quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MORADOR DE FLORIANÓPOLIS É ESCOLHIDO COMO O SURDO MAIS BONITO DA AMÉRICA




      Um morador de Florianópolis de 27 anos foi eleito um dos surdos mais bonitos do mundo e o mais bonito da América no concurso Mister Deaf International. No mesmo concurso, a brasileira Lais Gonçalves foi a vencedora e se tornou a Miss Deaf International.
    Tomaz Beche Estivalate tem graduação em Letras Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é professor, ator, tradutor e modelo. Ele conta que já participou de outros concursos e em um deles concorreu também com ouvintes. Porém, neste ano o concurso foi exclusivamente para surdos.


       Segundo Tomaz, ainda criança participou de grupos de teatro da associação dos surdos, na escola e em encontros com amigos. Depois, ao ingressar na universidade, iniciou o trabalho como ator/tradutor na comunidade surda em todo Brasil. "Foi então que me tornei conhecido nacionalmente. Já o trabalho como modelo, iniciei aos 14 anos", disse.
       Apesar de trabalhar como modelo desde os 14 anos, a participação em desfiles é recente. Em 2009, Tomaz foi convidado para o concurso, mas não aceitou. Depois, em 2010, participou e gostou da experiência. "Resolvi ir mais longe. Em 2013, fui selecionado para representar o Mister Brazil na comunidade surda. Fiquei muito contente por ser escolhido", disse ele.
       Além disso, a experiência vai além do título. "Conheci novas pessoas surdas no evento, aprendemos juntos, nos comunicamos através de sinais. É uma língua universal. Esse encontro foi muito bom, é uma nova experiência e é importante para o público ver que pessoas surdas são capazes e têm sua beleza", disse.
       De acordo com ele, nunca sentiu preconceito no dia a dia, mas na carreira já perdeu oportunidades por ser surdo. "Na agência de modelo, fui fazer uma entrevista e o diretor/estilista me pediu desculpas, mas que não havia mais vagas. Senti que era porque sou surdo. Por falta de experiência, eles têm medo que eu erre por isso. Mas para trabalhar como modelo não é necessário ouvir, mas necessário olhar e desfilar. Tenho um corpo para isso e meu perfil já está incluído", contou ele.

Rapaz tem 27 anos, é professor, ator e modelo (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação) 
Rapaz tem 27 anos, é professor, ator e modelo
(Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
   Já quanto à beleza, percebe vantagens e desvantagens. "Eu sofri toda minha vida. Sempre quis melhorar, porque sou muito exigente. Eu me irrito, mas no fundo gosto dos meus defeitos e aprendi conviver com eles", disse.

       Após o concurso, conforme Tomaz, começaram a surgir convites. "Estou sendo convidado para fazer entrevistas no jornal, revista, TV. Dar uma palestra sobre minha experiência no concurso. E também para fazer novas campanhas", completa.

FONTE: G1

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

TRABALHO EM EQUIPE...



     Trabalho em equipe, Charles B. Tripp, sem os braços e Eli Bowen sem as pernas. (1890)

FONTE: Imagens Incríveis

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL - DDQ



      
      A terminologia "Displasia do Desenvolvimento do Quadril - DDQ" descreve o amplo espectro de alterações que atingem o quadril em crescimento, desde a displasia até a luxação da articulação, passando pelos diferentes graus de subluxação da coxofemoral. A incidência da DDQ é variável, dependendo de vários fatores, inclusive da localização geográfica. Aproximadamente um em cada 1.000 recém-nascidos poderá nascer com o quadril luxado e cerca de 10 em 1.000 com o quadril subluxado (instável). 
      Em nosso meio podemos esperar a incidência de cinco por 1.000 quanto à positividade do sinal de Ortolani, que é o sinal clínico precoce de detecção da afecção. Os fatores de risco para a DDQ incluem: sexo feminino, raça branca, primiparidade, mãe jovem, apresentação pélvica ao nascimento, história familiar, oligohidrâmnio, recém-nascido com maiores peso e altura e com deformidades nos pés ou na coluna vertebral.
       O exame do quadril do recém-nascido deverá ser rotineiro e enfatizado nos berçários. No recém-nascido e nos bebês o diagnóstico da DDQ é eminentemente clínico e realizado com as manobras de Ortolani e de Barlow. A radiografia convencional tem um valor limitado na confirmação diagnóstica da DDQ nos recém-nascidos sendo a ultrassonografia do quadril o exame ideal. O tratamento da DDQ é desafiador tanto para o ortopedista pediátrico como para o generalista. Os objetivos do tratamento incluem o diagnóstico o mais precocemente possível, a redução da articulação e a estabilização do quadril em uma posição segura. 

FONTE: REVISTA BRASILEIRA DE ORTOPEDIA

Roberto Guarniero
Professor Associado Livre Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

FISIOTERAPEUTA CRIA ROUPAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


      
      Calças jeans com elástico e velcro e agasalhos com aberturas nas laterais estão entre as peças adaptadas vendidas no site de roupas para pessoas com deficiência lançado no começo de julho pela fisioterapeuta Dariene Rodrigues, de 35 anos, de SorocabaSite externo., no interior de São Paulo. Os modelos buscam atender a demanda dessas pessoas por peças confortáveis e fáceis de vestir – o que facilita a vida, por exemplo, de cadeirantes ou de quem precisa usar sondas ou fazer fisioterapias.
      “[A ideia surgiu] de tanto eu ouvir as pessoas que eu atendia, principalmente as pessoas com deficiência física, que são os paraplégicos e tetraplégicos, a dificuldade de usar, ter uma vestimenta adaptada”, explica.
      O projeto demorou três anos para ser colocado em prática. Dariene revela que o pontapé inicial surgiu “meio que sem querer”, quando recebeu a indicação de uma estilista que poderia tornar reais os modelos que imaginava. “Eu tinha um projeto em mente e meio que me faltava uma pessoa para poder confeccionar a minha ideia, confeccionar esse molde (…). Acabei encontrando uma estilista, e a gente criou um projeto piloto”, explica.
Para a elaboração dos modelos, Dariene afirma que avalia todas as necessidades das pessoas com deficiência com as quais tem convivência.
      “De início eu pensei na questão da pessoa com cadeira de rodas, que usa prótese de membro inferior. Dependendo da patologia que ela teve, da sequela, acaba tendo dificuldade… Às vezes é com o comprometimento da parte urinária, às vezes essa pessoa usa fraldas. Se antes ela vestia número 40, vai ter que comprar um número a mais”, diz. Por isso, o modelo de calça que desenvolveu tem elástico e é um pouco mais “fofo” atrás caso a pessoa use fraldas.

      As peças também têm aberturas dos lados e fechamento com velcro, que facilitam na hora de serem vestidas (um cadeirante, por exemplo, consegue se vestir deitado). “Algumas pessoas usam cateterismo que é uma sonda de alívio, têm a necessidade de tirar a calça a cada três horas.” Os modelos facilitam, ainda, a vida daqueles que precisam da ajuda de um cuidador para se vestir, comenta.

FONTE: Ser Lesado

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ARTISTA DISLÉXICO TRANSFORMA RABISCOS EM ROSTOS DE FAMOSOS



      O ilustrador Vince Low, de Kuala Lumpur, na Malásia, consegue transformar rabiscos feitos com caneta em rostos de famosos como Will Smith, Jack Nicholson, Eddie Murphy, Johnny Depp e Samuel L. Jackson entre outros.
      Seu mais novo projeto — que ganhou o nome de Faces — surgiu após a proposta de um trabalho para uma famosa agência de propaganda, que pediu a ele para criar os retratos de três disléxicos famosos; Pablo Picasso, Albert Einstein e John Lennon.
      A campanha foi veiculada no país pela Associação de Dislexia da Malásia, e marcou Vince por ele ser portador do distúrbio que gera uma maior dificuldade na área da leitura, escrita e soletração.
      “Comecei a criar os retratos para a Associação de Dislexia da Malásia. Na Malásia, a maioria das pessoas não sabe o que é dislexia”, disse ao jornal Daily Mail.


      “Através da campanha, descobrimos que muitas pessoas achavam que seus filhos disléxicos eram retardados ou deficientes mentais. Usamos celebridades bem conhecidas para mostrar que a dislexia não é uma maldição, mas uma dádiva”, completou.
FONTE: Deficiente Ciente

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

NA SEMANA DO DIA DOS PAIS...



  •       Algumas páginas gremistas do Facebook, estão postando essa imagem e tirando o maior sarro. Mas acontece é que na foto vemos um filho com síndrome de DOWN, senta...do no colo do PAI! Isso mesmo! Sei que muitos que estão de brincadeira e postaram na maior gozação, não sabiam disso, mas fazer humor com esse tipo de coisa é cruel, desumano!



          O Grêmio tem uma das maiores (se não a maior) Arena do mundo com acesso facilitado aos cadeirantes e outras deficiências, além de cadeiras para obesos e banheiros com fraldário.

          Somos exemplo de civilidade e com nossa torcida não pode ser diferente!

        Temos é que parabenizar esse pai, por enfrentar todas as dificuldades possíveis para levar e aguentar o filho no colo, enquanto uma meia dúzia mal intencionada quebrava tudo e emporcalhava as cadeiras.

           Essa imagem é para ser vista com orgulho e não com menosprezo ou humor sórdido.

           Parabéns ao pai, ao filho que curte futebol e à Arena que proporcionou comodidade e segurança a eles!

    Viva!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

OS CRIMES DA RUA DO ARVOREDO



      Os crimes da Rua do Arvoredo ocorreram em 1864 na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
      Um homem chamado José Ramos, que era na verdade um inspetor de polícia de Santa Catarina, teria comprado (ou alugado) uma casa na antiga Rua do Arvoredo (atual Rua Fernando Machado), de um sujeito chamado Carlos Klaussner, antigo dono de um açougue que funcionava no mesmo endereço.
      Consta que o tal homem gostava de música, frequentava o recém-inaugurado Theatro São Pedro, andava bem vestido, enfim, era, como se dizia na época, um boa-vida. Tempos depois ele conheceu Catarina Palsen, com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes. Ao que tudo indica, ela, Catarina, de origem húngara, e de grande beleza, "atraía" as vítimas para a tal casa-açougue, para que fossem mortas por José Ramos, esquartejadas e, com a carne, eram fabricadas linguiças, vendidas no comércio de Porto Alegre, e que tinham, por sinal, muito boa "aceitação". Nesse ponto "inicia-se a lenda", pois os processos criminais a que José Ramos respondeu existem, mas neles não consta que as vítimas eram transformadas em linguiça.
      Segundo o historiador Décio Freitas, autor do livro O Maior Crime da Terra, os processos estão incompletos, faltam folhas, é todo manuscrito em português arcaico de difícil leitura e se realmente a história é verdadeira, nunca se saberá, pois somente as folhas faltantes nos autos é que poderiam dar algum indício sobre a veracidade das tais linguiças, ou não. O fato é que hoje existe o crime; porém, as provas sobre as linguiças fabricadas com carne humana foram consumidas no decorrer do processo e o passar dos tempos.

FONTE: Wikipédia

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

JÔ SOARES REVELA QUE SE INSPIROU NO FILHO AUTISTA PARA MONTAGEM DE PEÇA


        Jô Soares contou que foi o filho, Rafael quem o inspirou para a montagem da peça “Três Dias de Chuva”, em cartaz em São Paulo.
     O apresentador, que dirige o espetáculo, se baseou no próprio cotidiano para dar vida à obra de Richard Greenberg – que trata de conflitos de gerações de uma família.
       “Eu tenho um filho autista, com uma série de problemas que se agravam. E isso é uma condição genética. Fica difícil se comunicar com ele”, disse ao jornal “Folha de S. Paulo”, fazendo referência ao primogênito, fruto de seu relacionamento com a atriz Theresa Austregésilo.
        O artista assegurou ainda que aprendeu a viver com a condição do herdeiro e que não se deixa levar apenas pelo lado negativo. “Mas você não pode deixar que isso seja o foco principal da sua vida, porque, se deixar, não faz mais nada”, completou.

Fonte: MSN
Referência: Rede Saci

domingo, 4 de agosto de 2013

CÃES DA PROVÍNCIA - SUGESTÃO DE LIVRO

                               


     
      Li “Cães da Província” em 1992. Na época, gostei muito do livro, principalmente pela história do José Ramos, o açougueiro da Rua do Arvoredo que teria vendido lingüiça humana em Porto Alegre. Como eu morava em Santa Maria, não tinha noção de como era a capital. Agora, morando há anos aqui e conhecendo a geografia e a história de Porto Alegre, foi imensamente prazeroso reler essa obra do Assis Brasil. Não tem como não passar pela Santa Casa de Misericórdia e não imaginar Qorpo-Santo preso na torre e envolto a sua loucura (ou seria à sua genialidade?), ou caminhar pela Rua Fernando Machado e não buscar vestígios da Rua do Arvoredo. Recomendo muitíssimo!
Cristiano Refosco

      Cães da província conta várias histórias passadas no Rio Grande do Sul durante o reinado de D. Pedro II, tendo como personagem principal o famoso dramaturgo Qorpo-Santo.

      Qorpo-Santo, personagem real, foi considerado louco e incapaz pelo povo e pela justiça da época graças a seu comportamento contestador. Assis Brasil, autor do livro, retrata o escritor como alguém claramente superior aos demais; ele é abandonado até mesmo por sua esposa Inácia, que luta para interditá-lo, e passa a viver apenas com seu criado Inesperto.

    Ao mesmo tempo, são contadas as histórias do comerciante Eusébio, que só se preocupa com sua condição social e sofre com o possível escândalo do adultério de sua esposa, e do açougueiro Pelsen e sua mulher, que dilaceram pessoas para fazer linguiça. É feita então a crítica à sociedade, que se preocupa mais com o julgamento da sanidade de Qorpo-Santo do que com os crimes hediondos.

FONTE: http://www.maicongoncalves.xpg.com.br