terça-feira, 30 de novembro de 2010

TERMINOLOGIA CORRETA

          

        Dia desses fui num evento onde alguns palestrantes ainda usavam os termos antigos para referirem-se às pessoas com deficiência. Atualmente,  as expressões: "portador de deficiência", "portador de necessidade especial", "deficiente", "incapacitado", "inválido", "pessoa dita deficiente" estão sendo substituídas pela expressão  "pessoa com deficiência".

O termo "Pessoa normal" passa a ser substituído por   "pessoa sem deficiência" ou "pessoa não deficiente".  A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável e ultrapassado.

          Todos possuímos algum tipo de deficiência, seja dificuldade em matemática, teimosia, falta de concentração, etc, etc... Ou seja, todos somos pessoas com deficiência de alguma forma.
          Bom último dia de novembro a todos!

       

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

COMPRA DE CARRO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA



Pessoas com deficiência têm direito a descontos na hora de comprar um carro.


QUEM TEM DIREITO AO DESCONTO NA COMPRA DO CARRO?


          Existem dois grupos de pessoas com deficiência que têm direito ao desconto. O primeiro, classificado como ?Condutores?, permite que o solicitante (mesmo com seu problema de saúde) dirija o carro. Estas pessoas, quando compram um veículo, são isentas das seguintes taxas: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação),  IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e liberação do rodízio na cidade de São Paulo.
          O outro grupo, chamado de ?Não-Condutores?, permite que terceiros (indicação de no máximo 3 motoristas) possam dirigir o automóvel, já que a deficiência impede essa tarefa. Neste caso, os deficientes só conseguem a isenção do IPI e a liberação do rodízio da capital paulista.
QUE TIPOS DE DEFICIÊNCIAS TÊM DIREITO AS ISENÇÕES?
Para se enquadrar no grupo dos ?Condutores?, é preciso ter uma das deficiências abaixo: 
- paraplegia (paralisia de ambos os membros inferiores e, geralmente, da região dorsal inferior);
- paraparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo dos membros inferiores que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento);
- monoplegia (paralisia de um só membro ou grupo muscular);
- monoparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um só membro que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento);
- triplegia (paralisia de três membros);
- tetraparesia (paralisia ?parcial? dos quatro membros, pois há  um pouco de força em alguns deles)
- triparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de três membros que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento)
- hemiplegia (paralisia de uma parte do corpo; exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho da função);
- hemiparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um dos lados do corpo que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento);
- amputação ou ausência de membro;
- paralisia cerebral;
- membros com deformidade congênita adquirida;
- câncer de mama (nos casos comprovados por médicos que a pessoa perdeu a força nos membros)
As deficiências que fazem parte dos ?Não-Condutores? são:
- visual;
- mental severa e profunda (ex. Síndrome de Down);
- física (qualquer tipo, como tetraplegia, paralisia dos quatro membros);
- autista


COMO OBTER A ISENÇÃO?

Caso o portador de deficiência se enquadre no grupo dos ?Condutores?, ele deverá:
1º) tirar ou mudar o tipo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O interessado deve conseguir a carta especial no Departamento de Trânsito do seu Estado -a única diferença em relação a carteira de habilitação normal é uma junta de médicos que examina a extensão da deficiência e desenvoltura do candidato. Deverá, então, passar por perícia médica (credenciada ao Detran). Em seguida, com o resultado do laudo, terá que se matricular em um Centro de Formação de Condutores (CFC) para fazer a prova teórica. Para a realização do teste prático, o candidato precisa procurar uma autoescola (que tenha um carro adaptado). Na carteira ficará discriminado o tipo de veículo que o condutor está apto a guiar.
2º) Para obter isenção do IPI e do IOF, o deficiente deve procurar a Receita Federal e montar um processo (reunir documentos e laudo da perícia médica) para cada tipo de imposto que requisitar o não-pagamento. Não há nenhuma taxa para pedir o benefício. O formulário pode ser encontrado no site da instituição:www.receita.fazenda.gov.br .
3º) Quando já estiver com o documento da Receita, que libera a isenção do IPI, o solicitante vai até uma loja de carros e escolhe o modelo adaptado no valor de até R$ 70 mil. (Clique aqui e veja reportagem sobre o desconto). A concessionária dará uma carta, relatando o modelo selecionado pelo consumidor. (Clique aqui e veja os modelos automáticos disponíveis no mercado).
4º) Com a carta da loja em mãos, o consumidor pode dar entrada na Secretaria da Fazenda (de seu Estado) e pedir a anulação da taxa do ICMS.
5º) Com todos os documentos, o deficiente já pode comprar o carro.
6º) Depois é necessário passar pelo Detran, para que no documento do veículo tenha a seguinte observação: ?intrasferível?. Para não pagar o IPVA, o consumidor também deve pedir a isenção da taxa no local ou lembrar o despachante, que vai cuidar de seu caso.
7º) Para conseguir a liberação do rodízio, é preciso pedir o benefício no Departamento de Operação do Sistema Viário de São Paulo (DSV). 
Para o grupo dos ?Não-Condutores? é necessário: 
1º) Passar por perícia de um médico credenciado no SUS (Sistema Único de Saúde). É importante levar o formulário da Receita Federal (para cada deficiência há um tipo) ? o documento está disponível no site: www.receita.fazenda.gov.br. Atenção: para o grupo dos ?Não-Condutores? não é preciso que o deficiente tenha habilitação para dirigir, já que o motorista será uma outra pessoa indicada por ele.
2º) Quando o deficiente tem autismo, Síndrome de Down ou problema mental, mas tem até 16 anos, os representantes legais podem recorrer ao benefício da isenção do IPI por ele. Porém, se o deficiente tiver mais de 16 anos, os responsáveis terão que entrar na Justiça para pedir por esse direito.
3º) Neste grupo, o automóvel com desconto sai no nome do deficiente. No entanto, os representantes legais dirigem ou podem indicar até três condutores para esse veículo.
DEPOIS DE QUANTO TEMPO O CARRO PODE SER VENDIDO?
Caso o deficiente tenha pedido só a isenção do IPI, ele não poderá vender o veículo até 2 anos depois da compra. Porém, se tiver conseguido a liberação de outra taxa, fica impedido de vender o automóvel durante 3 anos após a compra.
Fonte: O tempo on line. 

sábado, 27 de novembro de 2010

BANDA FORMADA POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL- RUDELY INTERRUPTED

          À primeira vista a Rudely Interrupted é uma banda pop qualquer, com uma “vibe” dos anos 80. No entanto cinco dos seis membros da banda são deficientes intelectuais, alguns com deficiências realmente severas. O vocalista, Rory Burnside, por exemplo, tem Síndrome de Asperger, mas também tem um tom perfeito. Marcus Stone, o tecladista, além de Asperger tem apenas 20% da capacidade auditiva. A percussionista Connie Kirkpatrick tem Síndrome de Down e é completamente cega. O único membro da banda que não é deficiente é o terapeuta musical Rohan Brooks, que teve a ideia da banda para ajudar seus pacientes. FONTE:  Lucio Carvalho, da Inclusive 
          Estava num grupo de discussão sobre esta  banda e alguém se manifestou da seguinte forma: "se eles não fossem deficientes, não estariam fazendo sucesso". Fiquei indignado com esta colocação. Eles não estão fazendo sucesso porque são simplesmente "deficientes intelectuais", mas sim, porque estão rompendo com barreiras e driblando o preconceito apesar das limitações que possuem. Tem tanta banda medíocre por aí, formada por pessoas ditas "normais", que ouvem e que enxergam, que penso que uma iniciativa desse porte deve sim ser aplaudida. Curtam o som e bom final de semana!  
À primeira vista a Rudely Interrupted é uma banda pop qualquer, com uma “vibe” dos anos 80. No entanto cinco dos seis membros da banda são deficientes intelectuais, alguns com deficiências realmente severas. O vocalista, Rory Burnside, por exemplo, tem Síndrome de Asperger, mas também tem um tom perfeito. Marcus Stone, o tecladista, além de Asperger tem apenas 20% da capacidade auditiva. A percussionista Connie Kirkpatrick tem Síndrome de Down e é completamente cega. O único membro da banda que não é deficiente é o terapeuta musical Rohan Brooks, que teve a ideia da banda para ajudar seus pacientes. FONTE:  Lucio Carvalho, da Inclusive 
          Estava num grupo de discussão sobre esta  banda e alguém se manifestou da seguinte forma: "se eles não fossem deficientes, não estariam fazendo sucesso". Fiquei indignado com esta colocação. Eles não estão fazendo sucesso porque são simplesmente "deficientes intelectuais", mas sim, porque estão rompendo com barreiras e driblando o preconceito apesar das limitações que possuem. Tem tanta banda medíocre por aí, formada por pessoas ditas "normais", que ouvem e que enxergam, que penso que uma iniciativa desse porte deve sim ser aplaudida. Curtam o som e bom final de semana!       
     


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

BRASIL TEM 60 CÃES-GUIAS PARA 1,4 MILHÕES DE CEGOS




          A pessoa com deficiência visual que pensa em trocar a bengala por um cão-guia tem duas alternativas no Brasil: aguardar pacientemente na fila de espera de uma ONG por tempo indeterminado ou comprar o animal fora do país. O número reduzido de cães-guia no Brasil é um reflexo da dificuldade que existe para conseguir um animal treinado. Para se ter uma ideia, há 1,4 milhão de pessoas com deficiência visual no país, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia; e cerca de 60 cães-guia, segundo ONGs.
          E entrar na fila do Projeto Cão-Guia da ONG Integra, em Brasília, foi a opção escolhida pelo assessor parlamentar Luciano Ambrosio Campos, de 40 anos, que tem uma doença hereditária que provocou a perda gradativa de sua visão. Após três anos de espera, em dezembro de 2008, ele conseguiu trocar a bengala pela cadela Mits, de 3 anos.
          “Minha vida se divide em dois momentos, antes e depois da Mits. Com ela, o mundo cresceu. Tive um ganho de autonomia e de locomoção que não dá para comparar com o que tinha antes”, afirma Campos.
          Uma das maiores vantagens do cão-guia em relação à bengala, segundo Campos, é a possibilidade de desviar de objetos acima do chão. “Com a bengala, você tem domínio de 1,5 metro à frente e não detecta um orelhão ou um galho de árvore. Já a Mits me protege de todos os riscos, não bato a cabeça nas coisas”, diz.
          Em troca da proteção, Campos também faz sua parte e zela por Mits. Para que trabalhe perfeitamente, ela precisa seguir a rotina rígida, receber alimentos nos horários corretos, além de fazer visitas frequentes ao veterinário e, ao menos uma vez por ano, passar por uma reciclagem do treinamento.

          Já o professor de ioga Elias Ricardo Diel, de 36 anos, passou quatro anos esperando por um cachorro até a chegada da cadela Winter, da Austrália. Ela foi trazida a pedido de Diel pelo treinador de cães Fabiano Pereira, que tinha viajado ao exterior para fazer um curso de especialização e poder iniciar o treinamento na Escola de Cães Guia Helen Keller, em Balneário Camboriú (SC).
          “Eu precisava de mais independência e queria segurança para me locomover e poder construir uma vida melhor, com mais qualidade. Minha esperança era que Fabiano voltasse e treinasse um cão para mim, mas ele conseguiu trazer a Winter de lá”, afirma Diel, que está com a cadela há pouco mais de 1 ano.
          Orientado por Pereira, o próprio Diel faz a reciclagem do treinamento de Winter. “Há comandos e alguns passos que ela precisa seguir para manter a disciplina. Senão, ela esquece e volta a ser um cão normal”, diz Diel. Cego desde os 16 anos, quando sofreu um acidente de carro, Diel conta que a principal vantagem do cão-guia em relação à bengala é a integração social. “Winter é a minha maior relações públicas. As pessoas ficam apaixonadas por ela e conversam comigo. Com a bengala, alguém sempre pergunta se você precisa de ajuda, mas a conversa acaba aí. Todos saem da frente e não falam nada.”

Custo do treinamento

          Em média, o treinamento demora dois anos e custa o equivalente a R$ 25 mil no Brasil. Os deficientes visuais cadastrados no Projeto Cão-Guia e na Escola de Cães-Guia Helen Keller não pagam pelo animal, mas precisam enfrentar a fila de espera de tempo indeterminado.Características para se tornar um cão-guia

          Além de saúde perfeita, o animal tem que ser isento de agressividade para se tornar um cão-guia. Segundo Pereira, várias raças podem ser usadas na função, tais como boxer, dálmata e pastor-alemão, mas o que realmente importa é o temperamento. Por isso, 90% dos animais treinados são das raças labrador e golden retriever, reconhecidas como muito dóceis e trabalhadoras. “Quando o leigo vê um labrador, sabe que é um cão bonzinho.”

          Assim como Diel, Pereira ressalta que o animal ajuda a inserir a pessoa com deficiência visual no convívio social. “O papel do cão-guia não é apenas locomover, mas ajudar a integrar o cego na sociedade. Se a pessoa tem um cachorro, outras naturalmente chegam perto e iniciam uma conversa. Com a bengala, o cego fica sempre excluído.”

domingo, 21 de novembro de 2010

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - SUGESTÃO DA SEMANA


         

          Poucas vezes li algo que me indignasse tanto. A vontade que dava ao ler "O Ensaio sobre a Cegueira" era a de entrar no livro e dar jeito naquilo tudo que estava acontecendo. Segundo José Saramago, o autor desse clássico moderno, "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."
          Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter

 

olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.

          Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".

312 páginas
Editora Companhia das Letras

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TESTE DE CÉLULAS TRONCO EM HUMANOS - JORNAL NACIONAL

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PARQUE DO IBIRAPUERA INAUGURA PLAYGROUND INCLUSIVO

         Dia 10 de outubro, antevéspera do dia da criança, foi inaugurado no Parque Ibirapuera em São Paulo um brinquedo acessível para crianças com deficiência. A nova atração conta com rampas de acesso e corrimãos, para crianças com mobilidade reduzida, e piso tátil, para orientação de crianças com deficiência visual, além de intervenções sonoras, como instrumentos de percussão.
            O evento ocorre em parceria da direção do parque com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
          Segundo o órgão, o brinquedo também é voltado para crianças sem deficiência, já que a ideia é levar ao parque a perspectiva de inclusão, com algo que não seja atrativo apenas para um segmento específico.


          Thaís Frota, arquiteta especializada em acessibilidade, analisou o brinquedo a pedido da Folha e o considerou bem adaptado e fiel à proposta.
          “Ele possibilita a brincadeira entre todas as crianças, sem segregar. Além disso, uma mãe em cadeira de rodas pode acompanhar o filho que não tem deficiência, por exemplo”, diz a arquiteta.
          A administração do parque afirmou que o projeto começou após a lei 11.982, de 16 de julho de 2009, que obriga parques de diversões a adaptarem pelo menos 5% de seus brinquedos para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, tanto quanto tecnicamente possível. De acordo com a administração, desde 2007 há um caminho acessível para chegar à marquise do parque.
          Bem que Porto Alegre e outras cidades poderiam se inspirar nessa iniciativa! Falar de inclusão hoje em dia está na moda. O que ainda não está na moda é colocar a inclusão em prática.  Nos Estados Unidos, por exemplo, todas as pracinhas de crianças possuem pelo menos um brinquedo inclusivo, como gangorras mais largas onde duas cadeiras de rodas podem ser colocadas, uma em cada extremidade. Crianças que desde cedo aprendem a conviver e a compartilhar com as diferenças certamente serão adultos mais preparados para viver num mundo sem barreiras físicas e aberto a todos.

sábado, 13 de novembro de 2010

CEM ANOS DE SOLIDÃO - SUGESTÃO DE LIVRO


          Está aí um livro que sempre indico... Na minha modesta opinião, um dos melhores livros escritos no século XX. Lí "Cem Anos de Solidão" pela primeira vez quando tinha 16 anos, reli aos 26 e relerei aos 36... Cada releitura é uma surpresa, um novo encontro com personagens memoráveis.
         Cem Anos de Solidão (Cien Años de Soledad no título original) é uma obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prémio Nobel da Literatura em 1982, e é actualmente considerada uma das obras mais importantes da literatura Latino-Americana. Esta obra tem a peculiaridade de ser umas das mais lidas e traduzidas de todo o mundo. Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em Março de 2007, Cem anos de solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha. Utilizando o estilo conhecido como realismo fantástico, Cem Anos de Solidão cativou milhões de leitores e ainda atrai milhares de fãs à literatura constante de Gabriel García Márquez. A primeira edição da obra foi publicada em Buenos Aires, Argentina, em Maio de 1967, pela editora Editorial Sudamericana, com uma tiragem inicial de 8.000 exemplares. Nos dias de hoje já foram vendidos cerca de 30 milhões de exemplares ao longo dos 35 idiomas em que foram traduzidos.
          Muitos falam da necessidade de se ler Cem anos de solidão com um bloco de apontamentos de lado, com o intuito de se traçar a árvore genealógica dos 500 mil Aurelianos, José Arcadios e variações destes mesmos nomes para compreender a teia de personagens que vai sendo criada à medida que os anos avançam.


          Considerado um dos melhores livros de literatura latina ja escritos, sua história passa-se numa aldeia fictícia e remota na América Latina chamada Macondo. Esta pequena povoação foi fundada pela família Buendía – Iguarán. A primeira geração desta família peculiar é formada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. Este casal teve três filhos: José Arcadio, que era um rapaz forte, viril e trabalhador; Aureliano, que contrasta interiormente com o irmão mais velho no sentido em que era filosófico, calmo e terrivelmente introvertido; e por fim, Amaranta, a típica dona de casa de uma família de classe média do século XIX. A estes, juntar-se-á Rebeca, que foi enviada da antiga aldeia de José Arcadio e Ursula, sem pai nem mãe.
          A história desenrola-se à volta desta geração e dos seus filhos, netos, bisnetos e trinetos, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula (que viveu entre 115 a 122 anos). Esta centenária personagem dará conta que as características físicas e psicológicas dos seus herdeiros estão associadas a um nome: todos os José Arcadio são impulsivos, extrovertidos e trabalhadores enquanto que os Aurelianos são pacatos, estudiosos e muito fechados no seu próprio mundo interior. Os Aurelianos terão ao longo do livro a missão de desvendar os misteriosos pergaminhos de Melquíades, o Cigano, que foi amigo de José Arcadio Buendía. Estes pergaminhos tem encerrados em si a história dramática da família e apenas serão decifradas quando o último da estirpe estiver às portas da morte.

título: Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Marques
autor: Gabriel Garcia Marques
Nº de páginas: 394

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

VELA ADAPTADA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

                                                                                                          Foto by Nichimurar

                      "a cadeira vazia, à espera de quem foi se aventurar em outros universos..."

          Sábado com céu nublado em Porto Alegre no dia 6 de novembro. Chove ou não chove? Não choveu... E graças a ajuda de São Pedro foi possível que o Projeto Pólo RS de Vela Adaptada mostrasse a que veio no Iate Clube Guaíba. Cheguei com o Nichi por volta das 14h e o Stevan, a Aline e a galera cadeirante já estava por lá, todos apreensivos com a possibilidade de dar uma voltinha de barco.


          A  Aline  e  o Milton,  dois   cadeirantes que  toparam  a aventura, no começo ficaram com um pouquinho de medo, mas logo relaxaram e curtiram o vento no rosto e as águas do Guaíba.

          Eu, o Stevan e o Nichi seguimos a galera num barco ao lado e assim foi possível registrar esses momentos tão bacanas. Pelo sorriso da Aline, a gente pode perceber que foi uma tarde inesquecível de superação.
 

Abaixo, um videozinho do Milton desbravando o Guaíba...

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domingo, 7 de novembro de 2010

LARANJA IRRITANTE

Só para descontrair um pouco - eheheh! E que venha a segunda!


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APARELHO PARA AJUDAR CEGOS A PEGAREM ÔNIBUS EM PORTO ALEGRE

          Criado por um inventor mineiro, o sistema inteligente que ajuda deficientes visuais a tomarem ônibus com autonomia será implementado na frota de Porto Alegre. A novidade, que será testada em três veículos da Carris, permite que cegos sejam identificados nas paradas pelos motoristas dos coletivos.




         O DPS 2000, aparelho transmissor de sinais por ondas de rádio criado pelo vendedor mineiro aposentado Dácio Pedro Simões, tem  aparência e peso de um pager e  chama táxi ou ônibus para o ponto e emite um aviso sonoro quando o veículo estaciona. É uma alternativa para que os cegos possam usar o transporte público sem auxílio de um bom samaritano.
          Para funcionar, um dos aparelhos fica com o deficiente e o outro é instalado no ônibus ou no táxi. No teclado, em braile, o cego seleciona o meio de transporte e digita o número da linha ou o bairro do ônibus que quer. O aparelho envia um sinal para ser captado pelo receptor do veículo, que deve estar no máximo a 150 metros de distância. Quando ele se aproxima do ponto, o sistema emite um som para avisar o passageiro (se a linha escolhida é a de número três, o aparelho apitará três vezes seguidas).

      DPS 2000

          Numa tarde, há quase seis anos, a vida do então aposentado sofreu uma guinada. Num ponto de ônibus, Dácio foi abordado por um deficiente visual que lhe fez um pedido relativamente simples: quando se aproximasse tal linha de ônibus, Dácio sinalizasse para o motorista e lhe avisasse. Disposto a ajudar, Dácio aguardou a chegada da linha desejada lendo um livro ao lado de seu novo companheiro que, tempos em tempos, cutucava-lhe o braço. Depois de esperar por quase uma hora, perder duas conduções que lhe serviam, ser cutucado diversas vezes e assistir à formação de pesadas nuvens que anunciavam um temporal, Dácio se desculpou. Não podia esperar mais, tinha um compromisso inadiável. O deficiente agradeceu por avisá-lo que estava saindo. "É que muitas vezes, as pessoas vão embora e nos deixam aqui, acreditando que a ajuda está garantida."

    Dácio, o inventor
          
          Debruçado sobre uma prancheta, Dácio bolou o primeiro projeto: um cartaz com letreiro em cristal líquido e um pequeno teclado em Braille. Com ele, o deficiente poderia digitar a linha de ônibus desejada e expô-la aos motoristas. Idéia no papel, Dácio procurou o Instituto São Rafael, escola pública especializada no ensino de deficientes visuais de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, que atende 380 estudantes. Queria ouvir a opinião de potenciais usuários. Lá conheceu Juarês Gomes Martins, professor da escola e presidente da Associação dos Amigos do Instituto, que lhe contou de experiência semelhante desenvolvida em Campinas. Mas os testes apontaram vários inconvenientes. "À noite, por exemplo, os motoristas não poderiam enxergar o deficiente no ponto. E ainda tínhamos de trabalhar com os obstáculos naturais como árvores, sinalizações de trânsito e mesmo outros usuários que impediriam a visão", relembra Dácio.
          De volta à prancheta, Dácio entendeu que teria de trabalhar com algo que rompesse barreiras. A resposta estava num companheiro inseparável: o rádio de pilhas. Mas para projetar um equipamento que utilizasse ondas de radiofreqüência, o inventor autodidata precisaria de ajuda especializada, encontrada num amigo professor de eletrônica em cursos profissionalizantes do Senai. Mais de dois anos depois do incidente no ponto de ônibus, saía da cabeça do inventor para o papel o DPS 2000, composto por um par de pequenos rádios que emitem e recebem mensagens de ondas de radiofreqüência. Acionado pelo deficiente por meio de um teclado de códigos em Braille, o equipamento emissor enviaria a mensagem para o receptor instalado em ônibus e táxis num raio de 200 metros. Alertados por um sinal sonoro ou luminoso, os motoristas atenderiam o chamado. Era o início do fim da dependência dos deficientes pela boa vontade alheia. 
          Além de deficientes visuais, o DPS 2000 também pode ser usado por  idosos e pessoas analfabetas. Grande iniciativa!