quinta-feira, 11 de junho de 2015

GRANDES PERSONAGENS DA LITERATURA - ANA TERRA

    Ana Terra é o nome de uma personagem que integra o primeiro volume da trilogia O Tempo e o Vento, obra-prima do escritor brasileiro Erico Verissimo, protagonista do primeiro drama por que passa a família de pioneiros gaúchos na saga histórica e regionalista que se desenvolve onde hoje é o território do Rio Grande do Sul.
    A obra costuma ser dividida em sete volumes, dos quais o primeiro, integrante portanto de O Continente, é intitulada justamente de Ana Terra, à qual segue-se Um Certo Capitão Rodrigo – ambas com unidade temática que permitiu-lhes a publicação em volumes separados pela então ainda gaúcha Editora Globo, em 1971 e 1970, respectivamente.
    Ana é filha de Henriqueta e Maneco Terra, pioneiro dono de uma estância no ermo dos pampas gaúchos. Eram moradores da cidade paulista de Sorocaba, que migraram para o Rio Grande - chamado de "Continente" - quando os estancieiros foram conquistando as terras aos índios e espanhóis.
    A história de Ana começa quando ela já tem vinte e cinco anos e continuava solteira.
Erico Verissimo
    Ana Terra descobre, nas terras de seu pai, Maneco Terra, um índio ferido, de tez relativamente clara (Pedro Missioneiro). Olhado com desconfiança pelos Terra, o índio se recupera e acaba permanecendo na fazenda como uma espécie de agregado. Ana se apaixona por Pedro Missioneiro, quando a sua gravidez é descoberta, este é assassinado pelos irmãos da protagonista.
Ana tem um filho, que dá o nome do pai: Pedro Terra. Este é o gérmem da família que atravessará os séculos até as transformações vividas na metade do século XX, quando termina a obra.
FONTE: WIKIPÉDIA

quarta-feira, 10 de junho de 2015

FORA DA TV, GUILHERME KARAN SOFRE COM DOENÇA DEGENERATIVA



    Segundo informações do jornal Extra, ator Guilherme Karan, 57, está internado há um ano no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, em tratamento contra a síndrome Machado-Joseph doença degenerativa que já provocou a morte de sua mãe e de seus dois irmãos. Karan fez sucesso em novelas da TV Globo, como “América” (2005), a última que participou, “O Clone” (2001), “Perigosas Peruas” (1992) e outras. O ator continua lúcido e recebe um salário da emissora carioca.
 
    O ator, que preferiu a reclusão, vive sob os cuidados do pai, o almirante Alfredo Karan, em um apartamento dentro da unidade hospitalar, com tudo o que ele precisa, inclusive TV. De um tempo pra cá, o ator aceitou receber visitas de amigos mais chegados.
 
    Em entrevista ao jornal, a atriz Tessy Callado falou sobre o amigo: “Quando ele ainda estava na casa do pai, só eu podia subir para visitá-lo. E nossos encontros sempre foram de muita alegria. Jamais falamos sobre a doença dele. O que levamos para o Guilherme é a alegria de viver. Enquanto tanta gente está aí reclamando, existe alguém que luta para se manter feliz”. E relembrou a visita da atriz Alice Borges: “Ele ficou tão feliz em vê-la, lembrou todos os espetáculos em que a viu, a primeira vez dela no palco”.
 
    “Conversamos em inglês muitas vezes. O Guilherme continua antenadíssimo, sabe de tudo o que acontece no planeta”, contou.
 
    “A doença faz perder movimentos, deglutição, fala, mas a cabeça permanece lúcida. É de cortar o coração saber que meu filho percebe o que ocorre com seu corpo”, disse o pai.
 
    Guilherme Karan, assim como os três irmãos, herdou a doença da mãe. “Eu conto com Deus e minha fé. Tudo o que não queria é que meus filhos sofressem. Mas essa doença é minha sina”, falou o pai do ator.
 
Fonte: Notícias Bol

terça-feira, 9 de junho de 2015

AS PESSOAS QUE PENSAM QUE SÃO FEITAS DE VIDRO

 
 
    Existem pessoas que acreditam que são feitas de vidro — e que, portanto, podem se estilhaçar facilmente. Basicamente, os afetados se convencem de que se transformaram em vidro e, apesar de serem capazes de desempenhar qualquer atividade, se tornam extremamente cautelosos e evitam o contato com outros indivíduos para evitar o risco de quebrar seus frágeis membros.
 
    De acordo com a BBC, esse distúrbio psiquiátrico foi descrito pela primeira vez durante a Idade Média e, assim como ocorreu com diversos casos de histeria coletiva, o problema se tornou bem popular na época. Um dos afetados mais ilustres foi o Rei Carlos VI de França, que não permitia que ninguém o tocasse por medo de que ele se quebrasse em centenas de pedacinhos — e vivia enrolado em cobertores para se proteger.
 
Carlos VI da França
 
 
    Existem descrições do problema em várias enciclopédias médicas que circulavam pela Europa. Inclusive há uma referência literária sobre o distúrbio em “O Licenciado Vidraça”, de 1613, um dos relatos que compõem as “Novelas Exemplares” de Miguel de Cervantes — o mesmo autor de “Don Quixote” —, no qual o herói da trama é envenenado e desenvolve a ilusão. Até mesmo Descartes divagou sobre o problema em seu “Meditações sobre Filosofia Primeira”.
 
    Após 200 anos de popularidade, os casos de pessoas que achavam que eram de vidro começaram a desaparecer, e a partir do século 19 os registros de indivíduos afetados pelo distúrbio foram se tornando gradativamente mais raros. Uma das teorias é a de que o vidro era um material novo, quase místico, quando o distúrbio surgiu. Mas, com o tempo, ele foi se tornando cada vez mais ordinário, mudando a percepção que a sociedade tinha dele.
 
    E o distúrbio do vidro não foi o único relacionado a novidades tecnológicas que surgiram ao longo da História. No século 19, quando o cimento era uma coisa nova, também foi registrado um problema mental envolvendo o material. E não precisamos voltar muito no tempo para encontrar mais exemplos: nas últimas décadas não faltaram pessoas convencidas de que organizações obscuras seriam capazes de ler mentes através de geringonças eletrônicas!
 
 
    Voltando ao distúrbio do vidro, curiosamente, apesar de os casos terem praticamente desaparecido, de acordo com a BBC, Andy Lameijn, um psiquiatra interessado no assunto, conseguiu descobrir registros a respeito de pacientes isolados pós-século 19. Um deles foi uma mulher que foi admitida em um hospital holandês nos anos 30 por acreditar que suas pernas e coluna eram de vidro.
 
    Segundo Lameijn, o medo que a mulher sentia de ter contato com outras pessoas era tão grande que ninguém podia se aproximar dela, nem mesmo as enfermeiras. Outro caso foi registrado em meados dos anos 60, mas em nenhuma das ocasiões o psiquiatra encontrou muitos detalhes sobre o que poderia ter motivado o surgimento de um distúrbio medieval em pacientes mais contemporâneos.
 
    Isso até o próprio Lameijn se deparar com um jovem diagnosticado com o problema há alguns anos. Esse rapaz relacionava sua crença de ser de vidro com a ideia de transparência — e de poder desaparecer e reaparecer segundo sua vontade. Aparentemente, o paciente havia sofrido um acidente recentemente, e sua família acabou se tornando superprotetora.
Sendo assim, Lameijn especula que uma possibilidade seja a de que o distúrbio tenha surgido como forma de o rapaz conseguir reconquistar sua privacidade e lidar com os familiares zelosos. Isso significa que, nos dias de hoje, esse tipo de problema psiquiátrico pode estar associado com as ansiedades da sociedade com respeito à vida moderna, como é o caso da fragilidade, da transparência e da conquista do espaço pessoal em um mundo superpopuloso.
 
    O medo de ser de vidro e poder se estilhaçar ainda pode ser interpretado como um temor exagerado de sofrer algum tipo de humilhação social, algo sobre o qual todo mundo sente receio. Desta forma, apesar das diferenças com respeito às motivações na Idade Média, o distúrbio — tal como outros tantos que surgiram com o passar dos séculos —, possivelmente reflete os anseios de indivíduos conforme eles se ajustam para viver em sociedade.
 
FONTE: megacurioso, BBC

segunda-feira, 8 de junho de 2015

DOENÇAS NEUROMUSCULARES

 
 
    As doenças neuromusculares (DNM) compõem um grupo de desordens, hereditárias ou adquiridas, que afetam especialmente a unidade motora (corpo neuronal na medula, nervo periférico, placa mioneural e tecido muscular). No entanto, doenças que afetam o trato córticoespinal (trato piramidal) na medula espinal, o cerebelo e as vias espinocerebelares também têm sido incluídas dentre as DNMs devido ao importante comprometimento motor que acarretam.
 
    Podemos dividir, de modo didático, as principais patologias que fazem parte das DNMs em:
 
1- Cerebelo e Vias Cerebelares
Ataxias Hereditárias (ataxia de Friedreich e doença de Machado-Joseph)
 
2- NMS e Trato Córticoespinal
Esclerose Lateral Amiotrófica
Paraparesia Espástica Familiar
 
3- NMI e Corno Anterior da Medula
Esclerose Lateral Amiotrófica
Amiotrofia Espinal Progressiva
 
4- Nervos Periféricos
Polineuropatia Periférica Hereditária (doença de Charcot-Marie-Tooth)
 
5- Junção Mioneural
Miastenia Gravis
 
6- Músculos
Miopatias
Distrofias

FONTE: https://tathianatrocoli.wordpress.com

sábado, 6 de junho de 2015

PAI INCENTIVA FILHO COM DOWN A PRATICAR ESPORTES





    Um amor capaz de mudar uma vida. Assim o empresário Jaime Cordova define o sentimento pelo filho Nicholas Cerqueira Cordova, de apenas quatro anos, completados há dois dias. O menino, que tem a Síndrome de Down, é a razão de viver do pai, que luta para que o filho se desenvolva sem sofrer nenhum tipo de preconceito.
 
    Jaime soube que Nicholas tinha a síndrome somente alguns instantes após o nascimento. “A emoção de tê-lo em meus braços foi tão grande, que no primeiro momento em que o vi não fiquei assustado, abatido, nem pensei que ele era uma criança que teria necessidades diferentes das demais, que teríamos dificuldades, nada disso”, relata. Logo depois de deixar o hospital, Jaime foi pesquisar sobre o Down na internet e procurou profissionais de saúde para se informar melhor a respeito. 
 
    Entre as primeiras orientações que recebeu de especialistas, estava a de que a criança deveria ser estimulada de diversas formas, ainda nos primeiros meses de vida. Assim, logo ele passou a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). “Ele sempre foi tratado como criança normal, brincando e passeando na praia, shoppings, parques, entre outros lugares”, conta.
 
   
    Desde bebê, Nicholas gosta de brincar na praia. Hoje, o banho de mar é um lazer e uma forma de ajudar no desenvolvimento dele. O pai leva o menino para nadar e brincar com prancha de surf. Também adaptou uma bicicleta para transportá-lo em passeios ciclísticos, nos quais a criança se diverte para valer. Nicholas também pratica caminhadas em parques e na orla, sempre na companhia do paizão.
 
    Jaime lembra que logo que começou a inserir a prática esportiva na vida de Nicholas, antes dos dois anos, o menino tinha medo e era retraído. “Agora, ele pede para passear mais. Ele gosta de ver o mar, as paisagens, a movimentação das pessoas nas ruas. Fica mais sociável, seguro e autoconfiante”, detalha.
 
    O empresário explica que tenta passar para o filho a paixão que tem pela prática esportiva. “Claro que fazemos da maneira que é possível. No tempo dele, vai criar independência para nadar e pedalar sozinho, pois é muito esperto e aprende as coisas com rapidez, dentro das limitações que tem”.
 
    Segundo o pai, Nicholas está melhorando a coordenação motora aos poucos. Ele pinta desenhos na escola regular onde estuda desde o ano passado. Fala poucas palavras e tem dificuldades de se expressar. Apesar disso, tem bom relacionamento com os coleguinhas de turma.
 
    Chileno naturalizado brasileiro, há 30 anos, Jaime conta que a dedicação ao filho é prioridade na vida dele. “Sou suspeito para falar, mas Nicholas é uma criança apaixonante, encantadora, quero sempre estar na companhia dele. Quando estamos juntos é uma festa”. Jaime e a mãe da criança são separados. O pai só vê o menino nos fins de semana, mas faz questão de acompanhar de perto a rotina dele.
 
    “Ele mudou a minha forma de ver o mundo. Me tornou uma pessoa mais humana e disposta a ajudar o próximo”, afirma. Ele confessa que, antes de ter o filho, pensava que os portadores de síndrome de Down eram pessoas incapazes, embora não tivesse preconceito contra eles, ressalta. “Nicholas me abriu os horizontes, me mostrando exatamente o contrário. É uma criança inteligente, observadora, sagaz, além de muito amorosa”, descreve.
 
    O empresário começou a prestar serviço voluntário com crianças com deficiência.  “Tem muita gente aí fora precisando de uma mão estendida e Nicholas veio justamente para me mostrar isso. Percebi que as pessoas têm necessidades, ritmos e percepções completamente diferentes e isso que torna o mundo interessante. Cada uma com seu perfil e suas particularidades”.
 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

VELHOS PRAZERES... CLÁSSICOS DA LITERATURA EM QUADRINHOS



    Já havia esquecido do prazer de colecionar livros/revistas.
 
    Aí, apareceu uma coleção de clássicos da literatura em quadrinhos.
 
    A Ilha do Tesouro, Os Miseráveis, Dom Quixote, As mil e uma noites, entre outros.
Nada como reviver velhos prazeres...
 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

HOLOGRAMAS EXPULSAM MOTORISTAS DE VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA RÚSSIA




    Você já cansou de ver gente que pode andar perfeitamente estacionando em vagas de deficientes?

 
    A prática não é nada legal e mesmo assim muitas pessoas fazem isto. Pensando neste problema uma ONG na Rússia tomou algumas medidas para tentar resolver esta situação.
 
    De acordo com a ONG Dislife, 30% da população russa usa vagas de deficientes sem precisar. Para acabar com isso, a organização decidiu deixar alguns deficientes ocupando as vagas permanentemente.
 
    Para fazer isso eles criaram hologramas que aparecem dentro da vaga assim que um motorista espertinho tenta estacionar em lugar indevido.
 
    Caso a resposta seja negativa, um projetor escondido é acionado e um vídeo de uma paciente com  deficiência física aparece do nada na frente do carro.
 
    Depois de aparecer, o holograma reclama com o motorista e o envergonha por tentar estacionar em uma vaga que não é para ele. A ação pode ser vista no vídeo.
 
 

Foto: Reprodução/YouTube
Fonte: R7, Deficiente Ciente
 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A HISTÓRIA DE LAIKA

 
 
    Recolher um jovem cão de rua e treiná-lo para uma experiência pública de progresso, que o matará em poucas horas, em condições inóspitas, solitárias, imprevisíveis, apavorantes e sem chance de sobrevivência, lhe parece cruel? Pois foi isso que aconteceu com Laika, uma cadela vira-lata de aproximadamente 2 anos de idade, 6 kg e sem dono, encontrada nas ruas de Moscou.
 
    A história de Laika começa em 14 de outubro de 1957, dez dias após o primeiro satélite artificial (Sputnik 1) ser colocado em órbita, quando, para se provar ao mundo o poder da União Soviética, se ordenou que fosse lançado um satélite com um ser vivo a bordo em comemoração aos 40 anos da Revolução Russa.
 
    Laika passou então a fazer parte de um grupo de dez cães treinados por Oleg Gazenko, no Instituto de Medicina da Força Aérea, para vôos espaciais. Somente três cadelas, Albina, Laika e Mukha, foram escolhidas para passar por treinamentos intensos e estressantes de resistência a vibrações (simulador de vôo), acelerações, cargas G em máquinas centrífugas, altos ruídos e permanência em compartimentos cada vez menores, por até 20 dias.
 
 
     
      A escolha de fêmeas se deu, entre outros fatores, pelo fato de que, ao contrário dos machos, elas não têm a necessidade de ficar em pé e erguer uma perna para urinar, o que era impossível de ser realizado na pequena cabine pressurizada destinada ao cão dentro da nave. Dentre as três, Laika foi escolhida por sua personalidade tranqüila e paciente.
No dia 3 de novembro de 1957 (2 de novembro, no Brasil) é lançado então o Sputnik 2, na Rússia, com Laika a bordo. Fixada ao chão da nave com uma espécie de cadeira que a impedia de se movimentar e equipada com um recipiente para armazenar seus excrementos, Laika começa a uivar apavoradamente devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações do lançamento. Seu ritmo cardíaco dispara e chega a três vezes acima do normal.
 
 
 
    Moscou afirmava ao mundo que em poucos dias Laika retornaria numa cápsula espacial ou em um pára-quedas. Mas apesar do que era divulgado, Moscou sabia, desde o início, que Laika não retornaria com vida de sua missão, pois o Sputnik 2 não possuía tecnologia para regressar à Terra.
 
    Era uma viagem só de ida.
 
   Então, depois de várias especulações sobre o assunto, finalmente foi feito o anúncio oficial de que Laika não mais voltaria, mas morreria sem dor no espaço, após uma semana.
 
    Deste momento em diante, muitas versões para a morte da solitária tripulante foram apresentadas, inclusive de que que Laika teria morrido após cerca de 10 dias em órbita, através de uma injeção letal. Mas foi somente em 2002, quarenta e cinco anos depois, que Dimitri Malashenkov, um dos cientistas da equipe na época, revelou que Laika morreu devido a um problema na desacoplagem de uma parte do satélite que interrompeu o sistema de controle térmico e, consequentemente, elevou a temperatura interna do Sputinik 2 para 40ºC.
 
    Submetida a um cenário de pânico, calor extremo e desespero, Laika finalmente morreu, entre cinco e sete horas depois do lançamento.
 
    O Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor da Terra, cerca de 100 milhões de quilômetros, até consumir-se na atmosfera com os restos mortais de Laika, no dia 14 de abril de 1958.
 
    Apesar de sua morte, os cientistas afirmaram que a viagem de Laika possibilitou o conhecimento da reação de um ser vivo em órbita e, conseqüentemente, deu início aos vôos espaciais tripulados por seres humanos.
 
     Laika foi o primeiro ser vivo terrestre a orbitar a Terra. Após sua missão, nenhuma outra foi realizada sem que se tivesse a possibilidade tecnológica de retorno do animal.
 
 
 
Homenagens
    Ainda nos dias atuais a história de Laika emociona milhares de pessoas pelo mundo. Desde 1997 Laika possui sua placa em Baikonur, a cidade das estrelas, juntamente com as dos demais cosmonautas mortos. Em 2008, no centro de Moscou, foi inaugurado um monumento de 2 metros de atura próximo ao Instituto de Medicina Militar (onde foram feitos os cruéis testes com o grupo de cães) que consiste numa parte de uma espaçonave no formato de uma mão humana que segura o seu corpo.
Dentre as homenagens pelo mundo todo à Laika estão cadelas com seu nome, selos postais com sua imagem, marcas com seu nome e uma série de produtos com sua foto.
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

8 DICAS PARA APOIAR E NÃO PRESSIONAR O SEU ALUNO COM AUTISMO

 
 
    O autismo tem uma diferença de processamento de informações que muitas vezes consiste em um processamento com atraso. Isso muitas vezes ocorre porque a criança tem que processar conscientemente o que para outras crianças pode vir de forma intuitiva. Devido às diferenças de fiação do cérebro, seu processamento é diferente e precisa de certas acomodações. Há altura das nossas expectativas para as necessidades de processamento da criança, abaixo estão Listados algumas diretrizes para a transição destas diferenças de processamentos.
 
1. Dê à criança tempo para processar.
Como o processamento tem atraso é importante dar à criança pelo menos 10-20 segundos para responder (ainda mais para algumas crianças). Se você continuar  repetindo, antes do processamento ser concluído, a criança tem que começar a processar tudo de novo. Isso é muito frustrante e desgastante.
 
2. Permita a criança manter seu próprio ritmo e performance.
Não podemos empurrá-lo mais rápido do que seu cérebro pode processar. Se o fizermos, os pânicos cerebrais vão reagir com “luta ou fuga”. Eu vejo isso o tempo todo. Estamos constantemente tentando acelerar essas crianças até mesmo forçando para processar mais rápido do que deveríamos.
 
3. Reduza suas palavras! 
Forneça orientações concretas e as encurte. Use frases curtas e frases com apenas o ponto principal. Muitas das crianças têm problemas de processamento auditivo. Quanto maior o tempo com frases e muitas palavras usadas, maiores as hipóteses da informação ficar confusa e perdida. Só use as palavras importantes; para chegar direto ao ponto.
 
4. Use modelos visuais sempre que possível para demonstrar o que você quer. Dê instruções visuais. Escreva algumas instruções de assuntos escolares, em vez de depender de instruções verbais. As palavras são fugazes, enquanto instruções escritas são constantes e podem se concernir facilmente.
 
5. Fragmente as tarefas em partes para desacelerar.
Quebre as tarefas em partes menores, passo a passo sequencialmente. Se possível, de uma uma lista de verificação para marcar conforme ele fizer cada etapa. Não espere que seu filho seja multitarefa! Permita-lhe mais tempo para fazer, mas deixe ele terminar! É importante concluir uma tarefa antes de ir para outra.
 
6. Use modelos visuais.
Dê ao aluno um esboço que defina os pontos importantes para que o aluno poça categorizar as informações que são dadas. Um esquema simples irá destacar a ele quais informações são importantes para se concentrar, dando-lhe “arquivos” mentais para classificar, organizar e armazenar as informações. Considere o uso de planilhas, esquematizações, e outros modelos que ajudem a criança a organizar e categorizar as informações importantes.
 
7. Prepare uma antecipação.
Se possível  de uma”pré-visualização” do aprendizado antes do tempo, para dar um quadro mental do que está sendo apresentado. Muitas das crianças têm dificuldade em classificar a informação relevante do irrelevante. Isso destaca as áreas de importância para ajudar a direcionar a sua atenção, e dá-lhes um quadro de referência para organizar a informação.
 
8. Permita que a criança use a sua forma preferida de comunicar o que sabe.
Muitas crianças têm problemas de escrita. Se for esse o caso, deixe-os dar respostas verbais. Se você precisar que escreva, saiba que ele não pode pensar sobre como escreve e sobre o que escrever ao mesmo tempo. Se você quer descobrir o que sabem, deixe-os escolher o método e lhe dizer.
 
FONTE: Esta série sobre “tutoria de crianças no espectro” pode ser encontrado no livro verde“Autism Discussion Page on Anxiety, Behavior, School and Parenting Strategies.” Bill Nason.