terça-feira, 31 de maio de 2011

SEXUALIDADE MASCULINA APÓS LESÃO MEDULAR - PARTE 2



Fertilidade
      Em muitos casos, os testículos continuam produzindo esperma após a LM mas, a ejaculação está impedida. Assim, o desafio para os homens com LM que querem tornar-se pais é conseguir retirar o esperma de dentro de seus corpos a fim de que ele seja utilizado em inseminação artificial. Existem 3 técnicas básicas: duas para induzir a ejaculação e outra envolvendo a remoção cirúrgica através de uma pequena incisão na bolsa escrotal. Porque o método cirúrgico pode causar ferimento e um possível bloqueio nos vasos deferentes, Berger diz que, geralmente, outros dois métodos, descritos a seguir, são tentados primeiramente.
      Um deles é colocar um vibrador contra a cabeça do pênis para estimular o reflexo da ejaculação. Este método tem sido usado durante 13 anos e funciona bem em homens com injúrias abaixo de L2, nos quais os reflexos necessários estão praticamente preservados. “Um novo vibrador que foi criado tem trazido o índice de sucesso para cima de 70%”, diz Berger. “É um método que pode ser usado em casa e o esperma pode ser inseminado em casa mesmo, usando-se uma seringa vaginal, o que faz com que todo o processo pareça menos clínico.
      O segundo método, que tem sido usado por 6 a 7 anos é estimular a glândula prostática, a vesícula seminal e os vasos deferentes, com um cabo elétrico introduzido no reto. A estimulação faz com que a glândula se contraia produzindo ejaculação artificial. Para os pacientes que possuem sensação, a eletroejaculação pode ser dolorosa e necessita ser realizada com anestésicos, diz Berger “mas, felizmente para a maior parte das pessoas que utilizam este método, elas não podem mais sentir dor”.
      Ambos os métodos, a estimulação vibratória e a eletroejaculação, podem causar disreflexia autonômica, assim, a pressão sanguínea deve ser monitorizada de perto, durante ambos os procedimentos. “Se alguém começar a apresentar elevação da pressão sanguínea nós interrompemos o processo.” Os pacientes que apresentam disreflexia durante o procedimento podem ser tratados com uma droga tipo nifedipine antes de uma sessão futura, para controlar o problema.
      “Outra preocupação com a indução da ejaculação é o nível de atividade e mobilidade do esperma que deve estar baixa, especialmente no principio da lesão”, diz Berger. Em homens que não ejaculam o esperma fica depositado no trato por um longo período o que reduz a mobilidade do espermatozóide. Este problema pode ser melhorado frequentemente usando-se estimulações repetidas e tratando-se o esperma recém adquirido no laboratório com drogas que aumentam o nível de energia celular.
      Com estes métodos, diz Berger, sua clínica atingiu um aumento no índice de gravidez próximo aos 30%. “Depende do quanto persistente as pessoas são” ele adiciona. Utilizando-se os melhores meios, pessoas com LM apresentam um índice de gravidez de apenas 20% ao mês, havendo necessidade de se repetir muitas vezes, antes que a inseminação artificial possa ser um sucesso. Nos últimos 5 anos, Berger estima que a sua clínica habilitou cerca de 20 homens a se tornarem pais.

FONTE: Bengala Legal

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CLAUDIA RODRIGUES: "NÃO PRECISAMOS SER TRATADOS COMO COITADINHOS"...

    
     Claudia Rodrigues foi a convidada de honra do 1º Encontro de Pacientes e Cuidadores, organizado pela Biogen Idec, em comemoração ao Dia Internacional da Esclerose Múltipla, que aconteceu nesse sábado (28), em um hotel na capital paulista. Portadora da doença há 10 anos - e há dois anos em um tratamento mais forte por conta de um agravamento - Claudia mostrou que está forte na luta contra a doença e que continua encantando o público com seu alto astral.
     “Eu descobri há 10 anos que tinha a doença, tive um surto há dois anos, fiz o tratamento, continuo me cuidando e estou ótima. Me afastei da tevê, mas já estou de volta e muito feliz. Quando fala de ‘esclerose múltipla’ já tem gente te chamando de coitadinha, mas não tem nada de coitada, não”, disse com muito bom humor.

Do diagnóstico à recuperação

     Claudia Rodrigues já mostrava todo seu potencial desde sua estreia como a Karina, na série infantil “Caça Talentos”. Com a Marinete, em “A Diarista”, a atriz se manteve por três anos na grade de programação da Rede Globo.

     Thalia, que sempre queria ‘beijar muuuuito’, na “Escolhinha do Professor Raimundo”, em 1999, e a sincera Sirlene, de “Sai de Baixo”, no ano seguinte, apresentaram novas facetas da atriz. Seu xeque-mate foi a ‘distraída’ Ofélia, do humorístico “Zorra Total”.

     Em 2006, durante as gravações de “A Diarista”, a atriz começou a sentir dormência nos braços e falta de memória, principalmente com os textos da série, o que nunca havia acontecido. Depois de vários exames, o diagnóstico: Claudia era portadora da doença Esclerose Múltipla - uma doença neurológica crônica que afeta o cérebro e o cordão espinhal.

     Hoje, Claudia é mãe de Isabella, de 9 anos, e além de enfrentar um período de reabilitação, ela comemora a volta ao “Zorra Total”, após uma severa crise que a tirou das telinhas por quase dois anos. Em um bate-papo aberto e bem descontraído, a atriz revela seus medos e conta como superou a doença.

iG Gente: Qual foi sua primeira reação, há 10 anos, quando foi diagnosticada com esclerose múltipla?

Claudia Rodrigues: Quando descobri eu estava fazendo uma peça, “Os Monólogos da Vagina”. Senti uma dormência no braço, procurei um médico e eles disseram que poderia ser princípio de infarto. Fui para o Rio, fiz vários exames e veio o diagnóstico final. A primeira pergunta que eu fiz para o médico foi ‘vou poder ser mãe?’, ele falou que sim, eu agradeci e disse ‘posso ir então?’(risos). Eu só queria saber isso.

iG: Como foi passar dois anos afastada da tevê?

Claudia Rodrigues: Foi complicado, chato! A gente quer voltar a fazer o que a gente sempre fez, então foi muito ruim.

iG: Em algum momento pensou em desistir de tudo?

Claudia Rodrigues: Você pensa nisso às vezes, mas eu tenho uma filha, não posso ficar quieta no meu canto. Minha filha me controla, ela quer saber meus horários, fala que não acha certo algumas coisas (risos).

iG: A maternidade te fez encarar a doença de outra forma?

Claudia Rodrigues: Nossa, foi outra coisa. Você acha que você ama pai, mãe, namorado, namorada, mas o dia que você tem um filho, não tem igual.

iG: O que fazia para se distrair durante os quase dois anos longe da tevê?

Claudia Rodrigues: Eu li muito, montei muito quebra-cabeça, tenho uma sala em casa que é só disso.Também vi muitos filmes e aproveitei a Isa.


iG: Como foi receber a confirmação de sua volta para a tevê como Ofélia, no "Zorra Total"?

Claudia Rodrigues: Eu fiquei feliz da vida, muito mesmo. Deus me colocou na Ofélia, está tudo certo, estou feliz, amarradona. A personagem é muito burra (risos). Esses dias o Latino gravou comigo, ele - que é meu amigo - entrou no estúdio pedindo ajuda e eu disse que a Ofélia era burra e que eu não podia falar o texto dele (risos).


iG: Você já se sente preparada para voltar ao ritmo acelerado da TV, como o da série “A Diarista”?

Claudia Rodrigues: Eu quero voltar agora! É só o que eu quero.

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iG: Como você se define depois de todos esses obstáculos?

Claudia Rodrigues: Eu estou feliz de estar aqui hoje. Antes eu não gostava de falar da Esclerose, porque as pessoas podem falar: ‘ai tadinha, ela não vai porque ela não anda’, e eu não estou aqui andando? Eu rezei muito para Deus, eu queria muito voltar a ser o que era, e ele me deu a Ofélia de volta. Estou feliz, mas sempre pergunto se tem alguma coisinha a mais (risos). 'A Diarista’ eu acho que volta, o público sempre me fala que vai mandar cartas, colher assinaturas para trazer o programa de volta.

Fonte: Ig

DO AMOR E OUTROS DEMÔNIOS - SUGESTÃO DE LIVRO


    
     Hoje vou indicar um livro do Gabriel Garcia Márquez que acho interessantíssimo. Não é tão sofisticado quanto "Cem Anos de Solidão", nem tão arrastado quanto "O amor nos tempos do cólera" e conta uma história muito bacana.
     Tudo começa quando Gabriel García Márquez fica encarregado de uma reportagem em Bogotá, no ano de 1949. Ao cobrir a remoção das criptas funerárias do convento de Santa Clara, o então jovem jornalista depara-se com um caixão que abriga uma ossada com cabelos de aproximadamente 22 metros. Mesmo informado de que esse fato não é incomum, Márquez relaciona o fato a uma lenda que sua avó contava, sobre uma marquesinha venerada no Caribe por ser considerada milagrosa e que havia sido mordida por um cachorro e morrido de raiva. A marquesinha possuía uma cabeleira "que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva".
     Anos depois, agora um escritor de sucesso, Márquez cria uma história para a menina que se passa há 200 anos atras em territórios sul americanos. A menina Sierva Maria Todos los Ángeles, filha do Marquês de Casalduero é mordida por um cachorro com raiva. Rejeitada pelos pais desde pequena, a menina havia sido criada entre os escravos e só depois desse incidente o pai começa a dar mais valor a ela. Recorre-se a curandeiros, feiticeiros, bruxas, tudo para retirar o diabo do corpo dela.
     Ao chegar nos ouvidos do Santo Ofício, o Marquês é pressionado a deixar a filha dele em um convento, para ser ajudada pelos "obreiros" de Deus. A criança é encarcerada e, ao chegar, estranhos acontecimentos acontecem, até que ela passa a receber a ajuda do Padre Cayetano Delaura, que a principio só queria ajudar a garota. Mas logo a ajuda transforma-se em amor.




 
Autor: Gabriel Garcia Márquez
221 páginas


domingo, 29 de maio de 2011

SEXUALIDADE MASCULINA APÓS LESÃO MEDULAR- PARTE 1


     
      Muitas pessoas associam lesão medular à perda da função sexual, particularmente em homens, mas na verdade, paralisia hoje em dia não significa mais o fim de relacionamento sexual ou da habilidade para a paternidade.
      Cerca de metade dos homens com LM são incapazes de apresentar ou manter uma ereção sem ajuda e, 95% de ejacular, diz Dr. Richard E. Berger, professor do Departamento de Urologia e Co-Diretor do Centro de Reprodução Sexual da Clínica Médica da Universidade de Washington. Ambos os problemas, diz Berger, podem agora ser conduzidos de maneiras diferentes.
      Talvez o mais simples método de produzir uma ereção seja o de usar uma bomba de vácuo que se adapte ao pênis e que traga sangue para dentro dele por meio de sucção.       Este método é muito efetivo e traz resultados satisfatórios em 80 a 90% dos homens que o utilizam, sendo que, além de tudo, é um método completamente não invasivo. Cuidados devem ser tomados para se evitar a formação do anel constritivo por mais de meia hora de cada vez, prevenindo assim, o risco de se formarem coágulos dentro do pênis.
      “Uma bomba de vácuo custa, geralmente, menos do que US$500 (dólares)”, diz Berger. A desvantagem é que o uso desse equipamento requer um planejamento e aptidão para usá-lo e alguns casais se sentem embaraçados para utilizar o equipamento. A bomba também pode causar hematoma no pênis se for bombeada com muita força ou por muito tempo.
      Outro método para produzir uma ereção é injetar uma pequena quantidade de droga, usualmente a prostaglandina E-1, diretamente no pênis, para aumentar o fluxo sanguíneo. “Essencialmente, essa injeção faz o mesmo papel que os nervos fariam sobre os vasos sanguíneos” diz Berger. “Uma pequena agulha de insulina (da mesma utilizada pelos diabéticos) é utilizada no processo e, mesmo para homens com alguma sensação, não é muito doloroso.”
      Assim como no método de sucção/constrição, a dose da medicação deve ser ajustada para agir somente durante 30 minutos, para evitar o perigo de uma ereção muito prolongada. “As primeiras injeções são aplicadas numa clínica para que seja estabelecida a dosagem correta”, diz Berger. Injeções no pênis podem ser utilizadas somente uma vez por dia e existe o risco de causar ferimento no pênis, por isso, Berger recomenda que elas não sejam usadas mais do que 2 vezes por semana. Muitos homens com LM preferem este método porque é mais rápido e não requer um equipamento aparatoso. A droga funciona em 60-70% dos casos em que é utilizada e custa cerca de US$10 a US$20 (dólares) por injeção, dependendo da quantidade usada em cada aplicação.
      Se um homem com tetraplegia não tem a capacidade de operar uma bomba de vácuo, ou aplicar a injeção por si mesmo, sua companheira deverá aprender a fazer isso por ele. Muitos casais aprendem a incorporar esses recursos como parte do ato sexual e até descobrem que eles podem aumentar a excitação. Quando nem a bomba de vácuo e nem a injeção produzem os efeitos desejados os homens com LM podem optar por fazer um implante cirúrgico de um aparelho semi-rígido ou inflável no pênis. “Existem muitos tipos de implantes penianos mas, os que funcionam melhor para os homens que não possuem sensação são os que possuem um sistema de auto insuflação”, diz Berger. Nestes sistemas, uma pequena bomba, usualmente localizada na ponta do pênis, insufla o implante com fluído quando a ereção é desejada. Na LM, a falta de sensação pode levar a um problema de erosão peniana que é uma lesão feita na pele, provocada pelo o implante, e que acontece devido a falta de sensibilidade local. Implantes que se tornam flácidos quando não estão em uso criam menos pressão sobre a pele e também menos risco de erosão.
      Implantes penianos são também úteis para homens que tem problema com o uso de catéter de borracha e apresentam retração peniana. No entanto, a colocação de um implante peniano danifica o tecido erétil do pênis. Se um implante for removido, o tecido não funcionará tão bem como funcionava antes do implante ser colocado. “Implantes também são muito dispendiosos custando uma faixa de US$10.000 (dólares), ou mais, pelo implante e mais a cirurgia para colocá-lo”, diz Berger. “Desta maneira, nós aconselhamos que sejam tentados outros métodos mais baratos e reversíveis em primeiro lugar”.
      Tecnologia e medicina podem tornar a relação sexual possível para homens com LM mas, o ato sexual em si não será o mesmo de antes da lesão. Sem a sensação genital e/ou o orgasmo, os homens com LM normalmente devem aprender a focalizar a relação sexual em outras formas alternativas de estimulação. “Outras áreas do corpo frequentemente se tornam mais sensíveis”, diz Berger. “Quando os homens com lesão medular sonham,” ele adiciona, “eles normalmente sonham consigo mesmo como não possuindo LM. No sonho eles podem sentir tudo. Eu conheço alguns deles que conseguem se colocar dentro de um sonho quando vão fazer sexo.”
      “Homens com paralisia também se tornam mais concentrados em proporcionar prazer as suas companheiras e isso proporciona a eles próprios mais prazer”, diz Berger. “Eles gostam de observá-las e isso estimula o desejo deles em querer fazer as coisas funcionarem o mais próximo do normal possível. Imaginar que eles podem funcionar sexualmente e satisfazer suas companheiras sexualmente traz satisfação e muito mais ainda quando eles conseguem realizar isto de fato. Sexo é muito mais do que o que está entre as orelhas.”

FONTE: Bengala Legal

sábado, 28 de maio de 2011

MENINA COM SÍNDROME DE DOWN PROIBIDA DE BRINCAR NO PARQUINHO

     O Taubaté Shopping foi condenado a pagar uma indenização de R$ 40 mil a uma família da cidade. O motivo: impedir uma criança com Síndrome de Down de brincar no parquinho. Para a Justiça, a medida foi preconceituosa e discriminatória.
     Como qualquer criança de seis anos, Andressa adora brincar em parquinhos. Mas, foi proibida de frequentar um deles porque tem Síndrome de Down. Em maio do ano passado, ela foi levada pela mãe a uma piscina de bolas dentro do Taubaté Shopping.



     Quando acabou o tempo da brincadeira, a funcionária orientou a mãe a não levá-la de novo ao local. “A gerente do brinquedo falou que ela não poderia frequentar mais por ter Síndrome de Down. Falou que tinha cliente que tinha preconceito”, explicou Nadir Aparecida Silva, mãe de Andressa.
     Ela fez uma reclamação por escrito ao shopping. Em seguida, recebeu o telefonema de uma funcionária. “A gerente de marketing ligou no outro dia para mim. Ela falou que ela não poderia freqüentar lá, porque não tem brinquedo especial para ela”.
     Indignada, a família acionou a empresa na Justiça e venceu a causa em primeira instância. O shopping terá que pagar à família uma indenização por danos morais. Na sentença, o juiz apontou o despreparo dos funcionários e disse que eles agiram com preconceito e discriminação. O shopping não quis comentar o caso.
     O promotor da Vara da Infância e da Juventude de Taubaté, Antônio Carlos Ozório, aprovou a pena. “Além de servir como lição, serve como um aviso para que esse tipo de conduta não ocorra. Hoje, nós temos que aceitar a diversidade e temos que incluir essas pessoas na vida social, familiar, na escola, na sociedade, no trabalho, como prevê as Nações Unidas (ONU)”.
     Ainda cabe recurso, mas o shopping também não comentou se vai recorrer. No processo, a defesa alegou que os funcionários não discriminaram a criança e que apenas advertiram os pais, que teriam passado do horário para ir buscar a menina.

Fonte: http://www.vnews.com.br/, Deficiente Ciente

NA MINHA CADEIRA OU NA TUA?

     
      Na minha cadeira ou na tua?. A frase é exatamente um trocadilho com a famosa proposta "na minha casa ou na sua?", e também o nome do livro da publicitária Juliana Carvalho, Editora Terceiro Nome. A autora venceu o preconceito ao esboçar em páginas um pouco de sua experiência sexual. "Falar da vida se xual de pessoas com deficiência ainda é tabu em muitos sentidos. É difícil, por exemplo, conseguir informações mesmo com profissionais de saúde em geral. Poucos sabem o básico sobre sexualidade de lesados medulares, por exemplo. E, quando conhecem, não sabem como abordar o tema", diz a gaúcha, que comemora avanços na área da comunicação, ao longo dos últimos anos. "Hoje, se você procurar por 'sexualidade e cadeirante' na internet, já encontra artigos e blogs".
      Juliana tornouse cadeirante aos 19 anos, em decorrência de uma inflamação na medula espinhal. Ela não era mais virgem quando teve a lesão, e enfrentou dificuldade para recomeçar a vida sexual. "Fiquei cinco anos sem fazer sexo. Foi estranho perder a sensibilidade do seio para baixo e passei por um longo processo de readaptação. Atualmente, sou feliz e conheço meus prazeres. Por estar bemresolvida e para ajudar os outros, ministro palestras informativas sobre o assunto", orgulhase.
      Mas como é possível remanejar o prazer? A pessoa com deficiência física precisa reaprender a ativar sua sexualidade, encontrando pontos eróticos antes adormecidos pelo vigor físico. A pele é nosso maior órgão sexual, então, se há a perda da sensibilidade é preciso encontrar novas formas de estimular o cérebro. "Por exemplo, ver o que está acontecendo dá muito tesão. Eu sei o que sentia quando alguém passava a mão na minha perna, então vendo, eu reativo a sensação na minha cabeça", conta a escritora.

      Márcio Linhares, psicólogo clínico e especialista em sexualidade humana afirma que não existe uma fórmula para alcançar a satisfação e que isso deve ser trabalhado individualmente. "A melhor maneira para se descobrir uma zona erógena é exercitando, buscando a máxima sensibilidade possível nos mais variados pontos do seu corpo. Vale lembrar que a capacidade de se sentir ainda um sujeito sensível às excitações é deixada clara na presença de sonhos eróticos e outras manifestações do tipo", exemplifica. "Cada deficiência física implica em variações de possibilidades e percepções do próprio corpo e do outro. A maior parte das lesões medulares, por exemplo, resulta na diminuição de sensibilidade genital, e a atenção desta pessoa poderá ser dirigida a outras áreas para a obtenção de prazer", diz Oswaldo Rodrigues Junior, psicoterapeuta do Instituto Paulista de Sexualidade. Segundo ele, somente uma pessoa orientada para esta busca conseguirá produzir esta percepção erótica em áreas extragenitais.
      E como conseguir essa orientação? Conversando com diferentes pessoas (com deficiência ou não), especialistas e, o mais eficaz, com o parceiro sexual. "É bom você falar, antes da relação, do que gosta e qual é o modo mais fácil e prazeroso. Assim, não há perigo de acontecer algum dano aos membros sem sensibilidade", diz Cynthia Pinheiro, estudante de desenho industrial, paraplégica devido a um acidente automobilístico há quatro anos. A jovem afirma que sua vida sexual não é muito ativa devido à sua personalidade mesmo. "Eu era assim antes da cadeira, mas confesso que uma coisa mudou mais ainda: agora eu prefiro ter intimidade com a pessoa antes de ter relações sexuais, para não haver nenhum tipo de constrangimento. E, em minha opinião, é muito importante a outra pessoa ter um conhecimento básico sobre nossa deficiência e de como funciona nosso corpo agora".
      A estudante ainda conta que já namorou um cadeirante e compara o sexo quando o parceiro tem deficiência ou não. "Na relação sexual com outro cadeirante não dá pra inventar muito, mas nem por isso deixa de ser prazerosa - basta que ambos entendam as limitações um do outro. Já com a pessoa que não tem deficiência, na prática, fica mais fácil, mas acontece muito de a pessoa sem a deficiência ficar perdida na hora, sem saber o que fazer com medo de machucar a pessoa com deficiência".

Fonte: Revista Sentidos

terça-feira, 24 de maio de 2011

EMPRESA CONSTRÓI FÁBRICA ACESSÍVEL NO RIO GRANDE DO SUL


     
      Fundada em 1º de abril de 1986, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, a Keko completou 25 anos no segmento de personalização automotiva. A empresa nasceu como um pequeno empreendimento familiar voltado à fabricação artesanal de acessórios para picapes e veículos off-road. Neste ano, a companhia vai inaugurar uma nova planta industrial, totalmente adaptada para receber profissionais com deficiência.
      Localizada no município de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, a nova planta está instalada em um loteamento industrial de 190 mil metros quadrados, contando com 20,5 mil metros quadrados de área construída e absorverá um investimento de R$ 23 milhões.
      “A Keko construiu a nova fábrica com planos de expansão, para atender as necessidades atuais da empresa, mas já pensando no futuro. A intenção é que a nova planta se mantenha atual a médio e longo prazo. Por isso, pensamos numa fábrica com acessibilidade”, explica o diretor superintendente da companhia, Leandro Mantovani.
Segundo ele, além de atender a legislação, a empresa já pretendia eliminar possiveis barreiras para que profissionais fossem trabalhar na Keko. “Pelo contrário, queremos facilitar o dia a dia dessas pessoas. A Keko quer atrair talentos, boas cabeças, sem qualquer tipo de distinção.”
      A nova fábrica da Keko conta com rampas de acesso em todos os prédios, cordões rebaixados em todo o parque fabril, portões de acesso nos locais de catraca, banheiros para cadeirantes em todos os prédios e calçadas com guia para deficientes visuais.
      A companhia afirma ter perdido alguns profissionais com deficiência que havia contratado por conta da demanda existente na região, mas está começando um trabalho para buscar novas contratações. “O mercado está aquecido. Cada vez mais esses profissionais estão ocupando seus espaços nas empresas e na sociedade”, afirma Mantovani
      A Keko fechou 2010 com faturamento de R$ 85 milhões, incremento de 25% sobre 2009. A receita para este ano está estimada em R$ 111 milhões. A meta é dobrar esse número nos próximos cinco anos.



Fonte: Portal Terra (23/05/11)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

POLIOMIELITE - PREVENÇÃO E TRATAMENTO

     
      A Poliomielite, geralmente chamada de pólio, é uma infecção altamente contagiosa causada pelo póliovirus. Em uma porcentagem pequena de pessoas infectadas, o vírus ataca as células nervosas no cérebro e na espinha dorsal, particularmente as células nervosas da espinha dorsal que controlam os músculos envolvidos nos movimentos voluntários como caminhar. A destruição destes neurônios causa paralisia permanente em um em cada 200 casos.
      A infecção é transmitida por contato direto com partículas do vírus que são eliminadas pela garganta ou pelas fezes. A doença foi erradicada virtualmente no hemisfério ocidental depois da introdução da vacina com vírus inativo em 1955 e a vacina, por via oral, com vírus atenuado em 1961. Acredita-se que a pólio será erradicada mundialmente em breve. Campanhas de vacinação tiveram sucesso em reduzir o número de países onde a pólio é endêmica (onde acontece localmente). Em 1988, mais de 120 países tinham o póliovirus de forma endêmica. Em 1998, 50 países tinham a pólio endêmica, e em 2002, só seis países tiveram ainda infecção circulante localmente. Hoje, 90 por cento da pólio endêmica está inserida dentro da Índia, Nigéria e Paquistão. Porém, em países em desenvolvimento, alguns indivíduos permanecem ainda sem vacinação, e os serviços de saúde pública ineficientes e a higiene precária promovem a expansão do vírus. Pessoas que viajam a estas áreas do mundo têm que ter a imunização em dia.
      Hoje a pólio só acontece em países desenvolvidos como uma complicação rara da imunização com a vacina de pólio com vírus vivo atenuado. A poliomielite paralítica causada pela vacina ficou mais rara recentemente porque países que erradicaram a pólio estão trocando a vacina da pólio atenuada para a forma inativa, que nunca causa a doença.

Prevenção      Dependendo de onde vivem, as crianças devem ser imunizadas com uma ou ambas as formas de vacinação da pólio: a vacina Salk com póliovirus inativado que é administrada através de injeção ou a Sabin, vacina da pólio oral com vírus vivo atenuado, que é administrada através da boca. A Sabin provê a melhor proteção contra a pólio. Porém, em casos raros, pode causar a pólio paralítica. Por isto, alguns países onde agora a pólio não é mais endêmica usa-se só a vacina da pólio Salk, inativada, que é quase tão efetiva quanto a Sabin.

Tratamento      Não há nenhuma droga que mate o vírus uma vez a infecção tenha começado. O tratamento é dirigido aos sintomas da doença. Pessoas com a forma abortiva da doença são tratadas com repouso na cama e remédios para controlar a febre e as dores musculares.
      A forma paralítica da doença pode requerer tratamento adicional, incluindo:
  • Fisioterapia: A fisioterapia previne o dano adicional aos músculos paralisados. O tratamento da paralisia depende de quais músculos foram afetados.
  • Medidas para prevenir infecções urinárias — Se os músculos da bexiga normalmente não se contraem, a bexiga pode não esvaziar completamente. Isto pode provocar infecções urinárias. O uso de sondas para esvaziar a bexiga pode ser necessário, e a longo prazo, os antibióticos podem ser recomendados em alguns casos.
  • Apoio Mecânico à Respiração — Algumas pessoas têm problemas em manter suas vias aéreas abertas para respirar depois de uma infecção de poliomielite, porque os músculos respiratórios estão fracos ou paralisados. Neste caso, um tubo (cânula) pode ser colocado na traquéia (a traquéia é o tubo que conecta a boca aos brônquios pulmonares). Este tubo é colocado por uma abertura no pescoço, chamada traqueostomia. O tubo de traqueostomia pode receber o ar de uma máquina chamada ventilador. Um cateter preso a um motor de vácuo (sucção) pode ser usado para remover o muco excessivo pelo tubo de traqueostomia. Pessoas que precisam de respiração artificial a longo prazo têm que viver em uma instituição (geralmente hospital) que é provida de pessoal de enfermagem e terapeutas que são qualificados no cuidado respiratório.
Qual médico procurar?
      Procure imediatamente um neurologista em um serviço de emergência se houver qualquer sinal de fraqueza ou paralisia muscular, particularmente quando acompanhadas de febre. Dor de cabeça intensa com pescoço duro também requer atenção médica.

domingo, 22 de maio de 2011

MERGULHAR SEM DEVIDOS CUIDADOS PODE CAUSAR DANOS IRREVERSÍVEIS


     Você sabia que um simples mergulho no mar ou na piscina pode provocar danos irreversíveis à coluna? A pessoa corre o risco de perder todos os movimentos do corpo. Guilherme Palácio e João Maurício Rocha  passaram por essa situação. Eles foram obrigados a mudar de vida, superar o sofrimento e dar a volta por cima.
     Foi em 22 de setembro de 2001, numa tarde de sol na Ilha de Itamaracá, que o empresário Guilherme Palácio enfrentou o dia mais difícil de sua vida. Ele estava em um barco, com os amigos, quando decidiu dar um mergulho no mar. Mas, assim que caiu na água, sentiu um impacto forte na cabeça.
     “Senti um impacto muito forte na cabeça. E não imaginava que tivesse tão raso.  Quando eu senti o impacto, eu paralisei e fiquei com a cabeça dentro d’ água. Logo em seguida, me puxaram… E levaram até a areia. Chamei o amigo e disse que não estava sentindo do peito para baixo, eu não estava sentindo nada. Não tinha sensibilidade nenhuma”, conta.
     Levado ao hospital, Guilherme passou por exames e ficou meses internado até receber a notícia. “Foi um psicólogo que chegou para mim, me chamou numa sessão e quebrou um lápis. E me mostrou. Ele disse ‘você está vendo isso aqui [o grafite do lápis]? Isso aqui foi o que aconteceu com a sua medula’. Então, ele disse que eu tinha tido uma ruptura total da medula. E que eu não iria mais voltar meus movimentos e que daí em diante eu ia ficaria tetraplégico o resto da vida. Nesse momento. Foi um baque muito grande. Eu passei algumas horas, para baixo, deprimido… Chorei muito”.
     A depressão veio nos primeiros anos, depois do acidente. O corpo de Guilherme paralisou do pescoço para baixo. Consciente da nova vida que levaria, não perdeu a esperança de dias melhores. E eles vieram. A rotina em casa mudou… Tudo foi adaptado para o “novo” morador. Incentivado pela esposa, Guilherme, que tem 47 anos, montou uma nova empresa. Hoje, conta com a ajuda dos funcionários para visitar os clientes.
     “Intimamente, eu até esqueço que estou com esse problema. Não sei se foi uma coisa que eu desenvolvi com o passar do tempo, mas tem horas que eu esqueço. Hoje eu escovo o dente só, faço a barba só, levo a comida até a boca. Eu uso computador, uso mouse, mesmo sem mexer os dedos, eu consigo os movimentos, que você vai procurando adquirir”, diz.
     Acidentes por mergulho estão entre as principais causas de lesões medulares no mundo inteiro. João Maurício Rocha, superintendente da SEAD, também ficou paraplégico por causa de uma grave lesão na medula. Foi no verão de 2000, quando João mergulhou e bateu a cabeça no fundo da piscina.
     “O mais intrigante disso tudo é que naquela época eu tinha pavor a olhar uma cadeira de rodas. Eu nem olhava. Inclusive nas minhas andanças, nas práticas de esportes radicais, enfim, ou até em viagens, quando a gente conversa com Papai do Céu, eu sempre pedi outra coisa que não acontecesse isso comigo, por incrível que pareça. E a primeira coisa que eu falei no momento do acidente, a um amigo que estava comigo, Rafael, eu disse a ele se fosse pra ficar desse jeito, naquele momento a gente tinha percebido que minhas pernas não se movimentavam e nem havia sensibilidade, disse a ele que preferia morrer a ficar daquele jeito”, admite.
     Mas tudo mudou na vida de João, inclusive esse conceito. Cadeirante, o jovem de 31 anos hoje trabalha diretamente pelas causas dos deficientes físicos no estado de Pernambuco.

     “A partir daquele instante eu percebi que eu não podia andar mais com as minhas pernas, mas que eu era o mesmo João, que tenho uma vida ativa, uma alegria, uma vontade de querer viver, e participar do convívio social. E percebi que me eram impostas barreiras, não pela minha limitação, não por mim, mas as barreias que me eram impostas. Como a falta de acessibilidade arquitetônica, nos espaços tantos públicos como provados, e que me foram tolhidos por causa da minha nova condição. Mas a disposição existia antes, continuando existindo”, afirma.
     João e Guilherme têm histórias parecidas, iguais a de milhares de outras pessoas. As dificuldades impostas depois de um descuido hoje não afetam mais a vida destes dois guerreiros. Se o corpo não responde mais aos instintos, a mente continua fluindo. “Os valores mudam. A forma de você ver a vida muda. Seus objetivos mudam, aquela ganância que você tem, até a forma de se divertir, tudo muda”, conta Guilherme.
     Tocando apenas um dos dedos da mão no teclado, Guilherme digita no computador uma frase que resume bem esse sentimento: “Nós, deficientes, temos que ultrapassar os nossos limites, tendo todos os dias forças renováveis que vençam nossas dificuldades”.

SAÚDE
     De acordo com o neurocirurgião do Hospital da Restauração Geraldo de Sá Carneiro  o que é comum nesse tipo de acidente, de um modo geral, é que o impacto na cabeça é transmitido para coluna cervical e acaba provocando lesões neurológicas.
     “A coluna é um arcabouço ósseo que protege a medula e está localizada entre o crânio e o tórax. A medula é prolongamento do cérebro. O comando que vem do cérebro e passa por esse grande fio, que é uma estrutura nervosa. As informações vêm do cérebro para a periferia e da periferia para o cérebro”, explica o médico.
     Ele afirma que 50% das pessoas que apresentam lesões vertebrais podem apresentar lesões medulares. “Às vezes, o paciente tem fraturas graves, mas a medula não está sofrida, ou está parcialmente. O HR recebe muito esses pacientes, pelo menos 50% são lesões neurológicas, sobretudo na época do verão”, diz o especialista.
     Segundo ele, se o impacto é leve e ocorre numa pessoa jovem, a dor será essencialmente muscular. Mas se aparecer um sinal neurológico, a orientação é procurar um hospital o mais rápido possível.
     No caso dos idosos, principalmente os que sofrem de osteoporose, qualquer impacto, por mais leve que seja, pode provocar sérias lesões. “Até uma tosse violenta, passar por uma lombada no ônibus, pode provocar uma fratura. Porque o osso é frágil e isso pode causar deformidade e até complicações neurológicas”, alerta.

CUIDADOS
     Na hora de mergulhar, é importante seguir algumas instruções básicas de como proteger a coluna e a cabeça. Se você nunca pulou, não sabe uma técnica de como saltar, ou não conhece a profundidade da piscina, do mar, é melhor não se arriscar. Por causa de uma atitude inconsequente, o que era para ser um momento de diversão e lazer, pode se tornar uma tragédia.
     “O ideal é que a pessoa saiba realizar a técnica de salto e conheça a profundidade. Ou então não deve fazer nenhum salto que exponha a cabeça e o pescoço. A gente não pode confiar na água, pois a lâmina da água pode mascarar a real profundidade”, explica o chefe do Grupamento Marítimo, major Ferraz.
     E se você está num clube, na praia, e percebe que alguém se acidentou após o mergulho, o que fazer? A orientação é manter a calma e tentar levar a vítima para um local raso, mas, sempre, fazendo o máximo para não mexer muito a coluna. “Socorre esse acidente para um local raso, sempre estabilizando a coluna, fazendo a proteção da coluna. Tem que manter a cervical até o devido resgate”, alerta o major.

Fonte: http://pe360graus.globo.com/  (20/05/11)

sábado, 21 de maio de 2011

ANUNCIADO NOVO SECRETÁRIO NACIONAL DE PROMOÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

    
     A ministra Maria do Rosário comunicou que o atual secretário interino, Antonio José do Nascimento Ferreira, assumirá a titularidade da Secretaria Nacional de Promoção da Pessoa com Deficiência (SNPD), durante reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE). Ela destacou o empenho e compromisso de Antonio nas causas da pessoa com deficiência, ressaltando que sua vida pessoal demonstra preparação para o exercício do cargo.
     O presidente do Conade, Moisés Bauer, parabenizou a ministra pela sua escolha ao indicar Antonio José como secretário. Moisés aproveitou ainda para destacar a importância da campanha de acessibilidade durante os jogos de futebol, com a entrada do bandeirão.

     Antonio José do Nascimento Ferreira, 39 anos, vem do movimento social das pessoas com deficiência; foi o primeiro presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB), no momento em que o movimento de cegos foi unificado. Em Recife, trabalhou por oito anos como Gestor de Política Pública para Pessoas com Deficiência. No ano de 2010 exerceu o cargo de coordenador-geral de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Em 2011 assumiu a chefia de gabinete da SNPD e há um mês exerce o cargo de secretario nacional interino.
     Na mesma ocasião, a Ministra lançou a Publicidade de Utilidade Pública (PUP) Cidade Acessível é Direitos Humanos. Ela assinou Portaria que institui uma comissão para o acompanhamento e monitoramento de políticas públicas em prol das pessoas surdas, demonstrando que as obrigações assumidas com a Convenção, sobre os direitos das pessoas com deficiência, estão sendo cumpridas.
     A campanha Cidade Acessível é Direitos Humanos, que conta com todos os recursos de acessibilidade (audiodescrição, legenda e intérprete de Libras), tem duração de 1 minuto, estando ainda segmentada em três temas (Educação Inclusiva; Semáforos Sonoros; e Guias Rebaixadas e Ônibus Acessíveis) de 30 segundos.  A PUP está disponível à imprensa para veiculação gratuita e também aos conselhos de Direitos das Pessoas com Deficiência como material educativo.

Fonte: SDH

SUGESTÕES DE FILMES - TRAILERS DOS FILMES SUGERIDOS

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                                                                                        "Besouro" - o filme


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                                                  Cinema Paradiso


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                                                                          Como Água para Chocolate



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                                                        Peixe Grande


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                                               O Feitiço de Áquila

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PARAPLÉGICO ANDA APÓS RECEBER IMPLANTE

      Após Rob Summers ficar paraplégico por conta de uma acidente de carro em 2006, seus médicos lhe disseram que jamais andariam de novo. Eles estavam errados.
      Em 2009, o americano de 25 anos se submeteu à implantação de um estimulador elétrico em sua medula espinhal para tentar “acordar” seu sistema nervoso danificado. Depois de alguns dias, Summers conseguia se manter em pé sem precisar de ajuda. Meses depois, mexia os dedos do pé, os joelhos, tornozelo e quadris, e conseguia dar alguns passos em uma esteira.




      “Foi a sensação mais inacreditável,” afirmou. “Depois de não poder se mexer por quatro anos, eu pensei que as coisas finalmente iam mudar”.

      Apesar desse otimismo, Summers só fica em pé durantes suas sessões de duas horas diárias de fisioterapia, quando o estimulador é ligado, e para o dia-a-dia, continua em uma cadeira de rodas. Os médicos estão limitando o uso do dispositivo a algumas horas por dia.
Seu caso está descrito em um estudo publicado esta semana pelo periódico médico The Lancet. A pesquisa foi financiada pelo Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela Fundação Christopher e Dana Reeves.
      Por anos, algumas pessoas com lesões na medula espinhal, que ainda retêm algum controle sobre seus membros, têm sentido melhoras após experimentos para estimular eletricamente seus músculos. Mas um progresso como o de Summers, após um dano tão grande à medula, era inédito até então.
      “Não é um cura completa, mas pode ajudar alguns pacientes”, afirmou Gregoire Courtine, chefe do departamente de neuroreabilitação experimental da Universidade de Zurique, que não esteve associado ao estudo. Courtine ressaltou que a recuperação de Summers não implicou em mudanças em sua rotina, e que mais pesquisas seriam necessárias para chegar a uma mudança real na vida de paraplégicos e tetraplégicos.
      O estimulador elétrico usado em Summers é normalmente usado para alívio de dores, e pode custar até 20 mil dólares. Ele foi implantado em uma região mais baixa que o de costume, na parte inferior de suas vértebras. “Ele manda um sinal elétrico genérico para a medula, para levantar ou andar”, afirmou Susan Harkena, principal autora do estudo.
      Kakema e sua equipe ficaram surpresos em ver que o paciente conseguia voluntariamente mexer as pernas. “Isso mostra que conseguimos alcançar os circuitos do sistema nervoso, o que abre um novo caminho para tratar paralisia”, disse. Ela acrescentou que alguns remédios também ajudaram o processo de recuperação.
      Para John McDonald, diretor do Centro Internacional de Ferimentos na Medula Espinhal, no Instituto Kennedy Krieger, em Baltimore, a estratégia pode ser adotada em 10 a 15% de seus pacientes paraplégicos que podem ser beneficiados. “Vamos fazer isso em nossos pacientes, sem dúvida”.
      Para Summers, suas duas horas andando são apenas o começo: “Meu objetivo é andar e correr novamente. Acredito que tudo é possível e que eu vou sair da minha cadeira de rodas algum dia”.

Fonte: Último Segundo -Ibest

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SÍNDROME DE HERÓI

     
     

      Para especialista, a “síndrome de heroi” é o que ocasiona o comportamento imprudente nos jovens.
      Levantamento da Rede de Hospitais Sarah aponta acidentes de trânsito como a maior causa de internações.
      Embora ainda traga as consequências do déficit de atenção, Maurício Nezze, de apenas 22 anos, não esquece a data de 20 de janeiro de 2007. Nesse dia, ele sofreu um acidente de automóvel que mudaria completamente a sua realidade. “Eu estava na casa de um amigo e fui para casa; não estava bêbado, mas tinha 18 anos e apenas quatro meses de carteira; ou seja, me achava um Ayrton Senna. Eu realmente considerava que nunca nada aconteceria comigo”, conta.
      Maurício pontua que a memória da experiência, que resultou em 12 dias de coma e inúmeras sessões de fisioterapia, ficou mesmo no relato de amigos e família: “Não tenho lembrança do momento exato do acidente porque sofri traumatismo craniano e minha memória apagou o evento, mas acredito que estava na velocidade de, aproximadamente, 170 km/h já que meus amigos falam que eu passava pelo local sempre desse jeito”, diz.
      A história do estudante de administração é semelhante à de milhares de jovens que não sobreviveram para decidir que não queriam mais dirigir com imprudência. “Logo após o acidente eu não gravava nada na memória e fui melhorando gradativamente. Hoje penso duas vezes antes de acelerar, vai que acontece de novo. É difícil falar sobre conscientização, eu era muito novo, me achava o super-homem não ouvia o que meu pai falava, não tinha responsabilidade”, reflete Maurício.
      E é exatamente esta “síndrome de super-heroi” que o programa ‘Vida Urgente’ combate. Fundado há 14 anos, no Rio Grande do Sul, a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga trabalha com a conscientização de crianças e jovens no trânsito. Diza Gonzaga, mãe de Thiago, que perdeu sua vida num acidente, sempre esteve à frente da organização. “Quando se tem 18, 20 anos vive-se a cultura do heroi. ‘Eu tenho braço, dirijo melhor quando bebo!’ Só que essa cultura é mentirosa e está matando impiedosamente, precisamos desmitifica-la urgentemente!”, alerta Diza.
      Ela fala sobre o trabalho que desenvolve no Rio Grande do Sul e Espírito Santo: “Quando começamos a atuar, cerca de sete jovens morriam no trânsito por final de semana em Porto Alegre; hoje ainda morrem dois, mas já conseguimos reduzir. É importante que o motorista entenda que não é caretice pedir que o amigo não dirija quando está bêbado, que ele reduza a velocidade. É caretice morrer aos 18 anos!”, diz.
      Programa Vida Urgente – há 14 anos trabalhando na educação de jovens e crianças
      A criadora do programa ‘Vida Urgente’ acredita que o trânsito vai além da alçada das secretarias de Transporte. “É uma questão de educação. Hoje, temos muita tecnologia para fiscalizar, mas sabemos que o que realmente mata é o mau comportamento” e alerta os pais sobre a responsabilidade: “Nossos filhos não aprendem a dirigir com 18 anos, mas aos dois anos de idade, no banco de trás, vendo pai ultrapassar em sinal vermelho e não respeitar o trânsito. É ali que começa a formação deles como condutores”, conclui.

A PRINCIPAL CAUSA DE INTERNAÇÕES DA REDE SARAH:      
      Um levantamento da Rede Sarah de Hospitais – referência no tratamento de traumas e reabilitação de patologias do aparelho locomotor – aponta que, desde 1995, os acidentes de trânsito constituem a principal causa de internações de pacientes com lesão medular traumática e também de pacientes que sofreram traumatismos crânio-encefálicos.
      A partir de 1997, o Centro de Pesquisas da instituição vem ampliando sua atuação junto ao universo das crianças e jovens por meio de programas de educação abrangendo estudantes dos níveis Fundamental e Médio. A aproximadamente 60.000 jovens já participaram de aulas ministradas pela equipe do Centro de Pesquisas para estudantes em Brasília, Salvador, Belo Horizonte e São Luís.
      O conteúdo ministrado abrange noções sobre a biomecânica dos neurotraumas (particularmente a lesão medular e a lesão cerebral) no trânsito e sobre como esses traumas podem advir de práticas inadequadas, tais como o excesso de velocidade, o uso incorreto do cinto de segurança e o consumo de álcool associado ao ato  de dirigir.  O repasse desses conhecimentos técnico-científicos fundamenta, ainda, discussões sobre o exercício da cidadania no trânsito e a questão do incapacitado físico no Brasil.

Fonte: Perkons, Ser Lesado

quarta-feira, 18 de maio de 2011

COMO DESIGNAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA?



      A maioria das pessoas, inclusive as com deficiência, muitas vezes utilizam termos conceitualmente inadequados para designar pessoas que possuem alguma deficiência.
      Alguns desses termos, que um dia já foram oficiais, como "deficientes", pessoas deficientes", "portadoras de deficiência" ou "portadoras de necessidades especiais", persistem no tempo, na memória coletiva, sendo muitas vezes preservados e reafirmados pelos títulos de entidades civis e governamentais que não têm como se livrar de burocracias oficiais para atualizarem seus nomes. Um exemplo disso é a Associação de Assistência à Criança Defeituosa - AACD, hoje denominada Associação de Assistência à Criança Deficiente. Outro exemplo é o da própria CORDE como "Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência" que, após 20 anos com esse nome, recentemente passou de coordenadoria para o status de subsecretaria como Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, dessa vez, porém, sendo um bom exemplo de atualização.
      Para a jornalista Maria Isabel da Silva, em seu artigo "Por que a terminologia 'pessoas com deficiência'?", os termos utilizados possuem importância porque "Na maioria das vezes, desconhece-se que o uso de determinada terminologia pode reforçar a segregação e a exclusão.(...) e (...) "Além disso, quando se rotula alguém como "portador de deficiência", nota-se que a deficiência passa a ser "a marca" principal da pessoa, em detrimento de sua condição humana".
Segundo Romeu Kasumi Sassaki, "a tendência é no sentido de parar de dizer ou escrever a palavra "portadora" (como substantivo e como adjetivo). A condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa e esta pessoa não porta sua deficiência. Ela tem uma deficiência. Tanto o verbo "portar" como o substantivo ou o adjetivo "portadora" não se aplicam a uma condição inata ou adquirida que faz parte da pessoa. Por exemplo, não dizemos e nem escrevemos que uma certa pessoa é portadora de olhos verdes ou pele morena.". (livro Vida Independente: história, movimento, liderança, conceito, filosofia e fundamentos. São Paulo: RNR, 2003, p. 12-16).
      No histórico que Maria Isabel da Silva menciona em seu artigo, percebe-se que a terminologia foi se amoldando à sua época: "Até a década de 1980, a sociedade utilizava termos como "excepcional", "aleijado", "defeituoso", "incapacitado", "inválido"... Passou-se a utilizar o termo "deficientes", por influência do Ano Internacional e da Década das Pessoas Deficientes, estabelecido pela ONU, apenas a partir de 1981. Em meados dos anos 80, entraram em uso as expressões "pessoa portadora de deficiência" e "portadores de deficiência". Por volta da metade da década de 1990, a terminologia utilizada passou a ser "pessoas com deficiência", que permanece até hoje."
      Alguns argumentos são repetidos entre pessoas com deficiência a respeito das inúmeras designações atribuídas a elas, como a de que "deficiente" não se remete à deficiência que se tem, mas à qualidade de não ser eficiente.; que "pessoa deficiente" acentua uma qualidade de ineficiência na pessoa; que, caso se portasse uma deficiência, poderia-se deixá-la em casa e partir sem ela e que, assim, não se porta ou não uma deficiência, tem-se uma deficiência; que "portadores de necessidades especiais", após tanta luta pela igualdade na diferença, que ser "especial" exclui a pessoa do todo, da igualdade, remetendo-se somente à diferença. Por outro lado, "pessoa com deficiência" reproduz uma verdade, que é a de se ter uma deficiência, aliada ao fato de que essa deficiência é de uma pessoa. Dessa forma, pessoas com deficiência, alunos com deficiência, trabalhadores com deficiência é o que vem sendo utilizado por pessoas que se interessam pelo assunto e pelo conceito.
      A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Assembléia da ONU em 2006, assinada pelo Brasil e outros cerca de 80 países em 2007 e ratificada em 2008 pelo Congresso Nacional, foi criada por governos, instituições civis e pessoas com deficiência de todo o mundo e acabou por oficializar o termo "pessoas com deficiência" em seu próprio título, além de o reafirmar em todos os seus artigos, especialmente no artigo de número 1:
O propósito da presente Convenção é o de promover, proteger e assegurar o desfrute pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por parte de todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua inerente dignidade.
Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.
      Esse texto procura incentivar o uso da terminologia correta, oficial e proposta pelas próprias pessoas com deficiência que colaboraram na construção desse fantástico tratado de Direitos Humanos que é a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e que, aos poucos, vai se espalhando pelo mundo.
      Em geral, a pessoa com deficiência, que é caracterizada por sua fragilidade e não por suas qualidades, vai conseguindo se mostrar a todos, antes por ser pessoa do que por possuir uma deficiência. Entretanto este é um processo de lenta assimilação, onde a linguagem possui o seu papel de reveladora de conceitos, mitos, evolução e transformação. Dessa forma, o termo "pessoas com deficiência" está, nesse momento, revelando-se como um ponto da história em que pessoas que têm deficiências se integram à sociedade e esta as inclui.
Assim, Maria Isabel da Silva, em seu artigo em que este texto foi baseado, expressa o papel da linguagem no revelar do olhar da sociedade sobre as pessoas com deficiência: " A construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Na linguagem se expressa, voluntária ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiência. Por isso, vamos sempre nos lembrar que a pessoa com deficiência antes de ter deficiência é, acima de tudo e simplesmente: pessoa."

por Marco Antonio de Queiroz

terça-feira, 17 de maio de 2011

DOUG FORBIS: EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

    
      Agenesia sacral é uma rara condição de saúde. Pessoas que nascem com ela, acabam tendo suas pernas amputadas devido a sua coluna vertebral não se desenvolver adequadamente no útero.
     Curiosamente, enquanto muitas pessoas saudáveis acabam ficando insatisfeitas com suas vidas, Doug Forbis, que não tem as pernas, é um exemplo real de otimismo.
     Doug Forbis devido a doença Agenesia Sacral, teve suas pernas amputadas ainda bebê. Ele aprendeu a andar sobre as mãos ou usar uma cadeira de rodas.
 Aos 24 anos, ele adora esportes, namora e sonha em se tornar professor de educação especials e trabalhar como voluntário. Ele afirma que sua condição nunca o impediu de fazer qualquer coisa que queira.
     Sua namorada, Elizabeth Tilden, 24 anos, trabalha na polícia rodoviária. Eles planejam se casar.









    
     É interessante perceber como sua condição de saúde não o impediu de alcançar os objetivos de sua vida.

Fonte: http://www.themysteryworld.com/; /Deficiente Ciente

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CONVÊNIOS DEVEM PAGAR BOTOX PARA TRATAR PARALISIA




      A toxina botulínica é usada também na reabilitação de movimentos de pacientes com paralisia cerebral e sequelas causadas por AVC ou problemas na coluna, podendo ser requisitada no tratamento aos convênios particulares, de acordo com a ANS.
      Muito difundida em tratamentos estéticos para eliminar rugas de expressão facial, a toxina botulínica do tipo A – conhecida como botox – é um potente bloqueador neuromuscular, indicado também no tratamento de distúrbios do movimento desde a década de 1960. Fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em alguns casos, é negado pelos convênios privados, embora o direito a ele seja garantido pela Agência Nacional de Saúde (ANS).
      A toxina é a mesma que causa o butolismo, doença que paralisa e pode matar por asfixia. Mas, se administrada em doses menores e alterada, pode ajudar a reabilitar total ou parcialmente movimentos de membros do corpo de pessoas com distonias (contrações invonluntárias de músculos) e com rigidez excessiva da musculatura – comum em quem sofreu AVC, traumatismo craniano ou paralisia cerebral.
      A saída para obter o tratamento pela rede privada tem sido entrar com processos contra os convênios que se recusam a pagar as aplicações. Por meio de decisões liminares, muitos pacientes têm assegurado seu direito junto aos planos de saúde, que, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE), entidade que os representa, devem atender, de acordo com o rol de procedimentos da ANS.
      “A princípio, eles negam a opção, afirmando que não possuem clínicas associadas que possam oferecer o tratamento. Ou, então, encaminham para o SUS, onde as filas para recebê-lo são longas e podem demorar até dois anos, em alguns hospitais”, explica a advogada Milene Sakamoto, especialista em Defesa do Consumidor e representante de alguns clientes que ganharam na Justiça o tratamento na rede privada.
      A assistente financeira Denise Rezende ganhou em janeiro deste ano uma ação contra um convênio para obter o tratamento de seu filho Yuri, de 11 anos de idade, que possui uma contração no tendão da perna que o faz andar na ponta dos pés. “Ele fez a primeira aplicação há algumas semanas e, aos poucos, espera-se que, com a fisioterapia conjunta, ele ande com normalidade”, diz.
      A rigidez compromete 67% dos portadores de lesão medular, 75% dos pacientes com paralisia cerebral e 84% dos sobreviventes de AVC e traumas encefálicos, de acordo com o Ministério da Saúde. “Se não for tratada devidamente, causa dor crônica, deformidade articular permanente e até fraturas causadas pelas torções involuntárias, afirma o fisiatra (especialista em reabilitação) Paulo Novazzi. “A toxina é biológica, ajuda na dor e na recuperação da função dos membros, além de não ter efeitos colaterais.”

Diferentes usos      De acordo com o fisiatra Paulo Novazzi, a toxina botulínica tem aplicações em diversas patologias. “Na oftalmologia, pode ser usada para corrigir o estrabismo e, na urologia, curar a incontinência urinária”, exemplifica.

R$ 1.200      em média, é o preço de cada frasco com 500 aplicações da toxina, que é importada de países como Inglaterra, EUA e China.

Confusão
      “Botox” é apenas uma das marcas encontradas da toxina botulínica, obtida pela cultura da bactéria Clostridium botulinum. No Brasil, o Instituto Butantã, em São Paulo, tenta desenvolver o produto, já apelidado de “Butantox”.

Falta especialista       “Os convênios afirmam que não possuem clínicas ligadas a eles que ofereçam o tratamento”


Milene Sakamoto
advogada
Fonte: Diário de SP ; Ser Lesado