sábado, 29 de setembro de 2012

DEPOIMENTO VIVER A VIDA 3


FONTE: youtube

COMERCIAL

DEPOIMENTO VIVER A VIDA 2


FONTE: youtube

SURDOCEGUEIRA - PARTE 3



      Victorine Morriseau é apontada como a primeira surdocega instruída formalmente, em Paris (1789), pelo que França foi pioneira na instituição formal para esta população, na Europa.
     Julia Brice, americana, surda e cega, aos quatro anos e meio entrou para o asilo de surdos e mudos de Hartford, em 1822, tendo aprendido a comunicar por gestos (não há, no entanto, registo sobre aprendizagem de leitura e escrita).
      Em 1829, Laura Bridgman, que havia sido educada na Escola Perkins, nos EUA, teve influência e contribuiu para o desenvolvimento de programas educativos em diversos países, como por exemplo, a Alemanha, em 1887. A educação de Laura incluiu a utilização da dactilologia para transmitir os conhecimentos da leitura e da escrita.
      O caso mais conhecido é o de Helen Keller, que foi educada a partir dos sete anos, em 1887, pela professora Anne Mansfield Sullivan, que era parcialmente cega. Antes da sua educação formal, Keller apresentava comportamentos agressivos, tais como dar pontapés, beliscar as pessoas, empurrar, bater, era desastrada e recusava ser guiada. Keller conta que "teve de ser levada à força para a primeira aula; não compreendia a obediência e nem apreciava a bondade". Devido a este comportamento, a professora optou por iniciar a educação por ensinar a soletração do alfabeto dactilológico na palma da mão, relacionado a palavra à acção, e/ou vice-versa. Durante três anos Keller aprendeu esse alfabeto, conseguindo assim distinguir vários substantivos, depois os adjectivos, seguidamente os verbos. No entanto, para Helen, as palavras não continham qualquer ligação. Só aos poucos a aluna principiou a formular algumas perguntas simples; começou a controlar os seus impulsos e a ser aceite socialmente. Com Keller, o procedimento de ensino adoptado consistiu em despertar nela o interesse por conhecer e admirar a natureza.
      Eugenio Malossi, surdocego aos dois anos em decorrência de meningite, foi educado em Itália, por um professor que lhe ensinou artesanato e mecânica. Aprendeu ainda vários idiomas e o sistema braile.
      Olga Ivanova ficou cega, surda e paralítica aos quatro anos. Doutorou-se em Psicologia e Ciências Pedagógicas.
      Por norma, todos os casos de sucesso no processo de educação formal relatados na literatura convencional são de indivíduos que perderam a visão e a audição após a aquisição de linguagem e cuja surdocegueira foi decorrente de varíola, meningite, síndromes ou traumatismos.
      Na década de 60, van Dijk (1968) iniciou, na Holanda, um programa para crianças surdocegas, especialmente voltado ao ensino de vítimas da rubéola.

FONTE: wikipédia

DEPOIMENTO VIVER A VIDA


Fonte: youtube

SURDOCEGUEIRA - PARTE 2

     
      Acredita-se que cerca de 80 a 90% da informação é recebida pelo ser humano visual ou auditivamente; assim sendo, a privação destas duas capacidades provoca alterações drásticas no acesso da pessoa à informação e no seu desenvolvimento.
      A dependência do surdocego aos outros é total, quer para aceder a objetos e à pessoas, quer para obter ajuda quanto à organização e à compreensão da informação acerca do meio que o rodeia, com o objetivo de se relacionar com o mundo, quebrando assim o isolamento.
      O tato desempenha um papel crucial na comunicação e desenvolvimento com estes indivíduos.
      Há quem defenda que diversos graus de surdez e deficiência visual gerem quadros específicos de comportamento e de adaptação educacional. Assim sendo, este conceito desencadeia a necessidade de de categorização dos surdocegos em dois níveis: o sensorial, e o educacional. Os comportamentos apresentados por surdocegos são decorrentes de como como eles estabelecem contato com o ambiente, de qual o recuso que usam para se comunicar e se conseguem fazer-se compreender e compreender os outros. A singularidade da surdocegueira prende-se ao prejuízo no processo de desenvolvimento devido à falta de comunicação e de interação social.
      No que toca ao comportamento infantil, ressaltam-se dois grupos: um de crianças que apresentam comportamento hipoativo (distanciando-se do ambiente social, isolando-se, evitando comunicar-se), e outro de crianças com comportamento hiperativo (que nunca param, apresentam contato visual e apresentam defesa táctil). Pesquisadores afirmam que a privação sensorial, no caso das crianças, lhes limita as respostas aos indivíduos ou às atividades do seu ambiente, isto é, interagem de forma artificial, ou estereotipada. Afirmam ainda que essas crianças demonstram uma alteração significativa no desenvolvimento das habilidades de comunicação, mobilidade e acesso à comunicação. A criança surdocega pode apresentar os seguintes comportamentos:
  • comportamento autista (movimentos estereotipados e/ou rítmicos;
  • comportamento social imaturo;
  • inabilidade de comportamento afectivo;
  • dificuldade de uso dos sentidos próximos.
FONTE: Wikipédia

PROPAGANDA ANTIGA SOBRE SÍNDROME DE DOWN

SURDOCEGUEIRA



      A surdocegueira é a incapacidade total ou parcial de audição e visão, simultaneamente. Assim como no caso da surdez, a surdocegueira pode ser identificada com a cultura das pessoas que pertencem a este grupo.
      Em termos de senso comum, ao falar de alguém surdocego, lembramos Helen Keller e sua professora Anne Sullivan, como história de sucesso ao desafio de viver sem visão e audição.
      A surdocegueira é a deficiência, em diversos graus, dos sentidos de audição e visão; isto é, o surdocego pode ver ou ouvir em pequenos níveis, dependendo do caso.
      Com base nos estudos de McInnes, a fim de classificarmos alguém de surdocego é preciso que esse indivíduo não tenha suficiente visão para compensar a perda auditiva, ou vice-versa, que não possua audição suficiente para compensar a falta de visão.
      Vários autores (tais como Writer, Freeman, Wheeler & Griffin, McInnes) defendem a surdocegueira como única, não como a soma de dois comprometimentos sensoriais.
      Segundo o ponto de vista sensorial de Miles e Riggio, surdocegos podem ser:
  • indivíduos surdos profundos e cegos;
  • indivíduos surdos e têm pouca visão;
  • indivíduos com baixa audição e que são cegos;
  • indivíduos com alguma visão e audição.
Causas da Surdocegueira
      Antigamente, pensava-se que a principal causa da surdocegueira seria a Síndrome da Rubéola Congénita. Hoje em dia, com a tecnologia mais avançada, sabe-se que as principais causas se relacionam com a prematuridade ou com várias anomalias congétitas, tais como: rubéola, síndromes (Down, Usher, Trissomia 13, entre outras), anomalias congénitas (síndrome CHARGE, hidrocefalia, microcefalia, síndroma fetal alcoólico, abuso de drogas pela mãe, entre outras), prematuridade e disfunções pré-natais congénitas (SIDA, toxoplasmose, herpes, sífilis) e causas pós-natais (asfixia, traumatismo craniano, encefalite, meningite).
      Há, no entanto, estudiosos que acreditam que a principal causa é ainda desconhecida.

FONTE: Wikipédia

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ASSIM VIVEMOS: FESTIVAL DE FILMES SOBRE DEFICIÊNCIA EM PORTO ALEGRE


      Começa nesta terça-feira (25/09), no Rio Grande do Sul, o festival de cinema Assim Vivemos, voltado para o tema da inserção social de pessoas com deficiência. Em sua quinta edição, o evento patrocinado pela Petrobras apresentará, até 30 de setembro, filmes nacionais e internacionais, com 18 produções de países como Rússia, Alemanha, Brasil, Suíça e Moçambique. A entrada é gratuita.
      Único do gênero no Brasil, o festival movimentará a capital gaúcha com exibições no CineBancários e debates sobre “Educação Inclusiva” e “Síndrome de Down: Trabalho e Vida Adulta”. Além de Porto Alegre, o Assim Vivemos terá apresentações em Pelotas, de 2 a 4 de outubro, e Santa Cruz, de 8 a 10 de outubro.
      Entre os destaques da programação, está “Incluindo Samuel”, dos Estados Unidos, que coloca em foco a educação inclusiva; “Quando brilha um raio de luz”, do Irã, que mostra a relação de companheirismo entre duas irmãs; e “Cidade Down”, da Polônia, que acompanha a realização de um ensaio fotográfico com jovens com síndrome de Down. Entre os brasileiros, está o curta “Aloha”, de Paula Maia dos Santos, realizado em 2010 sobre o surf como um esporte de inclusão; e “Dois Mundos”, de Thereza Jessouroun, trabalho no qual o universo dos surdos com implantes é retratado.
      O Assim Vivemos oferece variadas opções de acessibilidade, como audiodescrição e catálogos em braille para deficientes visuais, legendas closed caption, interpretação em LIBRAS nos debates para deficientes auditivos e acesso para cadeirantes. O Festival teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília, e acontece a cada dois anos.

Outros projetos
      A Petrobras patrocina diversos projetos voltados para pessoas com deficiência, tais como o Boletim Ponto a Ponto (informativo com 60 páginas em Braille, distribuído em bibliotecas e instituições em todo o país), Éfeito de Papel (projeto pretende contribuir para a transformação da realidade social de usuários com transtornos mentais e seus familiares), projeto Surdo Cidadão, Cultura & Música para Todos os Especiais; e já apoiou o Musibraille (software da língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braille) e Fotolibras (Fotografia através da Língua Brasileira de Sinais).

Serviço:
Assim Vivemos – 5° Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência

      De 25 a 30 de setembro, 2ª edição em Porto Alegre, no CineBancários (Rua General Câmara 424, Centro – Porto Alegre – RS)
      Pelotas – 2 a 4 de Outubro (IFSUL – Instituto Federal Sul-Rio-grandense – Praça Vinte de Setembro 455)
      Santa Cruz – 8 a 10 de Outubro (UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul [Auditório Central] – Av. Independência 2293 – Bairro Universitário)
A entrada é franca e o evento é indicado para todas as idades.
Confira outras informações no site oficial do evento: http://www.lavoroproducoes.com.br/festivais/assim-vivemos/edicao-2012/

FONTE: REDE SACI

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PAIS DESCOBREM QUE BEBÊ QUE DERAM À ADOÇÃO VIROU CAMPEÃ PARALÍMPICA


      Um casal russo que deu sua filha com deficiência para adoção disse à mídia de seu país ter descoberto que a menina é a nadadora americana Jessica Long, medalhista de ouro na Paraolimpíada de Londres 2012.
      O casal disse querer conhecer a para-atleta, que foi adotada por um casal americano.
      Natalya e Oleg Valtyshev, que deixaram a menina em um orfanato na Sibéria pouco depois do seu nascimento, chegaram a assistir as competições de Jessica Long pela televisão sem saber quem ela era.
      Em entrevista a um canal de TV russo, eles dizem estarem orgulhosos da garota.
      Long já disse em entrevistas que gostaria de ir à Rússia após os Jogos Paraolímpicos para encontrar a família, mas ainda não se pronunciou sobre a aparição dos pais.
      Jessica Long, que foi chamada de Tatiana ao nascer, foi adotada por um casal americano quando tinha um ano de idade. Ela vivia em um orfanato na cidade de Bratsk, na Sibéria, há cerca de 3,7 mil quilômetros de Moscou.
      A menina, que cresceu em Baltimore, nos Estados Unidos, nasceu sem tornozelos, joelhos e sem a maior parte dos ossos dos pés.
      Ainda antes de deixar a Rússia, ela teve a parte inferior das pernas amputadas para usar próteses e aprender a andar.
      Anos depois, Jessica se tornou atleta paraolímpica e ganhou 12 medalhas de ouro em três edições dos Jogos.
      Após a paraolimpíada de Londres 2012, seus pais biológicos foram encontrados por jornalistas russos e se emocionaram ao falar da menina.
      Segundo o jornal Siberian Times, a mãe da para-atleta disse “sentir muito” por tê-la dado para a adoção.
      “Na época eu tive medo. Tive que deixá-la para trás. Mas eu cheguei a pensar em pegá-la de volta”, afirmou.
      “Eu estava sozinha na Sibéria, sem minha mãe e meu pai. Para onde eu iria com ela? Os médicos disseram para eu deixá-la, disseram que eu não podia ajudá-la. Eu a chamei de Tatiana, como minha irmã mais velha.”
      O pai, Oleg Valtyshev, que tinha 17 anos à época do nascimento da menina, disse que o casal foi pressionado pelos médicos para deixar a menina.
      “O que eu poderia ter dito? Eu não poderia ter dito nada porque não estava preparado para isso. Eu fiquei muito chocado com a coisa toda”, disse ele.
      “Mas não quero falar contra os médicos. Eles disseram: ‘A garota tem deformidades e vocês são jovens, vai ser difícil’.”
      Desde então, o casal teve três outras filhas incluindo outra menina portadora de deficiência. Dasha, de 13 anos, tem características semelhantes às de Jessica e vive com os pais.
      Natalya e Oleg afirmaram ao canal de TV que tinham a intenção de buscar a filha quando pudessem, mas que ela foi adotada antes.
      “As crianças geralmente são mantidas no orfanato até os três anos, e eu tinha certeza de que ninguém iria adotá-la. Eu me informava sobre ela, sabia que ela estava linda, que todos a amavam”, disse a mãe.
      “No dia 6 de julho de 1993 eu dei à luz minha segunda filha Nastya (Anastasia) e no dia 9 de julho soube que um casal de americanos a adotou.”
      Nastya descobriu aos 19 anos que tinha uma irmã. Ao canal russo, ela disse que sua mãe confessou que deu Tatiana para a adoção, mas que parecia traumatizada demais para falar a respeito.

Fonte: Estadão

MÚSICA - BRING IT ON HOME TO ME - PANDA ROSS

sábado, 22 de setembro de 2012

ROUPA ESPECIAL AJUDA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA


      Uma roupa especial em desenvolvimento na UEPA (Universidade do Estado do Pará) vem ajudando crianças com deficiência neuromotora a aprender a se movimentar e a ter uma postura correta.
      Esse tipo de roupa já é fabricado no exterior, mas a comercialização no Brasil esbarra no preço: R$ 2.000.
O diferencial da universidade paraense é usar material de baixo custo para produzi-la a R$ 600. Nesse valor estará embutido o material (laicra e anéis de metal), a mão de obra e o pagamento a um profissional que fará os ajustes ao corpo do usuário.
      Os primeiros modelos devem ficar prontos ainda neste ano e serão direcionados a crianças de até oito anos. A produção comercial, porém, só deve começar em 2013.
      A universidade negocia com uma empresa paulista interessada no negócio.
      A roupa está sendo testada em crianças com deficiência neuromotora da Unidade de Referência Especial em Reabilitação Infantil, em Belém.
      Uma delas é Rafael, 2, que tem paralisia cerebral e, por isso, apresenta dificuldades para se movimentar e manter a postura correta. Com a roupa, ele tem postura mais firme e, auxiliado por fisioterapeutas, caminha com mais facilidade.
      O projeto é da pesquisadora Larissa Prazeres e faz parte do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta), da universidade. A instituição recebeu R$ 300 mil do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para desenvolver essa e outras pesquisas de acessibilidade.
      A roupa biocinética, como foi batizada, possui anéis de metal localizados nas regiões de alguns músculos, como joelho, tronco e quadril. Ela fica justa no corpo e, com isso, corrige a postura. Os anéis metálicos suprem a força que o músculo não tem. Assim, ajudam a executar movimentos e passam ao cérebro informações neurossensoriais.
      "É como um computador: vai mandando mensagens corretas para o cérebro, o corpo se ajusta, e o cérebro deleta as mensagens incorretas", explica Ana Irene de Oliveira, coordenadora do Nedeta.
      Com o tempo, o cérebro vai assimilando os movimentos corretos para que a roupa não seja mais necessária. A ideia é que ela seja usada diariamente, num trabalho conjunto ao do fisioterapia.
      Segundo Leonice Carneiro, fisioterapeuta do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, em Goiás, o tratamento é indicado para crianças sem deformidades fixas, como torções ósseas ou alterações musculares (músculo encurtado ou com deformidade articular).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

MÔNICA E CEBOLINHA ESTÃO CASADOS



      Anunciado como o casamento do século, a união da Mônica com o Cebolinha chega às bancas na próxima quinta (27), edição 50 da revista "Turma da Mônica Jovem". Namorando oficialmente desde maio de 2011, o casal já havia divulgado o convite da cerimônia no início deste mês.
      "Muitos leitores vinham pedindo para criarmos esse momento especial. Mas para saberem como Mônica e Cebola chegaram a esse altar, só lendo a revista", disse o quadrinista Mauricio de Sousa.
      Lançada em 2008, a série mensal "Turma da Mônica Jovem" acompanha as aventuras dos personagens de Mauricio de Sousa na adolescência. Além da Mônica e do Cebolinha, Cascão, Magali e companhia são retratados em histórias que misturam dilemas da juventude com aventuras fantásticas.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CINEMA E DEFICIÊNCIA - FORREST GUMP - O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994)



      Forrest Gump é um personagem que demonstra a inocência dos cidadãos americanos para com algumas situações que seu país enfrenta, sua passividade as questões políticas e os diversos problemas sociais que o cercam. A narrativa aborda a trama do jovem Forrest Gump (Tom Hanks), que possui um QI bastante inferior ao resto da população. Ele, mesmo com todos os preconceitos que sofre por conta de sua deficiência, encontra uma amiga, Jenny, que o ama e acredita nele apesar de qualquer coisa. Então, por intervenção do acaso (ou destino, se preferirem), o rapaz, durante sua trajetória de vida, passa a participar de episódios importantes na composição da História real dos Estados Unidos; em um período de quarenta anos de vida, Forrest vivencia fatos verídicos, e num dia normal ele compartilha sua bagagem enorme de histórias numa parada de ônibus, contando suas experiências a qualquer um que sente a seu lado.


CURIOSIDADES

 - Bill Murray, John Travolta e Chevy Chase recusaram o papel de Forrest Gump. Travolta mais tarde admitiu que negar o papel seria um erro

- Terry Gilliam e Barry Sonnenfeld negaram a chance de dirigir o filme

- As pernas de Gary Sinise foram envolvidas em tecido azul que possibilitou que elas fossem removidas digitalmente mais tarde
 

PRÊMIOS

 - Em 1995, conquistou os Oscars de Melhor Ator (Tom Hanks), Direção, Efeitos Visuais, Edição, Melhor Filme, Roteiro Adaptado e foi indicado aos de Ator Coadjuvante (Gary Sinise), Direção de Arte, Fotografia, Efeitos Sonoros, Maquiagem, Trilha Sonora e Som

- Em 1995, conquistou o Bafta Film Award de Efeitos Especiais e foi indicado aos de Melhor Ator (Tom Hanks), Atriz Coadjuvante (Sally Field), Fotografia, Edição, Melhor Filme, Roteiro Adaptado e o David Lean Award de Direção

- Em 1995, conquistou os Globos de Ouro de Direção, Melhor Filme - Drama, Ator - Filme de Drama (Tom Hanks) e foi indicado aos de Trilha Sonora, Ator Coadjuvante (Gary Sinise), Atriz Coadjuvante (Robin Wright) e Roteiro

- Em 1995, foi indicado aos MTV Movie Awards de Performance Revelação (Mykelti Williamson), Ator (Tom Hanks) e Melhor Filme
 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Robert Zemeckis
Elenco: Tom Hanks, Robin Wright, Gary Sinise, Mykelti Williamson, Sally Field, Haley Joel Osment.
Produção: Wendy Finerman, Steve Starkey, Steve Tisch
Roteiro: Eric Roth
Fotografia: Don Burgess
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 142 min.
Ano: 1994
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Estúdio: Paramount Pictures

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

BOAS INTENÇÕES...





A PROPÓSITO: QUEM LEMBRA DO DILÚVIO?

 

      O termo dilúvio refere-se a uma grande quantidade de chuvas, capazes de inundar e devastar toda uma região. Em sentido estrito, Dilúvio, segundo diversas mitologias, foi uma terrível inundação que teria coberto todo o mundo, ou ao menos terras ancestrais de determinados povos. Porém não há evidências científicas que comprovem o caráter universal de tal acontecimento. O máximo de credibilidade que se pode atribuir a estes mitos são acontecimentos isoloados que realmente aconteceram em algum momento da história de cada povo.
         Os registros históricos mais antigos que se conhece têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas. Igualmente digno de nota é o fato de, nas mais variadas culturas, em todos os continentes, existirem tradições que aludem à ocorrência de um dilúvio global com paralelismos espantosos entre sí, tendo sido documentadas mais de 250 em contextos culturais diferentes.
      Antropólogos dizem que há inúmeras narrativas do dilúvio em povos e culturas diferentes do mundo e todas elas, coincidentemente ou não, são no início destas civilizações. Para a civilização ocidental, a história mais conhecida a respeito do dilúvio é a da Arca de Noé, segundo a tradição judaico-cristã. O Dilúvio também é descrito em fontes americanas, asiáticas, sumérias, assírias, armênias, egípcias e persas, entre outras, de forma basicamente semelhante ao episódio bíblico, porém am algumas civilizações se relata sobre inundações em vez de chuvas torrenciais: uma divindade decide limpar a Terra de uma humanidade corrupta, ou imperfeita, e escolhe um homem bom aos seus olhos para construir uma arca para abrigar sua criação enquanto durasse a inundação. Na narrativa judaica, Jeová estava disposto a acabar com toda a humanidade. Após um certo período, a água baixa, a arca fica encalhada numa montanha, os animais repovoam o planeta e os descendentes de tal homem geram todos os povos do mundo.
      A consistência de tais histórias e sua extensa distribuição ao redor do globo fez com que alguns pesquisadores procurassem vestígios que a comprovassem, de acordo com métodos de pesquisa científicos.
      Em 1998, os geólogos da Universidade de Columbia William Ryan e Walter Pittman elaboraram a teoria de que o Dilúvio na verdade seria um mito derivado de uma fantástica catástrofe natural, ocorrida por volta do ano 5600 a.C., nas margens do atual Mar Negro.
      Segundo as proposições dos dois pesquisadores, o evento regional teria provocado a migração de diversos grupos sobreviventes – o que explicaria o caráter dito universal (que se encontra em várias culturas) do Dilúvio.
      Para os geólogos, o evento foi provocado pelo degelo ocorrido ao final da última glaciação. Em suas pesquisas, analisaram as formações geológicas e imagens submarinas, concluindo que uma grande quantidade de água marinha rompeu o atual estreito de Bósforo, com a elevação paulatina e excessiva do Mar Egeu e dali para o Mar de Mármara, ocasionando a abrupta inundação do Mar Negro.
      Aditaram, com muitos contraditores, que a agricultura, então incipiente na vida humana, também se propagara a partir dessa migração pela Europa, Ásia e Oriente Médio. O meio científico considera plausível o cataclismo, mas não as conclusões de que esta tenha sido a origem do mito do dilúvio.
      Há a hipótese de que uma grande inundação tenha ocorrido na Mesopotâmia, causada pelos rios Tigre e Eufrates, por uma elevação anormal do nível d'água (estipula-se que as enchentes naturais da agricultura sazional daquela região seriam em torno de nove metros, e nessa época os rios encheram-se cinco metros a mais, isto é, catorze metros), causando devastação por toda a região em algum momento. Essa alternativa, no entanto, não transmite corretamente a vívida descrição de caos que os relatos parecem mostrar, pela escala monumental que a lenda assume. O relato bíblico do Dilúvio chega a dizer: "Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da Terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca" (Gênesis 7:21-23).
      Alguns acreditam ainda que a própria arca poderia ser encontrada em algum ponto do Cáucaso, possivelmente no Monte Ararat, onde diversos relatos de pilotos que sobrevoaram a região durante a Segunda Guerra Mundial afirmavam ter visto um imenso barco no meio dessa cadeia de montanhas.
      O próprio National Geographic já fez pesquisas a respeito. Ainda segundo o cientista brasileiro Arysio Nunes dos Santos, o dilúvio estaria relacionado à lenda de Atlantis, cidade mítica grega, que ainda segundo ele, também teria suas equivalentes em inúmeras outras culturas.

FONTE: Wikipédia

terça-feira, 18 de setembro de 2012

ESTACIONAR EM VAGAS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA OU DE IDOSOS PODERÁ SER INFRAÇÃO GRAVÍSSIMA


      A Câmara analisa proposta que torna infração gravíssima o estacionamento indevido em vagas reservadas para pessoas com deficiência ou idosos, com multa de R$ 191,54 e suspensão do direito de dirigir pelo prazo de seis meses.
      A medida está prevista no Projeto de Lei 3800/12, do deputado Reguffe (PDT-DF). Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não estabelece punição específica para essa infração. Determina genericamente que o estacionamento em desacordo com a sinalização é considerado infração leve, cuja multa é de R$ 53,20.
      Além de a multa ser maior, a infração gravíssima representa sete pontos na habilitação do motorista. No caso de infração leve, são apenas três pontos.
      Para o deputado Reguffe, a proposta, se for aprovada, deverá diminuir os casos de desrespeito às vagas de deficientes físicos e idosos. “Além de possuir caráter coercitivo e punitivo, o projeto pretende contribuir para a conscientização da população brasileira de que o ato de dirigir com prudência e responsabilidade reflete-se também no respeito aos demais cidadãos condutores de veículos, especialmente aqueles que já possuem dificuldades para exercer esse ato”, afirmou.

Tramitação
      A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

FONTE: Câmara dos Deputados

MÁQUINA DO TEMPO - ANTES DO CRISTO REDENTOR


      Antes de existir o Cristo Redentor no alto do Corcovado havia um mirante conhecido como Chapéu do Sol.




      Esse postal mostra em detalhe o Chapéu do Sol, mirante que ficava no alto do morro do Corcovado até a construção do Cristo Redentor .



FONTE: http://umpostalpordia.wordpress.com
Para contato, o e-mail é: umpostalpordia@gmail.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

COM SÍNDROME RARA, BRITÂNICO FICA "GRÁVIDO" COM A NAMORADA


      Um britânico de 25 anos sofre de uma rara síndrome que faz com que seu corpo passe por mudanças similares às do de sua namorada grávida. Mike Dowdall tem enjoo matinal, desejos e até a barriga de "grávido", em Manchester. As informações são do site do jornal The Sun.
      O tatuador tem a chamada síndrome de Couvade e irritava a namorada, que achava que ele estava tirando sarro dos enjoos dela. Contudo, quando ele começou a correr para o banheiro toda manhã, ela notou que a coisa era mais séria. "As pessoas prestam mais atenção na barriga dele do que na minha", diz Amanda Bennett.
      Dowdall então teve a barriga inchada, exaustão, retenção de líquidos e desejo por comida - a situação chegou a um ponto em que ele decidiu consultar um médico. O especialista identificou a síndrome de Couvade. "A barriga de Amanda começou a crescer quando ela chegou a três meses (de gestação) - e ela ficou realmente animada pela aparência de grávida. Então, umas semanas depois, enquanto eu me preparava para dormir, notei que eu tinha um formato parecido", diz o tatuador, que tem retenção de água no abdome, o que fez a região crescer.
      Dowdall conta que tinha orgulho do corpo e ia à academia quatro dias por semana para manter a forma. "Então, a retenção de água na minha barriga é um grande choque", afirma.
      A síndrome de Couvade é rara, ainda mais em um caso extremo como o do britânico. As causas são desconhecidas. Alguns cientistas acreditam em fatores psicológicos, enquanto outros culpam o excesso de hormônios femininos no futuro pai. Geralmente, a síndrome desaparece quando a mãe dá à luz o bebê.
      "Isso faz sentido para mim. Meu corpo quer saber o que Amanda está experimentando. E enquanto eu reclamo, eu também acho incrível ter esses sintomas e experimentar isso com a mulher que amo", diz Dowdall. O bebê do casal é um menino e deve nascer no dia 23 de outubro.
      "Há uma chance dele sentir contrações. Eu adoraria ver isso porque eu acho que não há um homem no mundo que realmente entenda o quão doloroso é o trabalho (de parto)", diz Amanda.

FONTE: http://noticias.terra.com.br/

sábado, 15 de setembro de 2012

ENGENHEIRO CRIA NOVO MODELO DE CADEIRA DE RODAS


      Um novo protótipo de cadeira de rodas, desenvolvido pelo engenheiro mecânico Júlio Oliveto, de 27 anos, que mora em São José dos Campos, no interior de São Paulo, promete facilitar a vida das pessoas com deficiência motora no Brasil.
      Batizado de “Radical”, o protótipo tem custo de produção 60% menor que os modelos convencionais, tem maior agilidade em subidas e garante autonômia ao usuário que consegue, por exemplo, subir sozinho em uma guia elevada. O modelo ainda não é comercializado.
      Oliveto afirma que o projeto tem como base uma tecnologia simples, que consiste na implantação de uma terceira roda dianteira com baterias e funciona como um sistema de reboque. “É colocado um suporte embaixo da cadeira de rodas convencional e em seguida o protótipo se encaixa ali. Quando a bateria é acionada, é como se o aparelho rebocasse a cadeira”, disse ao G1.
      O trabalho foi desenvolvido como resultado da tese de mestrado de Oliveto na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.


Oliveto e o Radical durante a Feira de Reabilitação (Foto: Arquivo Pessoal/ Júlio Oliveto)
Oliveto e o Radical durante a Feira de Reabilitação
(Foto: Arquivo Pessoal/ Júlio Oliveto)


      Segundo ele, o protótipo atinge até 30 km/h e pode ser usado para trechos de grande inclinação e também para subir em guias não rebaixadas. Em trechos de maior inclinação, a velocidade pode ser reduzida para 5 km/h. O equipamento suporta até 90 quilos. Todo o conjunto pesa 32 quilos e tem custo de produção de R$ 4 mil.
      Além do baixo custo, o pesquisador afirma que a manutenção do aparelho também será econômica. “Os materiais que usei são comuns, como de bicicleta, por exemplo. Então, em caso de algum reparo, o cadeirante terá baixo custo”, explica Oliveto.

Trabalho
      O trabalho foi feito em parceria com o orientador Victor Orlando Gamarra Rosado, que afirma que o projeto aliou engenharia à inclusão social. “Cadeiras de rodas motorizadas importadas podem ser adquiridas por cerca de R$ 10 mil, enquanto o custo do protótipo desenvolvido custa até R$ 4 mil”, diz Gamarra Rosado.
      Em junho, o pedido de patente da tecnologia foi solicitado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Atualmente, Oliveto trabalha em melhorias no protótipo, como deixar o aparelho mais leve, e busca parcerias para fabricar o “Radical”. O projeto também foi apresentado na Feira de Reabilitação 2012, realizada em agosto em São Paulo.

Fonte: G1

BRASIL QUER 100% DE ÔNIBUS E TÁXIS ADAPTADOS PARA A COPA E OLIMPÍADAS


      O Brasil quer adaptar 100% da frota de ônibus e táxis do país para pessoas com deficiência. E o prazo é 2014, quando várias cidades vão sediar a Copa do Mundo de Futebol. A informação é do secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira. Ele está, em Nova York, participando da 5ª. Conferência dos Estados-Parte da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
      Antonio José Ferreira explicou como o governo pretende alcançar a meta de acessibilidade. “Com garantia para que as pessoas com deficiência possam ir e voltar dos estádios para sua residência com transportes. Sabemos que é um grande desafio, principalmente com as características de nosso país. Principalmente nos transportes. Temos que estar muito preocupados. Nos estádios, a gente consegue garantir a acessibilidade. Mas o problema é tornar todos a frota de ônibus acessíveis e os táxis acessíveis às pessoas com deficiência”.
      Para Antonio José Ferreira, tornar os transportes acessíveis para a Copa do Mundo e as Olimpíadas é também uma questão de vontade política. “Nós já temos inclusive exemplos de cidades no Brasil que já contam com todos os ônibus acessíveis. Poderia destacar Uberlândia, Goiânia, Joinville, Campinas também tem avançado muito. Então são exemplos de cidades que já têm 95%, 98%, 100% da frota acessível. Então é uma prova de que quando o prefeito quer, quando se tem vontade política é possível conquistar isso aí”.
      O secretário informou que aumentar a acessibilidade é o objetivo do programa Viver Sem Limite, lançado pela presidente Dilma Rousseff, em novembro passado.
Segundo Antonio José Ferreira está sendo inserida na pauta do governo, um plano de exoneração fiscal para que os empresários se sintam estimulados “a cada dia mais colocar ônibus acessível nas ruas do Brasil”.
      Antônio José Ferreira disse ainda que até 2014, muitas questões já devem ter sido resolvidas. O governo também está trabalhando com as montadoras para incluir as funções de acessibilidade nos veículos.
      Segundo as Nações Unidas, mais de 10% da população mundial vive com algum tipo de deficiências.
De acordo com o Governo Brasileiro, 45 milhões de pessoas no país tem deficiência.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

MÔNICA E CEBOLINHA DIVULGAM CONVITE DE CASAMENTO


      Foi publicado nesta quinta (13), na página do Facebook da Turma da Mônica, o convite do casamento de Mônica e Cebolinha. Ao que tudo indica a dupla, que assumiu o namoro em maio de 2011, está próxima de avançar para uma nova etapa na relação.
      A festa, de acordo com o convite, deve acontecer na edição número 50 da "Turma da Mônica Jovem", série mensal lançada em 2008 que acompanha as aventuras dos personagens de Mauricio de Sousa na adolescência.
      Em entrevista ao iG , Mauricio disse que "nunca o sexo será o assunto de uma história" . "Podemos falar dos primeiros momentos de uma preocupação, dúvidas sobre o assunto, mas não exatamente de sexo", afirmou.
 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

TETRAPLÉGICO QUE INSPIROU "INTOCÁVEIS" DIZ QUE FILME AJUDA A ACEITAR AS DIFERENÇAS



Por Carol Nogueira

      Um dos filmes mais falados do ano, o francês Intocáveis estreou no dia 31/08 no Brasil com um enredo nada convencional e um sucesso estrondoso: o longa se tornou um fenômeno de bilheteria mundial, arrecadando 360 milhões de dólares e passando a ser o segundo título mais visto da história do cinema francês, além de receber nove indicações ao César, o Oscar francês.
      Comédia sobre o valor da amizade, Intocáveis é baseado na história real de amizade entre um milionário francês tetraplégico, Philippe Pozzo di Borgo, e um imigrante algeriano que ele contrata como seu enfermeiro, Abdel Selou (que no longa virou o personagem Driss), e que acaba fazendo com que ele volte a ver graça na vida, mesmo com todas as dificuldades de ser deficiente físico e após a morte de sua mulher, Beatrice. Hoje em dia, Borgo continua morando na França, mas com sua nova mulher. Já Selou se casou, teve filhos e se mudou para o Marrocos.
      Antes de virar filme, a história já havia sido um bem-sucedido documentário de 2004 (À La Vie, À la Mort) e se transformado em dois livros que se tornaram best-sellers na França, um escrito por Borgo e outro por Selou — o primeiro saiu no Brasil neste mês pela editora Intrínseca com o título O Segundo Suspiro. Em entrevista ao site de VEJA, Borgo falou sobre sua vida após o acidente que o deixou tetraplégico e sobre as lições de vida que tirou de sua relação com Selou.

Por que o senhor acha que o filme fez tanto sucesso?
      Vivemos em uma época de ansiedade muito grande, por causa da situação econômica e política mundial. Então, acho que as pessoas ficaram felizes de ver que dois caras em péssimas condições ainda podiam aproveitar muito bem a vida e ajudar um ao outro. Há uma grande necessidade de reconciliação, de aceitação das diferenças e das fraquezas, de aproveitar o momento. Isso, somado ao grande talento dos diretores, atores e produtores envolvidos, foi o responsável pelo sucesso do filme.


Cena de "Intocáveis"
Por que decidiu contar sua história em um livro?
      Depois da morte da minha mulher, eu passei por uma depressão terrível, que eu não tinha vivido apos o acidente que me deixou paraplégico, ocorrido três anos antes. Quando Beatrice morreu, suas ultimas palavras foram: ‘Você tem que seguir em frente, e expressar sua dor em palavras vai te ajudar’. Dois anos depois, eu estava deitado há meses, com dor, e comecei a gravar frases em um gravador portátil. Pouco a pouco, pelos próximos dois anos, eu revivi minhas memórias, a maioria delas no silêncio da noite, e comecei a me reconstruir. Então comecei a gostar das palavras, e passei a trabalhar no livro.

Qual foi a parte mais difícil de se tornar deficiente físico?
      Não conseguir pegar minha mulher e meus filhos no colo.
      O que mudou na forma como o senhor vê a vida? Muitas coisas. Primeiro de tudo, ver o mundo de uma cama ou de uma cadeira de rodas não é o mesmo que vê-lo em pé. Eu descobri que eu era frágil, não era eterno, e que o tempo contava. Mas, especialmente, que a dor me deixa desconfortável e que, portanto, cada momento que eu me sinto bem tem que ser completamente aproveitado. Eu não gasto meu tempo em coisas desnecessárias. Ser totalmente dependente dos outros requer que você seja agradável com eles, do contrário, eles me esquecerão. Antes do acidente, eu costumava usar muito a minha influência para conseguir o que eu queria. Não é a melhor maneira e a sociedade seria muito mais agradável se nós pedíssemos as coisas gentilmente. Eu aprendi a ser paciente, especialmente durante as noites longas de insônia, e a conviver com o silêncio.

Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando conheceu Abdel? E por que decidiu contratá-lo?
      Pensei: ‘Esse é exatamente o cara que eu preciso, ele é inteligente, relaxado, rápido, forte, vai conseguir me ajudar a cuidar da minha mulher e da minha condição física’.

Como está Abdel? Qual é a relação de vocês hoje?
      Ele está casado há 8 anos, tem 3 filhos dos quais ele se orgulha muito. Ele está um pouco fora de forma e por isso prefere ser gentil a entrar em uma briga. Esses dias ele me disse: ‘Se eu cruzasse com o antigo Abdel, perderia.’ Nós nos vemos constantemente, ou na França ou no Marrocos, e às vezes nos encontramos em eventos para a imprensa. Os filhos dele me chamam de “tio” e minhas filhas o tratam da mesma maneira.

Muitos diretores procuraram o senhor e Abdel antes de Olivier e Eric. Por que deixaram que eles fizessem o filme?
      Eu gostei muito da generosidade e da inteligência com que eles levaram o filme. Eu já fui procurado por grandes nomes, mas nunca tinha consentido porque faltava senso de humor. Embora eles tenham adaptado a história, minha mulher e eu ficamos com a impressão de que os detalhes ainda estão lá. Ao mesmo tempo, nossos amigos estavam rindo e chorando ao mesmo tempo, então sentimos que alguma coisa havia acontecido. Na première em Paris, as pessoas bateram palmas por vários minutos em pé. Os diretores merecem esse sucesso, pois acertaram o tom. Uma semana depois, eles mostraram o filme no hospital para deficientes físicos no qual eu passei algum tempo nos últimos 20 anos, e somente as pessoas mais debilitadas podiam entrar. Você devia ver as risadas deles.

FONTE: SITE REVISTA VEJA

ARQUEÓLOGOS PODEM TER DESCOBERTO OSSOS DE RICARDO III


      Arqueólogos que buscam pelo túmulo do rei inglês Ricardo III dizem ter descoberto ossos que são consistentes com as deformidades físicas do monarca, que viveu no século 15, bem como as marcas de um homem morto em batalha.
      Um grupo de pesquisadores da Universidade de Leicester afirmou nesta quarta-feira (12) que o esqueleto está embaixo da Igreja de Grey Friars, em Leicester, a 160 quilômetros a norte de Londres, onde relatos da época dizem que Ricardo foi enterrado, após sua morte na Batalha do Campo de Bosworth em 1485.
      Richard Buckley, co-diretor de serviços arqueológicos da universidade, disse que os restos são o candidato ideal para serem de Ricardo, embora ainda tenham que ser examinados em busca de DNA que possa ajudar na identificação.
      "Não podemos garantir que se trata do rei Ricardo III," disse o chefe de assuntos corporativos da universidade Richard Taylor, em entrevista coletiva à imprensa. "Mas este esqueleto certamente tem as características que pedem um exame mais detalhado".
      William Shakespeare descreveu o rei um século após sua morte como "deformado, mal acabado", um monstro que teria assassinado seus sobrinhos na Torre de Londres para ganhar o trono.


      A questão da morte dos príncipes é uma polêmica histórica. O site oficial da realeza britânica diz que os princípes "desapareceram" enquanto estavam sob a proteção de Ricardo.
      Taylor disse que os ossos, que são de um homem adulto, têm vários problemas de coluna que batem com os relatos da aparência do rei. "Este indivíduo deve ter tido escoliose severa, que é uma forma de curvatura da espinha. Isso teria feito seu ombro direito parecer muito mais alto que seu esquerdo". Há sinais de trauma no crânio, feitos logo antes da morte, possivelmente feitos por um instrumento com lâmina, e uma ponta de flecha foi encontrada nas suas costas.
      O chefe da escola de Arqueologia e História Antiga da Universidade Lin Foxhall concordou que o esqueleto combina com os relatos do período, mas não com o retrato exagerado feito na época Tudor, que o mostrava como um corcunda malvado. "Este indíviduo era forte e ativo, apesar de seu problema, então é provável que ele tenha morrido em batalha", afirmou.
      Ricardo III, o último rei inglês a morrer em batalha, foi enterrado sem uma cerimônia solene pelos franciscanos de Grey Friars.
      Há registro de que Henrique VII, o vitorioso da batalha do Campo de Bosworth, encomendou um memorial para o túmulo de Ricardo no coro, na parte leste da igreja, em 1495 e embora outros documentos também apontem para um túmulo em Leicester, a igreja foi destruída quando o rei Henrique VIII aboliu os monastérios e sua localização, esquecida.
      Christopher Wren, o arquiteto da Catedral de St. Paul em Londres, visitou a área em 1612 e viu um pilar de pedra em um jardim com a inscrição "Aqui jaz o corpo de Ricardo III". Outros relatos dizem que os restos de Ricardo foram escavados e espalhados durante a Reforma.
      Buckley, com sua equipe, identificou um possível local através da análise e comparação de mapas atuais e antigos. Radares foram usados para descobrir os melhores locais para escavação -- o resultado foi um estacionamento, pesquisado no mês passado. Com uma semana de trabalho, eles já haviam encontrando paredes grossas e restos de pisos ladrilhados.
      Anteriormente, a universidade identificou um descendente direto da irmã mais velha de Ricardo III e obteve uma amostra de DNA para identificar os ossos encontrados no local. "Mas este processo vai ser bem longo," diz Turi King, que lidera a parte de análise genética. FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CINEMA E DEFICIÊNCIA - LUZES DA CIDADE (1931)



      Charles Chaplin é o pequeno vagabundo que protege uma vendedora cega de flores. Ele faz amizade com um milionário alcoólatra a quem salva a vida e lhe tira dinheiro para que a garota possa operar os olhos. Nenhum dos dois sabe que ele é um pobretão: a garota, por ser cega, e o milionário, por estar sempre bêbado. Mesmo tentando ajudar os dois, o vagabundo é preso e várias confusões acontecem até o desfecho final.

CURIOSIDADES

- Era o filme favorito do diretor Orson Welles.

- Charles Chaplin rodou 342 vezes a cena em que o vagabundo compra uma flor da florista cega. O motivo de tantas repetições foi que Chaplin não conseguia encontrar um modo satisfatório de mostrar que a florista achava que o vagabundo era na verdade um milionário.

- Perto do fim das filmagens Chaplin demitiu a atriz Virginia Cherrill após ela chegar atrasada aos sets de filmagens. Era intenção de Chaplin rodar novamente todas as cenas de Cherril com a atriz Georgia Hale em seu lugar. Chaplin chegou a rodar algumas cenas com Georgia Hale, mas logo percebeu que se fosse rodar todas as cenas já prontas novamente teria um custo adicional que levaria sua produtora à falência. Deste modo ele decidiu por recontratar Cherrill, que apenas aceitou retornar ao trabalho após ganhar um aumento de 100% em seu salário.
 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Virginia Cherrill, Harry Myers, Hank Mann, Allan Garcia.
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Charles Chaplin
Trilha Sonora: Charles Chaplin
Duração: 81 min.
Ano: 1931
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Preto e Branco
Distribuidora: United Artists
Estúdio: Charles Chaplin Productions
 
e Lista Joaquim Gonzalez Fortes

sábado, 8 de setembro de 2012

RIHANNA E COLDPLAY FARÃO DUETO NO ENCERRAMENTO DAS PARALIMPÍADAS


      A cantora Rihanna vai fazer um show junto com a banda Coldplay na cerimônia de encerramento das Paralimpíadas de Londres, no dia 9 de setembro, no Estádio Olímpico de Stratford. Segundo uma nota publicada no site New Musical Express, eles vão tocar a música Princess of China, produzida pela própria cantora em parceria com a banda.
      O vocalista do Coldplay, Chris Martin, disse que será uma honra se apresentar no encerramento das Paraolimpíadas de Londres. “O Kim Gavin e Misty Buckley estão trabalhando bastante para fazer um encerramento espetacular para os atletas e espectadores. Nós estamos muito felizes em poder fazer parte deste momento”, revelou.
      No dia da cerimônia de encerramento, vários músicos irão se espalhar em pequenos palcos por todo o Reino Unido para tocar versões da música Viva La Vida, do Coldplay.

FONTE: Deficiente Ciente

EX-GUERRILHEIRO VIRA MAIS BEM-SUCEDIDO ATLETA PARALÍMPICO DA ESPANHA



       
       O espanhol Sebastian Rodríguez conquistou a medalha de prata nos 200 metros livres S5. Até aqui tudo normal, não fosse o facto do nadador ter um passado muito sombrio.

      Rodríguez, de 56 anos, fez parte de um grupo terrorista (Grapo) que assassinou um empresário sevilhano Rafael Padura em 1984. O espanhol foi condenado a 84 anos de prisão mas saiu 10 anos depois em cadeiras de rodas, devido a uma paralisia das suas pernas, após uma longa greve de fome (432 dias).

      Nos Jogos Paralímpicos de Sydney'2000, Rodríguez conquistou cinco medalhas de ouro, mas esteve muito próximo de as perder, já que mentiu ao Comité Paralímpico Internacional a origem da sua deficiência, tendo explicado na altura que tinha ficado sem pernas após um acidente de automóvel.

     Apesar da polémica, o Comité Paralímpico decidiu manter as medalhas do espanhol, alegando que não havia nenhuma razão legal para o fazer.

     Atualmente, é um dos desportistas espanhóis com mais medalhas paralímpicas: 14 de ouro, 3 de prata e 3 de bronze.

     Em 1994, o espanhol saiu em liberdade condicional e, mais tarde, o governo espanhol concedeu perdão a Rodríguez, uma decisão que provocou enorme ira junto da família da vítima.

      "O meu passado não pode ser apagado", afirmou o nadador que vai ainda participar nos 100 metros livres e nos 4x100 livres.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

MÍDIA TELEVISIVA E O PRECONCEITO EM RELAÇÃO AOS JOGOS PARALÍMPICOS


      Considerando que o esporte é um evento que proporciona a inclusão social e onde há um grande número de participantes e simpatizantes em todo mundo; considerando que a mídia televisiva é um veículo maciço e influente de comunicação de massa; considerando que a  TV Aberta cobriu em tempo real os jogos Olímpicos com acompanhamento e torcida de todos os brasileiros, e considerando que no artigo 5º da Constituição Federal diz que: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, venho manifestar minha indignação pela discriminação das TVs Abertas em relação aos atletas paralímpicos brasileiros.
      Enquanto nos Jogos Olímpicos houve cobertura em tempo real pela mídia televisiva, nos Jogos  Paralímpicos há somente boletins de menos de 10 minutos de uma única emissora de TV aberta. A Rede Record que se orgulhou  de ter realizado 165 horas de transmissões dos Jogos Olímpicos deixou bem claro que não tinha nenhum interesse nas transmissões dos Jogos Paralímpicos. A Rede Globo por sua vez, demagogicamente disse que faria uma “ampla cobertura”. Ampla cobertura significa mostrar vídeo tapes diários de menos de 10 minutos sobre os jogos paralímpicos? Vergonhoso! Nos jogos Olímpicos de 2016 foi confirmado que a Rede Record e a Rede Globo dividirão a transmissão com a Band. Enquanto os Jogos Paralímpicos, ninguém comenta sobre o assunto. Na abertura dos Jogos Olímpicos a presidente Dilma Rousseff esteve presente para prestigiar os atletas sem deficiência.
      Nossos atletas paralímpicos são brasileiros e cidadãos tanto quanto os atletas olímpicos. E merecem nosso respeito e admiração.  A Paralímpiada é um grande momento para mostrar a sociedade que a performance de um atleta com deficiência é igual ou até melhor que um atleta sem deficiência, haja vista o número de medalhas e os recordes que esses corajosos atletas  conquistam a cada Paralímpiada (ver abaixo quadro de medalhas).  Portanto não há motivo para o mercado empresarial e a mídia não investirem nesse tipo de jogos. Além do que, essa  poderia ser uma grande oportunidade para uma emissora de TV mostrar sua preocupação e compromisso com a inclusão de pessoas com deficiência. Isso é responsabilidade social!  Contudo, contraditoriamente, preferem continuar com seus discursos demagógicos e assistencialistas a incluir esses cidadãos na sociedade.
      Estou perplexa com tamanha discriminação. A inclusão não é algo que se fala, mas algo que se vive. É considerar a existência do outro. É acreditar que todos têm direito de participar ativamente da sociedade.
      Mais uma vez a mídia televisiva expressa descaradamente seu preconceito e discriminação em relação aos atletas com deficiência.
      Chega de tanta demagogia e preconceito!

Por:  Vera Garcia
Fonte: Deficiente Ciente