de feria, que, em latim, significa dia de descanso. O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para o uso do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem aos deuses pagãos, deveriam mudar.
 
     No início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da semana santa, quando ninguém trabalhava. Depois, acabou sendo adotada pelo ano inteiro, mas apenas pelos portugueses, motivo pelo qual em outros idiomas os dias da semana homenageiam deuses.
 
 
DIAS DA SEMANA EM INGLÊS
 
SUNDAY - DIA DO SOL
MONDAY - DIA DA LUA
TUESDAY - DIA DE TIW
WEDNESDAY - DIA DE WODEN
THURSDAY - DIA DE THOR
FRIDAY - DIA DE FRIGE
 
      As únicas exceções adotadas pelos portugueses foram o sábado e o domingo. Sábado vem do dia do descanso dos judeus "shabbat" e domingo vem do latim "Dies Dominicus" (dia do Senhor).
 
FONTE: MUNDO ESTRANHO, WIKIPÉDIA

segunda-feira, 18 de julho de 2016

GRANDES IMPERADORES - CALÍGULA

 

      

        Caio César Augusto Germânico, vulgo Calígula, nasceu em Âncio, província de Roma na região do Lácio, no dia 31 de agosto do ano romano 765, ou seja, no ano 12 de nossa era. Seu pai era Germânico, sobrinho de Tibério, e sua mãe, Agripina Maior, neta de Augusto.

    Psicopata, narcisista, assassino, depravado. Segundo Suetônio escreveu no século 2 em A Vida dos Doze Césares, era simplesmente um monstro.
 
        
        As comemorações pela indicação de Calígula como autoridade suprema teriam levado à degola 60 mil prisioneiros em cerca de três meses. Mas aquilo era só o começo - Roma nunca havia presenciado tamanha perdição. O imperador tratava abertamente a irmã Drusilla como esposa. Servia-se também das outras irmãs, Livilla e Agripina, e as prostituía. Costumava promover banquetes e orgias que culminavam com a tortura e execução de prisioneiros. Obrigava, inclusive, as esposas dos auxiliares mais próximos a participar das festas. "Quase não houve mulher, por menos ilustre que fosse, que ele não tivesse desrespeitado", diz Suetônio. Para o historiador romano Cássio Dio, "não havia homem mais libidinoso".

       Perdulário, suas extravagâncias incluíam pérolas banhadas em vinagre como aperitivo. Gastava tanto dinheiro que a dada hora se viu obrigado a confiscar propriedades e a criar impostos sobre tudo, até a prostituição.

Cena do filme "Calígula", de 1979
 

      Atribuía a si mesmo qualidades divinas. Encomendou da Grécia uma estátua de Júpiter Olímpico, mandou cortar a cabeça e a substituiu por uma inspirada na sua própria. Num templo dedicado a ele, ostentava uma estátua de ouro em tamanho natural, vestida todos os dias com uma cópia de seus trajes.

       Líder incompetente, humilhava com frequência seus pares, na indiscrição dos banquetes ou na política. Nomeou o cavalo Incitatus magistrado superior de Roma. O animal era mantido num luxuoso estábulo dentro do palácio imperial. E Calígula exigia que os senadores despachassem com o colega equino.

        Para baratear os custos de manutenção das prisões abarrotadas, ordenou que detentos fossem trucidados para servir de ração aos demais. A todos esses "espetáculos", o imperador assistia com deleite e queria companhia - obrigava os familiares de condenados a testemunhar a tortura e a execução. Uma das modalidades preferidas era jogá-los às feras nas arenas de plateia lotada. A cada dez dias, elaborava uma lista de quem deveria ser morto.

        Um crápula completo, certo? Errado. Calígula não é tão diferente dos demais imperadores romanos. E, até pelo pouco tempo que permaneceu no poder, quatro anos, conseguiu feitos importantes. Mas a fama de maníaco atravessou os séculos intacta - que o diga o filme Calígula, de 1979. Mas por que sua imagem foi tão deturpada?
 
     
      Um olhar atento sobre os autores das histórias originais a respeito do imperador ajuda a esclarecer as distorções. Como autoridade política, Calígula trabalhou sobretudo para concentrar poder, confrontando o Senado e a aristocracia romana. Os historiadores da época dependiam ou eram representantes do Senado. "É como tentar entender a história do século 21 e tudo o que sobrou foi o tabloide National Enquirer (uma espécie de Notícias Populares americano)", diz Anthony Barrett, professor de história romana na Universidade da Columbia Britânica. "É uma fonte importante, mas não pode ser tomada como totalmente verdadeira. Os fatos demandam análise crítica e é preciso tentar corroborá-los com evidências arqueológicas."

       O filósofo Sêneca, o Jovem, fez um dos poucos relatos contemporâneos ao governo. Ele era rival da dinastia Júlio-Claudiana, à qual pertencia o imperador. Acabou exilado em 41. Suetônio, conhecido por abordar seus personagens sob o viés mais pitoresco possível, escreveu sete décadas após a morte do governante. Já Cássio Dio o fez quase 200 anos depois. Dos Anais de Tácito sobre Caligula, uma das narrativas mais confiáveis da Roma antiga, apenas algumas referências são encontradas hoje. "São textos literários, com pretensões retóricas, e não científicas", diz Paulo Sergio de Vasconcellos, professor de letras clássicas da Unicamp.

       A revisão desses textos, confrontados com investigações arqueológicas e o estudo de moedas do período, está longe de reproduzir um maluco desvairado. Para entender quem era o jovem de 24 anos que assumiu o posto mais importante da Terra, é preciso conhecer sua trajetória.

continua...

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/



 

    

domingo, 17 de julho de 2016

DICAS PARA AJUDAR UM CADEIRANTE


Como conversar com um cadeirante?

É preciso lembrar que o campo de visão do cadeirante é mais baixo. Quando for conversar por longos períodos, o ideal é se sentar ou agachar para que o cadeirante não tenha torcicolo de tanto olhar para cima.
 

Como subir / descer um degrau?

Para descer um degrau com segurança, a cadeira de rodas deve ser puxada de ré. Já na subida, pise no ‘tubo’ inferior da cadeira para empiná-la e suba de frente. Tentar subir um degrau de ré costuma dar bons arrancos no pescoço do cadeirante.
 
 
 
FONTE: CASA ADAPTADA

sábado, 16 de julho de 2016

BLANCANIEVES - SUGESTÃO DE FILME

 
 
     
      Novas versões de contos de fadas são uma das ondas do momento em Hollywood – e se a moda ainda não trouxe à tona nenhum desastre, também não apresentou nenhum filme que justifique a popularidade. Vem da Espanha então o melhor exemplar dessa revitalização, que traz uma Branca de Neve toureira na Sevilha de 1920 e consegue se manter fiel à história original enquanto, ao mesmo tempo, funciona por si próprio e insere o local e período em que é ambientado na narrativa.
 
 
 
 
      A essência é a mesma do conto dos Irmãos Grimm: a protagonista, aqui, é a bela e bondosa Carmencita (Sofía Oria), filha de uma cantora e de um famoso toureiro. Sua mãe morreu durante um parto complicado após o pai da garota ter sofrido um acidente que o deixou paraplégico. Ele então fica sob os cuidados da maldosa e ambiciosa enfermeira Encarna (Maribel Verdú), que quer – e consegue – se casar com ele em busca de seu dinheiro e fama. Porém, após o falecimento do marido, Encarna ordena a morte da jovem garota (vivida agora por Macarena García) – que, à beira da morte, é encontrada por um grupo de anões toureiros, já que herdou o talento para a tourada do pai.
 
 
 
     
      Para recriar o clima da década de 20, o diretor e roteirista Pablo Berger escolheu realizar um filme totalmente mudo e em preto e branco. Mas, ao contrário de O Artista, que brinca com o gênero, esta é uma obra que realmente poderia ter sido realizada naquela época, sendo inclusive filmada com razão de aspecto 1.33:1 (tela quadrada). O filme se beneficia, assim, da belíssima fotografia de Kiko de la Rica e da música de Alfonso de Vilallonga.
 
 
 
 
      Mergulhada no gótico, o próprio preto e branco e belos planos-detalhe criam uma atmosfera sombria que combina com a história contada e com o tom dos contos de fada originais. Berger consegue passar suas mensagens através de interessantes sutilezas, como na cena de tourada que abre o filme: o olhar preocupado de Carmen (Inma Cuesta) após não conseguir pegar o chapéu que Antonio Villalta (Daniel Giménez Cacho) jogou para ela, já anuncia que alguma tragédia está para acontecer. A morte de uma personagem, por exemplo, é anunciada quando vemos um vestido preto sendo lavado. Na cena em que Carmencita dança com a avó, os planos cada vez mais fechados e os cortes cada vez mais rápidos criam uma sensação de urgência mesmo enquanto a ação continua a mesma. Aliás, os planos fechados e os cortes rápidos são um recurso bem utilizado para essa função, sem que se torne exagerado.
 
 
 
      Esta versão de Branca de Neve é calcada no realismo: aqui, não há espelhos mágicos ou príncipes encantados – mas a maçã envenenada permanece. Aliás, é curioso notar que, aparentemente, esta história se passa em um universo que conhece o conto dos Irmãos Grimm, já que os anões apelidam a jovem, que perdeu a memória após sua quase-morte, de Branca de Neve, e renomeiam a trupe de “Branca de Neve e os 7 Anões” em referência ao conto, mesmo, aqui, sendo apenas seis – o que serve como homenagem à fonte, mas, na prática, não é muito funcional.
 
 
 
 
      Branca de Neve divide com suas “versões hollywoodianas” Espelho, Espelho Meu e Branca de Neve e o Caçador a atualização da protagonista que, não fazendo muita coisa na versão original é, aqui, heroína de sua própria história, decidida e corajosa, vivida com talento primeiro por Sofía Oria e, depois, por Macarena García – a pequena, principalmente, merece destaque. Já Maribel Verdú parece se divertir no papel de Encarna, e cria uma figura verdadeiramente assustadora e ameaçadora, no ponto exato para que a madrasta não se torne uma caricatura. Aliás, são os personagens e situações bem construídas que tornam este um filme tão eficiente, pois as pessoas e suas relações são o coração dos contos de fadas.
 
 
 
      E não é à toa que estes contos sobrevivem até hoje e que novas versões continuem sendo contadas, mas é surpreendente que um gênero tão rico tenha sido desperdiçado em suas versões mais recentes. Torçamos para que Hollywood perceba os méritos desta obra e, também, para que a Espanha continue o belo trabalho aqui mostrado.

Blancanieves, escrito e dirigido por Pablo Berger, com Macarena García, Maribel Verdú, Sofía Oria, Daniel Giménez Cacho, Inma Cuesta e Ángela Molina.

FONTE: http://www.cinemaqui.com.br/