segunda-feira, 29 de abril de 2013

DANÇARINA QUE PERDEU O PÉ NO ATENTADO EM BOSTON QUER VOLTAR A DANÇAR

     


      “Espera aí, meu pé está doendo.” Foi isso que a dançarina Adrianne Haslet, 32, disse assim que percebeu que estava ferida instantes após a explosão de uma bomba na maratona de Boston, no último dia 15.
      Ela e seu marido Adam Davis, um soldado da Força Aérea dos EUA que havia acabado de voltar do Afeganistão, estavam assistindo à competição próximos à linha de chegada. O atentado deixou três pessoas mortas e cerca de 264 feridas.
      Em entrevista ao canal de TV ABC, do hospital Boston Medical Center, onde está sendo tratada, Adrianne afirmou que não percebeu instantaneamente que foi ferida.
      “Não senti o calor da bomba. Apenas senti o ar se deslocando e, por isso, caí no chão”, contou.
      Seu ferimento foi tão grave que os médicos tiveram de amputar seu pé esquerdo, uma perda devastadora para uma professora de dança.
      Mesmo com a dor e o trauma recentes, Adrianne, que estampa a capa do jornal “Boston Herald” desta terça-feira (23), dá sinais de que não vai se deixar deprimir. “Com certeza, eu quero dançar novamente”, disse, convicta.
      Foi a mãe da dançarina, Chauni Haslet, que teve de dar a notícia à filha. Quando acordou da anestesia, Adrianne notou que havia algo estranho em seu corpo.
      “Meu pé parece adormecido. Tenho a sensação de que ele está caindo da cama”, disse para sua mãe.
      Chauni apenas aproximou-se de Adrianne e disse, baixinho: “Querida, seu pé esquerdo… se foi.”
      Ao jornal “Boston Herald”, Adrianne contou que no local da explosão, mesmo ferida e com o pé praticamente descolado de sua perna, ainda conseguiu dizer para o marido que o amava.
      “Disse a ele que sentia muito que tudo isso estava acontecendo e que se aquela fosse a última vez que a gente estivesse juntos, que ele soubesse o quanto eu o amo. Depois, falei que iríamos passar por cima de tudo aquilo porque eu ainda não estava pronta para deixá-lo”, contou.
      Além de voltar à pista de dança, Adrianne tem mais um objetivo a partir de agora.
      “Não vou deixar alguém roubar minha vida. Então vou voltar a dançar e, no ano que vem, eu, que nunca fui uma corredora, planejo correr a maratona”, disse ao “Boston Herald”.

Fonte: UOL

sábado, 27 de abril de 2013

APOSENTADORIA DE CÃES-GUIAS DEIXA CEGOS PREOCUPADOS


      Pessoas cegas que possuem cão-guia no Brasil estão enfrentando uma situação que as deixa em pânico: o envelhecimento dos companheiros e a consequente necessidade de aposentá-los. O problema é que, com isso, terão de enfrentar longas filas de espera para ter um novo "orientador".
      Há no país cerca de 80 deficientes visuais com cães-guia. Quase todos os bichos, segundo o Instituto Íris, de apoio aos deficientes visuais, vieram de outros países, sobretudo dos Estados Unidos.
      Apesar de haver tentativas nacionais de formação de animais, elas esbarram na falta de boas linhagens e de treinamentos corretos.
      Projeto do Sesi-SP criado no ano passado para entregar 32 cães-guias, por exemplo, enfrentou problemas na formação. A perspectiva, agora, é que apenas 11 cachorros estejam preparados para trabalhar, até o meio deste ano.
      Como grupos de cegos trouxeram seus cães de fora quase ao mesmo tempo, com ajuda de instituições nacionais e internacionais, agora há o problema do envelhecimento dos cães, que devem trabalhar por, no máximo, oito anos.


SOFRIMENTO DUPLO
      Alberto Pereira, 36, do Instituto Laramara, trouxe o labrador amarelo Simon dos EUA há seis anos. O bicho está com nove anos e dá sinais de cansaço. Aos poucos, está parando de trabalhar.
      "Está sendo muito difícil para mim ter de levar o dia a dia sem a ajuda do Simon, mas ele já está com problemas na visão, fica cansado muito rápido. É um sofrimento para mim e para ele."
      Os cães treinados conseguem desviar os cegos de obstáculos, atravessá-los na rua com segurança, encontrar caminhos e dar-lhes mais autonomia de ir e vir.
      Misty, o "anjo de quatro patas" da professora Olga Solange Herval Souza, 53, foi trazida de Nova York há nove anos. Está bem de saúde, mas a dona está preocupada.
      "Uso transporte público e enfrento a rua ao lado da Misty, que tem dez anos.
      Fico sempre tensa e ansiosa porque não sei como ela irá acordar amanhã", afirma.
      O Instituto Íris arrecada fundos para levar pessoas aos EUA para que consigam cães, mas o processo é demorado. A fila de espera tem 4.000 inscritos. O treinamento de um cão no exterior custa R$ 40 mil.

FONTE: Rede Saci

quinta-feira, 25 de abril de 2013

EXPOSIÇÃO ACESSÍVEL INICIA SÁBADO EM PORTO ALEGRE


      Diferentemente de um museu ou de uma mostra de artes, onde as obras não podem ser tocadas, a exposição “Cinco Sentidos” tem como regra a interação. Especialmente para o público com necessidades especiais. Paisagens conhecidas de Porto Alegre estarão acessíveis, em tamanho reduzido, a partir deste sábado, quando inicia o evento promovido pelo Instituto Ame. Seis maquetes táteis e quatro painéis retratando atletas gaúchos estarão em exibição no Palácio da Justiça, no Centro da Capital.

      “A exposição é toda acessível, inclusive com audiodescrição, para um público que dificilmente tem essa oportunidade”, explica a diretora-presidente do Instituto Ame, entidade que visa promover a acessibilidade e o meio ambiente, Noara Tubino. “Em um museu ou em uma exposição, dificilmente você pode tocar (nas obras). Nossa exposição é o inverso, o público tem de interagir com tudo.”

      A proposta da exposição é apresentar diferentes aspectos da formação da cidade de Porto Alegre. As maquetes a serem apresentadas mostram, entre outros pontos, o Cais do Porto e o relevo do Centro da Capital. Um dos enfoques é a apresentação da cidade como uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014. Entre os atletas que fazem parte da mostra, exibida por meio da técnica de matrizes em relevo estão a ginasta Daiane dos Santos e o judoca João Derly. “A pessoa que tem a deficiência consegue tocar e sentir toda a fotografia através das dimensões do relevo”, explica Noara.

      Essa é a segunda exposição totalmente acessível realizada pelo instituto. A primeira, em 2011, registrou mais de 30 mil visitantes. Após passar pelo Palácio da Justiça, as obras irão para a Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, no dia 6 de maio, e para o Tribunal de Justiça, no dia 14 de maio. Segundo a diretora-presidente do Instituto Ame, a exposição antecipa a criação do Memorial de Acessibilidade e Inclusão Social, cujo projeto já foi aprovado pelo Ministério da Cultura. A entidade estará localizada na zona Sul da Capital. O espaço, que ainda necessita de adaptações, deve ser concluído até o final do ano. “Nossa meta é transformá-lo em um local onde tudo possa ser tocado”, projeta Noara.

terça-feira, 23 de abril de 2013

HOMEM SENTE PRAZER SEXUAL ATRAVÉS DO POLEGAR


      Rafe Biggs, 43 anos, é um homem tetraplégico que não consegue sentir nada abaixo de seus quadris, incluindo seus órgãos genitais. No entanto, o britânico descobriu, recentemente, que é capaz de sentir prazer sexual por meio de seu polegar.
      Ele conta que, um ano depois de cair de um telhado e quebrar o pescoço, tornando-se tetraplégico, ele teve “sensações orgásticas” quando sua namorada massageou e chupou seu dedão. “Eu senti essas energias crescentes e que estava cada vez mais perto do orgasmo”, disse ao jornal The Sun.
      “Quando eu fiz isso, foi uma onda de prazer atrás da outra. Foi incrível. Nunca pensei que seria possível, mas a massagem no meu dedo parece muito com o que eu sentia com meu pênis; É muito excitante”, disse.
      A terapeuta sexual Lisa Skye Carle, que passou a trabalhar com Biggs, afirma que seu cliente está experimentando um processo de “orgasmo transferido”, em que outra parte do corpo dá a mesma sensação do órgão genital.

Fonte: Virgula

segunda-feira, 22 de abril de 2013

AEROPORTOS BRASILEIROS NÃO ESTÃO APTOS A RECEBEREM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


      De acordo com a engenheira responsável pela pesquisa, Lígia Gesteira Coelho, “A situação dos aeroportos brasileiros é preocupante no que diz respeito ao direito de ir e vir das pessoas com deficiência”, afima.
      Em entrevista ao IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência), a pesquisadora evidencia que para os grandes eventos que estão por vir, como Copa de 2014 e Olimpíadas no Rio, os aeroportos terão que melhorar em muitos aspectos para atender aos passageiros com dificuldades de locomoção.
      Ao todo foram analisados seis aeroportos no Brasil e dentre eles, os aeroportos Guarulhos, em São Paulo, e Juscelino Kubitscheck, em Brasília, obtiveram os piores resultados, ambos com aproximadamente 0,47 (em uma escala de zero a um). “O crescimento da demanda de passageiros não foi acompanhado por uma maior oferta de infraestrutura, o que resulta em uma degradação natural no nível de qualidade oferecido ao usuário”, analisa a pesquisadora em relação à questão da acessibilidade.
      Já o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, obteve a maior pontuação entre os analisados, com valor de 0,63, porém ainda totalmente insatisfatório. De acordo com a engenheira, “Todo mundo sabe que o Rio não está preparado para receber os eventos internacionais. Nenhum dos aeroportos estudados obteve pontuações altas ou, ao menos, satisfatórias”, critica.
       Outro ponto ressaltado pela pesquisadora em sua pesquisa, foram os principais problemas enfrentados pelos passageiros no local, como as longas distâncias de caminhamento e a ausência de recursos humanos preparados para atender os usuários, seja para o uso de línguas estrangeiras seja para o uso da língua de sinais para atendimento às pessoas com deficiência auditiva.
      De acordo com Teresa Costa d’Amaral, Superintendente do IBDD, “A parte interna do aeroporto precisa ser acessível, assim como o percurso entre as salas de embarque, as aeronaves e a poltrona do passageiro com deficiência. O prazo legal expirou há muito, as autoridades governamentais e as empresas já tiveram tempo suficiente para se adequarem. Espero que a pressão dos grandes eventos no Rio no Brasil mude essa reiterada e absurda realidade de desrespeito aos direitos do cidadão com deficiência”.

domingo, 21 de abril de 2013

MÚSICA - IMAGINE - JOHN LENNON

PHOTOGRAPHIC MUSEUM





FONTE: http://www.photographicmuseum.com/

CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA BARRADA EM PARQUE

     

      Uma criança de 11 anos com deficiência física, acompanhado da mãe, foi impedido de brincar em um parque de diversão montado em um shopping de Juazeiro do Norte, no Ceará. Segundo a mãe de Pedro Lucas, ele não pôde brincar em nenhum dos brinquedos do local. O fato aconteceu em 7 de abril. Após o episódio, Arlene fotografou a placa e resolveu postar a indignação em uma rede social. O que surpreendeu a mãe da criança foi que, depois da repercussão na internet, representantes do shopping e do parque a procuraram para pedir desculpas. O menino ganhou um urso de pelúcia de presente e fichas para voltar ao parque e utilizar os brinquedos.
      “Eu perguntei: ‘Moça, eu queria saber onde eu compro as fichas para o Lucas brincar?’ Aí, a moça respondeu: ‘Não, ele não pode brincar porque ele é deficiente’”, conta a atriz Arlete Almeida. Pedro Lucas tem mobilidade reduzida. Quando nasceu, uma falta de oxigênio atingiu o desempenho físico da criança, que se locomove com cadeira de rodas.
      A mãe disse que ficou incomodada quando a atendente informou que o filho não podia ter acesso a nenhum dos brinquedos do parque. “Me mostraram a placa dizendo que presença de deficientes físicos não era recomendada em um dos brinquedos. Mas, aí a placa passou de recomendado para o proibido quando ele não pode frequentar nenhum. A inclusão a gente vê na teoria, mas não na prática”.
      Arlene conversou com os donos de shopping e do parque, mas ainda está com medo de levar o filho para o parque. “Estou meio receosa porque acho que não adianta ir agora. Minha preocupação é com o shopping também. Acho que tem responsabilidade. Fazer rampas e banheiro, não é inclusão, não é acessabilidade”.
      O dono do parque foi procurado pela TV Verdes Mares Cariri, mas não quis comentar o assunto. Em nota, a gerência do shopping lamentou o que aconteceu e disse que já determinou adequações no local.
      De acordo com lei federal Nº 10.098/2000, os parques de diversões, públicos e privados, devem adaptar no mínimo 5% de cada brinquedo e equipamento e identificá-lo para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência  ou com mobilidade reduzida, desde que isso seja tecnicamente possível.
Fonte: G1