terça-feira, 17 de abril de 2012

TEATRO COM AUDIODESCRIÇÃO EM PORTO ALEGRE


      Na próxima sexta-feira, o espetáculo NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET terá sessão com audiodescrição. A ação é promovida pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ SMC/ FUMPROARTE. Este é o primeiro de cinco projetos já selecionados pelo FUMPROARTE que contarão com acessibilidade para pessoas com deficiência visual.
      NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET conta a saga de uma família de ladrões de carros, que vive à margem da sociedade e tem seu destino ainda mais desestruturado após a morte do patriarca. A situação se torna pior com o envolvimento dos três irmãos com uma mesma mulher.
      Ao final da apresentação haverá um bate-papo com o elenco da peça.
      Quer uma amostra? Confira a descrição de uma cena do espetáculo:
      O fogo ainda crepita dentro da lata de tinta. Na penumbra, Monk bebe da garrafa de bolso. Joga a cabeça para trás e ergue a garrafa, despejando a bebida para dentro da boca. Cambaleia. Bebe mais. Deixa-se cair sentado no chão. Deita.
      Sílvia chega caminhando devagar. Detém-se ao se deparar com Monk. Avança até ele, que, ao percebê-la, ergue o corpo lentamente até sentar. Monk passa as mãos pelas pernas de Sílvia. Roça o rosto em suas coxas, enquanto ela afaga os cabelos dele. Sílvia se agacha e acaricia o rosto de Monk. Ele baixa a cabeça. Ela o segura pelo queixo e aproxima seus lábios dos dele. Beijam-se longamente. Ele volta a baixar a cabeça. Ela mostra um molho de chaves. Segurando-o pelo braço, Sílvia ajuda Monk a se levantar. Ele guarda a garrafa no bolso do macacão, passa o braço sobre os ombros dela e caminha com dificuldade até o ambiente da cortina de franjas. Sílvia ajuda Monk a sentar sobre a caixa de som. Deixa a bolsa e as chaves no chão. Monk bebe.

INFORMAÇÕES GERAIS:
      Sessão com audiodescrição de Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet (espetáculo de teatro adulto)
quando? dia 20 de abril, às 20 horas. A transmissão da audiodescrição terá início às 19:45. O evento termina em torno das 21:40.
onde? no Centro Cenotécnico, na Rua Voluntários da Pátria, 1370
como chegar? O Centro Cenotécnico fica entre a Rua Garibaldi e a Rua Ramiro Barcelos. A tarifa de taxi, partindo do Mercado Público, fica em torno de R$ 10,00
quanto? entrada franca para pessoas com deficiência visual, mediante reserva antecipada
ATENÇÃO: São apenas 40 lugares. Reserve seu ingresso com antecedência pelo e-mail milpalavras@milpalavras.net.br ou pelo telefone (51) 9993-5292.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

JAPONESA PARAOLÍMPICA FAZ ENSAIO SENSUAL PARA BANCAR TREINOS E É CRITICADA





      Maya Nakanishi encontrou uma forma diferente para arrecadar fundos para seu treinamento para os Jogos Paraolímpicos de Londres-2012: a japonesa fez um ensaio seminua que está sendo vendido na forma de calendário. A atitude, entretanto, não escapou de algumas críticas.
      Aos 26 anos de idade, Maya ouviu dos críticos que ela estaria humilhando pessoas portadoras de necessidades especiais* por exibir sua perna amputada. “Quero transmitir a mensagem de que [a prótese] é algo bonito, e não algo que você deva ter vergonha de vestir”, argumentou a atleta que competiu em Pequim-2008.


      Ensaio seminua foi a forma encontrada por Maya Nakanishi para arrecadar recursos para treinamentos nos Estados Unidos. Japonesa foi quarta colocada nos 200m nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008.


      O calendário foi a forma que Maya encontrou para viabilizar seu sonho, pelo menos financeiramente. “Não importa o quanto desprezo e ofensas eu receba pelo calendário. Eu quero abrir o caminho para os atletas mais jovens para brilhar”, afirmou à imprensa do Japão.
      Aspirante à jogadora de tênis, Maya perdeu a perna em um acidente de trabalho no Japão, mas manteve seu sonho de esportista e pretende competir nos 100m, 200m, provas em que alcançou, respectivamente, a sexta e quarta posição quatro anos atrás, na China. Em Londres, ela deve competir também no salto em distância, mas para isso, precisa de recursos: “Para conseguir apoio, eu não me importei em arriscar tudo”, disse a japonesa, disposta a enfrentar as críticas.

FONTE: Deficiente Ciente

domingo, 15 de abril de 2012

TITANIC - 100 ANOS DEPOIS


      No momento em que o Titanic terminou de naufragar, às 2h20 do dia 15 de abril de 1912, teve início uma onda de fascínio que se espalharia pelo mundo e continuaria com impressionante força mesmo cem anos após a colisão com o iceberg. Houve desastres marítimos maiores, mais mortais, mais antigos e mais recentes, mas nenhum ocupou o mesmo lugar no imaginário popular como símbolo da incapacidade humana de controlar o universo, ainda que em posse da mais avançada tecnologia.
      Livros, filmes, peças e exposições ajudaram a manter o público interessado pela tragédia, uma história real que parece ficção. Quando partiu em sua viagem inaugural – de Southampton, na Inglaterra, em direção a Nova York, nos Estados Unidos -, o Titanic era o maior navio do mundo e considerado “praticamente inafundável”. A bordo viajavam os donos de algumas das maiores fortunas da época, que ao lado de centenas de imigrantes pobres seriam personagens de um naufrágio em tempo de paz que deixou mais de 1,5 mil mortos e apenas 705 sobreviventes.
      Antes de 1912, outras tragédias tinham provocado comoção - como o incêndio que destruiu a cidade americana de Chicago, em 1871, ou o grande terremoto de 1906 em São Francisco -, mas nenhuma se tornou e se manteve uma obsessão mundial como aconteceu com o Titanic.
      Tragédias marítimas mais graves que vieram depois caíram no esquecimento. Poucos conhecem o petroleiro Vector, que em dezembro de 1987 colidiu com uma balsa nas Filipinas, deixando mais de 4,3 mil mortos – o maior desastre marítimo da história em tempos de paz. Ainda menos conhecida é a tragédia com o barco superlotado Neptune, que afundou em fevereiro de 1993 no Haiti, causando cerca de 1,7 mil mortes.
      Por que, então, não esquecemos o Titanic? Para o pesquisador inglês Tim Maltin, que integra a equipe da National Geographic, o acidente de 1912 foi marcante principalmente porque lembrou o homem sobre seu lugar no mundo. “O Titanic é a perfeita tragédia: o homem tentou controlar o universo, mas viu que sua grandeza não é total”, afirmou. “Até a mais avançada tecnologia pode ser dobrada por um vasto universo que nunca entenderemos.

FONTE: Ig

quarta-feira, 11 de abril de 2012

7 MITOS SOBRE SÍNDROME DE DOWN


Por Letícia Gonçalves

      “Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down“, afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). Derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas.

Mito 1: a criança com Down só pode estudar em uma escola especial
      O geneticista Zan recomenda exatamente o oposto: a família deve colocar o filho em uma escola comum. “Com o incentivo da aceitação dessa criança dentro da sala de aula, tanto ela quanto os colegas crescem acostumados às diferenças e derrubam barreiras de preconceito presentes na sociedade”, afirma o profissional.
      A psicóloga clínica e psicopedagoga Fabiana Diniz, da Unimed Paulistana, conta que a pessoa com a síndrome pode ter um retardo mental que vai do leve ao moderado, mas isso não a impede de se desenvolver cognitivamente. “Além da intervenção precoce na aprendizagem, é preciso carinho e estímulo por parte da família, terapias e tratamento medicinal quando necessário, além de incentivo à brincadeiras com jogos educativos”, diz a especialista.


Mito 2: atividades físicas estão proibidas, somente a fisioterapia é liberada
      Quem tem Down pode – e deve – praticar exercício físico, mas é preciso passar por uma avaliação médica antes e preferir atividades de baixo impacto. “A alteração genética pode causar problemas no coração, espaçamento da coluna vertebral e redução da força muscular”, afirma a educadora física Natália Mônaco, do Instituto Olga Kos, que atende na cidade de São Paulo crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down.
      Leonardo Hasegava, 19 anos, apresentou grandes melhoras de força, flexibilidade, equilíbrio e agilidade por praticar Taekwondo no Olga Kos. A mãe, Marisa, conta orgulhosa que ele fez a sua primeira apresentação sozinho ano passado. “Em um ano de prática, ele já consegue chutar bem com a direita, mesmo sendo canhoto, e aprendeu a fazer um salto com dois pés juntos, algo de difícil coordenação”, comenta.

Mito 3: a Síndrome de Down bloqueia o amadurecimento
      Essa crença já foi defendida por alguns especialistas do passado, mas hoje não passa de um grande mito. Thiago Rodrigues, de 25 anos, serve como prova: é auxiliar administrativo de uma empresa de agronegócio e está em Nova York para divulgar um manual de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual, que escreveu junto com colegas que também possuem Síndrome de Down. “Viajar para fora do país era um dos meus maiores sonhos, mas ainda tenho muitos outros, como voltar a estudar pra fazer faculdade de ciência da computação”, afirma o jovem.
      A geneticista Fabíola Monteiro, da APAE de São Paulo, afirma é possível chegar a um desenvolvimento como o de Thiago com estímulo precoce e acompanhamento de profissionais, que pode envolver desde fisioterapia e fonoaudiologia até exames periódicos com um cardiologista. “É importante agir quando o cérebro ainda está em formação, para fazer com que a criança forme o máximo de conexões possíveis”, afirma.

Mito 4: casais com a síndrome não podem ter filhos
      O geneticista Zan explica que um casal pode ter filhos mesmo que ambos tenham Síndrome de Down. “A principal diferença é que as chances de o filho também apresentar a alteração genética são maiores: 80% se os dois tiverem Down e 50% se apenas um do casal tiver”, diz. Em pessoas que não apresentam a síndrome, a chance de a criança nascer com o cromossomo a mais é de um para cada 700 pessoas.
      Ilka Farrath, de 33 anos, está muito feliz ao escolher o vestido que irá usar para se casar com Artur Grassi – os dois possuem síndrome de Down e se conheceram quando ainda eram adolescentes na APAE de São Paulo. “A correria pra ver DJ, filmagem, decoração e outras coisas é grande, mas não deixo de fazer pilates duas vezes por semana para melhorar o alongamento e conseguir emagrecer até dezembro, quando será o casamento”, afirma.

Mito 5: quem tem Down precisa sempre de um cuidador 24 horas por dia
      A geneticista Fabíola afirma que a pessoa com a síndrome geralmente precisa de algum tipo de supervisão, mas não significa superproteção a todo o momento. “Dependendo do estímulo e das características pessoais, é possível ter uma vida mais independente”, conta.
      Thiago vive com a mãe, mas garante que tem muita autonomia: “Acordo cedo todo dia, troco de roupa, escovo os dentes, pego trem e ônibus até o trabalho e faço muitas outras coisas”, afirma. A mãe de Leonardo, campeão de natação, também conta que ele viajou sozinho com a delegação para disputar as olimpíadas na Grécia. “Foi uma prova do quanto ele consegue ser independente, já que eu e meu marido só fomos para lá depois e não podíamos tirá-lo da vila olímpica”, conta.
      Já o Leonardo Ferrari, 18 anos, de Jundiaí-SP, destacou-se na natação: ficou em primeiro lugar classificação no Brasil para disputar a Special Olympcs 2011, na Grécia, que é a versão das olimpíadas para pessoas com deficiência intelectual. “Colocamos o Léo na natação aos oito anos de idade por causa da tendência maior a engordar e do sistema respiratório mais frágil, comum em quem tem a síndrome, e ele teve resultados muito além do esperado”, afirma a mãe Berenice.

Mito 6: há diferentes graus de Síndrome de Down
      A presença do cromossomo 21 extra é a mesma em todos os casos – não há graus. “A diferença entre uma pessoa e outra está nas oportunidades que cada uma tem de ser estimulada e nas características individuais que possui”, comenta o geneticista Zan. É por isso que, como reforça a psicóloga Fabiana, é essencial um estímulo desde a infância. “Depende muito do grau de comprometimento da família para que o portador da síndrome possa enfrentar seus próprios medos e desafios e, dessa forma, levar uma vida normal, cercada de direitos e deveres como qualquer cidadão”, comenta.
      Ilka, que tem a síndrome e está prestes a se casar, é um exemplo do estímulo precoce: teve um atendimento de profissionais da APAE de São Paulo desde que tinha dois anos e oito meses. “Costumo dizer que lá é a minha segunda casa, já que também contribuiu para que hoje eu possa trabalhar, viajar e planejar o meu casamento”, diz.

Mito 7: o cromossomo extra da síndrome vem apenas da mãe
      “Nem sempre a cópia extra do cromossomo 21 vem da mãe, pode vir do pai também”, afirma a geneticista Fabíola. Mas é verdade que, a partir dos 35 anos de idade da mulher, os riscos de o acidente genético acontecer são cada vez maiores. Zan Mustacchi explica que a mulher tem todos os óvulos formados dentro de si desde quando ainda é bebê, diferente do homem que produz espermatozoides a cada 72 horas desde a puberdade. “Ao longo dos anos, os óvulos também vão envelhecendo, o que pode aumentar o risco de ocorrerem alterações genéticas na formação do feto”, diz o geneticista.

Fonte: Yahoo
Referência:
Rede Saci


terça-feira, 10 de abril de 2012

MÚSICA - MARISA MONTE: SEGUE O SECO

GOALBALL - ESPORTE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL


      Criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, o esporte tinha como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão.
      O Goalball se tornou um esporte exclusivo para pessoas com deficiência visual e em 1976 foi apresentado ao mundo nos Jogos Paraolímpicos de Toronto. Desde então, o esporte se tornou regular nas edições dos jogos. O esporte chegou ao Brasil em 1985 e a seleção brasileira fez sua estréia nas Paraolimpíadas de Pequim em 2008.
      Cada jogo é realizado em uma quadra e dividido em dois tempos de 10 minutos cada. Os atletas usam máscaras blackout para cobrir totalmente a visão, já que alguns atletas não são 100% cegos.
      O objetivo do jogo é rolar a bola para a baliza oposta para marca um gol, o time adversário deve tentar bloquear a bola com seus corpos. Sinos dentro das bolas ajudam a orientar os jogadores, indicando a direção da bola. Portanto, enquanto o jogo está em progresso, o silêncio completo é necessário no local para permitir que os jogadores ouçam o sino para se posicionar para pegar a bola.
 
fonte: Deficiências Online

segunda-feira, 9 de abril de 2012

MÁQUINA DO TEMPO - CONSTRUÇÃO DA CHAMINÉ DO GASÔMETRO


      Apesar de ter iniciado suas operações em 1928, somente em 1937 foi colocada em funcionamento a chaminé de 117 metros de altura que acabou por se tornar um dos símbolos da cidade. Isto ocorreu porque a fuligem emanada das primitivas chaminés que eram muito baixas, infernizavam a vida dos moradores do centro e Cidade Baixa, principalmente.

OS CÉREBROS DE MICHELANGELO




      Um time de pesquisadores americanos acredita ter descoberto mais um traço da genialidade do artista renascentista italiano Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Em um artigo publicado na última edição da revista científica “Neurosurgery”, médicos do Johns Hopkins University School of Medicine, nos Estados Unidos, sugerem que Michelangelo reproduziu uma das regiões do cérebro em um dos painéis que pintou no teto da Capela Sistina, no Vaticano. Ela estaria representada no pescoço de Deus no painel “Separação da Luz da Escuridão”, um dos componentes da série de nove cenas do livro do Gênesis.
      A área que os cientistas dizem estar desenhada é a chamada Brainstem, envolvida principalmente no processamento de informações sensoriais e motoras. No artigo recém-publicado, os pesquisadores afirmam que Michelangelo escolheu o pescoço de Deus ali pintado para marcar os locais onde estão dispostas estruturas como o cerebelo, um dos responsáveis pelo processamento do equilíbrio, e da ponte, associada ao controle de funções vitais como a respiração.

      Não é a primeira vez que estudiosos da obra de Michelangelo afirmam ter visto a representação do cérebro no afresco da Capela Sistina. Dez anos atrás, num artigo divulgado no “Journal of Medical Association”, o médico Frank Lynn Meshberger relatou o que considerou ser uma interpretação do órgão registrado na “Criação de Adão”, o famoso painel no qual Deus toca o dedo de Adão.
      A avaliação dos pesquisadores é a de que o artista desejava, com a sua pintura, representar o que acreditava ser uma mostra da genialidade divina. “Ele era bastante religioso”, disse à ISTOÉ o médico Rafael Tamargo, autor principal do trabalho recém-publicado. “Desenhar o cérebro pode ter sido a forma que encontrou para celebrar não só a glória de Deus, mas também a sua mais magnífica criação”, afirmou. Na opinião do neurologista, Michelangelo sabia que o cérebro era uma parte muito importante do corpo humano. “Por isso mesmo, resolveu incluí-lo na criação do universo porque entendia que o órgão havia sido uma das coisas mais brilhantes criadas por Deus.”
      O pesquisador também lembrou que Michelangelo era estudioso da anatomia humana. “É inquestionável que ele fazia dissecações de cadáveres e que tinha uma intensa fascinação pela anatomia do homem”, disse. Especialistas em história da arte, porém, acreditam que a tese de Tamargo e seus colegas não tem fundamento e que tudo não passaria de uma semelhança de imagens. Apenas isso.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

ESCOLAS COBRANDO PELA "INCLUSÃO" DE ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN

     
      Acabar com a discriminação e incluir pessoas com distúrbios genéticos na sociedade. O discurso aparece em leis, em decretos, em organizações públicas ou privadas, na boca de políticos, além de ser um direito garantido pela Constituição Federal. Para pessoas com   síndrome de Down do DF, no entanto, as dificuldades começam na escola e pesam no bolso dos pais. Estabelecimentos particulares cobram taxas extras para matricular esse tipo de aluno. A prática é ilegal, segundo o Conselho Nacional de Educação (CNE), e a Secretaria de Educação. Ambos consideram a cobrança discriminação.

      De seis escolas visitadas pela reportagem, quatro exigem a contratação de um acompanhante no ato da matrícula para fazer companhia à criança especial com deficiência. O Colégio Santa Rosa (602 Sul), a Escola Renascença (914 Norte) e a Escola Nossa Senhora de Fátima (906 Sul) são enfáticos ao ressaltar que o aprendizado só é garantido com a presença desse profissional. Um docente auxiliar custa, em média, R$ 600, se sugerido pela instituição; e R$ 1 mil, se contratado por fora.

Fonte: Correio Braziliense
Referência: http://www.pernambuco.com/

terça-feira, 3 de abril de 2012

CADEIRANTE IMPEDIDO DE ENTRAR NO BANCO BRADESCO


      Você antes de entrar em uma agência bancária teve que apresentar a carteira de identidade e o cartão do banco comprovando que é correntista? Já passou por tamanho constrangimento na frente de sua família? Se ainda não passou, você pode ser a próxima vítima de funcionários de estabelecimentos bancários despreparados e quiçá preconceituosos. Os assaltos a bancos continuam a engrossar as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública e o despreparo de seguranças e de alguns bancários engrossam os atos de desrespeito aos direitos do consumidor. As polêmicas “portas giratórias” e seus não menos polêmicos “botões de acesso” já foram responsáveis por casos escabrosos como do deficiente que foi obrigado a deixar as muletas do lado de fora (por incrível que possa parecer este caso aconteceu e foi noticiado neste Fato Paulista), o caso do professor de Educação Física que tinha pinos de metal na perna e foi proibido de entrar no banco (também notícia neste jornal) e até o cliente que foi alvejado a bala por seguranças. Já aconteceu de tudo e muito pouco foi feito em prol das vítimas.
      Agora a vitima é o cadeirante, Valdir Timóteo, que queria apenas “pagar algumas contas e fazer um depósito em sua conta corrente”. Ele não pôde entrar, teve que ouvir que teria que se identificar e somente depois de mostrar toda a sua indignação, a funcionária do banco “permitiu” que Valdir adentrasse na agência que é correntista há mais de três anos.
      Valdir Timóteo conta que no dia 9 último, ao lado de sua esposa Francisca L.S. Leite, foi até o Bradesco Itaquera para pagar contas e fazer um depósito. Sua esposa entrou na agência e pediu para funcionária Giorgia Castanheiro Xavier para que a porta fosse liberada para Valdir entrar na agência. “A funcionária do Bradesco disse que eu só poderia entrar na agência seu apresentasse o meu RG e o cartão bancário para comprovar se eu era realmente cliente do banco. Caso contrário eu teria que ficar do lado de fora”, explica Valdir, não escondendo o seu constrangimento.
      “Fiquei revoltado e perguntei a todos que adentravam na agência se estavam sendo obrigados a mostrar o RG e o cartão do banco. Somente eu tive que passar por esta humilhação. Quando falei que iria ligar para a Policia, ela resolveu liberar a minha entrada”, completou. No mesmo dia Valdir Timóteo registrou Boletim de Ocorrência no 32º DP de Itaquera.
      A reportagem do Fato Paulista ouviu o presidente da ANDECON – Associação Nacional de Defesa do Consumidor – Rodinei Lafaete, que classificou o episódio como um flagrante ato de discriminação. “Independente da pessoa ser ou não ser cliente da agência, o Banco não pode impedir o acesso para pagamento de contas. Conforme disposto na resolução 2878/01 do Banco Central. Entendo o fato de exigir o documento para que o mesmo comprovasse ser cliente como um flagrante ato de discriminação conforme previsto na lei 7.716/89. Afronta ao direito de ir e vir prevista na Constituição Federal do Brasil”, explica Rodinei Lafaete.
      A Assessoria de Imprensa através de nota apenas informou que “O Bradesco está apurando o caso”.

FONTE: Deficiente Ciente, Jornal Fato Paulista