terça-feira, 2 de outubro de 2012

CINEMA E DEFICIÊNCIA - O ESCANFADRO E A BORBOLETA



      Entre o hall de curiosidades mórbidas que movem a nossa existência, nenhuma consegue ser tão forte quanto a vontade de conhecer a morte. É um impulso que nos move para descobrirmos relatos, histórias, característica sobre o nosso trágico fim.  O Escafandro e a Borboleta não mata essa curiosidade, mas nos aproxima de alguém que chegou bem perto dela e escreveu sobre isso.
      Narrado com sensibilidade, a história do filme se passa em uma França da década de 90. Jean Dominique é um jornalista que, misteriosamente, sofre um acidente vascular cerebral e acorda em um hospital com tal de síndrome do locked-in. Em miúdos: não pode falar, andar, mover-se e sua vida passa a se resumir a piscadelas do olho esquerdo – único órgão funcional que lhe sobrou.
      O diretor Julian Schnabel nos faz mergulhar nessa realidade de tal forma que nos confundimos com Jean-Do e as suas piscadelas, os seus pensamentos, a sua tristeza e a solidão que a natureza lhe condenou. E, mesmo incapaz de realizar as mais simples tarefas, com ajuda de uma fonoaudióloga e uma amiga ele decide escrever um livro com as memórias e os relatos daquilo que passa.
      O filme foge do óbvio. A seqüência de imagens nos leva, em muitas ocasiões, ao corpo do protagonista. E, dentro desse corpo, tornamo-nos uma espécie de confidente de Jean-Do, compartilhamos com ele as suas reflexões sobre aquilo que agora lhe cerca, sua imaginação, as suas emoções e a sua tentativa de comunicar.
      Muito mais do que um roteiro bem  executado, a fotografia e seu tom que remete à pintura. Os quadros são bem pensados, desenhados com habilidade entram em sintonia com o longa, nos fazem vivenciar o filme de uma forma bela. A trilha-sonora – composta por muitas múiscas instrumentais -  dialoga com o Escafandro e a Borboleta e consegue passar ao telespectador a sensação de prisão que o Jean-Do vive.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Julian Schnabel
Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais, Niels Arestrup, Olatz López Garmendia
Produção: Kathleen Kennedy, Jon Kilik
Roteiro: Ronald Harwood, Jean-Dominique Bauby
Fotografia: Juliette Welfling
Trilha Sonora: Paul Cantelon
Duração: 112 min.
Ano: 2007
País: França/ EUA
Gênero: Drama




FONTE: http://revistacatorze.com.br/
Lista Joaquim Gonzalez Fortes

sábado, 29 de setembro de 2012

DEPOIMENTO VIVER A VIDA 3


FONTE: youtube

COMERCIAL

DEPOIMENTO VIVER A VIDA 2


FONTE: youtube

SURDOCEGUEIRA - PARTE 3



      Victorine Morriseau é apontada como a primeira surdocega instruída formalmente, em Paris (1789), pelo que França foi pioneira na instituição formal para esta população, na Europa.
     Julia Brice, americana, surda e cega, aos quatro anos e meio entrou para o asilo de surdos e mudos de Hartford, em 1822, tendo aprendido a comunicar por gestos (não há, no entanto, registo sobre aprendizagem de leitura e escrita).
      Em 1829, Laura Bridgman, que havia sido educada na Escola Perkins, nos EUA, teve influência e contribuiu para o desenvolvimento de programas educativos em diversos países, como por exemplo, a Alemanha, em 1887. A educação de Laura incluiu a utilização da dactilologia para transmitir os conhecimentos da leitura e da escrita.
      O caso mais conhecido é o de Helen Keller, que foi educada a partir dos sete anos, em 1887, pela professora Anne Mansfield Sullivan, que era parcialmente cega. Antes da sua educação formal, Keller apresentava comportamentos agressivos, tais como dar pontapés, beliscar as pessoas, empurrar, bater, era desastrada e recusava ser guiada. Keller conta que "teve de ser levada à força para a primeira aula; não compreendia a obediência e nem apreciava a bondade". Devido a este comportamento, a professora optou por iniciar a educação por ensinar a soletração do alfabeto dactilológico na palma da mão, relacionado a palavra à acção, e/ou vice-versa. Durante três anos Keller aprendeu esse alfabeto, conseguindo assim distinguir vários substantivos, depois os adjectivos, seguidamente os verbos. No entanto, para Helen, as palavras não continham qualquer ligação. Só aos poucos a aluna principiou a formular algumas perguntas simples; começou a controlar os seus impulsos e a ser aceite socialmente. Com Keller, o procedimento de ensino adoptado consistiu em despertar nela o interesse por conhecer e admirar a natureza.
      Eugenio Malossi, surdocego aos dois anos em decorrência de meningite, foi educado em Itália, por um professor que lhe ensinou artesanato e mecânica. Aprendeu ainda vários idiomas e o sistema braile.
      Olga Ivanova ficou cega, surda e paralítica aos quatro anos. Doutorou-se em Psicologia e Ciências Pedagógicas.
      Por norma, todos os casos de sucesso no processo de educação formal relatados na literatura convencional são de indivíduos que perderam a visão e a audição após a aquisição de linguagem e cuja surdocegueira foi decorrente de varíola, meningite, síndromes ou traumatismos.
      Na década de 60, van Dijk (1968) iniciou, na Holanda, um programa para crianças surdocegas, especialmente voltado ao ensino de vítimas da rubéola.

FONTE: wikipédia

DEPOIMENTO VIVER A VIDA


Fonte: youtube

SURDOCEGUEIRA - PARTE 2

     
      Acredita-se que cerca de 80 a 90% da informação é recebida pelo ser humano visual ou auditivamente; assim sendo, a privação destas duas capacidades provoca alterações drásticas no acesso da pessoa à informação e no seu desenvolvimento.
      A dependência do surdocego aos outros é total, quer para aceder a objetos e à pessoas, quer para obter ajuda quanto à organização e à compreensão da informação acerca do meio que o rodeia, com o objetivo de se relacionar com o mundo, quebrando assim o isolamento.
      O tato desempenha um papel crucial na comunicação e desenvolvimento com estes indivíduos.
      Há quem defenda que diversos graus de surdez e deficiência visual gerem quadros específicos de comportamento e de adaptação educacional. Assim sendo, este conceito desencadeia a necessidade de de categorização dos surdocegos em dois níveis: o sensorial, e o educacional. Os comportamentos apresentados por surdocegos são decorrentes de como como eles estabelecem contato com o ambiente, de qual o recuso que usam para se comunicar e se conseguem fazer-se compreender e compreender os outros. A singularidade da surdocegueira prende-se ao prejuízo no processo de desenvolvimento devido à falta de comunicação e de interação social.
      No que toca ao comportamento infantil, ressaltam-se dois grupos: um de crianças que apresentam comportamento hipoativo (distanciando-se do ambiente social, isolando-se, evitando comunicar-se), e outro de crianças com comportamento hiperativo (que nunca param, apresentam contato visual e apresentam defesa táctil). Pesquisadores afirmam que a privação sensorial, no caso das crianças, lhes limita as respostas aos indivíduos ou às atividades do seu ambiente, isto é, interagem de forma artificial, ou estereotipada. Afirmam ainda que essas crianças demonstram uma alteração significativa no desenvolvimento das habilidades de comunicação, mobilidade e acesso à comunicação. A criança surdocega pode apresentar os seguintes comportamentos:
  • comportamento autista (movimentos estereotipados e/ou rítmicos;
  • comportamento social imaturo;
  • inabilidade de comportamento afectivo;
  • dificuldade de uso dos sentidos próximos.
FONTE: Wikipédia

PROPAGANDA ANTIGA SOBRE SÍNDROME DE DOWN