quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE 2





      A cena em que aparecem as irmãs (8 e 10 anos) assassinadas foi considerada uma das cenas mais aterrorizantes da história do cinema. Jack Nicholson afirmou que nunca mais conseguiu livrar-se dos trejeitos do personagem.
      O iluminado (The shining) de Kubrick não é fiel ao romance de Stephen King. O título do livro foi inspirado em uma música de John Lennon chamada Instant Karma!, que contém a frase "We all shine on…". Stephen King quis originalmente dar o nome ao livro de The Shine, mas mudou o nome quando percebeu que "shine" era gíria pejorativa para negros.
      No livro, o assustador apartamento que Danny deve evitar era o 217. A pedido do dono do hotel, que serviu de locação para o longa, o número foi alterado para 237, apartamento que não existe no prédio real. O dono tinha receio de ninguém querer se hospedar no real quarto 217 caso este aparecesse no filme.
      A primeira escolha de Kubrick para o papel de Danny foi Cary Guffey, de Contatos imediatos de terceiro grau (1977). Mas os pais do garoto mudaram de ideia ao conhecer a temática do longa.
      A ideia de Danny mover o dedo quando falava como Tony veio do ator-mirim Danny Lloyd. O pequeno intérprete  fez isso espontaneamente durante as audições.
      A trilha sonora do filme de 1980, a maioria das musicas foram feitas por Krzysztof Penderecki, na época foi considerada a trilha sonora mais assustadora de filme de terror, dando uma sensação de ação e terror nos gestos dos atores e nos sons. Assim aumentando mais o terror psicológico do filme.







CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE 2












                                                                                                                 CONTINUA...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"COLEGAS" ESTRÉIA EM PORTO ALEGRE COM AUDIODESCRIÇÃO

     
      O Filme COLEGAS estréia em Porto Alegre com audiodescrição e entrada franca.
       Pessoas cegas ou com baixa visão assistirão ao longa-metragem no dia 2 de março, no Espaço Itaú do Bourbon Shopping Country, com entrada franca e presença do elenco e equipe.

Endereço:
      Sala 2 do Espaço Itaú, no Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, 80 – atrás do Shopping Iguatemi).


       O multipremiado longa-metragem Colegas, que estreia dia 1º de março, terá sessão acessível a pessoas com deficiência visual em Porto Alegre/RS, no dia 2, sábado, com entrada franca e presença de parte do elenco.
       A exibição está marcada para as 9h30, na Sala 2 do Espaço Itaú, no Bourbon Shopping Country, com distribuição gratuita de combos com pipoca e refrigerante.
       A produção é da Tagarellas Audiodescrição, com patrocínio da Óptica LH e apoio do Bourbon Shopping, Espaço Itaú, Europa Filmes, Radioativa Produtora, Som da Luz e Gatacine. Os ingressos são limitados e a reserva deve ser feita antecipadamente pelo e-mail tagarellasproducoes@gmail.com ou pelos fones (51) 3384 1851 e (51) 8451 2115. A preferência é para pessoas com deficiência visual e acompanhantes. Demais interessados terão seu ingresso condicionado à lotação da sala.
       Porto Alegre é a única capital que ganhará uma sessão acessível de Colegas no final de semana da estreia do filme. E, pela primeira vez no Rio Grande do Sul, um longa-metragem estreante será exibido em uma sala comercial com audiodescrição. O recurso permite o acesso às informações visuais a pessoas cegas e com baixa visão, além de beneficiar idosos e pessoas com Síndrome de Down, deficiência intelectual, problemas neurológicos e dificuldade de memorização. Os fones de ouvido serão distribuídos a partir das 9h30 e a audiodescrição inicia-se às 9h45, para detalhar antecipadamente as características da sala de exibição, personagens e cenários.
      Depois do filme, que dura aproximadamente 90 minutos, o diretor e roteirista Marcelo Galvão, o produtor Marçal Souza e os atores Ariel Goldenberg e Rita Pokk conversarão com o público até as 12h.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE 1

  


     
      Como estava sem nada mais interessante para fazer hoje (ócio de férias), decidi brincar e fazer cinema em quadrinhos... ou telecinema, como preferirem. A ideia nada mais é do que pegar um filme e adaptá-lo para uma linguagem resumida que proporcione uma visão geral do mesmo.




      Baseado no livro homônimo de Stephen King, "O Iluminado"   foi dirigido por Stanley Kubrick e estrelado por Jack Nicholson.     
      É tido por muitos como o segundo melhor filme de Kubrick, e, junto com 2001:Uma Odisséia no Espaço e Laranja Mecânica, um dos mais populares.
      Passa-se no contexto de uma família isolada em um hotel, do qual tomam conta, cujo pai, escritor, sofre da  Síndrome da Cabana, que ocorre quando pessoas vivendo muito tempo enclausuradas se rebelam umas contra outras.
      O filho do casal tem uma "iluminação" que o torna capaz de prever e rever acontecimentos e é provido de uma inteligência incomum para sua idade.
      O filme aborda assuntos como reencarnação, predestinação e previsão do futuro, obra que caracteriza otimamente a criatividade do seu diretor, refletida em cenas mundialmente conhecidas, mesmo sem saber se referentes ao filme.

       Acompanhe abaixo a primeira parte do "resumo em tiras" desse clássico do cinema!










CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE 1



















                                                                                     CONTINUA...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

COMO ABORDAR E CONDUZIR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL


       Como abordar, conduzir e auxiliar um deficiente visual?
     É dever,  auxiliar um deficiente visual em qualquer oportunidade do dia.
       Contudo, é preciso consciência de que existe uma abordagem própria e maneiras de conduzir. Vejamos:
       No momento em que você percebe uma pessoa cega, com alguma dificuldade, a maneira é se aproximar, falar e tocá-la, de leve,  no braço ou no ombro. A pessoa perceberá que você falou com ela e está próximo.
       Ao ajudá-la a atravessar uma rua, ou conduzi-la a algum lugar, não conduza pegando no braço dela. Dê o seu braço para que ela o acompanhe. Diga-lhe para que pegue em seu braço.
      No momento em que tiver que subir ou descer uma escada, avise-lhe: “Vamos agora subir uma escada”, “Vamos pegar o elevador”, “Vou levá-lo até a sala de exames”, “Vamos passar por um corredor estreito”…
      Em uma escada deixe-a do lado de dentro para que possa seguir o corrimão. Ao oferecer uma cadeira, o deficiente deve ser avisado: “A cadeira é baixa (ou alta)”, “A cadeira está ao seu lado direito”.
      Enfim, há uma infinidade de “dicas”. O importante é que, sempre, antes de qualquer procedimento você forneça  pistas verbais do que vai fazer: “Vamos atravessar a rua”, “tem um meio fio”, “Vamos subir (ou descer) uma escada”.
       Ao conversar com ele,  não esqueça: é um deficiente visual , porém,  nem por isso deixa de ser adulto, muitas vezes com grande potencial. Não deve ser tratado como um “incapaz” ou como criança.

Fonte: http://sistemafaep.org.br

sábado, 23 de fevereiro de 2013

A VERDADE SOBRE A GINA

     



      Sim, ela existe. Não é apenas uma ilustração na caixinha de palitos. No ano passado ela foi sucesso nas redes sociais . Gina é a ex-modelo publicitária paulista Zofia Burk que nos anos 70 fazia comerciais de xampus, sabonetes e sabão em pó.

Zofia Burk

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

CINEMA E DEFICIÊNCIA - MURDERBALL



      Documentário sobre "Quad-Rugby", esporte que mistura Rugby e Basquete, praticado por quadriplégicos  em cadeiras de roda especiais. O enfoque é na vida de alguns destes esportistas, que competem pelo time dos EUA nas Para-Olimpíadas, e sua rivalidade com o time canadense, treinado por um antigo membro americano.

Keith Cavill
Andy Cohn
Scott Hogsett
Bob Lujano
Joe Soares
Mark Zupan



Duração: 88 minutos (1 hora e 28 minutos)
Gênero: Documentário
Direção: Henry Alex Rubin e Dana Adam Shapiro
Ano: 2005
País de origem: EUA



Classificação indicativa:
Não recomendado para menores de 14 anos
Estúdio:
MTV Films / EAT Films LLC / A&E Indie Films
Distribuição:
Europa Filmes
Fotografia:
Henry Alex Rubin
Produção:
Jeffrey V. Mandel E Dana Adam Shapiro
Edição:
Conor O'Neill E Geoffrey Richman
Música:
Jamie Saft

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

AUTISMO NA PRÓXIMA NOVELA DAS NOVE


      A atriz Bruna Lizmeyer, que foi descoberta em “Insensato Coração” e, desde lá já trabalhou em “As Brasileiras” e “Gabriela”, já tem um novo trabalho pela frente, ela novamente trabalhará com Walcyr Carrasco.
      Mas desta vez sua personagem terá uma carga dramática muito grande, pois, após impressionar a equipe numa cena em que sua personagem levava uma surra em “Gabriela, ela fora escalada para viver uma jovem autista.
      Para quem não sabe, o autismo é um transtorno que impede o indivíduo de estabelecer relações sociais, caracterizado pelo mal uso da linguagem e um comportamento repetitivo.
      A previsão de estreia de “Em Nome do Pai” é para o início de junho deste ano.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MONTE RUSHMORE



     
      O Monte Rushmore localiza-se em Keystone, Dakota do Sul, nos Estados Unidos.
      É um monte onde estão esculpidos os rostos de quatro Presidentes dos Estados Unidos: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln. Ideia do pintor e escultor Gutzon Borglum, inicialmente, era para ser feito apenas um busto, mas houve muita indecisão em relação a qual deveria ser construído. Após a decisão do primeiro busto a ser construído, foram montados os primeiros andaimes em 1927. Demorou 15 anos para a obra ser terminada.

      O monumento é uma das atrações turísticas mais conhecidas do mundo, rendendo ao Estado de Dakota do Sul o cognome de The Mount Rushmore State. Os gigantescos rostos, de 15 a 21 metros de altura,  foram construídos com modernos instrumentos de engenharia, dinamite e martelos pneumáticos a 150 metros de altura, na região de Black Hills. Borglum morreu pouco tempo antes de completar o seu trabalho. Terminada por seu filho, Lincoln, a obra foi inaugurada em 1941.

Gutzon Borglum
FONTE: Wikipédia

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

VITAMINA B9 NA GRAVIDEZ PODE REDUZIR CHANCE DE AUTISMO


      O estudo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, revela uma redução clara do risco de contrair a deficiência em crianças cujas mães tenham tomado a vitamina nas quatro semanas antes do início da gravidez e oito semanas depois.
      Os cientistas comprovaram que o ácido fólico tem efeitos na saúde do feto, quando tomado antes e no início do período de gestação.
      Ezra Susser, professor de epidemiologia da universidade, confirma "a importância do ácido fólico para o desenvolvimento do cérebro” e diz que o método “aumenta a possibilidade de um importante e barato meio de prevenção para reduzir o autismo".
      A pesquisa foi realizada na Noruega com cerca de 85.000 crianças nascidas entre 2002 e 2008.
      O ácido fólico é indispensável para a síntese do DNA e para o processo de reparação do organismo.
      Mas não é preciso tomar remédio.
      O corpo humano produz de forma natural a vitamina B9 através do ácido fólico, que está em alimentos como verduras, ervilhas, lentilhas, feijão e ovos.
      O estudo da Universidade de Columbia foi publicado esta no Journal of the American Medical Association.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

TRANSTORNO MENTAL OU DOENÇA MENTAL?



      Os termos transtorno, distúrbio e doença combinam-se aos termos mental, psíquico e psiquiátrico para descrever qualquer anormalidade, sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica e/ou mental. Os transtornos mentais são um campo de investigação interdisciplinar que envolves áreas como a psicologia, a filosofia, a psiquiatria e a neurologia. As classificações diagnósticas mais utilizadas como referências no serviço de saúde e na pesquisa hoje em dia são o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais - DSM IV, e a Classificação Internacional de Doenças - CID-10.
      Em psiquiatria e em psicologia prefere-se falar em transtornos ou perturbações ou disfunções ou distúrbios (ing. disturbs, alem. Störungen) psíquicos e não em doença; isso porque apenas poucos quadros clínicos mentais apresentam todas as características de uma doença no sentido tradicional do termo - isto é, o conhecimento exato dos mecanismos envolvidos e suas causas explícitas. O conceito de transtorno, ao contrário, implica um comportamento diferente, desviante, "anormal". No Brasil, a Câmara Federal aprovou em 17.03.09, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6013/01, do deputado Jutahy Junior (PSDB-BA), que conceitua transtorno mental, padroniza a denominação de enfermidade psíquica em geral e assegura aos portadores desta patologia o direito a um diagnóstico conclusivo, conforme classificação internacional. O projeto determina que transtorno mental é o termo adequado para designar o gênero enfermidade mental, e substitui termos como "alienação mental" e outros equivalentes.

FONTE: wikipédia

domingo, 17 de fevereiro de 2013

QUINTA-FEIRA NEGRA (PARTE FINAL)


Confusa e ofegante, dona Doca despediu-se dos siameses e partiu em direção ao centro, tomando aquela que um dia tinha sido a famosa Rua do Arvoredo, onde segundo diziam, uma outra Catarina e seu homem vendiam lingüiça feita de carne humana.  Ao ver-se na Rua da Praia, em meio à movimentação típica de uma manhã de Sexta-Feira, dona Doca sentiu a cabeça rodar. O casamento da filha ameaçado por uma baronesa morta era-lhe uma ideia inacreditável por um lado, mas assustadora por outro. Na rua, as pessoas passavam seguindo seus afazeres, algumas trabalhando, outras passeando apenas, todas imunes ao drama do casamento. Logo lá na frente, um policial parecia rendido no meio de uma confusão: duas mulheres haviam sido provocadas de forma desagradável por um bêbado, e não tinham pensado duas vezes em dar-lhe uma surra com suas bolsas e sombrinhas. Dona Doca caminhou até chegar diante da vitrine da “Especialista”, a fábrica de roupas brancas para senhoras onde Catarina havia comprado o seu enxoval e ficou contemplando a manequim vestida de noiva. O que poderia haver de tão complexo com um casamento? Tudo tão simples... As pessoas decidiam se casar, marcavam a cerimônia, convidavam os amigos e as famílias, iam até a igreja e o assunto se revolvia. Mas agora, com sua única filha, a linda Catarina, tinha que haver aquela história horrível para estragar tudo!
Feliz daquela manequim – pensou dona Doca -, que nunca se casa e vive eternamente como as noivas um dia antes do casamento, na expectativa da felicidade eterna, sempre de branco, sempre bonita, sempre noiva. Às noivas de menos sorte, cabia-lhes ter que tirar o vestido depois da festa e encarar a vida real, o cotidiano... E às noivas de menos sorte ainda, cabia-lhes o azar de um escravo fantasma a barrar-lhes o casamento por causa de uma baronesa malvada, como era o caso de Catarina. Como contar aquela história para a filha? Como aquilo tudo chegaria até os ouvidos do Menelau, o noivo? Dona Doca não sabia. Voltou para casa e depois do almoço ficou rodeando Catarina, sem saber por onde começar com aquele assunto. Por fim, após muitos ensaios, chamou a jovem para conversar e contou-lhe da consulta com os siameses e da previsão macabra acerca da igreja e do casamento. A resposta de Catarina foi a menos esperada: rindo de tudo aquilo como se estivesse rindo de uma comédia encenada no Teatro São Pedro, a moça não deu nenhuma atenção aos temores da mãe.
Estava Catarina mais envolvida com os últimos preparativos do que com qualquer mau agouro. A única coisa que não aceitaria era que o noivo a visse antes do casamento com o seu lindo vestido branco! Isto sim dava azar! Tanto, que quando os primeiros pingos de chuva começaram a cair sobre Porto Alegre, na Quinta-Feira Santa daquele fatídico ano de 1941, Catarina não associou em nada aquela garoinha que vinha timidamente do céu com a previsão catastrófica que havia para a cerimônia do seu matrimônio.
Choveu durante a páscoa e durante as semanas seguintes. Se no início a chuva era encarada como algo natural, aos poucos, começou a causar os seus primeiros transtornos. Dona Doca, que calada ia acompanhando as notícias acerca dos primeiros desabrigados, tentava em vão não pensar na profecia dos xifópagos. O casamento estava marcado para dali a menos de um mês, e nada faria Catarina voltar atrás. O pânico só tomou conta da boa senhora quando, no dia 22 de abril, dia em que se comemorava o descobrimento do Brasil, o céu foi invadido por nuvens negras que desabaram na forma de um violento temporal. Choveu como nunca havia chovido, e não parou mais de chover. O Guaíba passou a mostrar o seu lado mais assustador e foi enchendo cada vez mais, de forma que a cidade viu-se invadida pelas águas, e a Guerra da Europa e a ascensão de Hitler perderam a importância diante daquele alagamento hediondo.
- Catarina, o centro todo está debaixo d’água! Até a prefeitura foi alagada! O coitado do prefeito Loureiro teve que sair de barco para voltar para casa! – abismava-se dona Doca, que diariamente ia transmitindo para a filha o caos que a cidade virara com a enchente.
Mas Catarina parecia impassível com a cheia. Não era a primeira vez que chovia exageradamente em Porto Alegre, e nem seria a última. E no mais, para elas que viviam ali, no alto da Independência, os malefícios da chuva ainda eram contornáveis. Na semana seguinte, quando diminuísse a chuva, ela iria com a mãe até a Igreja das Dores a fim de acertar os detalhes da decoração. Só que não parou de chover, e na semana seguinte, ao sair do palacete onde morava, Catarina finalmente deparou-se com a seriedade da situação. Do alto da Rua da Praia, a noiva desconheceu a paisagem com a qual estava acostumada desde criança: o Mercado Público parecia uma plataforma rodeada por um oceano marrom e por barquinhos que tentavam transportar pessoas e ajudar aos desabrigados.
Voltou a noiva para casa assustada, fugindo com a mãe das águas e dos ratos que agora procuravam os lugares mais altos para se refugiarem. Os ratos de que falara o siamês... A cachoeira que deveria ter virado a escadaria da igreja onde Catarina pretendia triunfar de branco, com seu véu comprido... Tudo estava se concretizando! Um escravo e uma baronesa estavam em guerra e a cidade estava sendo tragada por um dilúvio moderno, remoía-se dona Doca sem saber o que fazer. Chegou a propor ao marido que usassem da autoridade de pais e que obrigassem Catarina a adiar o casamento e a mudar de paróquia, mas ele foi contra. Que tinha a ver um casamento com uma enchente? Idéia mais descabida a da mulher! Entretanto, dona Doca não descansou. A cidade ficava dias na escuridão, sem luz, atirada ao pânico dos desabrigados e dos que tentavam salvar as poucas coisas que a água não tinha engolido, e era tudo culpa do casamento da filha!
Na Segunda-Feira da semana do casamento, chegou a notícia que derrubou Catarina: a cerimônia do seu matrimônio, assim como todas as demais previstas para aquela semana, estavam adiadas. Que se desse um jeito, que se avisassem os convidados, que se conformassem as noivas e os noivos, mas não tinha como se casar ninguém diante de uma calamidade como aquela. Catarina foi contra, chorou, berrou, provocou ela própria uma enchente dentro de casa com as suas lágrimas, mas não teve jeito. Porto Alegre virara um mar de chocolate e não haveria mais casamento.
O Menelau tentou confortá-la. Iriam se casar assim que aquele caos todo findasse, não tinha ela motivos para desesperar-se. Já tinha avisado a sua família em Pelotas e estava tudo certo.
Todavia, o golpe de misericórdia para a infortunada Catarina ocorreu naquela Quinta-Feira, dia 8 de maio, quando o Guaíba bateu todos os recordes ao subir 4,75 metros e quando ela, ao abrir as portas do seu roupeiro, deparou-se com um rato cinza e de olhos vermelhos, roendo o seu vestido de noiva. Ali, Catarina desabou. Era o mau agouro que se confirmava, a mãe tinha mesmo razão! Os siameses da Cidade Baixa tinham acertado na previsão: o seu casamento estava condenado! Que se trocasse a igreja, que se mudassem os planos! Aos prantos, a noiva correu para a mãe e abdicou do seu sonho de descer a escadaria da Igreja das Dores com seu véu de serpente. Iriam conseguir outra igreja, assim que a enchente terminasse, uma igreja qualquer, que não tivesse o fantasma de um escravo a barrar a porta por causa de uma baronesa malvada.
Dona Doca finalmente respirou aliviada. A maldição que o casamento da filha desencadeara sobre a cidade estava chegando ao fim. De fato, após aquela Quinta-Feira que entraria para a história de Porto Alegre como “Quinta-Feira Negra”, as chuvas se abrandaram, e ainda que lentamente, as águas foram recuando e devolvendo aos porto-alegrenses a sua paisagem natural, mesmo que modificada pela grande enchente. Todas as vezes que ia até o Mercado Público e deparava-se com a mancha linear que as águas do Guaíba marcaram no prédio, a boa dona Doca lembrava-se da história do casamento de Catarina, da enchente de 1941 e do rato cinza e de olhos vermelhos que ela sorrateiramente plantara no roupeiro da filha, com o único propósito de salvar a cidade do maior dilúvio que se teve conhecimento na Capital do Rio Grande. Dona Doca então sorria envaidecida, convicta do seu secreto heroísmo e voltava para casa feliz. 
Conto de Cristiano Refosco

OBS: conto registrado na Biblioteca Nacional. O uso do mesmo sem a prévia autorização do autor constitui violação de direito autoral.

QUINTA-FEIRA NEGRA (PRIMEIRA PARTE)




Quinta-Feira Negra (primeira parte)
                                                                            de Cristiano Refosco

Quando dona Doca desceu do bonde na Avenida João Pessoa e sentiu que os ares da Cidade Baixa lhe batiam no rosto, respirou fundo e benzeu-se. Estava iniciada a sua audaciosa aventura de embrenhar-se naquele território populacho a fim de consultar-se com os siameses. Poderiam acusá-la de tudo nesta vida, de mulher sem muita serventia, de cabeça oca, mas não de mãe relapsa, e por isso, desde que uma cartomante lhe falara sobre um mau agouro para o casamento da sua filha Catarina, que dona Doca decidira ir procurar os irmãos xifópagos, peritos em desvendar o passado e prever o futuro.
Senhora de meia-idade, esposa valorosa e temente a Deus, dona Dorotéia Catarina nunca havia colocado sozinha os seus pés naquele antro de boemia e de perdição que era a Cidade Baixa. Por isso, quando viu-se na esquina da República com a Av. João Pessoa, dona Doca colou a bolsa que trazia junto ao corpo, receosa de que algum daqueles moleques que passavam ao seu lado pudessem roubá-la. Era capaz de tudo pela felicidade da filha, até mesmo, sair de casa determinada a achar os famosos videntes cuja foto havia sido publicada no Correio do Povo na última semana. Na foto em preto e branco do jornal, dava para se ter uma ideia de como eram os xifópagos, e por isso, ficava difícil saber o que era mais impressionante, se o aspecto chocante dos dois homens presos a um único corpo, ou se o conteúdo da reportagem, onde os dons premonitórios de ambos eram vastamente discutidos. Dizia a reportagem que um dos siameses era especialista em enxergar o futuro, fazendo previsões que sempre acabavam se concretizando, enquanto que o outro tinha a capacidade de saber de coisas já acontecidas há muito tempo e de localizar qualquer pessoa desaparecida.
- A vidente em que fui outro dia disse que o casamento de Catarina tem muito olho grande em cima, e que tem boa chance de uma tragédia acontecer – explicara dona Doca apavorada à sua comadre ainda outro dia. A comadre, muito sensata e cética, tentou despersuadir a amiga daqueles pensamentos. Catarina era jovem e bonita, e ia se casar com o Menelau, rapaz de fino trato e de boa família pelotense, bisneto de baronesa... Por isso, nada poderia sair errado.
- Essa gente só quer é nos impressionar, Doca. Pedem nosso dinheiro, nos dizem meia dúzia de bobagens e nós, de tão espantadas, acabamos sempre caindo nos seus golpes... – explicava a comadre balançando a cabeça.
Mas dona Doca preferia não arriscar. Naquela manhã de Sexta-Feira, ergueu-se do seu leito convicta a procurar os siameses, mesmo que tivesse que para isso, entranhar-se na Cidade Baixa. As suas primeiras impressões não coincidiram com as suas expectativas. Pessoas que nem ela, que nem o marido, caminhando pelas ruas, vendedores ambulantes batendo de porta em porta, meninos anunciando os periódicos diários. Aos poucos, foi percebendo que não tinha tantos motivos para sentir-se insegura, e chegou a pedir informação de como chegar até a residência dos siameses a duas senhoras que fofocavam descaradamente diante dos portões das suas casas, cada uma com uma vassoura de palha na mão.
De bom grado, explicaram-lhe como tinha que fazer para chegar até o local onde os xifópagos moravam, e em poucos minutos, dona Doca viu-se diante de um chalé velho, pertinho da Lima e Silva. Era ali que eles residiam, praticamente isolados de tudo e de todos, ainda que muito requisitados devido aos seus dons premunitórios. Na casa ao lado do chalé, uma mulher muito gorda debruçada sobre a janela, exibia praticamente metade dos seios, enquanto olhava os passantes com determinação. “Rexalada”, pensou dona Doca ao ver a gorda na janela com os peitos à mostra. Mas a felicidade de Catarina valia qualquer sacrifício, inclusive o de ver aqueles retratos obscenos do mundo.
Um frio na boca do estômago lembrou-a de que sempre fora sensível para coisas exóticas, e que não seria diferente naquele momento sinistro em que seus olhos veriam de perto os xifópagos. Após bater na porta do chalé, foi recebida por uma senhora de cabelos brancos e de pele áspera que a fez entrar e sentar-se ao redor de uma mesa disposta na sala escura. Sentiu-se dona Doca como se estivesse esperando um monstro mitológico, e não dois homens com quem iria conversar, e a súbita vontade de levantar-se e ir embora só não vingou porque os siameses logo vieram ao seu encontro.
 Ao ver-se diante daquele corpo forte e grande, com dois braços, duas pernas, um único e grosso pescoço e duas cabeças, Dona Doca sentiu um frio na espinha. Então era verdade... Os siameses existiam mesmo, não eram uma montagem de jornal... Deviam estar por perto dos sessenta anos, a julgar pelo branco dos cabelos de ambas as cabeças e pelas rugas distribuídas nas duas faces e trajavam um terno acinzentado sob medida que, certamente era o que usavam quando iam dar consultas.  Enquanto apertava a bolsa de couro junto ao corpo, em sinal de nítida ansiedade, dona Doca acompanhava com os olhos incrédulos o deslocamento daquelas estranhas criaturas que andavam lentamente, como se o peso de dois crânios lhes abrandassem os movimentos.  Viu-os sentarem-se a sua frente, com dois pares de olhos curiosos a lhe mirarem e foi então que um deles iniciou a conversa:
- Bom dia, senhora. Qual a sua graça e no que podemos lhe servir?
A voz de dona Doca saiu trêmula, quase sem força:
- Meu nome é Dorotéia Catarina, mas me chamam de Doca. Eu vim porque tenho uma filha que vai casar-se no mês que vem, e queria saber qual vai ser a sorte deste casamento.
Os siameses remexeram-se na cadeira e a senhora de cabelos brancos que havia aberto a porta para dona Doca aproximou-se com uma bacia repleta de água. Depositou o objeto em frente aos dois irmãos e, olhando para dona Doca, esclareceu:
- Eles enxergam as coisas aí dentro desta bacia. Um, vê as coisas que estão por vir, e o outro vê as coisas que já aconteceram... A senhora pode perguntar o que quiser.
Antes mesmo que dona Doca pudesse fazer alguma pergunta, um dos siameses franziu o cenho:
- Para que dia está marcado o casamento, senhora?
- Será no dia 10 de maio, sábado, na Igreja Nossa Senhora das Dores...
O outro irmão, cujos olhos se fixavam na bacia, foi categórico diante daquela informação, e sua voz soou com um certo tom de ameaça:
 - Naquela igreja que teve as suas torres amaldiçoadas por um escravo? Não começamos nada bem!
Dona Doca ficou boquiaberta. Diversas vezes já ouvira falar daquela lenda do escravo que fora enforcado injustamente na frente da igreja das Dores, e que lançara sobre ela uma maldição, mas nem tinha se lembrado disso quando Catarina e seu noivo Menelau a tinham escolhido como o palco para o casamento. Além do mais, aquilo tudo era superstição, crendice que não deveria ser levada a sério. Catarina havia escolhido a Igreja das Dores por causa da sua escadaria, para ser fotografada lá em cima, no seu rico vestido de noiva.
- Senhora, estou vendo aqui que não haverá casamento algum. Sua filha não se casará neste dia.
- Mas como? Está tudo acertado! A igreja, os proclamas, o padre, os convidados! – admirou-se dona Doca com os olhos arregalados.
- Sua filha não se casa... Estou vendo a igreja vazia, com a escadaria virada em cachoeira, com muita água e muitos ratos descendo por ela... Vejo um grande dilúvio em torno desse casamento.
Aquela era a segunda vez que algum tipo de oráculo lhe reservava má sorte para o casamento. Na outra vez, quando tinha ido até uma cartomante que vivia perto da usina, dona Doca havia recebido um prognóstico não menos macabro do que recebera agora dos siameses. A vidente, uma senhora rechonchuda que se vestia tal qual uma cigana – mas que traço algum daquele povo trazia junto ao rosto - tinha lhe prevenido sobre uma grande nuvem negra que pairava sobre o casamento de Catarina e de Menelau.
Atordoada com aquela macabra previsão, dona Doca tentou ordenar os pensamentos. E se fizessem um trabalho espiritual, quem sabe uma promessa para Nossa Senhora das Dores, para que corresse tudo bem com o casamento? O xifópago que via o passado balançou a cabeça com o escasso movimento que possuía no  pescoço e foi categórico:
- De nada adiantará, senhora. Santos não aceitam trabalhos espirituais. E, além do mais, o problema não está na santa, mas sim no noivo. Se sua filha quiser se casar neste dia de maio e na Igreja das Dores, terá que escolher outro rapaz.
Neste instante, dona Doca empalideceu, e seu rosto ficou tão branco quanto à superfície da bacia de porcelana em que os videntes estavam concentrados. Então haveria algum problema com Menelau, aquele jovem advogado que em tão pouco tempo arrebatara completamente o coração de Catarina! Mas o que haveria de ser? Alguma doença ou fatalidade?
- Ele vai bem de saúde, e vai viver muitos anos. O que tranca esse casamento é a bisavó dele, que já não está mais neste mundo.
- A baronesa! – bradou dona Doca de forma espontânea.
- Sim, a baronesa! Uma mulher muito ruim, que no tempo da escravidão judiou e tirou a vida de muitos negros... É por causa desta mulher que o casamento não vai acontecer... Estou vendo ela aqui, judiando dos cativos; e também vejo um escravo na porta da Igreja das Dores, trancando a passagem do noivo. Não terá casamento, senhora. Se insistirem, será pior...
A história que o siamês contava era verdadeira. Menelau Farias, o rico herdeiro de uma família de estancieiros de Pelotas, possuía entre os seus antepassados uma bisavó que durante os idos do Império ostentava o título de Baronesa do Laranjal, e que tinha praticado muitas barbaridades com os seus escravos.   Todavia, entender o que uma coisa tinha a ver com a outra, era agora a preocupação de dona Doca. Que culpa tinham a sua filha Catarina e o rapaz naquilo tudo para que o casamento se visse ameaçado? Acaso já não era morta a tal baronesa? Conversa mais descabida! Bem que a comadre lhe precavera contra essas invencionices que os videntes costumavam fazer!
O siamês que via o futuro fechou ambos os olhos e, como se tivesse agora a função de receitar uma solução para aquela situação, profetizou:
- Esse casamento só sai se mudarem a igreja, se escolherem dentro da nossa Porto Alegre uma outra capela. Se insistirem na Igreja das Dores, o mundo virá abaixo! O bisneto de uma baronesa não se casará numa igreja que é guardada por um escravo.
Mudar de igreja, justo agora, faltando pouco mais de um mês para o casamento? Catarina não concordaria com aquilo! Desde pequena que falava em se casar na igreja das Dores, e de descer a sua escadaria com um véu gigantesco que encheria os olhos de todos!  A filha seria contra, veementemente contra!
         Confusa e ofegante, dona Doca despediu-se dos siameses e partiu em direção ao centro, tomando aquela que um dia tinha sido a famosa Rua do Arvoredo, onde segundo diziam, uma outra Catarina e seu homem vendiam lingüiça feita de carne humana.  

continua...

OBS: conto registrado na Biblioteca Nacional. O uso do mesmo sem a prévia autorização do autor constitui violação de direito autoral.

PAPAS INTRIGANTES - CRUCIFICADO DE CABEÇA PARA BAIXO

     

      O primeiro cabeça da Igreja Católica foi São Pedro, cujo nome original era Simão, e era um dos 12 apóstolos de Jesus, de acordo com Julius Norwich em seu livro “Absolute Monarchs: A History of the Papacy” (“Monarcas Absolutos: Uma História do Papado”, Random House, 2012).
      Ele pregou na Ásia Menor antes de ir para Roma, onde viveu 25 anos, quando o Imperador Nero Augusto César crucificou-o. Diz a lenda que ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se achar indigno de morrer como Jesus. Apesar de ser considerado o primeiro Papa, ele nunca teve este título durante sua vida.

      O primeiro papa a abdicar foi Ponciano, que foi o chefe da igreja entre os anos 230 e 235. Diferente de seus predecessores, Ponciano não foi martirizado, mas sentenciado a trabalhos forçados nas minas da Sardenha pelo Imperador Maximino Trácio, que estava perseguindo os cristãos, particularmente os chefes da igreja. O papa abdicou voluntariamente para evitar que a igreja experimentasse um vácuo no poder, de acordo com a Enciclopédia Católica.

      O século seguinte foi um tempo duro para a Igreja Católica, com perseguição de cristãos e martírio de vários líderes da igreja. Mas, em 313, o Imperador Constantino colocou oficialmente um fim à perseguição. O Papa Silvestre I foi o primeiro a viver neste mundo menos perigoso, mas quando Constantino organizou o Concílio de Nicéia, para definir a doutrina oficial cristã, Silvestre resolveu ficar de fora, enviando emissários, de acordo com o livro “Absolute Monarchs”. O Credo Niceno é considerado a primeira declaração oficial de fé dos cristãos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

PAPAS INTRIGANTES - JULGAMENTO DO PAPA CADÁVER



    O Papa Formoso encabeçou a Igreja Católica de 891 a 896, e seu reinado foi marcado por batalhas políticas e lutas internas. Ele sofreu excomunhão 20 anos antes de se tornar Papa, mas foi absolvido mais tarde. Após sua morte, seu cadáver foi exumado, levado a julgamento e condenado por não ser digno do papado. Todos seus editos papais foram considerados inválidos, os dedos que ele usou para fazer os sacramentos foram arrancados, e ele foi jogado no rio Tibre.

 

      O Papa Leão I, que reinou do 461 a 468, pode ter sido mais famoso pelo trabalho que fazia antes de ascender ao papado: o antigo aristocrata e então bispo convenceu o temido Átila, o Huno, a não saquear Roma. É possível que Leão tenha oferecido a Átila alguma quantia em ouro, ou então o guerreiro usou o encontro como uma desculpa para retornar, atendendo a seus próprios objetivos estratégicos.
      Outra possibilidade é que o papa tenha apelado para os medos supersticiosos de Átila, de morrer logo depois do saque, como aconteceu com Alarico I (rei de uma tribo de Godos) depois de saquear Roma décadas antes, de acordo com o livro “Absolute Monarchs”.
     
      O Papa atual não é o único Bento a renunciar. Durante uma época tumultuosa da história da Igreja Católica conhecida como saeculum obscurum (“idade das trevas”, às vezes chamado de “pornocracia” ou “governo de meretrizes”), os papas se entregaram à corrupção e à venalidade, e eram aliados a alguma família aristocrática. Cansado disso, o povo de Roma resolveu elevar Bento V à mais alta posição em 964. Mas o fundador do Sacro Império Romano, Rei Oto I, não quis saber disso e elegeu um antipapa, Leão VIII. Bento V escolheu renunciar alguns meses depois da eleição (nestes tempos caóticos, não era incomum haverem dois papas eleitos).
      O próximo Bento, Papa Bento VI, também viu seu reinado ter um fim ignominioso: quando o Rei Otto morreu em 974, Bento VI foi preso e executado pelo seu antipapa sucessor.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PAPAS INTRIGANTES - PAPA GRÁVIDO



      Diz a lenda que de 855 a 877, um Papa João era na verdade uma mulher. A história, contada por um monge dominicano chamado Martinho em 1265 e vários outros, alega que o Papa João era uma garota que foi trazida a Atenas em roupas de homem, de acordo com “Absolute Monarchs”. Ela estudou e se tornou mestre, mas ficou grávida e teve o parto durante uma procissão da igreja. Entretanto, o caos da época e as discrepâncias entre as diferentes histórias sugerem que a Papisa Joana talvez nunca tenha existido.

      Outro papa Bento, Papa Bento IX, foi papa três vezes. Ele primeiro ascendeu ao papado em 1032 como resultado de conexões familiares, com a tenra idade de 20 anos, de acordo com a Enciclopédia Católica. Entretanto, ele levou uma vida imoral e dissoluta. Em 1044, a cidade de Roma elegeu um antipapa. Bento IX conseguiu substituir o antipapa, mas abdicou – depois de vender o papado a outro sacerdote. Antes de morrer, ele se tornou papa mais uma vez, mas por pouco tempo.

      O último papa a abdicar, Papa Gregório XII, foi eleito em 1406, mais de 600 anos atrás. Ele era conhecido por sua piedade, e foi eleito originalmente para terminar a cisma ocorrida depois que o Papa Inocêncio VII morreu, de acordo com a Enciclopédia Católica. Gregório XII foi um dos três papas a reinar na época, e o caos que se seguiu deve tê-lo convencido que era hora de cair fora. Ele convocou um concílio para resolver o problema, e abdicou em 1415.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ATLETA PARALÍMPICO ADMITE TER MATADO A NAMORADA




      O velocista sul-africano Oscar Pistorius prestou depoimento e foi liberado após ser detido pela polícia e ser o principal suspeito de ter matado a tiros a namorada em sua casa , em Pretória. O paratleta teria confundido a modelo Reeva Steenkamp, de 30 anos, com um intruso. Ela, que também era sul-africana, morreu com um tiro na cabeça e outro no braço - foram quatro disparos efetuados no total.
      O jornal sul-africano "Beeld" afirma que Pistorius confessou ter atirado e matado, por engano, a sua companheira. Na saída do distrito policial de Boschkop, o atleta se mostrou bastante abalado, cabisbaixo e usava uma jaqueta com capuz para esconder seu rosto e tentar escapar do registro dos fotógrafos.
      A polícia disse que um homem de 26 anos de idade compareceria no tribunal sob a acusação do homicídio de Steenkamp. A polícia da África do Sul não vai nomear suspeitos do crime até que as investigações terminem, mas a porta-voz Denise Beukes adiantou que Pistorius estava em sua casa no momento da morte da modelo e que "não há outro suspeito envolvido".

Reeva Steenkamp
      "Sim, existem testemunhas e aconteceram depoimentos nesta manhã", disse Beukes fora do condomínio fechado onde morava Pistorius. "Estamos falando com vizinhos e pessoas que ouviram coisas que aconteceram no início da noite e quando o incidente ocorreu", completou.
      Já de acordo com a publicação do "News 24", algumas testemunhas ouviram coisas mais cedo, antes do momento dos tiros, que podem ser relacionadas a uma briga de Pistorius com a namorada, supondo que o velocista teria matado a moça de forma proposital, e não acidental como disse no depoimento.
      Pistorius, de 26 anos, foi o primeiro atleta com as pernas amputadas a correr nas Olimpíadas, usando duas próteses. Em 2012, nas Olimpíadas de Londres, ele competiu de igual para igual, chegando às semifinais das provas dos 400 m rasos.
      Na Paraolimpíada, ele ganhou medalha de ouro nos 400 m T44. Ele causou polêmica depois de perder a prova dos 200m T44 para o brasileiro Alan Fonteles, ao reclamar de supostas vantagens da prótese usada pelo atleta brasileiro.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CINEMA E DEFICIÊNCIA - FREAKS 1932


      Freaks é um filme de terror de 1932 dirigido e produzido por Tod Browning baseado em uma estória de Tod Robbins. O filme em seu tempo causou um grande impacto e teve uma forte oposição por parte dos diretores da Metro Goldwyn Mayer que temiam mostrar a todos aquele show dos horrores.
      Hoje é um clássico, um filme cult, mas em seu tempo, Freaks foi considerado forte demais para a mentalidade da época e o público exigiu que fosse retirada das telas. Devido a esta intensa reação o estúdio cortou o filme pela metade.
      O filme foi interpretado por pessoas com deficiência e não foram utilizados efeitos especiais de maquiagem, excepto numa breve cena ao final do filme.
      No filme, os “freaks” são pessoas de confiança e honradas, enquanto os verdadeiros monstros são os membros do circo considerados “normais” que conspiram para assassinar um dos artistas e obter sua herança.
      Em 1994, Freaks foi selecionado como o décimo quinto filme mais assustador na lista dos 100+ da rede Brav de TV.
      Uma das conseqüências deste filme foi o aparecimento em inglês do termo “Freaks” para designar algo ou alguém anormal, estranho, marginal, tão utilizado atualmente na rede.
      O filme começa com um apresentador de circo prevenindo o público: “vocês verão monstros de verdade que vivem e respiram como gente…”.
      Cleópatra uma bela trapezista é amada pelo anão Hans. Ao saber da fortuna que Hans herdou, ela e o amante, Hércules, arquitetam um plano para se apossarem da herança.
      Fingindo corresponder ao seu amor, casa-se com Hans e tenta envenena-lo. Mas, seu plano criminoso é descoberto pelos “monstros”, cuja vingança será implacável.


Elenco:
  • Wallace Ford interpreta Phroso
  • Leila Hyams interpreta Venus
  • Olga Baclanova interpreta Cleópatra
  • Roscoe Ates interpreta Roscoe
  • Henry Victor interpreta Hercules
  • Harry Earles interpreta Hans
  • Daisy Earles interpreta Frieda
  • Rose Dione interpreta Madame Tetrallini
  • Daisy Hilton interpreta Siamese Twin
  • Violet Hilton interpreta Siamese Twin
  • Schlitzie interpreta ele próprio
  • Josephine Joseph interpreta Half Woman-Half Man
  • Johnny Eck interpreta Half Boy
  • Frances O'Connor interpreta a garot asem braços
  • Peter Robinson interpreta Human Skeleton
  • Olga Roderick interpreta a Mulher Barbada
  • Koo Koo interpreta ela própria
  • Prince Randian interpreta The Living Torso
  • Martha Morris interpreta Angeleno's Armless Wife
  • Elvira Snow iterpreta Pinhead
  • Jenny Lee Snow interpreta Pinhead
  • Elizabeth Green interpreta Bird Girl
  • Delmo Fritz interpreta Sword Swallower
  • Angelo Rossitto interpreta Angeleno
  • Edward Brophy interpreta Rollo Brother
  • Matt McHugh interpreta Rollo Brother


  • FONTE: WIKIPÉDIA e http://freakz.tumblr.com/

    QUARTA-FEIRA DE CINZAS


          A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
          Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma) ou quarenta e seis dias contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.
          Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

    terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

    ORIGEM DO CARNAVAL



          Possivelmente as raízes do carnaval se encontram num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco.
          Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.
          Resumindo: o carnaval é uma festa do calendário pagão como outras que celebramos pelo ano afora, que é "permitida" pela igreja contando que na quarta-feira o cristão esteja na igreja buscando “uma sanção litúrgica dos máximos deslizes” (Euclides da Cunha).

    EX-CAFETINA QUER CRIAR BORDEL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO REINO UNIDO



          Ex-cafetina, a britânica Becky Adams espera abrir um bordel estritamente dedicado à prestação de serviços para pessoas com deficiência. Ela já estabeleceu um serviço gratuito que conecta as pessoas com necessidades especiais a mulheres que trabalham como prostitutas.
          Becky disse a Jeremy Vine, BBC Radio 2, ter recebido muitos e-mails de pessoas que procuram trabalhar com ela neste serviço.
          Atualmente, ela já provê um serviço de acompanhantes para pessoas com deficiência que estejam em busca de serviços sexuais. Trata-se de uma agência chamada Para-Doxies, uma organização sem fins lucrativos.
          O problema da agência, ela explica, é que nem sempre é fácil combinar o pedido do cliente e a agenda das profissionais. “Com a Para-Doxies pode levar até um mês para que a gente consiga achar a garota certa na região do cliente”, diz, ao explicar por que quer abrir um bordel sem fins lucrativos.
          “Como atuamos nacionalmente, às vezes recebo um e-mail de alguém em Carlisle (noroeste da Inglaterra, a 420km de Londres) pedindo para ver uma profissional cujo local de atendimento tenha, por exemplo, acesso para cadeirantes. Então é preciso achar alguém naquela área, organizar o transporte e verificar questões legais com eventuais acompanhantes ou com a residência (para pessoas com necessidades especiais)”, detalha.
          “Ainda bem que conheço milhares de profissionais do sexo”.

    FACILITAR
          Ela afirma não cobrar pelos serviços prestados pela Para-Doxis, porque a maior parte de seus clientes depende de benefícios sociais para sobreviver, e não poder arcar com as despesas. “Como negócio, seria um fiasco”, ela avalia.
          Ela diz ainda que para a maioria dos beneficiários do serviço, “sexo convencional está fora de questão”, devido às condições especiais dos clientes. “Temos a preocupação de entender o que eles gostam e também de educá-los a ter prazer sozinhos. Mas muito simplesmente não podem fazer nada sozinhos. Então, ensinamos respiração tântrica para facilitar o orgasmo.”
          Becksy diz ainda que o número de profissionais do sexo se oferecendo para prestar estes serviços tem crescido.
          “Recebo tantos e-mails de profissionais quanto de pessoas procurando por serviços. Muitas mulheres dizem que o serviço é importante e que poderiam trabalhar um dia, ou que estariam disponíveis em uma área específica. E temos que lembrar que muitas destas mulheres foram enfermeiras antes.”

    UNIVERSITÁRIAS
          Becky Adams, 44, trabalhou como dona de bordel no sul da Inglaterra por 25 anos. Recentemente, ela foi selecionada para ajudar a Universidade de Swansea, no País de Gales, em um projeto que tem como objetivo pesquisar estudantes universitários que trabalhem na indústria do sexo.
          A iniciativa, a ser desenvolvida em três anos, recebeu recursos da ordem de R$ 1,5 milhão da Loteria Britânica. Ela examina as motivações das estudantes para entrarem na indústria do sexo.

    Fonte: Folha de São Paulo / BBC Brasil