quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O FALSO DIVÓRCIO ENTRE DEFICIÊNCIA E SEXO

Lyge list (“o direito ao prazer”): ensaio fotográfico que retrata pessoas com deficiência sob a perspectiva da sexualidade (Foto: Kim Steimle Rasmussen)


Por Amanda Manara , Bianca Caballero e Stella Bonici 

      Dentre todas as dificuldades que pessoas com deficiência enfrentam, o preconceito e os tabus em relação a determinados assuntos ainda se destacam. Com a sexualidade não é diferente. A sociedade, de modo geral, ainda sustenta uma ideia de que pessoas com deficiência – principalmente física – não possuem, ou têm muita dificuldade em ter uma vida sexual ativa e saudável.

      No entanto, as principais dificuldades estão nas crenças e nas informações erradas, realmente na deficiência. “As dificuldades sexuais existem, mas dificilmente são provocadas pela deficiência em si. O que torna difícil a vida sexual de uma pessoa com deficiência é a negação da sexualidade dessas pessoas, por parte da sociedade, e a consequente negligência com a educação sexual nessa população”, afirma a psicóloga especialista em sexualidade Bárbara Lucena.

      Com a falta de informações em torno desse tema, diversas crenças errôneas e estereótipos são reforçados. Entre eles, as ideias de que pessoas com deficiência são assexuadas ou até mesmo hipersexuadas, em ambos os casos, incapazes de ter uma vida sexual comum.


Deficiências físicas e as reais impossibilidades

      No caso de deficiências físicas, é comum acreditar que não é possível ter uma vida sexual ativa por razões biológicas. Nesses casos, a psicóloga explica que alguns tipos de deficiência podem sim comprometer alguma fase da resposta sexual, mas dificilmente impedem a vivência sexual prazerosa. “Sexo não se limita à penetração ou orgasmo, e uma relação sexual que se completa sem esses atributos não é, necessariamente, inferior ou menos prazerosa. O incentivo à práticas sexuais diversas (masturbação, sexo oral, troca de carícias) e expansão do repertório sexual é recomendado”, explica a psicóloga.

      Bárbara afirmou também que a busca de deficientes por especialistas ou tratamentos que os ajudem a ter uma vida sexual saudável vem crescendo, mas ainda é inexpressiva. Muitas vezes isso acontece pois, influenciados pelo preconceito e pela falta de informações, os próprios deficientes acreditam que não podem ter uma vida sexual plena. “As crenças errôneas da sociedade são transmitidas à pessoa com deficiência, que, muitas vezes, passa a acreditar que, em virtude da deficiência, a sexualidade não é um aspecto importante de sua vida”.

      A psicóloga ressalta que a sexualidade possui fundamental importância na vida de qualquer ser humano, tenha ele uma deficiência ou não. E complementa que, em geral, pessoas com e sem deficiência possuem o mesmo potencial sexual e afetivo. Quanto à questão da gestação, Bárbara esclarece que, em alguns casos, a deficiência pode sim causar infertilidade. Mas isso não é uma regra, e vale lembrar que a infertilidade acomete tanto pessoas com deficiência quanto pessoas sem ela, e que o aspecto reprodutivo do sexo independe do seu aspecto prazeroso.

      Assim, ter uma vida sexual satisfatória é possível para todos que possuem ou não deficiências. Com o acesso a conhecimento, informação e educação sexual e o fim dos preconceitos e crenças equivocadas em torno dessa questão, não há nada que impeça os deficientes de usufruir plenamente de sua sexualidade.


A sexualidade na visão do deficiente

      Renato Laurenti hoje é tetraplégico, mas nem sempre foi assim. Após sofrer um acidente de carro há 30 anos, Renato fraturou as vértebras cervicais C4, C5 e C6 e acabou perdendo quase todos os movimentos do corpo. “A minha recuperação foi demorada, pois no hospital uma psicóloga me disse: ‘você nunca mais vai mexer nada, vai ter que aprender a pintar com a boca e sua vida sexual acabou’”, relembra o empresário, que hoje trabalha com produtos voltados à acessibilidade.

      No entanto, com o passar do tempo e reunindo um pouco mais de informação sobre o assunto, Renato percebeu que sua vida não precisava ser exatamente assim. Para afirmar suas novas perspectivas, uma das coisas que ele considerava mais improváveis aconteceu: uma mulher se apaixonou por ele. Apesar da novidade, a insegurança tomou conta de Laurenti: “Como vou namorar se não posso transar? Fui atrás desta história direito e vi que não era nenhum bicho de sete cabeças. Graças a Deus a psicóloga estava totalmente enganada. Hoje trabalho, viajo, namoro, e enfim, tenho uma vida normal”.

      Para o empresário, diante de uma situação dessas, a melhor forma de continuar com uma vida sexual normal e saudável é conhecer seu novo corpo, suas impossibilidades e limitações. “Sua mobilidade muda, a sua sensibilidade, a sua ereção. Neste momento informação é fundamental. Com informação e reconhecendo seu corpo, a vida sexual pode ser ativa e com muito prazer, pois é como sempre digo, só não transa quem não quer. Lembrando também que é possível ter filhos, tanto o homem como a mulher com deficiência”, completa.

      Como o próprio Renato afirmou, “a grande dificuldade está na cabeça de cada um, e em como você lida com isto”. Acima de todas as limitações, está a falta de informação, os conceitos prévios, o medo e o tabu. E abaixo delas, o mundo real da deficiência, que apesar de um pouco diferente e menos acessível devido à sociedade ainda despreparada, é completamente natural – e tudo que é natural, flui.

FONTE:http://jpress.jornalismojunior.com.br/

terça-feira, 13 de setembro de 2016

PARECE MAS NÃO É...




    O que parece ser: o cenário de um seriado ambientado no início do século 20.
    O que de fato é: tudo enganação.

 

    O que parece ser: uma garotinha prestes a cantar “chove chuva / chove sem parar” enquanto é atingida por um toró daqueles.


    O que de fato é: pegadinha do Malandro.



FONTE: MEGACURIOSO

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CHAPEUZINHO SANGRENTA - ORIGEM DOS CONTOS DE FADAS




1. ERA UMA VEZ...
 
A maioria dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho, surgiu por volta da Idade Média, em rodas de camponeses na Europa, onde eram narrados para toda a família. "A fome e a mortalidade infantil serviam de inspiração", diz a especialista em histórias infantis Marina Warner, da Universidade de Essex, na Inglaterra.

2. COMIDA DE VÓ
 
Numa versão francesa da história, após interrogar Chapeuzinho na floresta e pegar um atalho para a casa da vovó, o lobo mata e esquarteja a velhinha sem dó.A coisa piora quando o vilão, já fingindo ser a vovó, oferece a carne e o sangue da vítima, como se fosse vinho, para matar a fome da netinha - que come e bebe com gosto!

3. TIRA, TIRA...
 
Após encher o bucho e praticar canibalismo sem saber, Chapeuzinho ainda tira a roupa e joga no fogo, a pedido do lobão! O clima, porém, não é nada infantil, com a garota perguntando o que fazer com a roupa a cada peça tirada. O lobo só tinha uma resposta: "Jogue no fogo, minha criança. Você não vai mais precisar disso..."

4. SEDUÇÃO INFANTIL
 
Ao se deitar ao lado do lobo, já totalmente nua, Chapeuzinho começa a reparar no físico do vilão, como se desconfiasse de algo. Admirada,a menina começa a exclamar: "como você é peluda, vovó", "que ombros largos você tem" e "que bocão você tem", entre outros elogios à anatomia do bichão...

 
5. FINAL FELIZ
 
Ao fim da versão francesa, Chapeuzinho, sentindo-se ameaçada, pede para sair e fazer suas necessidades fora da casa. O lobo, nojentão, insiste para que ela faça xixi na cama mesmo mas acaba deixando a menina sair. Esperta, Chapeuzinho aproveita o vacilo do vilão e escapa.

 
6. FINAL SANGRENTO ALTERNATIVO
 
O francês Charles Perrault foi o primeiro a pôr muitos contos de fadas no papel, no século 17. Ele tornou o final da história mais sangrento - com o lobo jantando a mocinha - e introduziu a famosa moral da história, dizendo que "crianças não devem falar com estranhos para não virar comida de lobo".
 
 
7. FINAL AMENIZADO
 
No século 19, os irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, famosos compiladores de contos que até então só eram transmitidos oralmente, inventaram a figura do caçador. No fim da história, ele aparece e salva a pele de Chapeuzinho e da vovó, abrindo a barriga do lobo com um tesourão.

 
FONTE: MUNDO ESTRANHO

domingo, 11 de setembro de 2016

ATLETAS SURDOS NÃO COMPETEM NAS PARALIMPÍADAS



      Entre os mais de 4,3 mil atletas com algum tipo de deficiência que estarão participando da Paralimpíada do Rio de Janeiro a partir de amanhã (7), não há deficientes auditivos. Os surdos não participam dos Jogos Paralímpicos e têm uma competição específica, que é a Surdolimpíada (Deaflympics). A próxima edição está marcada para julho do ano que vem, na Turquia.

      Atualmente, o Comitê Internacional de Desportos de Surdos (ICSD) não é filiado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) nem ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC) . A presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS), Deborah Dias, conta que, em 1990, houve grande confusão nos comitês olímpicos nacionais sobre os jogos para atletas surdos. “Muitas das organizações nacionais desportivas de surdos, que antes tinham vínculos diretos e harmoniosos com o seu Comitê Olímpico Nacional, perderam essas ligações e foram forçadas a se unirem a uma organização desportiva nacional de deficientes, perdendo a autonomia e grande parte do financiamento”, diz.

      Depois disso, em 1995, o ICDC, por decisão da maioria dos delegados, decidiu se retirar do IPC. No início deste ano, o Comitê Internacional de Desportos de Surdos e o Comitê Olímpico Internacional assinaram um memorando de reconhecimento com o objetivo de fortalecer as relações entre as organizações de desporto para pessoas com diferentes capacidades.

      Para Deborah, apesar de continuar realizando seus próprios jogos mundiais, a falta de visibilidade e de reconhecimento dificulta a obtenção de financiamento do esporte para surdos por empresas públicas e privadas. “Com essas dificuldades, os surdoatletas, quando não estão motivados, acabam desistindo de seus sonhos. Outros conseguem realizar, arcando com as despesas de treinamento e das competições de seu próprio bolso e de doações de alguns amigos e familiares”, diz a presidente da CBDS.

      Apesar disso, ela acredita que não haverá uma integração dos atletas surdos na Paralimpíada. “ Nos Jogos Surdolímpicos, os atletas são capazes de competir e interagir entre si livremente, sem a necessidade de intérpretes de língua de sinais. Se os atletas surdos forem competir nos Jogos Paralímpicos, será necessário um grande número de intérpretes de língua de sinais para evitar as barreiras de comunicação”, explica. Ela também lembra que nos Jogos Paralímpicos há uma restrição no número de competidores e, se a paralimpíada tivesse que absorver os cerca de 2,5 mil surdoatletas que participam dos jogos Surdolímpicos, poderia haver cortes em modalidades esportivas de atletas com outras deficiências, prejudicando tanto os paratletas quanto os surdoatletas.

      Segundo ela, os surdos não se consideram pessoas com deficiência. “Pelo contrário, nós nos consideramos parte de uma minoria linguística e cultural. Em esportes de equipe e alguns individuais, a perda auditiva pode trazer algumas dificuldades ao atleta. No entanto, isso desaparece nos Jogos de Surdos”, diz. Segundo Deborah, as regras nos esportes para surdos são idênticas às de atletas sem deficiência, e a única adaptação que deve ser feita é a substituição da sinalização auditiva por visual. Entre os atletas que têm permissão para competir nos Jogos de Surdos não há classificações ou restrições, exceto a exigência de que tenha perda auditiva de pelo menos 55 decibéis no melhor ouvido.

FONTE:  http://www.msn.com

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O PEQUENO PRÍNCIPE - CURIOSIDADES


   
      Saint-Exupéry fez diversas escalas no Brasil na época em que trabalhava no correio aéreo. Uma dessas escalas foi em Florianópolis, onde conheceu um pescador que, diante da dificuldade de pronunciar seu nome, chamava-o de “Zeperri”. Inspirado nesse encontro, o filho do tal pescador ergueu uma pousada na praia do Campeche, chamada justamente Zeperri. A pousada conta com um pequeno memorial com pôsteres e gravuras alusivos ao escritor.
    O Pequeno Príncipe inspirou empresários japoneses a erguer um museu totalmente dedicado ao personagem. Ao nele ingressarem, os visitantes poderão conhecer o asteroide B612 e a praça do acendedor de lampiões, além de um restaurante alusivo ao livro.
    Na França, existe um parque de diversões d’O Pequeno Príncipe. Além de conhecer o asteroide B612, os visitantes podem curtir um trampolim gigante, fazer passeios de balões e até conhecer um modelo de avião idêntico ao utilizado por Saint-Exupéry durante a carreira de aviador.
    Acredite se quiser, mas apesar do autor ser francês, o livro foi publicado inicialmente nos Estados Unidos. Ele foi escrito durante um exílio do autor nesse país.
    O Pequeno Príncipe só saiu na França dois anos depois de ser lançado nos Estados Unidos.

FONTE: http://www.maiscuriosidade.com.br/

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

JOGOS PARALÍMPICOS OU PARAOLÍMPICOS?



   
      Até  2008, as Paralimpíadas, jogos esportivos envolvendo pessoas com algum tipo de deficiência, eram chamadas no Brasil de Paraolimpíadas. No entanto, durante o lançamento da logomarca dos Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, o nome dos jogos perdeu a letra “o” e passou a ser chamado de Paralimpíadas a pedido do Comitê Paralímpico Internacional.


      A intenção foi igualar o nome ao uso de todos os outros países de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, onde já se usava o termo Paralímpíadas.

      A palavra vem do inglês "paralympic", que mistura o início do termo "paraplegic" e com o final de "olympics" para designar o atleta paraolímpico.

FONTE: http://idososblogueiros.blogspot.com.br/















quarta-feira, 7 de setembro de 2016

CURIOSIDADES SOBRE A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL




    O famoso grito “Independência ou Morte” ocorreu às 4h30 da tarde de um sábado.

    Na época em que proclamou a Independência, o príncipe-regente D. Pedro I era um jovem de apenas 23 anos.


    Esqueça aquela imagem de D. Pedro I proclamando a Independência montado num alazão. Ele viajava num burrico quando parou às margens do córrego Ipiranga em 7 de setembro de 1 822. Um detalhe: D. Pedro sofria de uma diarreia terrível naquela data.



    A pintura Independência ou Morte (imagem acima) é de autoria do pintor paraibano Pedro Américo. Ela foi finalizada em Florença, na Itália, 66 anos após a independência ser proclamada.

    O Brado do Ipiranga foi testemunhado por apenas oito pessoas. A guarda que acompanhava o príncipe-regente, por sua vez, não teria mais de 15 soldados.

    Uma das camadas sociais mais interessadas no processo de emancipação de Portugal foi a elite agrária. Ela utilizou o príncipe-regente como instrumento para alcançar seus objetivos. E para obter a lealdade dessa camada enquanto esteve no poder, D. Pedro distribuiu um número impressionante de títulos nobiliárquicos. O total de títulos concedidos em poucos anos ultrapassou o de Portugal em 700 anos.

    A emancipação não foi resultado do gesto heroico de um único homem – ou seja, o príncipe D. Pedro I. Ela ocorreu em decorrência de uma sucessão de eventos sociais, políticos e econômicos. É também resultado da ação de uma camada intelectual ligada à elite agrária.



    Somente em 1 972, durante as comemorações dos 150 anos da Independência, os restos mortais de Dom Pedro I, que tinham sido sepultados em Portugal, foram definitivamente trasladados pra o Brasil. Hoje, repousam no Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

    As margens plácidas do córrego Ipiranga estão atualmente entre as mais poluídas da cidade de São Paulo (assim como as margens dos rios Tamanduateí e Tietê). Uma curiosidade: o Ipiranga nasce cristalino a poucos quilômetros do Monumento, no Jardim Botânico da cidade.

Fontes: Wikipédia, Guia dos Curiosos, Aventuras na História, Nova Escola, Saga – A Grande História do Brasil.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

TUBARÃO DE 400 ANOS É ENCONTRADO




    O animal vertebrado mais velho do mundo é o tubarão da Groenlândia, que vive ao menos 400 anos, diz estudo publicado  na revista “Science”.



    Por causa da raridade e do ambiente remoto onde vivem, os tubarões da Groenlândia são pouco estudados. Sua taxa de crescimento é incrivelmente lenta, de aproximadamente 1 centímetro por ano.

    O título de vertebrado mais velho era da baleia da Groenlândia, com 211 anos de idade. Contudo, o animal mais longevo do planeta é um molusco que vive em uma concha, com  507 anos.

    Por análise de radiocarbono, os pesquisadores encontraram uma idade de no mínimo 272 anos entre 28 tubarões da Groenlândia estudados.. Os dois maiores espécimes, de 493 centímetros e 502 centímetros, tiveram idade estimada de 335 e 392 anos, respectivamente.

OBS: a foto é meramente ilustrativa

FONTE: WEB


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

SOMOS TODOS PARALÍMPICOS?


     

      Há duas semanas atrás, a polêmica que tomou conta da mídia foi a foto da campanha da Vogue onde a atriz Cléo Pires aparecia caracterizada como amputada do membro superior e onde o ator Paulinho Vilhena aparecia com uma prótese de membro inferior. O grande questionamento que muitas pessoas começaram a fazer foi o porquê de não usar atletas paralímpicos para a campanha.  Algumas entidades ligadas às pessoas com deficiência alegaram que isso era "capacitismo" (quando consideramos pessoas com deficiência inferiores a pessoas sem deficiência), e que era um absurdo os atletas paralímpicos não terem tido representatividade na campanha.

      A Vogue explicou que o uso das imagens dos atores sem deficiência era apenas uma das fases da campanha, e serviu sim, para chamar a atenção sobre os Jogos Paralímpicos que estavam com vendas baixíssimas de ingressos.  Todavia, acho equivocada a maneira pela qual algumas entidades tentam se apropriar da deficiência como se ela fosse apenas uma questão de quem tem deficiência. Não, não é. Qualquer um, em qualquer momento da vida pode vir a ter uma deficiência.

      Inclusão e acessibilidade são tópicos que deveriam dizer respeito a todos, e acho que nesse ponto a campanha foi muito válida: fazer as pessoas que não têm deficiência perceberem que a deficiência não é algo tão distante ou apenas do outro. Também entendo a comparação com brancos pintados de negros, que vi em muitos  comentários, como desproporcional. Um branco nunca vai ser negro, assim como um hetero nunca vai ser gay. Já deficiência, qualquer um pode vir a ter. 


FOTO ORIGINAL COM CLÉO PIRES, PAULO VILHENA (EMBAIXADORES DOS JOGOS PARALÍMPICOS) E OS ATLETAS PARALÍMPICOS BRUNA ALEXANDRE E RENATO LEITE

       
      Quanto ao "capacitismo" ao qual algumas entidades acusaram a campanha, vale lembrar que a mesma não estabeleceu comparações, mas sim, ousou introduzir a deficiência onde ela originalmente não estava, como forma de justificar o logo "somos todos paralímpicos". E aí, chegamos talvez ao problema da campanha, ao meu ver: o logo. Não, não somos todos paralímpicos. Tem gente que está pouco ligando para questões como deficiência, acessibilidade ou inclusão, e talvez para estes, ver uma atriz famosa como uma amputada, tenha sido um soco na boca do estômago. Vai ver,  porque desconhecem que 70% das deficiências são adquiridas por conta do comportamento do indivíduo. Ou tavez, por serem confrontados com a realidade: sim, qualquer um de nós pode vir a fazer parte desta estatística. Afinal, a  deficiência não está somente no coleguinha com transtorno do espectro autista do seu filho ou no cego que atravessa a rua com a sua bengala branca.  Ela pode fazer parte das nossas vidas de uma hora para outra.
     



POSICIONAMENTO DO COMITÊ PARALÍMPICO SOBRE A CAMPANHA DA VOGUE
    

     


CRISTIANO REFOSCO