quinta-feira, 30 de abril de 2015

MENINO AUTISTA DESENHA MAPA-MÚNDI INTEIRO NA LOUSA USANDO A MEMÓRIA

 
 
     Um americano de 11 anos com autismo caminho até a frente de sua sala de aula, em uma escola de Nova York, e surpreendeu os colegas ao desenhar um perfeito mapa-múndi na lousa. Detalhe: foi tudo de memória. A imagem da cena viralizou no fórum Reddit, onde os usuários comentaram sobre as impressionantes fronteiras e traçados que ele desenhou.
 
     Segundo o usuário Bobitis, que publicou a imagem e contou a história, o garoto utilizou uma cadeira para conseguir alcançar a lousa. "Ele é filho de um dos professores da minha filha. Ele foi até a frente da sala e fez isso hoje", escreveu Bobitis. "Fiquei espantado. Especialmente pelo fato deu ser pai de uma criança com atributos semelhantes.
 
     A razão de que algumas pessoas com autismo possuem uma memória excepcional é algo ainda não totalmente compreendido pela ciência. A ScienceAlert relatou que alguns especialistas acreditam que ela habilidade está relacionada à alterações na amígdala e no hipocampo do cérebro - mas ressaltam que um entendimento melhor sobre o fato está muito distante de ser explicado.
 
 
 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A REALIDADE DOS CONTOS DE FADAS: UMA ANÁLISE SOCIAL - CHAPEUZINHO VERMELHO



     Quando ouvimos falar de contos de fadas, pensamos em crianças, histórias sobre princesas, fadas, anões, bruxas, animais falantes, etc. Histórias contadas pelos pais durante a noite, ou nas escolas. Histórias que viraram clássicos pela mãos de Walt Disney. Contudo tais histórias, a princípio sem nenhum contexto mais importante, escondem um passado sombrio de uma realidade de vida miserável e cruel. Se vocês tem crianças em casa, não contem para eles o que será dito aqui, deixe que a fantasia destes contos os encantem e os alegrem por enquanto.
 
 
Irmãos Grimm

      Os principais contos de fadas que conhecemos no Ocidente, como Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, Cinderela, O Pequeno Polegar, O Gato de Botas, Barba-azul, Os contos da Mamãe Ganso, etc., tiveram suas origens em tempos remotos que se perdem na história. Tais histórias se originaram em parte na Idade Média europeia e em outra parte, vieram do Oriente, possuindo diferentes versões. Histórias como da Branca de Neve e Cinderela possuem várias versões ao longo da Idade Média até o século XX, de fato as versões da Disney são as mais famosas e conhecidas no mundo.
      Começemos a tratar da realidade destas histórias a partir de agora, começando com a clássica história da Chapeuzinho Vermelho. Essa história ainda possui suas origens desconhecidas, mas os relatos mais antigos são encontrados na França, posteriormente outras versões deste conto surgiram na Inglaterra e na Alemanha, em especial na Alemanha temos a versão dos famosos Irmãos Grimm (Jacob e Wilhem). 
      Em resumo a história da Chapeuzinho Vermelho, narra aventura de uma jovem menina, as vezes descrita como uma criança entre seus dez e doze anos ou uma adolescente entre seus 14 e 16 anos, a qual viaja por uma sombria floresta a fim de visitar sua avó doente e lhe levar comida e remédios, mas no caminho ela se depara com um grande e feroz lobo que a engana, lhe apontando um suposto atalho que na realidade era um caminho mais longo. O lobo aproveita e corre para a casa da avó dela e devora a vovozinha, e depois engana a jovem garota com aquelas famosas perguntas que não citarei aqui. Porém nas versões que vemos hoje, no final da história a vovozinha e a Chapeuzinho são retiradas da barriga do lobo por um bondoso lenhador. Contudo nas versões mais antigas, esta história não possuía um final feliz. Devemos nos lembrar que o propósito destas histórias não era meramente entreter as crianças, mas lhe ensinar lições de moral e alertar sobre alguns perigos.
      Assim, a viagem pela floresta, o lobo mau, eram na realidade mecanismos utilizados pelos adultos para dizer que as crianças deveriam ficar longe da floresta, a qual era um lugar perigoso tanto para crianças como para adultos. Na Idade Média e Moderna, em algumas regiões, bandos de lobos vagavam pelas campos causando perdas aos rebanhos de pastores, e gerando medo nas pessoas (em alguns casos, estas invasões de lobos, era consideradas como obras de bruxas e de lobisomens). Mas, a moral da história fica em se dizer que tenha cuidado com a floresta, não ande sozinho e cuidado com os estranhos. Nas versões mais antigas, tanto a Chapeuzinho como a sua avó, morriam no final. Há outras interpretações para esta história, mas me reterei a ficar apenas nessa.
 
 
 




terça-feira, 28 de abril de 2015

MENOR CADEIRA DE RODAS DO MUNDO PARA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA



    Tanner Jensen tem três anos de idade. Seu irmão, Skyler, tem 20 meses de vida. Ambos nasceram com uma condição genética rara conhecida como Atrofia Muscular Espinhal, o que significa que eles não conseguem andar, rastejar, controlar a cabeça, e nem mesmo levantar os braços. Mas a vida dos jovens irmãos em breve vai melhorar bastante, graças a estudantes da Brigham Young University que criaram uma cadeira de rodas elétrica, pequena e barata.

 
 
    Cadeiras elétricas motorizadas para crianças pequenas já existem, mas eles podem custar até US$ 15.000, uma quantia que poucas famílias conseguem desembolsar. Para os Jensen, a coisa é pior, já que eles precisam de duas. E frequentemente essas cadeiras são grandes demais e as casas precisam de modificações para recebê-las.
 
    Então cinco estudantes de engenharia mecânica da universidade se desafiaram a criar a menor cadeira de rodas elétrica do mundo para os irmãos Jensen. Após um ano de designs e testes, eles aperfeiçoaram uma cadeira feita com armação de canos PVC que pesa cerca de 10kg e aguenta crianças com até 25kg.

 
 
    E o preço final, incluindo baterias, rodas, motores, os eletrônicos necessários para o controle e ainda o assento é de US$ 495. Talvez esse seja o maior feito atingido pelos estudantes. E como eles estão postando o projeto da cadeira de rodas em um site chamado The Open Wheelchair Project, qualquer família com uma criança que necessite pode comprar e montar uma dessas cadeiras. [Brigham Young University]
 
FONTE: DEFICIENTE CIENTE

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ORIGENS E SIGNIFICADOS DOS NOMES DAS CAPITAIS BRASILEIRAS - PARTE 3



Natal (Rio Grande do Norte) - Por ter sido fundada no dia de Natal. A fortaleza que guarda a cidade recebe o nome de Forte dos Reis Magos. Os portugueses já haviam dado o mesmo nome a uma cidade que fundaram na África do Sul, atualmente rebatizada como Durban.

Palmas (Tocantins) - o nome da cidade é uma homenagem à cidade de São João da Palma (atual Paranã), onde no século XIX houve um movimento que almejava tornar o norte de Goiás uma província autônoma.

Porto Alegre (Rio Grande do Sul) – Referência ao clima alegre do povo local. O antigo nome da cidade era Porto dos Casais, por receber colonização com casais de açorianos (diferentemente do resto do país, colonizado só por homens que procriavam com as mulheres indígenas).

Porto Velho (Rondônia) – O nome foi escolhido pela cidade ser o local de ancoradouro mais antigo da região.

Recife (Pernambuco) – Referência aos arrecifes que existem no litoral da cidade.

Rio Branco (Acre) - Homenagem ao Barão do Rio Branco.


 FONTE: http://diibep.blogspot.com.br/

domingo, 26 de abril de 2015

MATÉRIA SOBRE A COLEÇÃO "ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO" NO SITE MOVIMENTO DOWN




     Na semana passada, saiu uma matéria sobre os meus livros no site do Movimento Down, do Rio de Janeiro. Bem bacana!
 
 
    Obrigado ao Movimento Down pela divulgação.
 
 

Movimento Down: http://www.movimentodown.org.br/

Cristiano Refosco


sábado, 25 de abril de 2015

PLANO "VIVER SEM LIMITE" É CRITICADO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS


 
    Os resultados do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência “Viver sem Limite” foram duramente criticados na Câmara dos Deputados por não atingir metas, mas principalmente por omitir os valores empenhados desde seu lançamento em 2011.
 
    Quando foi lançado, o programa previa ações de 15 ministérios com investimento total de R$ 7,6 bilhões até 2014. Previa incluir, assistir e desenvolver tecnologias de tratamento e acessibilidade aos deficientes.
 
    Ao analisar o relatório na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o secretário nacional de Promoção das Pessoa com Deficiência, Antônio José do Nascimento Ferreira, representando a Casa Civil da Presidência da República, reconheceu que em alguns aspectos o programa ficou aquém do previsto e admitiu que desconhecia os valores investidos.
 
    O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) indagou quais os valores gastos dos mais de R$ 7 bilhões previstos, e se existe uma rubrica orçamentaria, mas não obteve resposta. “Esta comissão precisa saber esses valores até mesmo por uma questão de apresentar emendas ao orçamento.” O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) concordou: “Estes dados são fundamentais”.
 
    No entender de Barbosa, o programa ficou muito aquém das previsões em vários setores. “No Pronatec, a inclusão de deficientes foi um arraso, principalmente na área de deficiência intelectual. Não houve mudança de metodologia para se adaptar a essas pessoas. Na inovação tecnológica, não progredimos. A grande massa das pessoas com deficiência ainda depende de produtos importados, até os mais simples,  como cadeiras de roda motorizadas.
 
FONTE: DEFICIENTE CIENTE

WORLD PRESS PHOTO - SELEÇÃO


sexta-feira, 24 de abril de 2015

TV GLOBO CRIA VERSÃO ESTILIZADA DE SEU LOGOTIPO PARA INDICAR PROGRAMAS AUDIODESCRITIVOS



     Todos que se empenham em tornar a audiodescrição mais conhecida certamente ficaram muito felizes na  segunda-feira dia 13 de abril , ao ver que a TV Globo criou uma versão estilizada de seu novo logotipo acompanhado de um aviso sonoro para indicar as pessoas cegas os programas que contêm o recurso da audiodescrição.
 
     A logomarca é formada por um círculo branco e sobre ele uma tela de tv multicolorida com um globo branco ao centro. Acima dele a palavra audiodescrição escrita em maiúsculas com letras brancas. A foto mostra o logotipo exibido no canto inferior direito da tela de um televisor, aplicada sobre cena de um filme que apresenta um homem e uma mulher dentro de uma cabana rústica de madeira.
 
     O sinal sonoro, mais discreto que o famoso "plim-plim" pode ser ouvido no início de cada bloco dos filmes.
 
     É inegável que o closed caption, também conhecido como legenda fechada para surdos, tornou-se conhecido do grande público depois que a Globo passou a apresentar a marca "CC" no rodapé da telinha para que as pessoas com deficiência auditiva pudessem saber quais programas continham o recurso.
 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

CINEMA EM TIRAS - COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE - PARTE 5


   
 
    O filme mexicano “Como água para chocolate” talvez esteja para as Américas como “A festa de Babette” está para a Europa, um dos seus maiores clássicos do cinema gastronômico. E também tem o mérito de nos aproximar da verdadeira cozinha mexicana que conhecemos tão pouco…
 
    Adaptado da obra homônima de Laura Esquivel, que segundo dizem inaugurou uma nova forma literária, a cozinha-ficção, o filme conta a história de Tita, a caçula de uma família constituída por ela, a mãe e mais três irmãs, que vivem em uma fazenda no México, no início do século XX.
 
     Tita cresce no ambiente da cozinha entre os aromas e sabores das comidas preparadas pela cozinheira da família, Nacha. E graças aos ensinamentos desta, Tita se converte em uma grande cozinheira, apaixonada pelo ato de cozinhar, e com tal entrega que chega a transmitir seus sentimentos através dos pratos que prepara.
 
     A trama gira em torno do amor proibido entre a protagonista e Pedro, um jovem do povoado. Seguindo a tradição local, Tita, por ser a filha mais nova, se vê proibida de casar com seu amado pois deve permanecer solteira para cuidar da mãe durante toda a vida desta. E Pedro, para manter-se próximo a sua amada, aceita casar-se com Rosaura, sua irmã mais velha. Neste contexto, os intensos sentimentos de Tita, suas tristezas e angustias, alegrias e desejos, manifestam-se na comida por ela preparada, como quando ao receber rosas do seu amado, com elas prepara uma receita de “codornas ao molho de rosas”, e todos que provam o manjar sentem-se tomados por paixão e volúpia.
 

Codorna ao molho de Rosas

Rendimento: 6 porções
Tempo de preparo: cerca de 1 hora
Nível de dificuldade: difícil
 
Ingredientes
• 6 codornas limpas e evisceradas (de preferencia que sejam depenadas à seco)
• 12 rosas vermelhas
• 12 castanhas portuguesas
• 2 colheres de sopa de manteiga
• 2 colheres de sopa de fécula de milho
• 2 gotas de essência de rosas
• 2 colheres de sopa de anis estrelado
• 2 colheres de sopa de mel
• 2 dentes de alho bem picados
• 3 copos de água
• 1 flor de cacto (opcional) – pode ser a “flor de maio” – Schlumbergera truncata – sem os estames, use apenas as pétalas.
• Sal
• Pimenta do reino moída na hora.
Preparo
1. Tempere as codornas com o sal e pimenta à gosto, e amarre-lhes as pernas.
2. Frite as codornas temperadas com metade da manteiga até dourarem levemente.
3. Em um pilão, moa as pétalas de rosas e o anis estrelado.
4. Cozinhe as castanhas em água e sal e faça um purê.
5. Em uma panela sob fogo brando, doure o alho no restante da manteiga, acrescente o purê de castanhas, o mel, as pétalas de rosas moídas com anis, a flor de cacto, a água, sal e pimenta à gosto. Mexa até ficar homogêneo.
6. Junte na panela do molho as codornas e coloque a essência de rosas, cozinhando por 10 minutos sempre em fogo baixo.
7. Retire as codornas e deixe-as em local aquecido.
8. Passe o restante do molho por uma peneira, acrescente a fécula de milho para engrossar um pouco mais o caldo e desligue o fogo.
9. Em um prato, sirva as codornas regadas com o molho, e enfeitadas com pétalas de rosas.
 
 






 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

DUARTE PACHECO PEREIRA: O VERDADEIRO "DESCOBRIDOR" DO BRASIL


 
      Partindo de Lisboa em 9 de março de 1500, Cabral partiu com 10 NAUS e 3 CARAVELAS, com uma população aproximada de 1200 a 1500 homens, entre funcionários, soldados e religiosos. E, em 22 de abril, após 43 dias de viagem, Cabral avistou o MONTE PASCOAL, no litoral sul da Bahia, onde tomou posse em nome da coroa Portuguesa da NOVA TERRA, dando lhe o nome de “ILHA DE VERA CRUZ”. Estava então descoberto o Brasil. No entanto, se discute se houve ou não intencionalidade da chegada de Cabral ao território brasileiro. Certo é, no entanto, que por está data já se tinha, na Europa o conhecimento da existência de terras a leste da linha do tratado de Tordesilhas.
      Pesquisadores, Espanhoes, Franceses e Portugueses revelam uma nova e verdadeira história sobre a chegada dos colonizadores portugueses ao “ novo mundo “.
      O primeiro português a confirmar a existência de novas terras pra lá do oceano atlântico foi DUARTE PACHECO PEREIRA, e não Pedro Álvares Cabral, como se ensina nas escolas. Também o Brasil não foi descoberto em 22 de abril de 1500 e sim, entre novembro e dezembro de 1498 e que, segundo pesquisas reveladoras dizem que Portugal enviou uma missão secreta ao Brasil, um ano e meio antes da chegada de Cabral. Duarte, um exímio navegador português a pedido do então Rei de Portugal d. Manoel I, desembarcou próximo a fronteira do Maranhão com o Pará onde, iniciou uma viagem pela Costa Norte, indo à ilha de Marajó e à foz do Rio Amazonas. De volta a Portugal d. Manuel ordenou-lhe que tal expedição deveria ser mantida em segredo de Estado, sigilo total, pois, as terras descobertas  encontravam-se em área Espanhola de acordo com a divisão estabelecida  pelo tratado de TORDESILHAS, assinado em 1494.
      Um manuscrito produzido por DUARTE PACHECO entre 1505 e 1508 e que, ficou desaparecido por quase quatro séculos cujo nome “ ESMERALDO DE SITU ORBIS.”Duarte relata sua viagem não só do Brasil como à Costa da áfrica. O rei de Portugal, d .Manoel I  considerou de muita valia tais informações que jamais permitiu que se chegasse a público, onde provas sobre o descobrimento do Brasil aparecem no segundo capítulo da primeira parte, como diz o trecho: “COMO NO  TERCEIRO ANO DE VOSSO REINADO EM 1498, ONDE VOSSA ALTEZA MANDOU DESCOBRIR A PARTE OCIDENTAL, PASSANDO ALÉM DA GRANDEZA DO MAR OCEANO, É NAVEGADA UMA TAO GRANDE TERRA FIRME, COM MUITAS E GRANDES ILHAS ADJACENTES A ELA E É GRANDEMENTE POVOADA. TANTO SE DILATA SUA GRANDEZA E CORRE COM MUITA LONGURA, QUE DE UMA P ARTE NEM DA OUTRA NÃO FOI VISTO NEM SABIDO O FIM E CABO DELA. E ACHA NELA MUITO E FINO BRASIL COM OUTRAS MUITAS COISAS DE QUE OS NÁVIOS NESTE REINOS VEM GRANDEMENTE POVOADOS”. Enfim, as novas pesquisas sobre a verdadeira história do descobrimento, enterram a versão ensinada nas escolas de que PEDRO ÁLVARES CABRAL, chegou ao Brasil por acaso. O trabalho dos antropólogos, historiadores e cartógrafos faz com que vejamos o “OUTRO LADO DA HISTÓRIA”. Portugueses e Espanhoes, se envolveram num jogo de traição, espionagem, chantagens e blefes.
       Um valioso trabalho e o mais recente creio eu, a sustentar que DUARTE PACHECO  foi o verdadeiro descobridor do Brasil, encontramos no livro “ A CONSTRUÇÃO DO BRASIL “  de autoria do historiador português, JORGE COUTO, professor da universidade de Lisboa, considerado um dos maiores especialistas em História do Brasil.
FONTE: revista ISTO É, matéria intitulada  “ o verdadeiro Cabral “ de 19 de novembro de 1997, assinada por Guilherme Evelin -jornalista.
 

terça-feira, 21 de abril de 2015

CINEMA EM TIRAS - COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE - PARTE 4

 

 
 
    Laura Esquivel,  a autora de "Como água para chocolate"  nasceu na cidade do México em 1950 e depois de escrever diversas peças de teatro e participar das gravações de um filme acabou escrevendo este livro, seu primeiro, em 1989, que acabou sendo transformado em filme em 1992.
 
    Como Água Para Chocolate se passa na época da Revolução Mexicana e conta a história da família De LaGarza, composta totalmente por mulheres e que sobrevive cuidando de uma fazenda sob as ordens de Mama Elena, a matriarca da casa. A protagonista principal, Tita, filha mais nova, tem como destino na vida cuidar da mãe até que está morra, o que impede o casamento dela com Pedro, seu grande amor. Este, para poder continuar perto de Tita acaba casando com a mais velha das irmãs, Rosaura, e construindo uma história de amor impossível que dura praticamente toda a vida das personagens.
 
    Mas não é essa a história a parte mais fantástica da narração. Tita, por problemas ao nascer, foi criada na cozinha por Nacha, a cozinheira da família, e lá aprendeu não apenas as receitas mais saborosas que podia como foi de lá que tirou toda sua experiência de vida. Ou seja, tudo o que acontece em sua vida são narradas através das receitas e todas as suas sensações são misturadas naquilo que cozinha, influenciando as pessoas que comem o prato depois.
 
    Além disso, cada capítulo começa com uma receita e é isso que dá todo um toque especial na história. A receita aos poucos vai se transformando em narrativa, quase sem você perceber, e passa a contar a história de Tita. Minha receita favorita foi a de codornas com pétalas de rosas, que foi feita enquanto Tita sentia uma paixão tão forte por Pedro que quando sua irmã, Gertrudes, provou do prato sentiu um fogo tão grande no corpo que só conseguiu apagá-lo ao juntar-se com um general das forças rebeldes, em um campo da fazenda que ficou cheirando a pétalas de rosas por muitos anos. É um momento tocante do livro porque é isso que as receitas de Tita fazem: espalham suas sensações entre as pessoas.
 
    Além disso, cada capítulo começa com uma receita e é isso que dá todo um toque especial na história. A receita aos poucos vai se transformando em narrativa, quase sem você perceber, e passa a contar a história de Tita. Minha receita favorita foi a de codornas com pétalas de rosas, que foi feita enquanto Tita sentia uma paixão tão forte por Pedro que quando sua irmã, Gertrudes, provou do prato sentiu um fogo tão grande no corpo que só conseguiu apagá-lo ao juntar-se com um general das forças rebeldes, em um campo da fazenda que ficou cheirando a pétalas de rosas por muitos anos. É um momento tocante do livro porque é isso que as receitas de Tita fazem: espalham suas sensações entre as pessoas.
 
    O que é outro ponto interessante no livro: as sensações. As histórias contadas de um ponto de vista culinário, as metáforas com comidas. É um belíssimo livro, com uma belíssima narração. E também uma belíssima história de amor, mas acima de tudo é uma maravilhosa história de vida.
 
    O que é outro ponto interessante no livro: as sensações. As histórias contadas de um ponto de vista culinário, as metáforas com comidas. É um belíssimo livro, com uma belíssima narração. E também uma belíssima história de amor, mas acima de tudo é uma maravilhosa história de vida.
 
Como Água Para Chocolate Título original: Como Agua Para Chocolate [México, 1989]
Autor: Laura Esquivel
Editora: Martins Fontes
Trad.: Olga Savary
ISBN: 8533602197
Origem: Nacional
Ano: 2006
Edição: 1ª, 9ª reimpressão
Número de páginas: 205

FONTE: http://ofantasticomundodaarte.blogspot.com.br/

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CONTINUA...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

PESQUISA QUER PROVAR EFICÁCIA DE PLANTA PARA REDUZIR OS EFEITOS DO AUTISMO





Foi com o uso de uma planta bastante conhecida na medicina popular que a farmacêutica Ângela Capucho percebeu uma redução significativa dos efeitos do autismo em seu filho Vinícius, de 7 anos.

A erva de São João, usada principalmente para tratar casos de ansiedade e depressão, surgiu como uma esperança no tratamento do transtorno no final do ano passado, ao ser citada em uma pesquisa feita em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). A eficácia da planta para pessoas autistas – ainda não comprovada cientificamente – será testada em uma nova etapa do estudo ainda este ano.

Desde novembro de 2014, quando começou a ministrar doses da erva de São João para o filho – mesmo sem ter a comprovação científica dos benefícios da planta – a farmacêutica percebeu mudanças positivas no comportamento de Vinícius, diagnosticado com autismo grave.

Segundo ela, as cápsulas fitoterápicas de hipérico, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que só podem ser vendidas com prescrição médica, ajudaram a reduzir os quadros de estereotipia da doença. “Meu filho ficava o dia inteiro balançando o corpo ou objetos, no mundinho dele, era mais hiperativo, pulava muito, gritava, agora está mais tranquilo, diminuiu essa busca pela estereotipia e parou para prestar mais atenção no mundo ao redor”, comenta Ângela.

A pesquisa

Melhorias na parte cognitiva, na memória, no foco e na atenção puderam ser observadas em voluntários que já utilizaram a planta de maneira preliminar, em chás ou em cápsulas, segundo o biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA.


ÂNGELA CAPUCHO E SEU FILHO

Em laboratório, a equipe do pesquisador “curou” um neurônio autista ao realizar estudos com células-tronco e aplicar uma droga chamada hiperforina, o princípio ativo encontrado na erva de São João (Hypericum perforatum).

“O projeto começou quando começamos a coletar células de polpa de dente de crianças autistas e assim que essas células chegaram ao laboratório fizemos uma análise genética para descobrir quais as alterações que o indivíduo possuía em seu genoma. No caso dessa criança, detectamos mutações no gene TRPC6 além de outros genes”, explica o pesquisador. O TRPC6 é o gene que regula impulsos nervosos e é importante para a formação de neurônios.

'Cura' de neurônios

Segundo o estudo, esses genes autistas possuem menos ramificações e fazem menos conexões que os cromossomos de uma pessoa sem autismo e o uso de drogas pode reverter os defeitos nos neurônios de pessoas com o distúrbio. Essa mudança na característica do TRPC6 pode sugerir que certas doenças do desenvolvimento neural conseguem ser tratadas ou até mesmo curadas.

Entretanto, o uso da hiperforina para tratar a doença é restrito, já que há diferentes tipos de autismo, com alterações em diversos genes. “Nós estimamos que menos de 1% dos autistas se beneficiariam da erva, pois ela ajudaria apenas uma fração que carrega mutações especificas no gene TRPC6”, afirma Muotri.
 
ERVA DE SÃO JOÃO
 

Tratamento personalizado

A reprogramação celular que possibilitou o estudo dos genes em neurônios de pacientes com autismo vai ajudar a identificar as alterações genéticas presentes em quem possui o transtorno e, no futuro, poderá oferecer um tratamento personalizado para cada indivíduo.

“Como o autismo é uma doença heterogênea, pode até ser que tenhamos tratamentos personalizados para cada paciente, a depender de suas alterações genéticas”, comenta a pesquisadora da USP Karina Griesi Oliveira.

O uso de drogas específicas para cada alteração que causa o transtorno neurológico depende do mapeamento genético dos pacientes. Além disso, a aplicação de medicamentos para tratar o autismo ainda depende de estudos controlados.

As pesquisas comparativas em pacientes autistas com o uso da erva de São João, por exemplo, devem começar no segundo semestre de 2015 no Brasil, após aprovação de um comitê de ética. “É um resultado promissor, mas entre o resultado e saber se realmente vai funcionar, não sei quantos anos de pesquisa pode ter ainda”, diz a professora do Centro de Estudos do Genoma Humano, Maria Rita Passos-Bueno.

Apesar das incertezas e restrições, a farmacêutica Ângela não tem dúvidas sobre os efeitos medicinais da planta no tratamento do filho. “Não tem nada comprovado cientificamente para o autismo ainda e se for esperar vai demorar muito, por isso resolvi tentar”, diz. “Já dei várias medicações para ele, nenhuma deu resultado e todas davam bastante efeito colateral. Esta foi uma das únicas medicações que não teve efeito colateral grave a curto prazo”.
 
FONTE: G1

domingo, 19 de abril de 2015

CINEMA EM TIRAS - COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE - PARTE 3





    O destino imposto a Tita a conduz a uma profunda tristeza, que seria intensificada com o casamento de Pedro com sua irmã mais velha, Rosaura. Pedro aceita esse casamento - naquele lugar, assim como em outros tantos povoados rurais, casamento era entendido como negócio de família - por entendê-lo como única possibilidade de ficar mais perto de sua amada, enquanto Tita, sem compreender bem a decisão de Pedro, mergulha num "mar de tristezas", por entender que perdera de uma vez por todas o grande amor de sua vida.
 
    Diante disso, é na comida preparada por Tita que se manifestam e são transmitidos os sentimentos, angústias e desejos que ela traz contidos, devido ao amor proibido que sente por Pedro. Isso ocorre já no casamento. Ao preparar o bolo do casamento, tomada por profundo sentimento de tristeza, Tita se põe a chorar, deixando cair suas lágrimas sobre a massa do bolo. A profunda tristeza de Tita, transmitida para a massa do bolo, causaria ânsia de vômito nos convidados. Já em outra ocasião, o prato de codornas ao molho de pétalas de rosa, preparado com as flores que Tita ganhara de Pedro, transmitiria a quem o ingerisse a sensualidade e volúpia daquela paixão.
 
    Anos mais tarde, quando Rosaura afirma reservar para sua filha, Esperanza, o mesmo destino que sua mãe reservara a Tita - cuidar da mãe até sua morte -, ela revolta-se em solidariedade à sobrinha e, a partir daí, Rosaura passa a sofrer de problemas digestivos, tornando-se obesa, flatulenta e com mau hálito e vindo a falecer por complicações gastro-intestinais.
 
    Será somente após o casamento de Esperança que Tita e Pedro decidem ser chegado o momento para ficarem juntos. No entanto, depois de tanto tempo contendo sentimentos tão intensos, quando o amor de uma vida inteira é permitido e pode, finalmente, ser vivenciado, eles acabam sendo consumidos pelo fogo da própria paixão.

http://www.slowfoodbrasil.com/textos/alimentacao-e-cultura/432-como-agua-para-chocolate-comida-a
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

CINEMA EM TIRAS - COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE - PARTE 2



    Como água para chocolate, filme mexicano do diretor Alfonso Arau, produzido no ano de 1992, é um filme que convida à reflexão. A partir da comida e da relação que os personagens estabelecem com a mesma, é possível perceber e conhecer os modos de vida do lugar em que se desenvolve a narrativa. Quem nos conta a história é a sobrinha-bisneta de Tita (personagem principal do filme), através de um livro de receitas que é passado através das gerações de mulheres da família.
 
    O filme mostra a vida de uma família composta por três irmãs e a mãe viúva, residentes em uma pequena fazenda no México, no início do século XX, em um contexto de guerra (Revolução Constitucionalista).
 
    Tita, a irmã mais nova, nasce na cozinha, onde passa toda a vida entre aromas e sons dos alimentos preparados por Nacha, a cozinheira da família. Era nesse local da casa que as meninas - e especialmente Tita - sentiam-se acolhidas e amadas, muito mais que no convívio com a mãe. Em função disso, a partir dos ensinamentos de Nacha, Tita desenvolve gosto por preparar os alimentos com carinho e dedicação, transformando-os em comida. Através da comida, Tita proporcionava afetos e sensações para aqueles que tinham o prazer de desfrutar seus maravilhosos pratos.
 
    Logo no início do filme, uma fala descreve o quanto era carregada de significados a comida preparada por Tita: "O ruim de chorar quando se pica cebola não é o fato de chorar, e sim que, às vezes, não se consegue parar...". Essa fala explicita uma profunda entrega ao ato de cozinhar: o envolvimento de Tita era tão intenso, que emoções de toda ordem podiam ser acionadas pelo simples ato de cortar cebolas.
 
    O desenrolar da história se dá a partir do romance proibido entre Tita e Pedro, um jovem do povoado. Por ser a filha mais nova, Tita é destinada a passar a vida cuidando de sua mãe. Assim, é negada a ela a possibilidade de casar-se ou dedicar-se a outra atividade.
 
   
http://www.slowfoodbrasil.com/textos/alimentacao-e-cultura/432-como-agua-para-chocolate-comida-a

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CONTINUA...
 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

DEMOLIDOR GANHA VERSÃO EM AUDIODESCRIÇÃO NO NETFLIX




     O Netflix ganhou um sistema de narração para deficientes visuais. A novidade não poderia ter uma programação melhor para estrear. O título é “Demolidor”, série da Marvel em que o protagonista é um super-herói cego. A nova função foi anunciada em um post no blog oficial para Estados Unidos e Canadá, por Tracy Wright, diretora de operações de conteúdo do serviço de streaming de vídeos.
 
     O recurso é uma audiodescrição que descreve as cenas dos programas que estão passando para quem tem deficiência visual. Além das vozes dos personagens, o áudio fala sobre eles, detalha suas aparências, os cenários e toda a ambientação. Assim, os deficientes visuais podem ter uma melhor noção do que se passa no filme ou série.
 
     “Com o passar do tempo, esperamos que a descrição em áudio esteja disponível nas séries originais do Netflix, assim como outros programas e filmes. Estamos trabalhando com estúdios e donos de conteúdos para aumentar a presença disso em vários dispositivos, incluindo TVs, tablets e smartphones”, disse Wright.
 
     Por enquanto, somente a série Demolidor terá as narrações, porém a tendência, segundo a própria companhia de streaming, é que nas próximas semanas, séries famosas como House of Cards, Orange Is The New Black e Marco Polo recebam também este recurso, que está disponível apenas nos conteúdos de língua inglesa.
 
     Para ativar a narração, é preciso selecioná-la como se fosse um idioma. Ela está na mesma lista que tem as opções de linguagem de áudio. Resta saber se esta narração terá sua disponibilização também para usuários de regiões onde o inglês não é a língua principal, como o caso do Brasil, em português.
 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

CINEMA EM TIRAS - COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE - PARTE 1



    Tita nasceu na cozinha da casa da família, quando sua mãe estava cortando cebolas. Logo em seguida, seu pai morreu de um ataque cardíaco ao ter sua paternidade questionada. Por essa razão, Tita tornou-se vítima de uma tradição local, que dizia que a filha mais nova não poderia casar para cuidar da mãe até a sua morte.
 
    Ao crescer, Tita se apaixona por Pedro Muzquiz, que corresponde e quer casar com ela, mas a mãe da moça proíbe o casamento, e sugere que ele se case com Rosaura, a irmã dois anos mais velha de Tita. O rapaz aceita, pois esta é a única maneira de se manter perto de Tita.
 
ELENCO:
 
Marco Leonardi.... Pedro Muzquiz
 
Lumi Cavazos.... Tita
 
Regina Torné.... Mamá Elena
 
Mario Iván Martínez.... Doutor John Brown
 
Ada Carrasco.... Nacha
 
Yareli Arizmendi.... Rosaura
 
Claudette Maillé.... Gertrudis
 
Pilar Aranda.... Chencha
 
Farnesio de Bernal.... Cura
 
Joaquín Garrido.... Sargento Treviño
 
Rodolfo Arias.... Juan Alejándrez
 
Margarita Isabel.... Paquita Lobo
 
Sandra Arau.... Esperanza Muzquiz
 
Andrés García Jr..... Alex Brown
 
FONTE: Wikipédia
 
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CONTINUA...

terça-feira, 14 de abril de 2015

PAI CRIATIVO TRANSFORMA ATIVIDADES COMUNS EM CENAS DE FILMES




     Muitos meninos quando crianças, sonham em ser um super herói, brincam, fazem onomatopeia e se divertem bastante.
 
     Um pai expert em edições de vídeo fez algo incrível para seu filho, tudo o que ele imaginava o pai transformou em realidade através da telinha.
 
     Confira abaixo e veja o que o pai deste menino fez:

video


segunda-feira, 13 de abril de 2015

LOCAIS MAL ASSOMBRADOS DE PORTO ALEGRE


Construída na época dos escravos, a Igreja das Dores fica em frente a uma praça central que servia de palco para execuções públicas até 1857. Diz a lenda que um escravo que trabalhava na construção foi condenado à morte injustamente. No dia de sua execução, ele teria rogado uma praga dizendo que o seu senhor jamais veria as torres da Igreja prontas. Como a obra levou mais de 100 anos para ser concluída, a praga deu certo, e a lenda se propagou, Há quem diga que o fantasma de Josino, o escravo, ronda o local até hoje.
 
           
O mais antigo museu do Rio Grande do Sul certamente teria de estar nesta lista. No velho casarão, tanto Júlio de Castilhos quanto sua esposa, Henorina, morreram de forma trágica. Ele foi submetido a uma cirurgia no seu próprio quarto para remoção de um câncer na traqueia e não sobreviveu. Ela cometeu suicídio em um dos aposentos do casarão por causa da morte do marido. Algumas testemunhas alegam ter avistado os vultos dos casal, isso inclui o caso de um vigilante noturno que pediu demissão do museu por ter visto fantasmas.
 
O Hospital Psiquiátrico São Pedro foi o primeiro hospital psiquiátrico de Porto Alegre, inaugurado em 1884. Para a época, era um avanço ter um local que atendesse pessoas com problemas psíquicos, já que elas eram normalmente encerradas em presídios. O hospital chegou a ter 5 mil internos, mas foi desativado e colocado em estado de abandono. Hoje ele está em funcionamento parcial, e algumas alas ainda estão isoladas. Muitas histórias obscuras atraem caçadores de fantasmas para o local.
 
 
Após importante papel na Revolução Farroupilha (1835-1845), e ter sido usada como depósito de armas, a Ilha das Pedras Brancas tornou-se um presídio de 1956 a 1973. Neste período abrigou presos políticos do regime militar. Depois, voltou a funcionar em 1980 e fechou definitivamente em 1983. Várias fugas audaciosas foram noticiadas ao longo do tempo. A mais incrível foi a de um prisioneiro que teria navegado em direção a Porto Alegre a bordo de uma panela da cozinha do presídio. Para remar, o fugitivo teria usado uma colher de pau. Além disso, há registro de muitas mortes não esclarecidas. As ruínas do antigo cárcere ainda estão de pé, mas a estrutura foi muito vandalizada, dando um ar ainda mais macabro de abandono e de esquecimento.
 
 
FONTE: http://www.guiadasemana.com.br/

 
 
 

domingo, 12 de abril de 2015

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA HISTÓRIA DO BRASIL - PARTE 3



    O avanço da medicina ao longo do século XX trouxe consigo uma maior atenção em relação aos deficientes. A criação dos hospitais-escolas, como o Hospital das Clínicas de São Paulo, na década de 40, significou a produção de novos estudos e pesquisas no campo da reabilitação. Nesse contexto, como não poderia ser diferente, havia uma clara associação entre a deficiência e a área médica. Na verdade, ainda em meados do século XIX, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), ficava explícita uma relação entre doença e deficiência que, sem exagero algum, permanece até os dias atuais (em que pese a luta do movimento organizado das pessoas com deficiência a partir de 1981 pelo chamado “modelo social” para tratar dessa questão, em oposição ao modelo “médico-clínico”).
 
    O fato é que, ao longo de nossa história, assim como ocorreu em outros países, a deficiência foi tratada em ambientes hospitalares e assistenciais. Ao estudar o assunto, os médicos tornavam-se os grandes especialistas nessa seara e passavam a influenciar, por exemplo, a questão educacional das pessoas com deficiência, tendo atuação direta como diretores ou mesmo professores das primeiras instituições brasileiras voltadas para a população em questão.
 
    O grau de desconhecimento sobre as deficiências e suas potencialidades, porém, permaneceu elevado na primeira metade do século XX, o que se percebe pelo número considerável de pessoas com deficiência mental tratadas como doentes mentais. A falta de exames ou diagnósticos mais precisos resultou numa história de vida trágica para milhares de pessoas nesta condição, internadas em instituições e completamente apartadas do convívio social.
 
    Antes da existência das instituições especializadas, as pessoas com deficiência tiveram, em grande medida, sua trajetória de vida definida quase que exclusivamente pelas respectivas famílias. O Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), que citamos acima, marca o momento a partir do qual a questão da deficiência deixou de ser responsabilidade única da família, passando a ser um “problema” do Estado. Mas não enquanto uma questão geral de política pública, pois o que ocorreu foi a transferência dessa responsabilidade para instituições privadas e beneficentes, eventualmente apoiados pelo Estado. Estas instituições ampliaram sua linha de atuação para além da reabilitação médica, assumindo a educação das pessoas com deficiência. Até 1950, segundo dados oficiais, havia 40 estabelecimentos de educação especial somente para deficientes intelectuais (14 para outras deficiências, principalmente a surdez e a cegueira).
 
    Na década de 40, cunhou-se a expressão “crianças excepcionais”, cujo significado se referia a “aquelas que se desviavam acentuadamente para cima ou para baixo da norma do seu grupo em relação a uma ou várias características mentais, físicas ou sociais” (Figueira, 2008, p. 94). O senso comum indicava que estas crianças não poderiam estar nas escolas regulares, do que decorre a criação de entidades até hoje conhecidas, como a Sociedade Pestallozzi de São Paulo (1952) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE do Rio de Janeiro (1954). Essas entidades, até hoje influentes, passaram a pressionar o poder público para que este incluísse na legislação e na dotação de recursos a chamada “educação especial”, o que ocorre, pela primeira vez, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961.
 
    Felizmente, percebeu-se com o tempo que, assim como acontecia em outros países, as pessoas com deficiência poderiam estar nos ambientes escolares e de trabalho comuns a toda população, freqüentando também o comércio, bares, restaurantes ou prédios públicos, enfim, não precisariam estar sempre circunscritas ao espaço familiar ou das instituições especializadas. Esta percepção está refletida na expansão de leis e decretos sobre os mais variados temas a partir, principalmente, da década de 80.
 

sábado, 11 de abril de 2015

WORLD PRESS PHOTO - SELEÇÃO



O júri internacional do concurso de fotografia anual 56th World Press selecionou um quadro de Paul Hansen do sueco Dagens Nyheter como o World Press Photo of the Year 2012. A imagem mostra um grupo de homens carregando os corpos de duas crianças mortas no meio de um rua na Cidade de Gaza. Eles estão sendo levados para uma mesquita para a cerimônia de enterro, enquanto o corpo de seu pai é levada atrás em uma maca.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

INSTRAGRAM - ESAÚ E JACÓ



    Outra da série "dos livros que li"... Esaú e Jacó (Machado de Assis), a história de  irmãos gêmeos que brigam desde o ventre da materno até a vida adulta, quando disputam o amor de uma mesma mulher.
     O cidadão em questão, é um ator de um grupo de teatro que estava se apresentando na Redenção, num final de tarde qualquer. Parei para assistir e não pude deixar de registrar.
     Não curto muito usar efeitos como este, mas acabei cedendo...
 
Cristiano Refosco