terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LANÇADO PORTAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

     
      A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), lançou o Portal da Pessoa com Deficiência. O objetivo da iniciativa é melhorar a vida dessas pessoas e facilitar o acesso às informações sobre as políticas públicas para o segmento.
      A página eletrônica também será uma referência para os órgãos governamentais por dispor de conteúdos acessíveis, tais como descrição de imagens, PDF texto e marcações semânticas, indicando a linguagem do documento, cabeçalhos, listas, tabelas, etc. Com isso, pessoas com deficiência visual ou baixa visão terão acesso às informações por meio de programas leitores de tela, os quais permitem ouvir o que está sendo mostrado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

OS GRANDES LÍDERES - ELISABETH

     
      Sob seu reinado a Inglaterra se tornou a maior potência econômica, política e cultural da Europa sendo, por isso, o período de seu reinado conhecido como a “Era de Ouro” inglesa. Assumindo o trono após a morte de sua irmã Mary I, Elizabeth I deu início ao mais próspero governo da dinastia Thudor.

      Nascida em 7 de setembro de 1533 em Greenwich, filha de Ana Bolena e Henrique VIII (o rei das seis esposas), Elizabeth I ficou conhecida como “Isabel, A Rainha Virgem” por nunca ter se casado e não ter deixado herdeiros apesar de seu famoso caso com o conde de Leicester, Robert Dudley. Por isso, quando da ocasião de sua morte, em 24 de março de 1603, Elizabeth teve de reconhecer como herdeiro do trono Jaime VI da Escócia, filho de Mary Stuart, sua prima e rival a rainha deposta da escócia, a quem Elizabeth havia mandado decapitar 16 anos antes.
      Governando um país dividido por questões religiosas (o Protestantismo e a Igreja Anglicana acabavam de nascer e havia a perseguição aos católicos e à seita presbiteriana dos puritanos), Elizabeth soube valorizar o conteúdo calvinista da Igreja Anglicana para manter os nobres sob seu poder e obter o apoio da burguesia, predominantemente calvinista.
      Representando o auge do governo absolutista na Europa o reinado de Elizabeth unificou a Inglaterra ao dominar a nobreza e afastar a Igreja do governo. Ao derrotar a Invencível Armada Espanhola, em 1588, Elizabeth abriu de vez o caminho para a Inglaterra se tornar a maior potência colonizadora do Novo Mundo sob o comando de Walter Raleigh e Humprey Gilbert. Mais tarde a Companhia das Índias Orientais dominaria o tráfico negreiro e as rotas comerciais.
      Sob o reinado de Elizabeth I floresceram também as artes e a cultura. Foi nessa época que surgiram escritores de renome com Sir William Shakespeare, Christopher Marlowe e Ben Johnson.

domingo, 29 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

FOTO DA SEMANA - LULA VISITA GIANECCHINI

     
      O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ator Reynaldo Gianecchini se encontraram na tarde de quarta-feira (25)  no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
      Lula, que faz tratamento contra um câncer na laringe, foi submetido a sessões de radioterapia de manhã e quimioterapia à tarde. Depois das sessões o ex-presidente fez uma visita ao ator, que se recupera de um autotransplante para tratamento de um câncer no sistema linfático.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CEGO CONQUISTA DIPLOMA DE FISIOTERAPEUTA



      A noite desta sexta-feira (20) terá um significado especial para o estudante paulista Edson de Souza, de 33 anos. Junto com seus colegas de faculdade, Edson vai receber o certificado de conclusão do curso de fisioterapia da UniSant'Anna. A colação de grau no Memorial da América Latina, em São Paulo, marca mais uma etapa na trajetória do rapaz, que ficou cego na década de 80, aos nove anos de idade, e só em 2005 conseguiu concluir o ensino médio.
      A vida de Edson até agora pode ser dividida em três períodos: uma infância normal até o dia do acidente no qual perdeu a visão; uma adolescência de inatividade dentro de casa; e uma vida adulta dedicada à busca da independência. "De 2002 para cá eu tive uma grande mudança: saí do zero para um bom estágio, não tinha como me sustentar e de repente as coisas mudaram", disse.
      A ideia de cursar fisioterapia surgiu a partir da insatisfação de Edson com o curso de massagem terapêutica que ele fazia na época, em uma turma específica para cegos. "Eu gostava do curso, mas achava muito prático e queria saber mais coisa teórica. Conversando com alguns colegas que me falaram da área de fisioterapia, achei que dava para fazer. O professor de massagem falou que não dava, que era loucura, mas aí eu arrisquei."

Sem regalias
      Maria Eugênia Mayr De Biase, coordenadora do curso de fisioterapia da UniSant'Anna, explicou que, embora parte da metodologia tenha sido adaptada às necessidades especiais do estudante, o mesmo conteúdo era exigido de Edson. "Como é que a gente vai fazer na parte prática? Como ele vai fazer nos estágios? Essa foi a primeira pergunta que fizemos. Com o tempo, a gente foi adequando", afirmou Maria Eugênia.
      De acordo com ela, Edson não foi reprovado em nenhum dos estágios obrigatórios. O estudante afirmou que, nas matérias teóricas, mantinha médias em torno de 8,5.
      "No primeiro ano eu gravava as aulas e quando elas terminavam eu ouvia de novo e reescrevia em braile a aula inteira. Aí conseguia acompanhar, mas durante a aula ficava bem perdido", explicou ele. Foram poucos os professores, de acordo com Edson, que não confiaram em seu potencial. Um dos momentos mais delicados aconteceu no primeiro dia do estágio que ele fez na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "A primeira coisa que disse pra mim quando comecei o estágio foi que ele não conseguia me imaginar lá dentro."
      Segundo Maria Eugênia, o fato de Edson ter sido o primeiro aluno cego do curso exigiu que tanto ele quanto os professores aprendessem juntos uma maneira de contornar a limitação visual. Além de contar com uma ledora a partir do segundo ano, e de poder portar seu computador, equipado com software de leitura, na sala de aula, Edson fazia provas orais (diretamente para o professor, na ausência da ledora, ou ditando as respostas para que ela as escrevesse).
      Nos laboratórios, os professores faziam as demonstrações no próprio corpo do estudante. Mesmo assim, alguns professores por vezes precisavam voltar ao início de suas exposições, ao perceber que não haviam incluído informações adequadas para que Edson pudesse entendê-las.
      Na disciplina que ensina os universitários a interpretar exames de raio-X e de ressonância magnética, houve um dos impasses mais marcantes. A solução encontrada pela ledora para que Edson pudesse fazer a prova era orientar a mão do estudante com uma caneta para redesenhar as imagens. Durante as aulas, ela descrevia as imagens em voz alta.
      "Nós somos da reabilitação, aceitamos isso com mais facilidade, mas no primeiro impacto realmente a gente sempre acha que pode ser que não dê certo. Mas deu", disse Maria Eugênia.

Do acidente à rebeldia
      Aos nove anos, enquanto corria pela calçada da rua em que vivia, em Rio Grande da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, Edson bateu com a cabeça na janela da casa de uma vizinha e sofreu descolamento nas duas retinas. "Nem foi uma pancada forte, mas foi certeira", contou.
      Nos dois meses seguintes, ele foi perdendo gradativamente a visão, até ficar completamente cego. "Me tiraram da escola, parei na terceira série", contou o formando, filho de uma doméstica e de um funcionário da Rede Ferroviária Federal. Edson disse ter passado a década seguinte dentro de casa. "Meus pais vieram do interior do Paraná, não tinham conhecimento de nada. Como o filho ficou cego, eles adotaram a superproteção."
      Quando completou 18 anos, o estudante diz que se rebelou contra a ideia de não ser autossuficiente, principalmente depois de ouvir as pessoas comentando sobre o que aconteceria com ele após a morte dos pais.
      "Eu não queria mais ficar em casa, queria um internato, queria ir embora. De tanto eu tentar, minha prima me ajudou", explicou ele, indicado a um oftalmologista que lhe deu o endereço da Fundação Dorina Dowill.
      Segundo a instituição, todos os anos cerca de 1.500 deficientes de visuais de todas as idades são atendidos por aproximadamente 40 profissionais em um processo de reabilitação. No caso dos adultos, os cursos são voltados ao ensino do braile, orientação em mobilidade e aulas de tarefas cotidianas, incluindo culinária e dicas para reconhecer as roupas.
      Em 2001, depois de um ano na fila de espera, Edson conseguiu uma vaga na fundação, aprendeu a ler e a escrever em braile e voltou a estudar em um supletivo. Após terminar o ensino médio, conseguiu, com a ajuda da instituição, um emprego como auxiliar de câmara escura no Hospital Edmundo Vasconcelos, na Zona Sul de São Paulo.



Primeiro funcionário cego
      "No início, a adaptação foi meio tensa, porque a gente não tinha nenhum funcionário com deficiência visual", afirmou Elisete Tavares, gerente do Centro de Diagnóstico por Imagem do hospital e chefe de Edson. "A parte mais difícil foi nossa com ele do que ele com a gente, porque o Edson tem o dom da adaptação, ele quer se superar a cada momento."
      O auxiliar trabalha das 14h às 22h revelando exames digitais e analógicos, tarefa que aprendeu "com uma facilidade incrível" após um curso específico, segundo Elisete. A supervisora do jovem contou que ele não falta ao trabalho nem quando há greve de ônibus ou metrô, e não usa a deficiência como impedimento.
      Além do emprego, Edson também encontrou sua esposa através da Fundação Dorina Nowill. Ele e Priscila, jovem de 29 anos com deficiência visual parcial, se conhecerem durante a reabilitação. "Ela é otimista como eu, quer sempre se superar. Ela me completa", afirmou.
      Os dois se casaram há cerca de quatro anos, pouco antes de decidirem cursar o ensino superior - ele em fisioterapia, ela em serviço social. "Foi muito difícil, porque eu estudava de manhã e trabalhava à tarde, e ela trabalhava de manhã e estudava à noite", contou Edson.

Conquista
      Depois de concluírem as respectivas faculdades, os dois decidiram experimentar uma aventura nova antes de iniciar uma nova etapa. "Contratamos um pacote e viajamos para o Ceará no Natal", disse Edson ao G1 na sala da casa de dois andares que construiu com Priscila no Grajaú, Zona Sul de São Paulo, rodeado de miniaturas, chaveiros e esculturas comprados durante a viagem.
De volta das férias, e prestes a se tornar oficialmente um fisioterapeuta, o rapaz agora traça novos desafios: fazer pós-graduação em ortopedia e conseguir um emprego em um hospital ou clínica "em qualquer área da fisioterapia".
      Segundo a professora Carina Baron, que supervisionou parte dos oito estágios de cinco semanas que o estudante precisou cumprir nos dois últimos anos da faculdade, Edson pode trabalhar sem impedimento com ortopedia, massoterapia, neurologia, estética e na enfermaria de um hospital, entre outras áreas. "Como o leque do fisioterapeuta é muito grande, acredito que ele tem total condição de trabalhar e acredito no potencial dele de ser contratado."
      Primeiro deficiente visual total formado na carreira pela UniSant'Anna, Edson agora integra um grupo bastante reduzido de fisioterapeutas brasileiros com algum tipo de limitação visual. Ele é o primeiro fisioterapeuta com 100% de deficiência visual de que Wilen Heil e Silva, diretor do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), tem notícia. "Conheço alguns, não muitos, com baixa visão, mas com 100% [de deficiência visual] não tive conhecimento", afirmou. Na Fundação Dorina Nowill, há registro de um deficiente visual total com diploma na área.
      O formando explica que a pouca quantidade de colegas na mesma condição que ele é um resultado da falta de abertura. "Tudo depende de oportunidade, não adianta julgar antes e dizer que a pessoa não consegue."

por Ana Carolina Moreno

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SUCESSO NA INTERNET PAGA TRATAMENTO DE SAÚDE

     
      Se tivesse sido exibido nos cinemas, o vídeo estrelado por Isabela provavelmente estaria disputando o título de filme brasileiro mais visto nas telonas. O detentor da marca hoje é Tropa de Elite 2, com mais de 11 milhões de telespectadores, mesmo número de visualizações alcançado pelo vídeo da menina na internet.
      Em pouco menos de um minuto, ela dá uma bronca no pai por ter fechado a porta da rua e pede para que ele não faça mais isso. E termina com a expressão que garantiu o sucesso: “Tranquilo?”, diz ela, polegar em riste e olhos questionadores.
      Com tamanha audiência, o You Tube, onde o vídeo está hospedado, procurou Felipe Horst, designer, pai de Isabela, e sugeriu a inserção de publicidade.
      A participação nos lucros recebida desde então garante a rotina agitada e o tratamento da menina, que sofreu uma lesão no plexo braquial no momento do parto.
      “E ainda vai pagar por muito tempo”, afirma o pai, que não quis revelar o montante recebido, mas garante que o valor cobre todos os gastos, incluindo plano de saúde, consultas avulsas com especialistas, fisioterapia e aulas de balé e natação.

      A lesão obstétrica do plexo braquial acontece no momento em que o bebê é puxado, durante o parto normal, e há o afastamento excessivo da cabeça em relação ao ombro. A consequência dessa manobra é o rompimento dos nervos responsáveis por enviar impulsos nervosos para ombro, braço e mão. O resultado é a perda total de movimentos do braço afetado. A incidência anual do problema é de 500 mil novos casos em todo o mundo, mas, com a evolução da medicina, tem sido cada vez menos comum.
      O tratamento inclui fisioterapia intensiva e cirurgia de reconstrução dos ligamentos, no caso de Isabela, realizada há um ano e meio. “Desde o segundo dia de vida, a levamos ao médico e desde a segunda semana ela já fazia fisioterapia. No início, eram três vezes por semana, agora são duas vezes”, relata Felipe.
      Depois da cirurgia, a menina de 3 anos recuperou alguns dos movimentos como abrir e fechar a mão e o braço, o que garante menos sujeira na hora de comer feijão, um de seus pratos favoritos.
      Hoje, Isabela também consegue segurar as bonecas e brincar de comidinha, sua diversão predileta. Sapeca, pega todas as colheres de sobremesa da cozinha e leva para o quarto, onde gosta de ficar com seus “nenês” e se esconder do lobo-mau.
      A melhora na coordenação motora e o uso dos dois braços também permitiu que ela se dedicasse a uma grande paixão: o balé. Influenciada pelo desenho preferido, Angelina Balerina, sempre que pode coloca a saia de tutu, dança e canta. No último aniversário, em vez de um vestido novo fez questão de comemorar de collant e da saia de tule.


Minicelebridade
      Isabela tem uma vida digital desde muito cedo. Ainda bebê, os pais, que moravam em Goiânia, enviavam vídeos da menina para os avós, residentes no Rio Grande do Sul.
      “Nós sabíamos que o vídeo da porta era divertido, sempre soubemos que ela é uma criança original e arteira, mas a dimensão que tudo isso ganhou era impossível de imaginar”, relata Horst.
      Assim como fica evidente na gravação, Isabela tem personalidade forte e mesmo tão pequena gosta de defender seu ponto de vista. “É difícil de dominar”, resume o pai.
      Famosa na internet, quando é reconhecida na rua, Isabela reage como qualquer criança ao ser abordada efusivamente por um adulto desconhecido. “Ela fica de mau humor. As pessoas pedem para tirar foto, dar abraço, beijo. Ela tem muitos fãs, e eu entendo essa admiração, mas tento sempre deixá-la à vontade. A cada 10 pedidos como esses, ela atende um”, explica.
      Felipe afirma que o assedio é maior por parte das mulheres e em cidades maiores. Hoje, ele e a filha moram em Montenegro, município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Sobre a possibilidade de a filha vir a ser artista algum dia, Felipe diz que não faz planos.
      “A gente abriu algumas portas para ela, ela pode usar se quiser”, conta. Por enquanto, Isabela já estrelou um comercial de roupas infantis.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

LESÃO MEDULAR - PARTE 3




QUADRO CLÍNICO:

      Imediatamente após uma LME, há um período de arreflexia denominado choque espinhal. Este período de depressão reflexa transitória não esta claramente compreendido. Acredita-se que resulte do próprio desligamento abrupto das conexões entre os centros superiores e a medula espinhal. Caracteriza-se pela ausência de toda atividade reflexa, flacidez, e perda da sensibilidade abaixo do nível da lesão. Pode prolongar-se de diversas horas até diversas semanas, mas tipicamente cede dentro de 24 horas. A resolução precoce do choque espinhal é um importante sinal prognóstico (SULLIVAN, 1993).

> Deficiências motoras e sensitivas: haverá uma perda completa ou parcial da função muscular abaixo do nível da lesão;

> Controle Térmico Prejudicado: há uma ausência de sudorese termo-reguladora, o que elimina os efeitos resfriadores evaporativos normais da perspiração em ambientes quentes;

> Deficiência Respiratória: varia consideravelmente, dependendo do nível da lesão. Nas lesões das partes elevadas da medula espinhal entre C1 e C3, inervação pelo nervo frênico e a respiração espontânea ficam significativamente prejudicadas ou se perdem;

> Complicações Pulmonares: broncopneumonia, embolia pulmonar;

> Espasticidade: decorre da liberação de arcos reflexos intactos do controle do SNC, caracterizando-se por hipertonicidade, reflexos hiperativos de estiramento.

 

TRATAMENTO:
 

IMEDIATO:

      Segundo Sullivan (1993), durante a fase aguda da reabilitação enfatizam-se os cuidados respiratórios, a prevenção das complicações secundárias, a manutenção da amplitude de movimento, e a facilitação dos movimentos ativos na musculatura disponível. Stokes (2000), acrescenta aos cuidados, a monitoração do estado neurológico, o envolvimento ou instrução do paciente e seus familiares quanto aos cuidados básicos necessários em cada momento.

> Respiração:

      Segundo Azeredo (2002), a lesão severa dos segmentos C3 a C5 ou acima, envolve os nervos frênicos, causando paralisia parcial ou completa do diafragma. Assim, como os hemidiafragmas não conseguem contrair-se de forma adequada, o gradil costal não se expande lateralmente durante a inspiração. Logo, pacientes com lesões altas, não conseguem contrair o diafragma e os intercostais, portanto, a respiração (desde a capacidade residual funcional até a capacidade pulmonar total) é realizada somente pelos músculos acessórios.

      Além disso, a insuficiência respiratória é um quadro comum, devido a perda dos intercostais. Outras complicações mais comuns são a atelectasia e pneumonias.

      Em pacientes cuja lesão é alta (C1-C2), é necessária a intubação imediata, de preferência ainda no local do acidente.

      A retenção de secreções brônquicas é outro cuidado essencial. É importante que o profissional saiba reconhecer e prevenir este quadro, através de medidas como mudança de decúbito, drenagem postural, aspiração, espirometria de incentivo, tapotagem, vibração torácica, nebulização de oxigênio úmido, tosse assistida, entre outras.

      Se as medidas preventivas falharem, é imprescindível a intubação e suporte ventilatório mecânico ao paciente.

      Greve et al (2001) acredita no uso da estimulação diafragmática como forma de tentar resgatar o máximo de fibras musculares íntegras em pacientes com nível de lesão entre C4 e C5 com lesão incompleta;

> Circulação:

      A inervação simpática para o coração faz-se através dos ramos cervical, torácico-cervical e torácico superior do tronco simpático. As lesões cervicais e torácicas podem produzir desnervação, com redução da capacidade de produzir a taquicardia necessária.

      As principais alterações são trombose venosa e embolismo pulmonar, hipotensão postural, disreflexia autonômica. Nos dois primeiros, Greve et al (2001), defende a profilaxia medicamentosa (principalmente a heparina) e o uso de compressão pneumática externa. Já a hipotensão postural pode ser amenizada pela elevação do tronco de forma lenta até a posição sentada, dormir com a cabeceira elevada, elevação gradual do encosto da cadeira de rodas, treino em marcha ortostática, uso de meia elásticas compressivas. E a disreflexia autonômica pode ser controlada pelo esvaziamento vesical e intestinal e posicionamento adequado no leito.

> Cuidados Com a Pele:

      A pele desnervada corre o risco de feridas por pressão em 20 a 30 minutos após a lesão. Quando isso acontece pode causar sofrimento e demora no processo de reabilitação, se aparecerem úlceras. A equipe clínica deve estar vigilante para proteger a pele e relatar qualquer marca avermelhada;

> Sistema Gastrointestinal:

      A LME pode ocasionar distensão do íleo e gástrica, que restringe o movimento do diafragma, comprometendo ainda mais a respiração. É preciso colocar uma sonda nasogástrica para descomprimir caso não haja ruídos intestinais;

> Bexiga Urinária:

      O choque de coluna causa retenção urinária. A bexiga deve ser, portanto, cateterizada rotineiramente, para monitorar o débito líquido e protege-la de lesões por superdistensão.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DEFICIÊNCIAS NA PRÉ-HISTÓRIA



O Destino das Pessoas com Deficiência

      É muito comum acharmos que, durante os muitos milênios da Pré-História, pessoas muito feridas durante suas atividades diárias de caça, de escaramuças ou mesmo de trabalhos dentro das cavernas, pessoas doentes, convalescentes ou com alguma deficiência seriam alijadas do grupo ou mortas.
      No entanto, materiais variados descobertos e analizados por paleontólogos e por paleopatologistas indicam que essa presunção não é verdadeira.
      Vejamos, por tópicos, alguns achados que retratam a existência de deficiências no mundo primitivo - desde a Pré-História até os dias atuais.

Deficiências na Pré-História

1. Pythecantropus erectus

      Existem poucos ossos do tipo humanídeo conhecido por esse nome científico: uma calota craniana, três dentes, um fêmur e pouca coisa mais. O fêmur apresenta uma espécie de tumor ósseo bem volumoso no seu terço superior, próximo à sua cabeça. Esse sinal de tumor é atribuído pelos cientistas a uma fratura ou a um aneurisma.

 2. Homem de Neanderthal


      Há ossos do chamado Homem de Neanderthal que apresentam traços de traumatismo. Existe, por exemplo, no úmero esquerdo, uma cicatriz que corresponde a uma lesão séria.

 

      No esqueleto desta espécie, descoberto em Krapina, ao norte da Iugoslávia, nota-se um sinal de fratura solidificada na clavícula. O esqueleto descoberto nos arredores de La Chapelle-aux-Saints, na França, mostra sinais de artrite deformante.
 


3. Homem Cro-Magnon 
 
      A espondilose foi encontrada num esqueleto de um homem pré-histórico conhecido como Cro-Magnon. Trata-se de um mal de efeitos muito limitadores, pois a espinha dorsal em geral fica com uma curvatura acentuada, a cabeça inclina-se para a frente e as coxas flexionam-se.







4. Fêmur fraturado

      Stephen Chauvet, em sua obra "La Médecine chez les Peuples Primitifs - Préhistoriques et Contemporaines" afirma que o Dr. Raymond Dart - famoso paleontologista australiano - relatou ter estudado um fêmur direito de um homem pré-histórico, encontrado numa gruta de Baye, no Vale do Petit Morin, na França, que havia sido fraturado em seu terço inferior. O fragmento menor tinha sua ponta, na linha áspera e quebrada, solidificada à extremidade baixa do pedaço superior do fêmur, mas com grande desvio.
      O conjunto era envolvido por uma significativa calosidade óssea de aproximadamente 20 centímetros de circunferência. Desse desvio resultava um considerável encurtamento da perna. É de se notar que ossos provenientes dessa mesma gruta apresentam - quase todos - sinais de osteoartrite de natureza reumática. Segundo alguns cientistas, essa afecção apresenta-se como um real obstáculo à boa solidificação de uma fratura.




5. Freqüência do reumatismo

      O reumatismo, em suas mais variadas formas, foi muito freqüente e devastador na Pré-História. Os achados mostram que havia casos que iam desde a chamada osteopatia peri-articular, até a total imobilização do homem primitivo. Um exemplo marcante foi encontrado em ossos do Homem de Neanderthal, descoberto em La Chapelle-aux-Saints, na França. Pela análise dos mesmos, especialistas constataram sinais claros de articulações coxo-femurais com artrite seca e com poli-artrite.

6. Mãos com Dedos em Falta

      Há cavernas pré-históricas que mostram a presença de "artistas" que pintaram cavalos, rinocerontes, bisões, cervos, gado vacum, felinos, ursos e outros animais selvagens, com os quais os homens defrontavam-se sempre. Perto de seus desenhos, por vezes encontramos os contornos de mãos, como a registrar: "Eu estive aqui".
      Até os meados da Década de 80 apenas algumas dessas mãos haviam sido descobertas na Caverna de Gargas, na Espanha. Mas foi no ano de 1985 que Henri Cosquer, um mergulhador profissional, descobriu, perto de Marselha, na França, uma caverna pré-histórica parcialmente submersa, com sua entrada a mais de 35 metros de profundidade. Nela notou-se que havia sinais de ocupação contínua desde mais de 25.000 anos e, além da ilustração de muitos animais, lá estão os claros contornos de mais de 56 mãos, das quais muitas apresentam dedos amputados.


Dúvidas pertinentes

      A perda de dedos das mãos deveria significar um problema muito sério nas variadas fases da Pré-História.
      No entanto, a mera sobrevivência de indivíduos com lesões sérias, com amputações ou fraturas, já é indicativa clara de um verdadeiro apoio do grupo humano, que permitia sua convalescença e total recuperação.
      Notamos na Caverna de Cosquer, por exemplo, um sinal que nos surpreende e que nos faz pensar e levantar questões sem resposta: O que poderia significar, na prática, a perda de dedos, de acordo com ilustrações ao lado, que retratam os casos detectados nos achados da Caverna de Cosquer ou de Gargas? Como essas pessoas assim lesionadas conseguiam desenvolver suas atividades?

      Sua imagem triste, com cabelos longos e desgrenhados, envolta em peles de animais selvagens e apoiada num bastão improvisado, coxeando pelas agrestes e perigosas trilhas de então, num ponto perdido dos milênios da Pré-História, permanecerá em nossa imaginação sem maiores esclarecimentos.





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LUTADOR SEM UM BRAÇO VENCE MMA

        
      Nick “Notorious” Newell é um jovem lutador americano de 25 anos que começou sua carreira em 2009, seu estilo de luta principal é o Muay Thai e ele tem uma pequena peculiaridade, ele não possui metade do antebraço esquerdo, e a mão esquerda.
     Para quem tem a curiosidade, o braço esquerdo do lutador parou de crescer a partir do cotovelo, por causa de uma disfunção chamada amputação congênita.



      Ele vem lutando pelo Xtreme Fighting Championships (XFC), uma espécie de UFC americano, e acumulou em sua carreira nessa liga 6 vitórias, nenhum empate e nenhum derrota. Detalhe, a categoria dele não é especial, ele luta com atletas sem nenhuma deficiência.




      Segundo o próprio Nick Newell, seu objetivo é provar que as pessoas com deficiência possam sair e vencer.

FONTE: http://xpock.com.br/

domingo, 22 de janeiro de 2012

TRANÇANDO ATÉ NÃO PODER MAIS


     
      Aí estamos eu e a Stê, trançando a cadeira de banho inclinada de pvc... Exercício de paciência extrema...Quando tudo parece estar dando certo, lá vem uma voltinha de fio errada... E se começa tudo de novo... eheheh! Mas o que importa é o resultado final. As cadeiras de pvc para banho fazem parte do projeto da Oficina de Mobiliários da Kinder e estão sendo doadas para os pacientes/alunos da instituição. Grande iniciativa!

BULLYING - PARTE 2


Características dos bullies

      Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies (ou bulidores) sofram de qualquer déficit de autoestima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.
      É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
Fonte: Wikipédia
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta".
      O assédio escolar não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o assédio escolar frequentemente funciona por meio de abuso psicológico ou verbal.
      Os bullies sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, avassaladores, valentões e verdugos.
      Os valentões costumam ser hostis, intolerantes e usar a força para resolver seus problemas. Porém, eles também frequentemente foram vítimas de violência, maus-tratos, vulnerabilidade genética, falência escolar e experiências traumáticas. Comportamentos auto-destrutivos como consumo de álcool e drogas e correr riscos desnecessários são vistos com mais frequência entre os autores de bullying.
      Quanto mais sofrem com violência e abusos, mais provável é deles repetirem esses comportamentos em sua vida diária e negligenciarem seu próprio bem estar.

Tipos de assédio escolar
      Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:
  • insultar a vítima;
  • acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
  • ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
  • espalhar rumores negativos sobre a vítima;
  • depreciar a vítima sem qualquer motivo;
  • fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;
  • colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;
  • fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
  • isolamento social da vítima;
  • usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);
  • chantagem.
  • expressões ameaçadoras;
  • grafitagem depreciativa;
  • usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita");
  • fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

Bullying professor-aluno

      O assédio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno. As técnicas mais comuns são:
  • intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação;
  • assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;
  • ameaçar o aluno de reprovação;
  • negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica;
  • difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu;
  • tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.
      Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados em um Boletim de Ocorrência numa delegacia ou no Ministério Público. A revisão de provas pode ser requerida ao pedagogo ou coordenador e, em caso de recusa, por medida judicial.

Alcunhas ou apelidos (dar nomes)

      Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

Indicativos de estar sofrendo bullying


      Sinais e sintomas possíveis de serem observados em alunos alvos de bullying:
  • enurese noturna (urinar na cama);
  • distúrbios do sono (como insônia);
  • problemas de estômago;
  • dores e marcas de ferimentos;
  • síndrome do intestino irritável;
  • transtornos alimentares;
  • isolamento social/ poucos ou nenhum amigo;
  • tentativas de suicídio;
  • irritabilidade / agressividade;
  • transtornos de ansiedade;
  • depressão maior;
  • relatos de medo regulares;
  • resistência/aversão a ir à escola;
  • demonstrações constantes de tristeza;
  • mau rendimento escolar;
  • atos deliberados de auto-agressão.

sábado, 21 de janeiro de 2012

FOTO DA SEMANA - FALSA GRÁVIDA DE QUADRIGÊMEAS

     

      O advogado de Maria Verônica Aparecida César Santos, 25, confirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva que ela não está grávida de quadrigêmeas. Segundo o advogado Enilson de Castro, a pedagoga usou uma barriga falsa de silicone, coberta com tecido e estaria arrependida. O marido, que está afastado do trabalho, também teria sido enganado.
      Uma provável justificativa para a farsa, não confirmada nem desmentida pelo advogado, seria a falta de atenção da família, já que o casal estava há cerca de 5 anos sem contato com os familiares que não aceitavam o relacionamento dela com o marido. "Ela se mostrou bastante arrependida", disse o advogado.


FONTE:  http://ultimosegundo.ig.com.br/

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TANGOS E TRAGÉDIAS COM AUDIODESCRIÇÃO

     
     
      O espetáculo Tangos e Tragédias, em cartaz nas temporadas de verão em Porto Alegre desde a década de oitenta, este ano terá uma sessão com audiodescrição. Será no próximo dia 26 (quinta-feira) às 21h, no Theatro São Pedro. A audiodescrição, realizada em única sessão pela Mil Palavras Acessibilidade Cultural, destina-se ao público com deficiência visual total ou parcial. Através desse recurso as pessoas cegas e com baixa visão entram em contato com o espetáculo. Elas poderão conhecer o ambiente do Theatro, o cenário, a iluminação, a caracterização, os gestos, a movimentação e as expressões dos atores.
      O objetivo da audiodescrição no Tangos e Tragédias, explica a audiodescritora Letícia Schwartz, é que as pessoas tenham a compreensão total do espetáculo, divertindo-se e participando das piadas e brincadeiras propostas pelos atores. Segundo ela, “os produtores culturais começam a perceber a relevância desse recurso para a promoção da igualdade de acesso aos bens culturais e a possibilidade de atingir um público maior”. Florentina Dolores Mattes é diretora da Associção de Cegos Louis Braille (Acelb) e tem baixa visão. Essa será a primeira peça com audiodescrição que ela irá assistir. Para ela, todos os espetáculos com elementos visuais deveriam trazer audiodescrição. “Essa iniciativa é um grande avanço em termos de acessibilidade à cultura”, observa. Um dos protagonistas de Tangos e Tragédias, o ator Nico Nicolaiewsky, lembra que o espetáculo já está em cartaz há 27 anos. Essa será a primeira apresentação com a audiodescrição. “Acredito que tem bastante coisa para ser descrita, começando com os cabelos e as roupas dos personagens”, afirma.  Segundo o ator, há interesse em ampliar a acessibilidade. “Acho que o espetáculo merece ser visto por todos”, garante. Ele comenta ainda que o serviço contribui também para que o acompanhante da pessoa com deficiência visual aproveite mais a peça, sem ficar explicando o que acontece.

      Como vai funcionar a audiodescrição no Tangos e Tragédias?

          Serão disponibilizados 100 fones de ouvido às pessoas com deficiência visual. Na chegada, os interessados devem solicitar o aparelho no foyer do Theatro, passando a entrada à direita. Em uma cabine com isolamento acústico, a equipe da Mil Palavras Acessibilidade Cultural fará a descrição de todas as imagens do espetáculo para que a narração chegue apenas àqueles que utilizam os fones, não interferindo no andamento do espetáculo. SERVIÇOTangos e Tragédias em única sessão com audiodescriçãoLocal: Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro – Centro – Porto Alegre/RS - Fone: (51) 3227 5100Data e hora: 26 de janeiro (quinta-feira), às 21 horas. A abertura do Theatro ocorre 1hora antes.Ingressos: na bilheteria do Theatro. Dias e horários: 2ª (das 13h às 18h30), 3ª a 6ª (das 13h às 21h), sábado e domingo (das 15h às 21h)Valores: de R$ 20,00 a R$ 70,00

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MÚSICA - ELIS REGINA: COMO NOSSOS PAIS

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KICA DE CASTRO FOTOGRAFA SENSUALIDADE DO HOMEM COM DEFICIÊNCIA

     
      Após o grande sucesso da exposição fotográfica “Toda nudez vai ser revelada”, da fotógrafa Kica de Castro, onde dez mulheres com deficiência física foram retratadas de uma forma sensualíssima, a proposta para esse ano será diferente. Como no dia 08 de janeiro foi comemorado o Dia Nacional da Fotografia ou Dia Nacional do Fotógrafo, Kica de Castro retratará homens com deficiência física, provando que eles também são vaidosos e sensuais.
      A fotografia acima, é do modelo profissional com deficiência Diego Madeira. Esta foto é apenas uma amostra do que vem pela frente.

FONTE: Deficiente Ciente

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

HAMBÚRGUERES EM BRAILE

   
     
      A rede de fast-food Wimpy, da África do Sul, realizou uma ação especial para atrair seus clientes com deficiência visual. A Wimpy foi além da criação de cardápios em braile, e decidiu valorizar ainda mais esses clientes fazendo os “Wimpy Braille Burgers”.
      Foram 15 hambúrgueres com a frase “Hambúrguer com 100% de carne bovina feito para você”, escrita em braile, através de sementes de gergelim sobre o pão. Estes hambúrgueres foram distribuídos em três instituições de pessoas com deficiência visual da África do Sul.
      A divulgação dos hambúrgueres, feita nos boletins informativos e blogs das instituições que participaram, atingiu 800 mil deficientes visuais, demonstrou o cuidado e atenção da rede com o seu público, e promoveu a marca.
      Confira abaixo como os deficientes visuais sentiram-se com a ação da Wimpy.


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BULLYING - PARTE 1


      Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.
      Em 20% dos casos as pessoas são simultaneamente vítimas e agressoras de bullying, ou seja, em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma. Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida.
      Devido ao fato de ser um fenômeno que só recentemente ganhou mais atenção, o assédio escolar ainda não possui um termo específico consensual, sendo o termo em inglês bullying constantemente utilizado pela mídia de língua portuguesa. Existem, entretanto, alternativas como acossamento, ameaça, assédio, intimidação, além dos mais informais judiar e implicar", além de diversos outros termos utilizado pelos próprios estudantes em diversas regiões.
      No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra bulir como equivalente a mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros. Por isso, são corretos os usos dos vocábulos derivados, também inventariados pelo dicionário, como bulimento (o ato ou efeito de bulir) e bulidor (aquele que pratica o bulimento).
      O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define assédio escolar em três termos essenciais:
  1. o comportamento é agressivo e negativo;
  2. o comportamento é executado repetidamente;
  3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O assédio escolar divide-se em duas categorias:
  1. assédio escolar direto;
  2. assédio escolar indireto, também conhecido como agressão social
      O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido por meio de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima;
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;
  • ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
      O assédio pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.
      Deve-se encorajar os alunos a participarem ativamente da supervisão e intervenção dos atos de bullying, pois o enfrentamento da situação pelas testemunhas demonstra aos autores do bullying que eles não terão o apoio do grupo. Uma outra estratégia é a formação de grupos de apoio, que protegem os alvos e auxiliam na solução das situações de bullying. Alunos que buscam ajuda tem 75,9% de reduzirem ou cessarem um caso de bullying.
      Os professores devem lidar e resolver efetivamente os casos de bullying, enquanto as escolas devem aperfeiçoar suas técnicas de intervenção e buscar a cooperação de outras instituições, como os centros de saúde, conselhos tutelares e redes de apoio social.


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FONTE: WIKIPÉDIA

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

GERALDO ALCKMIN VETA REDE DE ASSISTÊNCIA ÀS PESSOAS COM DOENÇAS RARAS


      O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vetou projeto de lei do deputado estadual e presidente do PT do estado de São Paulo, Edinho Silva, que instituía rede de assistência às pessoas com doenças raras nos serviços públicos de saúde do estado. Atualmente, o estado tem cerca de 2,5 milhões de pessoas afetados por alguma doença considerada rara. O projeto de lei 648 de 2011 havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa no início de dezembro passado.
      Edinho lamentou o veto do governador, especialmente porque o projeto foi debatido em audiências públicas, com médicos especialistas e entidades ligadas ao tema, inclusive com a presença do secretário da Saúde do estado, Giovani Guido Cerri. O parlamentar também falou sobre a importância do projeto com o próprio Alckmin e estava confiante de que a lei seria sancionada pelo governador.
      “Eu só posso entender o veto ao projeto de lei como algo político. É uma pena que a política, um instrumento para melhorar a vida das pessoas, seja utilizada para impedir avanços na construção da cidadania”, afirmou o deputado.
      Edinho ressaltou que a lei atenderia à obrigação do estado de garantir a saúde de seus cidadãos. A rede pública de assistência permitiria diagnóstico mais rápido e tratamento mais eficiente aos pacientes com doenças raras, diminuindo a mortalidade e o desenvolvimento das deficiências adicionais, garantindo uma vida com dignidade aos cidadãos do estado.
      A tramitação do projeto na Assembleia Legislativa mobilizou entidades ligadas à questão das doenças raras, entre elas o Instituto Baresi, referência no país. Na ocasião da aprovação da proposta, o Instituto divulgou nota comemorando o resultado, que considerava uma vitória de dois milhões e meio de paulistas, de seus familiares, de seus médicos, de seus profissionais de saúde.
      “Como alguém pode justificar ser contra um projeto que cria uma agenda para atender milhões de pessoas que hoje sofrem sem atendimento médico. Penso que o Governo Alckmin deveria deixar os problemas partidários para o período eleitoral e governar para benefício da população”, ressaltou o parlamentar.


DANOS IRREVERSÍVEIS
      O diagnóstico tardio das doenças raras leva a conseqüências graves, como tratamento médico inadequado, incluindo cirurgias e dano neurológico grave a 40% dos pacientes. Além disso, muitas vezes ou o paciente ou algum dos seus familiares deve cessar a sua atividade profissional por causa da doença.
      São mais de seis mil doenças raras identificadas. A grande maioria é de origem genética (80%), mas doenças degenerativas, auto-imunes, infecciosas e oncológicas também podem originá-las. “É dever do poder público intervir, garantindo uma vida mais digna a essas pessoas e seus familiares”, explicou Edinho.

Fonte: http://revistaafricas.com.br/
Referência:
Movimento Inclusão Já

domingo, 15 de janeiro de 2012

ÍTALO ROMANO: FERA NO SKATE

  
     
      Vi esse cara no Caldeirão do Huck, dia desses. O nome dele é Ítalo Romano e ele  tem 21 anos. Mora na cidade de Curitiba e aos 11 anos perdeu as pernas em um acidente de trem.
      Porém, o acidente não fez com que ele desistisse da sua grande paixão: andar de skate, e o cara surpreende cada vez mais em manobras elaboradas e que enchem os olhos.
      Eu, que não sei nem ficar em cima de um skate parado, fico bobo vendo!