segunda-feira, 11 de março de 2013

EXORCISMO


      Demônio e possessão não são apenas coisas de filmes e séries de TV – na verdade, fazem parte de uma das crenças religiosas mais comuns do mundo.
      A maioria das religiões afirma que os seres humanos podem ser possuídos por espíritos demoníacos, embora haja algumas diferenças entre elas. A Bíblia, por exemplo, relata seis casos nos quais Jesus expulsou demônios (embora diversas passagens deste livro sagrado sejam abertas a interpretação). A Igreja Católica é conhecida por já ter feito exorcismos para resolver a ameaça da possessão.
      A ideia de que espíritos invasores são inerentemente maus é um conceito judaico-cristão. Outras religiões e sistemas de crenças aceitam posse por ambas entidades beneficentes e malévolas por curtos períodos de tempo, como um aspecto da vida espiritual – por exemplo, o Espiritismo.
      Adeptos da Nova Era também já adotaram uma forma de posse chamada canalização, em que espíritos de mortos usam o corpo de um médium para se comunicar através dele (Chico Xavier pode ser um exemplo de médium). Centenas de livros e até mesmo algumas sinfonias foram supostamente compostos por espíritos.

domingo, 10 de março de 2013

CEGO MONTA OBRAS DE ARTE COM PEÇAS DE LEGO


      Com paciência e determinação, o deficiente visual Anderson Quintete, 30 anos, dá forma a objetos que ele nunca viu, mas imagina como sejam. Peça por peça de lego e as "criações" do carioca de Campos, Rio de Janeiro, ganham formas. Os blocos ajudam Anderson a se expressar e a mostrar a realidade da maneira como ele mapeia o que está ao redor dele.

      O Lego entrou na vida de Anderson ainda na infância. Filho de diarista, ele conheceu o brinquedo em uma das casas em que a mãe trabalhava. "Aos 10 anos tive meu primeiro contato com as peças, mas só com 14 anos eu ganhei um kit de presente da minha mãe. Desde então, eu me apaixonei, porque assim eu posso mostrar aos 'videntes' - como ele chama quem enxerga - o meu mundo imaginário", relata.

      O talento do carioca foi descoberto em uma feira de exposição no Instituto Federal de Campos. Um empresário de uma loja de brinquedos, impressionado com a habilidade do jovem, o presenteou com um kit de lego. Por meio do empresário, Anderson conseguiu realizar algumas exposições em Campos. As criações não entram na negociação. Ele deveria receber para demonstrar as habilidades artísticas. Mas sem retorno financeiro para montar as mostras, o artista, então, passou a trabalhar de camelô para se manter.

      Atualmente, com mais de 50 mil peças de lego, Anderson reproduz objetos considerados simples, como um banco de praça, mas também objetos difíceis, como um ônibus com poltronas reclináveis, passageiros, rodas e até portas móveis. Segundo Anderson, a montagem do ônibus dura em torno de 18h e contém mais de 25 mil peças de lego. Mas a obra não é a maior construção do artista. Ele já ergueu um prédio de aproximadamente 1 metro, com 10 andares, com todos os 50 mil blocos da coleção.

sábado, 9 de março de 2013

LOGOTIPOS DE NOVELAS BRASILEIRAS NO EXTERIOR


Caras e Bocas




Sinhá Moça




Alma Gêmea




Araguaia




Senhora do Destino




Paraíso




Laços de Família




Desejo Proibido




Duas Caras




Chocolate com Pimenta




Cobras e Lagartos




Celebridade


sexta-feira, 8 de março de 2013

COLEGAS - TRAILER

VILÕES NA VELHICE

      Fotos do fotógrafo italiano Frederico Chiesa


Michael Myers (Halloween)



Jason Voorhees (Sexta-Feira 13)
 

Darth Vader (Star Wars)

Gêmeas Grady (O Iluminado)

Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo)


quinta-feira, 7 de março de 2013

AS SESSÕES - SEXO E DEFICIÊNCIA

     

     Cada pessoa tem um ritmo. Em determinadas etapas da nossa vida, alguns questionamentos ficam mais latentes do que outros. E o sexo faz parte disso. De forma muito leve, o filme As Sessões (The Sessions) trata deste universo. Baseado em uma história real – mais precisamente em um artigo que o jornalista Mark O´Brien escreveu sobre como foi o processo dele de descoberta sexual, aos 38 anos de idade e completamente paralítico.

      O filme se passa na década de 1980. Mesmo sendo deficiente físico, Mark conclui a faculdade de jornalismo usando uma cama mecânica que o levava para onde ele queria. Morando sozinho e, de certa forma independente, ele precisa contratar um acompanhante para ajuda-lo nas tarefas mais simples como tomar banho, se barbear e se alimentar.

      Interpretado fantasticamente pelo ator John Hawkes, o espectador consegue entrar no universo de Mark O´Brien e acompanhar de perto as suas limitações e anseios, de forma bem humorada e otimista. Ao ser contratado por uma revista para escrever um artigo sobre como é o sexo para os deficientes físicos, Mark resolve “perder a sua virgindade” em meio aos próprios questionamentos pessoais que ele já nutria.
      Para isso, ele conta com os conselhos de um padre nada convencional vivido pelo ator William H. Macy e a ajuda da terapeuta sexual Cheryl Cohen-Greene, interpretada brilhantemente por Helen Hunt - que lhe valeu uma indicação ao #Oscar2013, de melhor atriz coadjuvante. "Filmamos em ordem cronológica, então o espectador acompanha em tempo real nossas próprias surpresas e emoções. Não precisamos fingir ser um par perfeito. (...) Foi incrível ter a chance de encarnar esta mulher, particularmente uma que não está nos seus 20 anos, e celebrar que todos nós temos corpos e todos nós temos o direito divino de sentir prazer", disse a atriz em matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo.

 
      “O amor é uma viagem”. Está é uma frase dita no filme que faz muito sentido e explica, de modo bem franco, o que é este sentimento e para onde ele levará o protagonista. Em As Sessões, o espectador é convidado desde o início a “viajar” junto com Mark O´Brien pelas suas experiências, suas descobertas, prazeres e limitações.

      Como poucos filmes conseguiram, o filme mostra que o sexo é um processo importante de descoberta pessoal e que cada um tem o seu tempo para se descobrir e descobrir o outro. Em muitos momentos, chega a ser poético como Mark se apaixona pela vida, mesmo diante das suas limitações motoras, pelo fato de ter contraído pólio quando criança e ter passado o resto da vida preso a um respirador artificial.


      Chega a ser uma injustiça o fato do ator John Hawkes não ter sido indicado para o #Oscar2013, uma vez que a sua atuação já está na história do cinema como uma das mais brilhantes. Não é um trabalho nada fácil tendo que criar uma atuação baseada somente nas expressões de rosto e o corpo paralisado. Houve ali todo um trabalho de expressão corporal e de voz que deram a vida a um personagem da vida real que tem muito a ajudar a outros portadores de necessidades especiais a descobrirem os prazeres de uma vida sexual sem culpa.
      Helen Hunt é outra que rouba a cena para si em muitos momentos por construir uma personagem ousada e, ao mesmo, contemporânea que utiliza um método terapêutico bastante polêmico, diga-se de passagem, o "sex surrogate" (ou parceira sexual substituta). Aos 49 anos, Hunt se mostra a vontade em desfilar pelo filme completamente nua e em boa forma. Entre a atriz e John Hawkes não há constrangimentos e as cenas saem com naturalidade e carisma.
      Quanto ao roteiro do filme que se mostra ágil e divertido logo nas primeiras cenas, tem no seu ato final um desfecho abrupto e corrido, como se o diretor Ben Lewin – que também é deficiente físico, tivesse pressa de mostrar que Mark, após as seis sessões com a terapeuta sexual, teve uma vida normal e que viveu por mais 10 anos feliz e sexualmente ativo.

      Faltou um desfecho melhor e mais sensível à história de Mark. Tudo foi tão rápido que nem deu tempo do espectador entender a passagem de anos e a conclusão do filme. Talvez, seja aí o maior pecado da obra e o motivo dela não ter sido indicada ao #Oscar2013 de melhor roteiro adaptado, pois a história merece.
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 6 de março de 2013

CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE FINAL


      O escritor Stephen King dará sequência ao livro "O Iluminado", que foi escrito em 1977. A continuação de O Iluminado foi intitulada como "Doctor Sleep" e será lançado dia 24 de setembro de 2013, segundo site oficial do autor. O Iluminado foi o terceiro livro de Stephen King e o primeiro best-seller em capa-dura. O sucesso do livro foi tanto que concretizou King como escritor. "O primeiro épico de Terror", segundo Jack Kroll, Newsweek.

      A história de horror do livro O Iluminado, que mostra o inverno da família Torrance no hotel Overlook, ganhou a imaginação do diretor de cinema Stanley Kubrick, que lançou um filme com o mesmo título do livro em 1980. O filme foi estrelado por Shelley Duvall, Danny Lloyd e como ator principal Jack Nicholson. Em 1997, o livro também ganhou adaptação para uma minissérie de TV, estrelado por Rebecca De Mornay.

      "Doctor Sleep" contará a história do ponto de vista de Danny Torrance, o filho do casal. Ele será um homem já na idade adulta e continua apresentando seus poderes especiais. O livro basicamente traça um contexto entre o bem e o mal, Danny se tornou um médico de um hospital psiquiátrico e terá que salvar uma jovem de um grupo de assassinos paranormais.



CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE FINAL















terça-feira, 5 de março de 2013

PRIMEIRA PROFESSORA COM SÍNDROME DE DOWN DO PAÍS


      Seja na aula de spinning, de musculação, nas oficinas de teatro ou no trato com as crianças no trabalho como professora, Débora Araújo Seabra de Moura, de 31 anos, prova que a inclusão é possível. Moradora de Natal (RN), ela estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com Síndrome de Down a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005. Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de Natal, a Escola Doméstica.
      Débora considera que sua vida escolar teve mais experiências positivas. “A escola regular me fez sentir incluída com as outras crianças. Para mim não existe separação. Superei preconceitos, fiz muitas amizades e mostrei para as pessoas o que era a inclusão”, afirma.
      Neste ano, a missão da jovem na Escola Doméstica é ajudar a cuidar e alfabetizar uma sala com 28 crianças de 6 a 7 anos do 1º ano do ensino fundamental. “Eu gosto das crianças. Tenho paciência, só alguns são bagunceiros e a maioria é focado. Se eu sou brava? Não, sou normal, trato eles super bem”, diz.
      A professora diz que foi muito bem recebida pelos funcionários, professores e alunos da escola que de vez em quando a questionam sobre as diferenças. “Às vezes as crianças me perguntam: ‘Tia por que você fala assim?’. Aí eu respondo: ‘Minha fala é essa, cada um fala de um jeito, de forma diferente’. Aproveito e explico que tenho síndrome Down e eles entendem.”

Desinformação
      Há 31 anos quando Débora nasceu pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Na época, as crianças que têm olhos amendoados e podem ter habilidade cognitiva comprometida por conta presença do cromossomo 21 eram chamadas de maneira pejorativa de ‘mongoloides’. Receosos, os pais em sua maioria optavam em matricular os filhos nas escolas especiais. Eles achavam de maneira errônea que ao restringir o contato das crianças aos deficientes as chances de adaptação eram maiores.
      Contrariando esta tendência, o médico psiquiatra José Robério, de 72 anos, e a advogada Margarida, 71, pais de Débora não imaginaram outra escola para a garota, se não a regular. Foi assim por toda a vida escolar, nem sempre fácil. Ainda na educação infantil, Débora lembra de ter sido chamada de ‘mongol’ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ‘mongois’ eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.

‘Amor se sobrepõe’
      A mãe relata: “Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa”. Engajada na causa, em 1983, Margarida fundou a Associação de Síndrome de Down, em Natal, com o objetivo de conscientizar a população e batalhar pelo fim do preconceito.
      “Quando eu soube que Débora tinha Down foi como seu eu tivesse virado do avesso. A perspectiva era tenebrosa, não havia informação, mas o amor se sobrepõe a qualquer deficiência”, afirma Margarida. “Criamos a Débora desprovida de total preconceito, sempre a tratei igual ao meu filho mais velho [Frederico, advogado, de 33 anos], o assunto nunca foi tabu. Ela é uma moça como qualquer outra, sonha, deseja, tem planos, é descolada e bem aceita em qualquer ambiente.”
      Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito. “Ainda existe e acho que as palestras ajudam a diminui-lo. Muitos professores foram assistir minhas palestras e fui aplaudida em pé pela plateia.”
      No dia 21 de março quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, Débora vai apresentar uma peça de teatral junto com outros professores da Escola Doméstica de Natal para explicar o que é a síndrome aos alunos. Ela fez aulas de teatro por três anos. Outro plano é lançar um livro de pequenas fábulas, todas de cunho moral que abordam a inclusão.

Fonte: G1, Vanessa Fajardo

segunda-feira, 4 de março de 2013

CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE 4

      
     


      Uma das histórias que envolvem o diretor do filme "O Iluminado" é sobre a sua possível participação na direção do pouso da Apollo 11 na Lua. Sim, há quem acredite que o homem nunca foi à Lua e que as imagens que o mundo todo assistiu em 1969 foram feitas pela NASA num estúdio. 
      Stanley Kubrick teria dirigido o vídeo em troca de duas coisas. A primeira, seria um orçamento praticamente ilimitado para fazer o seu último filme de ficção científica 2001: Uma odisséia no espaço, e a segunda era que ele seria capaz de fazer qualquer filme que ele quisesse, sem supervisão de ninguém, pelo resto da sua vida.
      A troca do número 217 (do livro original) para 237 foi justificada pelo fato que, posteriormente ao filme, ninguém iria querer se hospedar no quarto 217 do hotel. Porém, os que defendem a teoria de que Kubrick teria dirigido a fraude da chegada do homem à Lua, sugerem que teria sido um sinal do diretor: a distância entre a Terra e a Lua é de 237.000 milhas. Concidência?
      Há quem acredite que "O Iluminado" é a história de como uma parte de Stanley Kubrick foi morta pelo acordo que fez com ogoverno dos Estados Unidos para se tornar o "zelador" do projeto, chamado A11 ou Apollo 11. É também a história da NASA. Isto explica porque o "zelador anterior" foi tão pressionado e ressaltou que ele tinha de matar suasfilhas gêmeas. Por quê? Porque a missão da NASA anterior ao projeto Apollo foi nomeada de Gemini - Gêmeos!
       No livro que originou o filme, as duas filhas do zelador não são gêmeas. Outro sinal de Kubrick?





CINEMA EM TIRAS - O ILUMINADO - PARTE 4












                                                                                                            CONTINUA...

domingo, 3 de março de 2013

"MINHA MENTE ENXERGA", DIZ CEGO QUE FAZ CARRINHOS DE MADEIRA


      Em uma sala pequena, nos fundos da casa onde mora com a esposa e a filha, em Cascavel, no oeste do Paraná, o aposentado Jair Moraes, de 59 anos, passa praticamente o dia todo fazendo artesanato com madeira. Apenas com a imaginação e as mãos, ele vai dando forma aos carrinhos. Isso porque ele perdeu totalmente a visão há aproximadamente oito anos e, desde então, se dedica às obras de arte. “Eu passo praticamente de 12 a 15 horas por dia. Só vou lá dentro almoçar, assistir ao jornal e tomar um chimarrão”, disse.
      Quando o médico disse que estava com uma doença hereditária rara, em que o levaria à cegueira, Jair confessa que levou um choque, mas a ajuda da família foi fundamental para superar as dificuldades. "A minha família me ajudou muito na época. Então, dava muita alegria para a gente. Pensava que eu não posso desistir. Deus, do nada, faz tudo", desabafou. Moraes teve uma retinose pigmentar, caso em que a retina se degenera.
      Sem poder mais trabalhar, o aposentado encontrou nos carrinhos uma forma de passar o tempo e não deixá-lo para baixo. “A minha profissão antes era de fundição. Como perdi a minha visão, comecei na brincadeira para entreter. Daí comecei a fazer umas rodinhas, inventei os fusquinhas, os tratores, caminhonetes”, completou.
      “Jair dos Carrinhos”, como também é conhecido, sabe onde fica cada peça, cada instrumento usado para fazer as obras de arte. “Aqui é uma terapia para minha mente, para o meu corpo físico. Se eu não tivesse inventado isso daqui, hoje eu já estava deprimido. Deus me deu esse privilégio”, contou.


      A limitação devido à deficiência visual não impede que as peças produzidas por Jair dos Carrinhos, fiquem bem feitas. Ele conhece cada detalhe e sabe quando está perfeita. As peças produzidas chegam às mais variadas montagens nas mãos do cascavelense. Ele produz caminhonetes, kombis, fuscas, carros de modelos antigos, lambretas, carros de boi. “Se a gente percebe que não fica bom, a gente faz de novo. (...) As pessoas não acreditam que eu faço esses carrinhos. Se eu levar essas rodinhas e falar que eu fiz, as pessoas não vão acreditar”, ressaltou.
      Na garagem de casa, é possível ver uma exposição de carrinhos. A maioria, construídos com base em modelos antigos, que ele lembra da infância ou dos tempos que trabalhou como mecânico. “Eu tenho paixão por carros antigos. E os carros de boi porque quando eu era criança a gente ajudava. Então, a lembrança, a saudade está dentro da gente”, assegurou.
      Apesar das dificuldades para enxergar, Moraes afirmou que se machucou apenas uma vez e garante que dificilmente pede ajuda para encontrar as ferramentas. "Eu me sinto realizado porque, hoje, é difícil de depender os outros. (...) A minha esposa está fazendo o almoço, está lavando a roupa e eu não quero incomodar. Então, a gente depende de sobreviver meio por conta", destacou. Questionado sobre como faz para fazer os carrinhos é rápido e direto. “Isso é dom de Deus. A minha mente enxerga”.
      A matéria-prima das esculturas é reaproveitada de pedaços encontrados na rua, de doações. "Tem pessoas que vêm trazer as madeiras aqui em casa para mim", complementou. Segundo Moraes, além da "terapia", os carrinhos também ajudam no sustento. "Esse dom que Deus me deu é fazer artesanato e ter um estilo de vida melhor. De vez em quando eu vendo um carrinho, dois, três, seis", disse. As peças são vendidas a partir de R$ 50.
      As dificuldades provocadas pela cegueira não lhe trouxeram tristeza. “Eu sou feliz. Eu toco violão, toco teclado, toco gaita, canto na igreja, sou feliz. Tenho dois filhos homens, tenho uma filha mulher, tenho minha esposa”, conclui.



FONTE: Rede Saci