quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DO DIÁRIO DA ALINE - "DENGOSINHA VAI AO DENTISTA"

Mais uma história da Aline no "Centauro Alado". Desta vez, ela recorda um fato de quando era criança.




DENGOSINHA VAI AO DENTISTA por Aline Massoni

Aquela seria a minha primeira consulta com aquela dentista.  Fomos eu,  minha mãe e meus dois irmãos . Éramos uma escadinha: eu tinha seis anos, Álvaro cinco e Diego quatro, e naquela época eu ainda não tinha cadeira de rodas.
O atendimento era por ordem de chegada e  fomos os primeiros a chegar no consultório. Na sala de espera, havia apenas alguns bancos de madeira que não possuaim apoio lateral, o que me impedia de ficara sentada sozinha neles, visto que eu não tinha nenhum controle de tronco. Por isso, minha mãe sentou-se e me colocou no seu colo.  
Iniciam-se os atendimentos, a dentista abre a porta e chama:
- Diego Massoni!
Prontamente meu irmão respondeu:
- Sou eu...
Sorridente ela disse:
- Vamos lá? Me dê a mão!
Meu irmão levantou-se pegou na mão da moça e eles entraram.
E assim os atendimentos continuaram.
Ela abriu a porta e chamou:
- Álvaro Massoni! Vamos lá?
Assim a dentista chamou um por um...  Todas as outras crianças que chegaram  depois de mim foram atendidas e eu no colo da minha mãe, apenas aguardando. As horas foram  passando, e  enquanto eu aguardava a minha vez,  conversava o tempo todo com minha mãe. Foi então que chegou a hora tão esperada. A dentista abriu a porta e gritou:
- Aline Massoni!
Minha mãe levantou-se comigo no colo e a moça - nos olhando de cima abaixo-  falou:
- Não, mãezinha a senhora não pode entrar, deixa que eu a levo pela mão!
Rapidamente minha mãe respondeu:
- Só se tu carregar ela no colo, porque ela tem paralisia cerebral e não caminha!
Nesse instante a moça ficou completamente vermelha e gaguejando respondeu:
- A senhora me desculpe... Eu vi a Aline tão bonitinha conversando e pensei...”Ela deve ser dengosa, certamente vai chorar e assustar as outras crianças... Vou deixá-la por ultimo!”
Sem nem dar tempo para a minha mãe reagir, a moça prosseguiu...
- A senhora não se preocupe, pois de agora em diante ela vai ser sempre a primeira a ser atendida!
Como se isso fosse algum privilégio, e não lei. Será que além de não andar tenho que ser feia e muda  para não ser confundida com uma criança mimada e sem limites?


                                                        Aline Massoni



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

DEZ MULHERES DA HISTÓRIA DO BRASIL - MARIA BONITA






6) MARIA BONITA


       A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril. 



       Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.



       A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

       Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

       Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos. 

TERMINOLOGIA NA ERA DA INCLUSÃO

        Achei este artigo sobre expressões equivocadas que são utilizaas para se referir a pessoas com deficiência. Incorretas no sentido de que os conceitos mudam com o tempo... Ainda bem, né? Eheheh!
    

          A seguir, apresentamos várias expressões incorretas seguidas de comentários e dos equivalentes termos corretos, frases corretas e grafias corretas, com o objetivo de subsidiar o trabalho de estudantes de qualquer grau do sistema educacional, pessoas com deficiência e familiares, profissionais de diversas áreas (reabilitação, educação, mídia, esportes, lazer etc.), que necessitam falar e escrever sobre assuntos de pessoas com deficiência no seu dia-a-dia. Ouvimos e/ou lemos esses termos incorretos em livros, revistas, jornais, programas de televisão e de rádio, apostilas,reuniões, palestras e aulas.


          A enumeração de cada expressão incorreta servirá para direcionar o leitor de uma expressão para outra quando os comentários forem os mesmos para diferentes expressões (ou pertinentes entre si), evitando-se desta forma a repetição dos comentários.

1. adolescente normal
Desejando referir-se a um adolescente (uma criança ou um adulto) que não possua uma deficiência, muitas pessoas usam as expressões adolescente normal, criança normal eadulto normal. Isto acontecia muito no passado, quando a desinformação e o preconceito a respeito de pessoas com deficiência eram de tamanha magnitude que a sociedade acreditava na normalidade das pessoas sem deficiência. Esta crença fundamentava-se na idéia de que era anormal a pessoa que tivesse uma deficiência. A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável e ultrapassado. TERMOS CORRETOS: adolescente(criança, adulto) sem deficiência ou, ainda, adolescente (criança, adulto) não-deficiente.

2. aleijado; defeituoso; incapacitado; inválido
Estes termos eram utilizados com freqüência até a década de 80. A partir de 1981, por influência do Ano Internacional das Pessoas Deficientes, começa-se a escrever e falar pela primeira vez a expressão pessoa deficiente. O acréscimo da palavra pessoa, passando o vocábulo deficiente para a função de adjetivo, foi uma grande novidade na época. No início, houve reações de surpresa e espanto diante da palavra pessoa: “Puxa, os deficientes são pessoas!?” Aos poucos, entrou em uso a expressão pessoa portadora de deficiência, freqüentemente reduzida para portadores de deficiência. Por volta da metade da década de90, entrou em uso a expressão pessoas com deficiência, que permanece até os dias de hoje.

3. “apesar de deficiente, ele é um ótimo aluno
”Na frase acima há um preconceito embutido: ‘A pessoa com deficiência não pode ser um ótimo aluno’. FRASE CORRETA: “ele tem deficiência e é um ótimo aluno”.

4. “aquela criança não é inteligente
”Todas as pessoas são inteligentes, segundo a Teoria das Inteligências Múltiplas. Até o presente, foi comprovada a existência de nove tipos de inteligência: lógico-matemática,verbal-lingüística, interpessoal, intrapessoal, musical, naturalista, corporal-cinestésica evisual-espacial (GARDNER, 2000). FRASECORRETA: “aquela criança é menos desenvolvida na inteligência [por ex.] lógico-matemática”.

5. cadeira de rodas elétricaTrata-se de uma cadeira de rodas equipada com um motor.
TERMO CORRETO:cadeira de rodas motorizada.

6. ceguinhoO diminutivo ceguinho denota que o cego não é tido como uma pessoa completa. TERMOS CORRETOS: cego; pessoa cega; pessoa com deficiência visual.

7. classe normal
TERMOS CORRETOS: classe comum; classe regular. No futuro, quando todas as escolas se tornarem inclusivas, bastará o uso da palavra classe sem adjetivá-la.

8. criança excepcional

TERMOS CORRETOS: criança com deficiência intelectual, criança com deficiência mental. Excepcionais foi o termo utilizado nas décadas de 50, 60 e 70 para designar pessoas com deficiência intelectual. Com o surgimento de estudos e práticas educacionais nas décadas de 80 e 90 a respeito de altas habilidades ou talentos extraordinários, o termo excepcionais passou a referir-se tanto a pessoas com inteligências múltiplas acima da média [pessoas superdotadas ou com altas habilidades e gênios] quanto a pessoas com inteligência lógico-matemática abaixo da média [pessoas com deficiência intelectual]? daí surgindo, respectivamente, os termos excepcionais positivos e excepcionais negativos,de raríssimo uso.

9. defeituoso físico
Defeituoso, aleijado e inválido são palavras muito antigas e eram utilizadas com freqüência até o final da década de 70. O termo deficiente, quando usado como substantivo(por ex., o deficiente físico), está caindo em desuso. TERMO CORRETO: pessoa com deficiência física.

10. deficiências físicas (como nome genérico englobando todos os tipos de deficiência). TERMO CORRETO: deficiências (como nome genérico, sem especificar o tipo, mas referindo-se a todos os tipos). Alguns profissionais, não-familiarizados com o campo da reabilitação, acreditam que as deficiências físicas são divididas em motoras, visuais, auditivas e mentais. Para eles, deficientes físicos são todas as pessoas que têm deficiência de qualquer tipo, o que é um equívoco. A deficiência física, propriamente dita, consiste na “alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimentoda função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia,tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções” (arts. 5º e 70, Decreto nº 5.296, 2/12/04).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

INCLUSÃO x INTEGRAÇÃO - DIFERENÇA CONCEITUAL


       A integração nos induz a acreditar que podemos escolher quais seres humanos têm direito a estar nas escolas, nos parques de diversões, nas igrejas, nos ambientes de trabalho, em todos os lugares. É praticado há décadas mas, desde os anos 80, começou a ser questionado pelo então emergente movimento internacional das organizações de pessoas com deficiência. Este movimento denunciou a injustiça do modelo integrativo, que só aceitava inserir na sociedade as pessoas com deficiência que fossem consideradas prontas – ou quase prontas – para conviver nos sistemas sociais gerais. Prontas no sentido de aptas para aprender, trabalhar, se expressar, se locomover mais ou menos bem pelas ruas das cidades. E caso não estivessem prontas? Que se esforçassem para estar…

       Num contexto integrativo, o máximo feito pela sociedade para colaborar com as pessoas com deficiência neste processo de inserção seriam pequenos ajustes como adaptar uma calçada, um banheiro ou até receber uma criança com deficiência mental na sala de aula, mas só se ela pudesse “acompanhar a turma”. Como raramente crianças com deficiência mental podem ter o mesmo ritmo de aprendizagem dos alunos sem deficiência mental, era certo que em breve, no máximo em dois ou três anos, aquele aluno seria sumariamente devolvido para a família.

       A inclusão, ao contrário, nos aponta para um novo caminho. Nele, nossas decisões são guiadas pela certeza de que o direito de escolher seres humanos é filosoficamente ilegítimo, além de ser anticonstitucional.
       Uma sociedade inclusiva tem compromisso com as minorias e não apenas com as pessoas com deficiência. Tem compromisso com elas e com sua diversidade e se auto-exige transformações intrínsecas. É um movimento com características políticas. Como filosofia, incluir é a crença de que todos têm direito de participar ativamente da sociedade. Como ideologia, a inclusão vem para quebrar barreiras cristalizadas em torno de grupos estigmatizados.

       A inclusão é para todos porque somos diferentes.

       Um pouco da história
       A concepção de um mundo-mãe sempre viveu no desejo da humanidade, em diferentes épocas e civilizações. Mas foi só em 1981, ao instituir o Ano Internacional das Pessoas Deficientes, que a ONU oficializou o embrião do conceito de sociedade inclusiva. Entidades não-governamentais e governamentais, a mídia mundial, nações de portes diversos no cenário econômico- político internacional reafirmaram por 365 dias a necessidade de o planeta reconhecer com firmeza os direitos das pessoas com deficiência.

       Em 20 de dezembro de 1993, no final da Década das Nações Unidas para Pessoas Portadoras de Deficiência, a Assembléia Geral da ONU assinou uma outra e decisiva resolução – a de no 48/06 – que adotou o documento Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência. Nesse documento deu forma às idéias do programa de 1982. São 22 normas que indicam os requisitos, as áreas-alvo e as medidas de implementação da igualdade de participação das pessoas com deficiência na sociedade. Mas esta conquista não ocorreu de um dia para outro, em um passe de mágica. Ela é resultado de um longo processo de luta e modernização no campo dos direitos humanos das pessoas com deficiência,
que avançou do conceito de segregação institucional, passando pelo de integração até o chegar ao atual modelo de sociedade inclusiva.

       O paradigma da integração, norteador de práticas sociais e políticas públicas pertinentes a pessoas com deficiência durante cerca de 40 anos (décadas de 50 a 80), teve seus méritos baseados no fato de que surgiu em substituição ao paradigma da segregação institucional.

       Em que consistia essa prática? Para entendê-la melhor, é necessário retroceder mais ainda na história e lá encontrar o paradigma da exclusão das pessoascom deficiência.

       No artigo “Como chamar as pessoas que têm deficiência?”, de Romeu Kazumi Sassaki (publicado em Vida Independente, julho de 2003), o autor descreve que durante séculos as pessoas com deficiência foram consideradas inúteis –um peso morto para a sociedade, um fardo para a família e sem valor profissional. Chamadas de ‘inválidas’, foram excluídas da sociedade, muitas delas literalmente exterminadas em certas culturas.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE INCLUSÃO E INTEGRAÇÃO


Fonte:  Mídia e deficiência / Veet Vivarta, coordenação. – Brasília: Andi ; Fundação Banco do Brasil, 2003.


MENINO SEM PERNAS DÁ EXEMPLO DE SUPERAÇÃO




      O menino americano  Cody  McCasland, de 9 anos, vem ganhando fama como exemplo de superação ao competir em várias modalidades esportivas apesar de não ter as duas pernas.
      Cody teve os membros amputados ainda bebê, por causa de uma condição congênita chamada agenesia sacrococcígea, que provoca malformação.  Desde então, acumulou uma coleção de mais de 20 próteses, com as quais aprendeu a andar e competir.
      Nascido em um parto prematuro de emergência em outubro de 2001, o menino enfrentou meses de internações e 15 cirurgias, incluindo a retirada da bexiga e tratamento regular para uma condição que enfraquece os ossos.

     
       Cody superou as dificuldades para competir em vários esportes. Ele nasceu também sem a tíbia e os ossos do joelho. Era incapaz de dobrar as pernas, que pendiam de maneira torta, em uma posição desconfortável, a cada vez que ele se sentava.
      Seus pais então tiveram que decidir entre deixá-lo com membros sem função, condenando-o a ficar preso a uma cadeira de rodas, ou amputar as pernas e permitir que ele pudesse aprender a andar com próteses.
      O menino, que tem uma irmã de quatro anos sem deficiências, surpreendeu os pais e os médicos ao adaptar-se quase imediatamente à prótese, dando seus primeiros passos já no primeiro dia em que as testou, aos 17 meses.


      Superando todos os problemas, o menino não só aprendeu a andar como se tornou esportista, competindo em várias modalidades, incluindo natação, futebol, atletismo, golfe, beisebol, caratê e equitação. 



      Cody sonha vencer natação e atletismo nos Jogos Paraolímpicos. O garoto, que usa atualmente três pares diferentes de próteses, uma para cada situação, já participou de várias competições ao lado de atletas sem deficiências, mas seu sonho é competir nos Jogos Paraolímpicos e ganhar medalhas de ouro em atletismo ou em natação.
      O exemplo do menino levou seus pais a estabelecer um fundo de caridade em seu nome, para receber doações para o hospital infantil Texas Scottish Rite, que cuidou dele, e à Fundação para Atletas Deficientes.


 

domingo, 16 de janeiro de 2011

DEZ MULHERES DA HISTÓRIA DO BRASIL - MARIA DA PENHA



     
5) MARIA DA PENHA

      A Lei que protege as mulheres contra a violência recebeu o nome de Maria da Penha em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes. Com muita dedicação e senso de justiça, ela mostrou para a sociedade a importância de se proteger a mulher da violência sofrida no ambiente mais inesperado, seu próprio lar, e advinda do alvo menos previsto, seu companheiro, marido ou namorado.
      Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário, enquanto dormia. Como seqüela, perdeu os movimentos das pernas e se viu presa em uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, afirmando que o disparo havia sido cometido por um ladrão.
      Após um longo período no hospital, a farmacêutica retornou para casa, onde mais sofrimento lhe aguardava.  Seu marido a manteve presa dentro de casa, iniciando-se uma série de agressões. Por fim, uma nova tentativa de assassinato, desta vez por eletrocução que a levou a buscar ajuda da família. Com uma autorização judicial, conseguiu deixar a casa em companhia das três filhas. Maria da Penha ficou paraplégica.

      No ano seguinte, em 1984, Maria da Penha iniciou uma longa jornada em busca de justiça e segurança. Sete anos depois, seu marido foi a júri, sendo condenado a 15 anos de prisão. A defesa apelou da sentença e, no ano seguinte, a condenação foi anulada. Um novo julgamento foi realizado em 1996 e uma condenação de 10 anos foi-lhe aplicada. Porém,  o marido de Maria da Penha apenas ficou preso por dois anos, em regime fechado.
      Em razão deste fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), juntamente com a vítima Maria da Penha, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Órgão Internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação de acordos internacionais.
     Paralelamente, iniciou-se um longo processo de discussão através de proposta elaborada por um Consórcio de ONGs (ADVOCACY, AGENDE, CEPIA, CFEMEA, CLADEM/IPÊ e THEMIS). Assim, a repercussão do caso foi elevada a nível internacional. Após reformulação efetuada por meio de um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, a proposta foi encaminhada para o Congresso Nacional.
      Transformada a proposta em Projeto de Lei, realizaram-se durante o ano de 2005 , inúmeras audiências públicas em Assembléias Legislativas das cinco Regiões do País, contando com a intensa participação de entidades da sociedade civil.
      O resultando foi a confecção de um “substitutivo” acordado entre a relatoria do projeto, o Consórcio das ONGs e o Executivo Federal, que resultou na sua aprovação no Congresso Nacional, por unanimidade.
      Assim, a Lei nº 11.340 foi sancionada pelo Presidente da República em 07 de agosto de 2006.
      Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a “Lei Maria da Penha” dá cumprimento, finalmente, as disposições contidas no §8º, do artigo 226, da Constituição Federal de 1988, que impunha a criação de mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares, bem como à Convenção para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra à Mulher, da OEA (Convenção de Belém do Pará), ratificada pelo Estado Brasileiro há 11 anos e, ainda, à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) da ONU (Organização para as Nações Unidas).
      Isto tudo porque, segundo exterioriza a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, “toda mulher tem o direito a uma vida livre de violência”,  que é nosso desejo e deve ser nosso compromisso".

sábado, 15 de janeiro de 2011

CINEMA PARADISO - SUGESTÃO DE FILME

          Aí vai uma dica de filme que acho muito legal: Cinema Paradiso. Lendo a sinopse do filme, pode até ser que não interesse muito, mas ao sentar na frente da tv e acompanhar a história de Totó e Alfredo, não tem como não se emocionar, sobretudo, pelo final do filme, que considero uma grande sacada do diretor. Ao lado de Peixe Grande, Cinema Paradiso está na minha lista de "os 10 melhores filmes que já vi"...

"Não quero mais ouvir você falar... Quero ouvir falarem de você..." Alfredo na despedida de Totó.


          Salvatore Di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia. O padre do vilarejo via primeiro os filmes que seriam exibidos no Cinema Paradiso para censurar as imagens que possuíssem beijos e cabia ao projecionista Alfredo cortá-las do filme. Após um incêndio no cinema, Alfredo perde a visão e tem a sua vida salva pelo pequeno Totó, o que sacramenta mais ainda a amizade dos dois.
       


título original: (Nuovo Cinema Paradiso)
lançamento: 1988 (Itália)
direção:Giuseppe Tornatore
atores:Antonella Attili, Enzo Cannavale, Isa Danieli, Leo Gullotta.
duração: 123 min
gênero: Drama

          "Cinema Paradiso é a última palavra em lirismo, nostalgia e beleza. A homenagem mais delicada que poder-se-ia realizar ao mundo do cinema, e ao mesmo tempo aos sentimentos humanos mais puros. Não é um filme intelectual, complexo ou profundo; não é um filme que gerará discussões acadêmicas ou devaneios sócio-filosóficos. É simplesmente um filme que faz os críticos mais severos e os especialistas mais engravatados esquecerem que sabem alguma coisa, esquecerem tudo o que sabem, para simplesmente chorarem.
          Foi o que aconteceu no Festival de Cannes, ocasião em que as palmas se prolongaram por muito tempo, e as lágrimas escorreram nos rostos outrora esnobes – foi esse, ao menos, o depoimento que Rubens Ewald Filho trouxe de lá. Cinema Paradiso conquistou não apenas o Grande Prêmio do Júri nesse festival, mas o Oscar de melhor filme estrangeiro e muitos outros prêmios importantes." Murilo B.S


Prêmios:

Oscar 1990 (EUA)
Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Globo de Ouro 1990 (EUA)
Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Festival de Cannes 1989 (França)
Recebeu o Grande Prêmio do Júri.
Indicado à Palma de Ouro.

Prêmio César 1990 (França)
Ganhou o prêmio de Melhor Poster.
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Academia Japonesa de Cinema 1991 (Japão)
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1989 (Itália)
Venceu na categoria de Melhor Música (Ennio Morricone).

BAFTA 1991 (Reino Unido)
Venceu nas categorias de Melhor Ator (Philippe Noiret), Melhor Ator Ator Coadjuvante (Salvatore Cascio), Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Original.
Indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TRECHOS DO DISCURSO DA MINISTRA MARIA DO ROSÁRIO

Trechos do discurso da ministra Maria do Rosário"Não há duvida de que o povo brasileiro reconheceu na atuação do presidente nascido e criado em sua própria classe a dedicação para transformar o Brasil num país com inclusão. E OS INDICADORES DESSE BRASIL QUE INCLUI SE FAZEM SENTIR EM TODAS AS ÁREAS."

"Não descansaremos enquanto não produzirmos mudanças capazes de ASSEGURAR UM BRASIL ACESSÍVEL PARA TODOS, o que significa reconhecer e realizar os direitos de 24 milhões de brasileiros e brasileiras com deficiência."

"Implementar políticas visando a INCLUSÃO SOCIAL, A ACESSIBILIDADE E O COMBATE À DISCRIMINAÇÃO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, incentivando a implementação da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, DE FORMA A ASSEGURAR ACESSO A SERVIÇOS E GARANTIA DE DIREITOS, EM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES com as demais pessoas, tanto na zona urbana como na rural."

"A Convenção das Nações Unidas sobre Direitos das Pessoas com Deficiência foi incorporada à legislação brasileira em 2008. É uma referência essencial para o Brasil que queremos e já começamos a construir: UM BRASIL COM ACESSIBILIDADE, no sentido mais amplo desse conceito, portanto LIVRE DO PRECONCEITO E DAS DISCRIMINAÇÕES."

"O desrespeito aos Direitos Humanos de um indivíduo ou grupo social é igualmente inadmissível, não importa de onde sejam o perpetrador ou a vítima, ou onde ocorra a violação. Eles não estão sujeitos a negociação, pois são indissociáveis da própria humanidade."
"A Secretaria de Direitos Humanos está de portas abertas para dialogar com os movimentos sociais, com as entidades e com todos os cidadãos e cidadãs brasileiras que queiram somar esforços nessa corrente de direitos."

"Contem com o meu trabalho em defesa dos Direitos Humanos de cada um dos 190 milhões de brasileiras e brasileiros."


A ministra Maria do Rosário
, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu nesta segunda-feira (3) o cargo do ministro Paulo Vannuchi, em cerimônia realizada na sede da SDH, em Brasília (DF).

O ministro Paulo Vannuchi agradeceu ao trabalho de toda a equipe, representada por seu secretário executivo, Rogério Sottili, e ao apoio que teve da família ao longo de sua gestão. Após cinco anos à frente da SDH, Vannuchi sublinhou os avanços conquistados na área dos Direitos Humanos desde o governo Fernando Henrique Cardoso e reforçou a confiança na ministra Maria do Rosário. “Quero agradecer à minha equipe e ressaltar a confiança na equipe que chega para superar o que foi feito até agora. Porque é assim na caminhada democrática”, disse Vannuchi.

Na presença de ministros, deputados e funcionários que lotaram o auditório do 8º andar da SDH, Maria do Rosário fez um discurso emocionado, de cerca de 40 minutos, em que registrou a importância do governo Lula e a eleição de Dilma Rousseff para a consolidação da democracia brasileira.

“O Brasil, que escolheu um projeto de desenvolvimento nacional e fortalecimento da democracia com Lula, decidiu continuar as mudanças que ele implementou e avançar ainda mais, agora com a primeira mulher no mais alto posto da República”, disse a ministra.

Maria do Rosário também pediu união para superar os desafios, reafirmou a importância da implementação da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos e falou detidamente sobre cada segmento sob responsabilidade da SDH, como Crianças e Adolescentes; Pessoas com Deficiência; Direitos dos Idosos e de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros; Direito à Memória e à Verdade; e Combate à Tortura.

“O mais importante é que estejamos unidos, governo, sociedade e movimentos sociais. Não vamos descansar enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e brasileiras”, afirmou a ministra.

Citando o psicanalista Carl Jung, a ministra Maria do Rosário colocou-se ao lado das populações vulneráveis e prometeu não descansar na luta pela garantia dos direitos para esses grupos. “Jung dizia que a morte de cada pessoa o diminuía, pois ele estava englobado na humanidade. E, da mesma forma que uma pessoa passando fome em Luanda, Nova Déli, Nova Iorque ou Roma nos atinge, uma brasileira ou brasileiro que sofre também atinge a humanidade”, sublinhou a ministra. Segundo Maria do Rosário, “o desrespeito aos Direitos Humanos de um indivíduo ou grupo social é igualmente inadmissível, não importa de onde sejam o perpetrador ou a vítima, ou onde ocorra a violação. [Os Direitos Humanos] não estão sujeitos a negociação, pois são indissociáveis da própria humanidade”.

Participaram da cerimônia de transmissão de cargo os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Nelson Jobim (Defesa), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), Fernando Haddad (Educação), Luís Inácio Adams (AGU), Roberto Gurgel (PGR) e Luiza Bairros (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República); o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia, e dezenas de deputados federais e senadores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DEZ MULHERES DA HISTÓRIA DO BRASIL - MARIA QUITÉRIA

4) MARIA QUITÉRIA
       
        Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu, possivelmente, em 1792, em arraial de São José de Itapororocas, na Bahia, mais precisamente no sítio do Licorizeiro. Sertaneja, em 1822 juntou-se às tropas que combatiam os portugueses, no movimento de Independência do Brasil. Primeiro ingressou no Corpo de Artilharia e, depois, no de Caçadores. Seu nome de guerra: soldado Medeiros. Em fins de 1822, incorporou-se ao Batalhão de Voluntários de Dom Pedro I, tornando-se,oficialmente, a primeira mulher a fazer parte de uma unidade militar no Brasil.
        Em 20 de agosto de 1823, Dom Pedro I recebeu Maria Quitéria em audiência especial. Concedeu-lhe o soldo de alferes de linha e a condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Contam-se, sobre Maria Quitéria, histórias de coragem e audácia. Diz-se que tomou de assalto uma trincheira inimiga e fez prisioneiros, que conduziu sob a mira das armas. Diz-se também que usava uma farda azul com um saiote que ela concebera e um capacete com penacho. 
          Apesar de tudo, Maria Quitéria nunca deixou de lado a feminilidade. Após conquistar as glórias de guerreira, casou-se com Gabriel Pereira Brito e com ele teve uma filha, chamada Luísa Maria. Viúva, foi para Feira de Santana, tentar receber uma parte da herança do pai. Sua personalidade despertou a atenção da escritora inglesa Maria Graham, que sobre ela registrou: “Maria de Jesus é iletrada, mas viva. Tem inteligência clara e percepção aguda. Penso que se a educassem, ela se tornaria uma personalidade notável. Nada se observa de masculino nos seus modos, antes os possui gentis e amáveis.”

        Não foi como mulher, porém, que Maria Quitéria conseguiu se alistar. Foi disfarçada de homem que ela se alistou como soldado voluntário. O motivo de seu ingresso nas forças armadas foi o ataque de um canhoneira contra a cidade de Cachoeira. As notícias sobre o incidente chegaram a Maria Quitéria pelos tropeiros que percorriam o sertão baiano. Duas semanas depois de alistar-se, descobriram que era uma mulher. Seu pai, que a procurava, tentou levá-la embora, mas o major Silva e Castro (avô do poeta Castro Alves) não permitiu que ela fosse desligada, por causa de sua facilidade no manejo das armas e da sua disciplina.
        Seu fim de vida não foi coerente com a trajetória da heroína, reconhecida em maio de 1953, quando o Exército determinou que se inaugurasse, em todas as suas repartições, um retrato da mulher-soldado. Maria Quitéria morreu em 1853, em Salvador, para onde se mudara com a filha, quase cega e no anonimato. Em 1996 tornou-se patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

ABSURDO!!! - TAXISTAS SE NEGAM A TRANSPORTAR CADEIRAS DE RODAS EM PORTO ALEGRE

          Fiquei indignado quando li esta reportagem no Clic RBS! Que em geral,  os taxistas de Porto Alegre são mal educados e grossos, isso eu já sabia... Não estou sendo leviano... Não gosto de carro e utilizo muito este serviço e sei do que estou falando! Que reclamam quando a corrida não é longa, ficam bufando e soltando piadinhas, também já sabia... Que alguns inclusive agridem passageiros também não é novidade, visto que no ano passado, várias pessoas foram espancadas por taxistas que "as consideravam suspeitas"... Mas que agora se negam a transportar cadeiras de rodas, confesso que é novidade para mim! 
         Na verdade, o taxista que for um pouquinho mais inteligente do que a média dos seus colegas (o que também não deve ser uma coisa muito difícil), vai se dar bem... Se eu fosse taxista, colocava um adesivo de pessoas com deficiência no vidro do carro e passava a dar prioridade a este tipo de passageiro, sem reclamar e sem cobrar mais caro... Se eu fosse cadeirante, iria procurar por esse taxista, visto que teria pelo menos a garantia de que minha cadeira seria transportada e que não seria insultado na minha dignidade e no meu direito de ir e vir. 
          Quanto a um táxi especial cobrar 50% a mais na corrida para transporar uma cadeira de rodas, acho um absurdo que deve ser discutido e revisto pela EPTC.  Boa vontade e educação são primordiais nas relaçoes humanas e profissionais. Acho até, que para ser taxista, o sujeito deveria fazer um cursinho de boas maneiras. Um bem básico já ajudava bastante... Bem, leiam a postagem e tirem suas conclusões...

Cristiano


          "Enquanto cadeirantes alegam dificuldade para conseguir táxis na Capital, taxistas reconhecem o problema, mas justificam a dificuldade em transportar cadeiras de roda devido a falta de espaço nos veículos. A EPTC alerta que o taxista que se negar a prestar o serviço pode ser autuado, já que estará descumprindo de uma lei municipal.

          "Cidade tem que estar preparada para receber pessoas com deficiência", diz presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre.

          Conseguir um táxi tem sido um drama para a advogada Mariana Saraiva Silva, de Porto Alegre. Ela é cadeirante e dificilmente encontra um taxista disposto a fazer o transporte da cadeira de rodas. Falta espaço no porta-malas devido ao gás veicular, além do receio dos taxistas em danificar o banco traseiro.

          — Eu me sinto péssima, até em questão de auto-estima, a gente se sente deixada de lado, se sente um peso na forma como eles agem, né? Eu me sinto super mal. Sou uma cidadã, pago impostos como todo mundo e tenho meus direitos, quero ter o meu direito de ir e vir preservados. Destrói a auto-estima de uma pessoa — desabafa Mariana.

          O taxista José Cestari reconhece o problema. Ele defende a adoção de medidas urgentes para tornar os táxis de Porto Alegre aptos a fazer esse transporte. Ele sugere a criação de um suporte para a colocação da cadeira do lado de fora do carro, como aqueles para bicicletas.

          Cestari admite que às vezes é obrigado a negar corrida a cadeirantes.

          — Muitas vezes a gente tem que parar em lugar proibido para colocar a cadeira dentro do veículo, e nós não temos espaço para a cadeira. Eu sinto muito em estar falando, de ver a dificuldade do cadeirante para pegar um táxi

          O diretor-presidente da EPTC diz ter conhecimento de reclamações de usuários sobre o problema. Ele explica que o taxista que se negar a lavar um cadeirante está descumprindo lei municipal. Vanderlei Cappellari alerta que o passageiro deve anotar o prefixo e encaminhar reclamação para o telefone 118.

          O taxista que se negar a levar cadeira de rodas pode ser autuado e, em caso de reincidência, perder a permissão para trabalhar.

          Os táxis não podem cobrar a mais pelo serviço, a não ser que seja um veículo especial, equipado com elevador, semelhante aos que tem em alguns ônibus da capital.

          Neste caso, a corrida custa 50% a mais.

Fonte:
http://www.clicrbs.com.br/ (10/01/2011)