quarta-feira, 12 de novembro de 2014

AUTISMO: COMO UMA MÃE MELHOROU A VIDA DO SEU FILHO PELA ALIMENTAÇÃO



    Claudia Marcelino foi doceira por 16 anos, até que descobriu na dieta sem glúten, sem lactose e sem aditivos químicos, uma aliada no tratamento do autismo do seu filho Mauricio. Claudia então passou a dedicar-se inteiramente à construção de uma nova rotina para sua família, com hábitos alimentares completamente diferentes. Hoje, a estudante de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comemora a recente vitória contra o monstro do vestibular, mais uma forma de se aprimorar e continuar na luta pela melhoria de vida do seu filho e de outras crianças autistas. Responsável pelo site “Desvendando o Autismo”, do blog “Cozinha sem glúten e sem leite” e autora do livro “Autismo: Esperança pela Nutrição – Historia de Vida, de Lutas, Conquistas e Muitos Ensinamentos”, Claudia Marcelino compartilha com os leitores da Anna Ramalho alguns de seus conhecimentos.

Como você descobriu que a alimentação era importante no tratamento do autismo?

Através de informações de pais passadas em grupos de discussão sobre autismo na internet. Meu filho até os 16 anos foi tratado de forma convencional, com medicação psicotrópica e tratamento terapêutico multidisciplinar, mas não estava satisfeita com os resultados. Então comecei a ler e vi que tinha alternativas. Resolvi tentar para ver se teria resultados melhores.


Quais são as restrições e permissões alimentares do seu filho Maurício?

Comecei em 2007 retirando glúten, caseína, soja, aditivos químicos corantes e conservantes. Passei a oferecer a ele uma dieta mais saudável, a mais natural possível, à base de grãos, legumes, verduras, frutas, carnes, oleaginosas, sementes e leites vegetais. Fazia a maior parte de todos os seus alimentos em casa. Com a melhora do quadro e com o organismo mais limpo, passei a perceber que ele reagia comportamentalmente com um quadro de alergia cerebral, que está bem explicado em um post do meu blog “Sinos de Vento”. Aí vários outros alimentos tiveram que ser retirados, reforçando com outros que ele não reagia e ricos nutricionalmente como o abacate, o inhame, os caldos de carne e peixe e sementes germinadas.


Quais as melhoras observadas no comportamento e na saúde do Maurício com a alimentação regrada?

No final de 2012 ele não apresentou mais nenhum sintoma de alergia cerebral, como agitação, agressividade, espasmos musculares, entre outros. Isto graças à melhora do seu sistema imunológico. Ele também não toma mais nenhuma medicação psicotrópica, o que é difícil de ser visto quando se trata de autistas adultos clássicos e severos. Ele teve ganhos nas três áreas que a síndrome compromete: socialização, imaginação e interesse, além dos ganhos na área da saúde. Sua escala de comprometimento avaliada pelo questionário “ATEC – Checklist de Avaliação do Tratamento do Autismo”, baixou em mais de 30 pontos. Estes são resultados muito animadores, pois estamos falando de um autista clássico, severo, adulto. Nesta fase o tratamento costuma estar bem estável, sem ganhos significativos e com muitos casos de bastante comprometimento até pela falta de tratamento adequando na infância.


Por que cortar o glúten, o leite animal e os aditivos químicos?

O assunto é bem complexo, envolve vários sistemas metabólicos. Não é apenas uma questão de alergia ou intolerância. Hoje temos fortes evidências através de pesquisas científicas que o autismo é uma espécie de inflamação cerebral. A alimentação ajuda a diminuir esta inflamação, dando chances para uma recuperação maior das funções cerebrais.


Você lançou o livro “Autismo: Esperança pela Nutrição”. Como a comunidade médica no Brasil vê a questão alimentar no tratamento do autismo?

No geral o entendimento da classe médica ainda é zero, impressionante! Ainda estão esperando comprovação científica com grupo controle e testes placebo para um posicionamento, e isto talvez nunca aconteça pelo simples fato de que não consumimos pílulas! Sabemos exatamente o que estamos comendo e a comida sem glúten por mais gostosa que seja, é diferente da comida com glúten, não dá pra comer enganado, como é no teste com placebo. Não dá para o grupo de controle não saber o que está consumindo. Além do mais, todos os testes com grupos de controle e placebo demandam pouco tempo para exibir o resultado da pesquisa, cerca de um mês. Pra medir o resultado da dieta é necessário no mínimo 8 meses. Fica inviável financeiramente e quem banca pesquisa científica não produz comida, e sim pílulas, por isso a falta de interesse! Todos os princípios justificáveis para a utilização de uma dieta específica para autistas estão em livros de biologia, fisiologia, imunologia, biologia molecular. A solução para tratar pela alimentação é saber que tipos de problemas os autistas costumam apresentar, saber os exames que devem ser feitos, pegar o resultado das pesquisas clínicas e estudar como aplicar e direcionar para cada caso. Felizmente os grupos de discussão e ajuda para pais estão crescendo, os congressos estão acontecendo, as boas informações estão mais acessíveis e os pais estão mais exigentes. Isto tudo faz com que médicos busquem caminhos que estão sendo sinalizados e, aos poucos, mais médicos estão indicando uma dieta específica.


Além da alergia alimentar, quais são os outros agravantes e causadores de autismo?

Tem artigos e mais artigos científicos apontando para mercúrio e metais pesados devido à predisposição genética de dificuldade de desintoxicação, vírus, bactérias, parasitas, fungos, poluição, falta de nutrientes como vitamina D, zinco e outros, diversos fatores ambientais, doenças autoimunes.


E o que pode auxiliar no alívio dos sintomas da síndrome?

Sempre um tratamento em conjunto de fatores biológicos aliado a terapias comportamentais, sensoriais e sociais.


O autismo tem cura?

Não, não tem cura. Tem recuperação. A pessoa pode melhorar muito a sua condição, podendo levar um vida plena de tributos e prazeres como qualquer pessoa típica.


Qual a dica que você daria para os pais que estão na dúvida ou confirmaram o diagnóstico de autismo em seu filho?

Comprem o meu livro e tratem-no da forma mais natural possível. A alimentação pode sim fazer uma enorme diferença no quadro do autismo.

FONTE: Site Anna Ramalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

FOTOS COLORIZADAS QUE RETRATAM O SÉCULO 20 - PARTE 2


Beliches lotados no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial, em 1945 


Soldados “desejando” Feliz Páscoa para Hitler, em 1944

 

 

 

 

Henry Ford, 1919

 

 

Adolf Hitler, 1939

 

 

Homens do Air Service Command em um jogo de cartas, na Carolina do Sul, em 1943

 

 

Crianças brincando perto de um cavalo morto em Nova York, na primeira década de 1900

 

 

Lee Harvey Oswald, o assassino do presidente John F. Kennedy, em 1963

 

 

 

Martin Luther King na Marcha sobre Washington, em 1963

 

Alemanha Nazista, 1937

 

Garoto vende jornal anunciando a tragédia do Titanic, em 1912

 

 









 

 

 FONTE: http://spotniks.com/

 

 

 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

CRIANÇA CEGA TAMBÉM BRINCA - BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL





       Escolher um brinquedo quando se entra em uma loja especializada é um verdadeiro desafio diante de tantas opções. Isto é, torna-se difícil escolher se estamos falando de uma criança sem deficiência visual. Para as chamadas “crianças videntes” dados como a faixa etária, sexo e tema de interesse podem ajudar, reduzindo as opções e dando escolhas para quem vai comprar.
 
        Mas, e quando falamos de brinquedos para uma criança com deficiência visual? Porque elas brincam sim… e muito! Como para qualquer outra criança o brincar é fundamental para o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas (memória, atenção, etc) e sociais. Além do mais, o brinquedo pode ser um recurso pedagógico, quando pensamos nos conhecimentos atrelados à escrita, a leitura e até ao cálculo ou às ciências, a depender da faixa etária.

    Claro que alguns brinquedos podem ser adaptados e ajudar essas crianças nesse processo de aprendizagem próprio do brincar, como é o caso da massa de modelar e de tantos outros brinquedos que envolvem texturas e sons, mas brinquedos apropriados que considerem as necessidades específicas de uma criança com deficiência visual encontramos poucos ou nenhum.

     Dentre as opções encontradas na internet, aqui estão alguns brinquedos específicos para a criança com deficiência visual.

 

– Alfabeto em Braille de A a Z  

Cada peça deste jogo de madeira tem um símbolo Braille que representa as letras do alfabeto. Em uma face da peça está a letra em maiúsculo e na outra em minúsculo. Ideal para crianças que estão aprendendo as letras em Braille.















- Relógio Tátil

Este jogo é também uma ferramenta educacional para a pessoa com deficiência visual.  Blocos de madeira com números de 1-12 impressos em negrito de um lado e com marcações tácteis do outro. Cada peça tem uma borda chanfrada que orienta o usuário para a leitura de números em Braille. Os doze blocos  têm formas exclusivas que só se encaixam em uma posição do relógio. Auxilia no reconhecimento e identificação dos números e também no aprendizado do uso do relógio de ponteiro.



- Quebra-cabeça em 3D de pirâmide

Um quebra-cabeça para pessoas cegas que madeira. Um desafio espacial que transforma-se em uma brincadeira divertida. A pirâmide possui 9 peças de madeira cada uma com formato único que deve ser posicionada de forma correta sobre a base.



- Cubo Braille

      O cubo Braiile é feito de plástico, com três discos quadrados montados em um eixo comum. O mecanismo foi pensado para girar e emitir um “click”a cada giro completo, de forma que o usuário possa perceber uma rotação completa. Os discos podem ser girados para que os pontos formem qualquer um dos 63 padrões de pontos do código Braille.

   



FONTE: http://www.reab.me/






domingo, 9 de novembro de 2014

FOTOS COLORIZADAS QUE RETRATAM O SÉCULO 20

Um operário trabalhando numa indústria americana, 1920

 

 

 

 

Pelé, com 17 anos, na Suécia, após a Copa do Mundo de 1958 

 

 

 


Luta de boxe, 1920 


 Posto de gasolina em Washington, capital dos Estados Unidos, 1924 


Garoto abandonado sobre os escombros da 2ª Guerra Mundial, Inglaterra, em 1945

 

 

Albert Einstein em Long Island, Nova York, em 1939 


Big Jay McNeely no Olympic Auditorium, em Los Angeles, em 1953 


Tropas britânicas em viagem durante a 2ª Guerra Mundial, 1939

 

 

Uma menina descalça trabalha em uma fábrica têxtil de Nova Inglaterra, 1910  


Claude Monet em 1923

 

 




FONTE: HISTÓRIA ILUSTRADA/
 

 

 

 

http://spotniks.com/

 

 

 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

UM LITRO DE LÁGRIMAS: NOVELA SOBRE GAROTA JAPONESA COM DEGENERAÇÃO ESPINOCEREBELAR



    Um Litro de Lágrimas é uma novela japonesa que conta a história de Aya Kito, uma garota que sofre de uma doença chamada Degeneração Espinocerebelar. Essa condição prejudica as funções do corpo, levando a ataxia, incoordenação, alteração da velocidade  dos movimentos, dificuldades para engolir, falar, alterações do equilíbrio, dentre outras habilidades que comprometem a vida com autoria e independência até nas atividades diárias mais simples.



    Na novela os sinais e sintomas  da doença começaram a aparecer quando Aya tinha 15 anos. Uma menina cheia de planos, sonhos e que se esforçava ao máximo para realizá-los, tendo sua vida devastada pelo diagnostico. Sua mãe, Shioka Kito, sugere a Aya que escreva um diário como forma de entender a doença e ajudá-la no tratamento. Aya empenhava-se diariamente para escrever e colocar naquelas páginas em branco tudo que sentia, era um apoio, uma forma de lutar; escrever era uma forma de continuar a viver.
 São 11 capítulos que contam os detalhes dessa história.

    Uma curiosidade é que o diário de Aya foi publicado e traduzido para o português. Ou seja, quem e identificar com a história ainda tem outra fonte! O livro tem o nome da novela e pode ser encontrado em grandes livrarias!

      O primeiro capítulo da novela pode ser assistido no link abaixo:

 https://www.youtube.com/watch?v=FQDg1uiIzvg 

FONTE: http://www.reab.me/ 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CINCO FATOS OBSCUROS SOBRE A PERSONALIDADE DE JOHN LENNON



     
      John Lennon é uma das figuras mais famosas do mundo da música e, por mais que você não esteja entre os beatlemaníacos assumidos em todo o mundo, você obviamente sabe de quem estamos falando. Peraí: será que sabe mesmo? O List Verse recentemente divulgou diversos fatos sombrios a respeito do cantor e que certamente vão deixar você perplexo. Confira alguns deles a seguir:

1 – Violência doméstica

      Independente do que você pense sobre o assunto, a verdade é simples e única: mulheres não devem apanhar de seus namorados, maridos ou de qualquer outro homem. Felizmente isso já é considerado crime e, nesse ponto, John Lennon parece ter mesmo errado feio. Tanto sua primeira esposa, Cynthia, como a segunda, Yoko Ono, apanharam do cantor. Mais tarde, ele mesmo chegou a admitir que essas terríveis acusações eram verdadeiras.
      Se atualmente é difícil que as vítimas denunciem seus agressores, imagina antigamente... Por esse motivo, algumas pessoas suspeitam que Lennon tenha agredido ainda mais vítimas.


2 – Péssima relação com o filho

        Outra pessoa que sofreu com os rompantes de raiva de John Lennon foi, com certeza, o filho mais velho do cantor, Julian. Foi porque a mãe de Julian engravidou que Lennon foi obrigado a se casar e a viver uma vida de “gente grande”, coisa que ele ainda não queria.
    Tanto Julian quanto sua mãe, Cynthia, reclamaram publicamente a respeito do comportamento do cantor, um pai de família ausente, indiferente, viciado em drogas e geralmente uma companhia ruim durante os primeiros anos de Julian. Depois de se divorciar de Cynthia, o cantor se afastou completamente da vida do filho durante anos.
         Quando o cantor retomou contato com o filho, a relação entre os dois ainda não era boa. Há diversos relatos de que Lennon gritava e humilhava Julian com frequência, até que o garoto sucumbisse em lágrimas. Certa vez, Lennon disse a Julian: “Eu odeio a forma como você ri!”, depois de ouvir a risada do filho. Julian já disse, publicamente, que Paul McCartney agiu mais como um pai a ele do que o próprio Lennon.


3 – Mentiroso compulsivo

      Outro fato relativamente bem conhecido a respeito da personalidade de John Lennon: o cantor tinha o hábito de aumentar algumas histórias e inventar mentiras a seu respeito, de modo que parecesse sempre mais do que realmente era. De vez em quando, é até normal que as pessoas aumentem um pouco uma história, mas, no caso de John Lennon, a coisa foi mais séria.
      O cantor criou novas versões para todos os eventos de sua vida, de modo que tudo fosse apresentado de um jeito reformado, maquiado, desde fatos que incluíam as condições financeiras de sua família antes da fama – ele se dizia pobre quando, na verdade, sempre foi um garoto de classe média.
     Outra das mentiras que Lennon contou à imprensa diz respeito ao momento em que ele teria conhecido Yoko, durante um show. Segundo o cantor, teria sido amor à primeira vista, quando, na verdade, Yoko seguiu Lennon por meses até que ele resolveu conversar com ela.
       Lennon disse também que os Beatles teriam se separado por causa do gosto de Paul McCartney pela música pop, quando, na verdade, na época em que a banda acabou, Lennon passava por problemas sérios devido ao uso abusivo de heroína.


4 – Politicamente mentira

      Muitas pessoas relacionam John Lennon à militância política e pacífica. Isso acontece por algumas fotos que o músico tem ao lado de pessoas ou monumentos relacionados à política e principalmente aos discursos de paz, mas na verdade Lennon nunca fez nada mais prático dentro de qualquer esfera política.
      Na verdade, ele chegou a financiar o Partido Pantera Negra, que pregava uma nova vertente de segregação racial e defendia a ideia da soberania negra, do uso de armas e de violência, como forma de recompensar os negros pelos sofrimentos causados pelos brancos.


5 – Contradições

      Edward Benjamin, que fez essa lista de coisas ruins sobre Lennon, diz que o artista é o exemplo prático de “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. O mesmo Lennon que cantava “Imagine”, uma de suas mais famosas músicas, cuja letra falava de pessoas que não davam a mínima para coisas materiais, era o cara que vivia nas mais luxuosas suítes de hotéis.
      O mesmo Lennon que cantava sobre um mundo sem religião era o aficionado pelo hinduísmo, pela astrologia e por qualquer nova onda religiosa que pudesse aparecer. O cara que cantou “all you need is love” agrediu suas esposas e renegou o próprio filho, apresentando sempre um comportamento violento e se voltando para as aparências mais do que tudo.

 FONTE: http://www.megacurioso.com.br

 

 

 

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

JUIZ CONDENA INEP A PAGAR R$10 MIL A CADEIRNTE GAÚCHO PREJUDICADO NO ENEM



    O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais a um cadeirante gaúcho que fez a prova do Enem 2011 em uma escola sem acesso adequado. O Inep pode recorrer.
 
      Se mantida, a decisão judicial da Justiça Federal do Rio Grande do Sul abre precedentes para que o instituto federal seja responsável por garantir acessibilidade nos locais de prova do exame.

      “Esta decisão contra o Inep abre precedente para outras contendas judiciais. Em casos anteriores, a responsabilidade sempre recaía sobre a escola ou sobre a [empresa] organizadora da prova”, afirmou o advogado especialista em direito da pessoa com deficiência Geraldo Nogueira.

      O estudante Maurício Zortea, 31, teve de ser carregado para o local de prova, em Passo Fundo (RS), pois o acesso era feito por uma escada. Durante a realização da prova, não conseguiu entrar na cabine do banheiro, que tinha portas mais estreitas que sua cadeira.

      Durante o processo, Maurício chegou a citar outros locais de prova na cidade com boas condições de acessibilidade para a realização do exame.

    “Está claro que o Inep tomou ciência da condição especial do aluno, sem ter providenciado, porém, como lhe cabia, estrutura adequada”, afirmou o juiz federal Andrei Pitten Velloso em sua decisão.

FONTE: http://www.deficienteciente.com.br

terça-feira, 4 de novembro de 2014

DEFICIÊNCIA PSICOSSOCIAL



    A deficiência psicossocial ― também chamada “deficiência psiquiátrica” ou “deficiência por saúde mental” ― foi incluída no rol de deficiências pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13/12/06.
    No Artigo 1 (Propósito), a Convenção afirma que “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.” Trata-se de uma afirmação e não de uma definição. Se fosse uma definição, ela estaria no Artigo 2 (Definições).
De acordo com essa afirmação:
Se uma pessoa tem impedimentos...
Ela é uma pessoa...

... de natureza física
... com deficiência física

... de natureza mental (saúde mental)
... com deficiência psicossocial

... de natureza intelectual
... com deficiência intelectual

... de natureza sensorial (auditiva)
... com deficiência auditiva

... de natureza sensorial (visual)
... com deficiência visual
    A inserção do tema “deficiência psicossocial” representa uma histórica vitória da luta de pessoas com deficiência psicossocial, familiares, amigos, usuários e trabalhadores da saúde mental, provedores de serviços de reabilitação física ou profissional, pesquisadores, ativistas do movimento de vida independente e demais pessoas em várias partes do mundo.
    Convém salientar que o termo “pessoa com deficiência psicossocial” não é o mesmo que “pessoa com transtorno mental”. Trata-se, isto sim, de “pessoa com sequela de transtorno mental”, uma pessoa cujo quadro psiquiátrico já se estabilizou. Os transtornos mentais mais comuns são: mania, esquizofrenia, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e paranóia. O Dr. João Navajas já dizia em 1997: “Se houver sequelas, essas pessoas poderão se adequar às limitações sem deixar suas atividades do dia a dia, como estudar ou trabalhar” (Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Comunidade Terapêutica Dr. Bezerra de Menezes).
    Também alunos com certos tipos de transtorno global do desenvolvimento (TGD) poderão, a partir de agora, fazer parte do segmento das pessoas com deficiência e beneficiar-se das medidas asseguradas na CDPD. Alguns desses tipos são: síndrome de Rett, síndrome de Asperger, psicose.
    Em documentos a respeito da CDPD, a ONU usa o termo “deficiência psicossocial” ao comentar os impedimentos de natureza mental, ou seja, relativa à saúde mental.

    Desta forma, pela primeira vez na história dos direitos humanos, pessoas do campo da saúde mental e pessoas do campo das deficiências trabalharam em torno do mesmo objetivo ― a elaboração da CDPD. Ao cabo de quatro anos, reconhecendo que a sequela de um transtorno mental constitui uma categoria de deficiência, elas a colocaram como deficiência psicossocial junto às tradicionais deficiências (física, intelectual, auditiva e visual).
    Com a ratificação da CDPD por um crescente número de países-membros da ONU, estabelece-se uma ótima perspectiva para profundas mudanças nos procedimentos destes dois campos. Pois, mais de 40% dos países ainda não possuem políticas públicas para pessoas com deficiência psicossocial e mais de 30% dos países não possuem programas de saúde mental. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas têm algum tipo de transtorno mental, conforme a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, são 3 milhões de pessoas com transtornos mentais graves (esquizofrenia e transtorno bipolar), mas considerando os tipos menos severos (depressão, ansiedade e transtorno de ajustamento), cerca de 23 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental. Acontece que em nosso país há somente 1.513 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Grupos de apoio: PcDP
    O termo “pessoa com deficiência psicossocial” (PcDP) é relativamente novo, quase contemporâneo do nome anterior, “pessoa com deficiência psiquiátrica”.

    Hoje, as PcDP que lideram organizações e grupos de apoio são consideradas ativistas ou autodefensoras e lutam pelos seus direitos. Na Colômbia, o projeto “Reconhecimento da Capacidade Jurídica das Pessoas com Deficiências Intelectual e Psicossocial”, é executado pelas organizações Asdown e Fundamental Colombia, que reúnem pessoas com deficiência psicossocial.

FONTE: ROMEU KAZUMI SASSAKI
Consultor de Inclusão Social
Email: romeukf@uol.com.br

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CORAÇÃO MISSIONEIRO - PARTE 1



    A palestra em São Luiz Gonzaga foi muito legal. Chovia muito naquela manhã. Tanto, que achei que o jeito seria ficar a tarde toda no quarto do hotel, vendo TV - pois dormir era inviável, uma vez que precisava guardar o sono para as 7 horas de viagem durante a noite. Todavia, depois de almoçarmos na Cantina, comecei a perceber que a chuva estava diminuindo, e que a possibilidade de ir até as Ruínas de São Miguel estava outra vez em evidência. Consegui o contato do taxista que me levaria até São Miguel das Missões e fui tomado por uma súbita euforia: ir até São Luiz Gonzaga e não visitar as Missões, era o mesmo que ir a Roma e não conhecer o Coliseu. 
    Em questão de minutos, o taxista foi me apanhar no hotel e logo ganhamos a estrada. Conhecer as ruínas sempre esteve nos meus planos, desde guri. Quando estudante, minha turma de escola não quis fazer uma excursão até São Miguel. Preferiram o Museu Oceanográfico em Rio Grande. Não que o museu não fosse interessante, ao contrário... Mas, para um apaixonado por  história, os escombros de uma igreja de quase 300 anos era bem mais encantador do que peixes e golfinhos. De fato, demorei 37 anos para conseguir chegar até a velha igreja onde índios e jesuítas criaram uma das primeiras comunidades comunistas da história.

domingo, 2 de novembro de 2014

CHIP NO CÉREBRO PERMITE A TETRAPLÉGICO VOLTAR A MOVER A MÃO



   Um tetraplégico americano de 23 anos conseguiu movimentar suas mãos e dedos por meio do pensamento, com a ajuda de um sistema criado por pesquisadores dos Estados Unidos. Ian Burkhart sofreu uma lesão de medula quatro anos atrás e foi o primeiro paciente a utilizar o Neurobridge ("Ponte Neural", em tradução livre), um sistema que permite que as informações sejam transmitidas diretamente do cérebro para os músculos.

    “Nós pegamos os sinais do cérebro, passamos pela lesão e os levamos diretamente para os músculos”, explica Chad Bouton, cientista do centro de pesquisa sem fins lucrativos Battelle e um dos autores do estudo. Outras pesquisas nessa área já haviam utilizado microchips implantados para controlar membros robóticos, ou utilizado computadores para controlar membros paralisados, mas os pesquisadores consideram este feito como algo inédito no ramo.

   O paciente teve um microchip menor do que uma ervilha implantado na região do cérebro responsável pelos movimentos do braço, para receber os sinais emitidos pelo órgão. Os sinais são interpretados com ajuda de algoritmos, que enviam instruções para um conjunto de eletrodos colocados no braço do paciente, que estimulam o músculo, provocando o movimento em apenas um décimo de segundo.

   Antes de conseguir realizar movimentos nos dedos e girar a mão, Burkhart precisou utilizar os eletrodos no braço por alguns meses para estimular os músculos a voltarem a responder com mais facilidade, depois de um longo período de inatividade.

   A colaboração entre a equipe de Bouton e pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, teve início há dois anos, quando começaram a planejar testes clínicos que comprovariam a viabilidade da tecnologia Neurobridge. Em abril deste ano, Burkhart recebeu o implante, em uma operação que durou três horas. De acordo com Ali Rezai, que realizou a cirurgia, esta técnica pode ser utilizada no futuro para casos de derrame e trauma cerebral, além de lesões medulares.

   A ideia de um implante cerebral que registrasse os sinais elétricos e os enviasse a um computador também fazia parte dos planos iniciais de Miguel Nicolelis durante o desenvolvimento de seu exoesqueleto, que fez uma breve aparição na abertura da Copa do Mundo, mas o pesquisador acabou optando por eletrodos externos, posicionados na cabeça do paciente. A diferença, porém, é que enquanto os estímulos cerebrais são direcionados para mover o exoesqueleto, no caso do neurocientista brasileiro, no trabalho atual os pesquisadores americanos encaminharam as "ordens" do cérebro diretamente para os músculos do paciente.

FONTE: http://veja.abril.com.br/