sábado, 10 de dezembro de 2011

OS GRANDES LÍDERES - CLEÓPATRA





      Cleópatra é uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Egito, tendo ficado conhecida somente como Cleópatra — ainda que tenham existido várias outras Cleópatras além dela e que a história quase não cita. Cleópatra VII nasceu em 69 a.C.  na cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande no delta do Nilo, e que nos séculos anteriores ao nascimento de Cristo desempenhou o papel de metrópole cultural, artística e económica do Mediterrâneo Oriental. Embora fosse egípcia por nascimento, pertencia a uma dinastia macedônica que se estabelecera no Egito em 305 a.C., quando o general macedônio Ptolomeu tomou o título de rei. Sabe-se pouco sobre a infância e adolescência de Cleópatra, tendo recebido uma educação provavelmente esmerada.
      A lenda fez de Cleópatra uma mulher bonita e sexualmente liberta, mas as fontes antigas enfatizam a sua inteligência e diplomacia e consideram-na como uma mulher não muito bonita. Para além do egípcio, afirma-se que Cleópatra falava sete ou oito línguas, entre as quais o grego, o arameu, o etíope, a língua dos Medas, o hebraico e o latim. As fontes antigas também atribuem a Cleópatra a escrita de livros sobre pesos e medidas, cosméticos e magia.
      Antes de falecer em 51a.C., Ptolomeu nomeou os seus filhos, Cleópatra e Ptolomeu XIII, que deveriam reinar juntos como novos soberanos do Egito. Seguindo o costume da sua dinastia, Cleópatra casou com o irmão que teria cerca de quinze anos de idade.
      Desde o início Cleópatra compreendeu que Roma era a nova potência do Mediterrâneo e que caso desejasse manter-se no poder deveria manter relações amigáveis com ela.
      Em 49 a.C. Cleópatra fornece ao filho do triunviro Pompeu, Gneu Pompeu, sessenta barcos para se juntarem à frota que lutava contra Júlio César. Perante o comportamento da rainha, os conselheiros insinuaram que Cleópatra pretendia governar sozinha e colocaram o povo de Alexandria contra Cleópatra, que foi obrigada a fugir para o sul do Egito e depois para a Síria.
      A rainha não se dá por vencida e consegue juntar um pequeno exército de mercenários, tendo regressado ao Egito para lutar contra o irmão. Entretanto a situação internacional altera-se quando a 9 de Agosto de 48 a.C. Pompeu é vencido por César na Batalha de Farsália, na Tessália. Após a derrota procura refúgio em Alexandria, tendo Ptolomeu XIII declarado que aceitava recebê-lo.
      Contudo, o verdadeiro plano do rei consistiu em ordenar a morte de Pompeu, julgando que desta forma agradaria a César. O assassino de Pompeu, um romano ao serviço de Ptolomeu XIII, corta-lhe a cabeça, que o rei apresentou a César. No entanto, esta atitude foi um erro, dado que César ficou horrorizado com o ato bárbaro. Apesar de inimigos políticos, Pompeu tinha casado com a filha de César, que morreu dando à luz um filho. César toma Alexandria e decide resolver o conflito entre Ptolomeu XIII e Cleópatra.

 
Cleópatra e Cesar

      Afastada do palácio real, Cleópatra deseja encontrar-se com César. É então que se desenrola o famoso episódio do tapete, relatado pelas fontes antigas.
      Conta Plutarco, num episódio lendário da sua biografia dos Césares, que Cleópatra marcou um encontro com Júlio César, quando este chegou ao Egito, no inverno de 48 a.C. – 49 a.C., a fim de lhe dar um presente, que consistia num tapete. Este, ao ser desenrolado, mostrou que a própria rainha estava em seu interior (Cleópatra tinha sido enrolada no tapete pelo seu servo Apolodoro).
      Cleópatra teria então argumentado que tinha ficado encantada com as histórias amorosas de César, tendo ficado desejosa de o conhecer. Tornou-se, assim, sua amante, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país.
      Numa tentativa de solucionar a crise, César procurou assegurar que o testamento de Ptolomeu XII fosse respeitado e confirmou Cleópatra e Ptolomeu XIII como co-regentes do Egito. Para além disso, propôs que os irmãos mais novos de Cleópatra, Arsínoe e Ptolomeu XIV, deixassem o Egito e se tornassem soberanos de Chipre.
      Em Junho de 47 a.C. Cleópatra deu à luz Ptolomeu XV César, conhecido como "Pequeno César" (Cesarion). Embora César tenha reconhecido a paternidade da criança, a historiografia moderna coloca em causa esta paternidade. César recusou-se contudo a torná-lo seu herdeiro, honra que coube a Octaviano.
      Por sugestão de César, Cleópatra passou a reinar conjuntamente com seu irmão Ptolemeu XIV. Cleópatra casou-se com o seu irmão Ptolomeu XIV, tendo César partido para Roma. O Egito manteve-se independente, mas sob a proteção de Roma que aí deixou três legiões romanas.
      Em 46 a.C., a convite de César, Cleópatra instala-se em Roma, com o filho e Ptolomeu XIV. Pouco depois do assassinato de César, Cleópatra voltou para o Egito e assassinou seu irmão Ptolomeu XIV, no quarto ano do reinado dele  e passou a reinar sozinha. Seu filho passou a ser seu co-regente.
      Em 42 a.C. , Marco Antônio, um dos triunviros que governava Roma após o vazio governativo causado pela morte de César, convocou-a a encontrá-lo em Tarso para ela responder a ele sobre a ajuda que prestara a Cássio, um dos assassinos de César e, portanto, inimigo dos triúnviros. Cleópatra chegou com grande pompa e circunstância, o que encantou Marco Antônio. Passaram juntos o inverno de 42 a 41 a.C. em Alexandria. Ficou grávida pela segunda vez, desta vez com gémeos que tomariam o nome de Cleópatra Selene e Alexandre Hélio.
      Quatro anos depois, em 37 a.C., Marco António visitou de novo Alexandria, quando se encontrava numa expedição contra os partos. Recomeçou então a sua relação com Cleópatra, passando a viver em Alexandria. É possível que se tenha casado com Cleópatra segundo o rito egípcio ainda que nessa altura estivesse casado com Octávia, irmã do triúnviro Octávio. Então, Cleópatra deu à luz outro filho, Ptolomeu Filadelfo.


Morte de Marco Antonio

       O senado romano declarou-lhes guerra em 31 a.C.. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Áccio, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente da espécie Naja haje, em Alexandria no ano 30 a.C., e o Egito tornou-se inteiramente uma província romana.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CRIANÇAS CRIADAS POR ANIMAIS

       Abaixo, alguns casos de crianças que foram criadas por animais.






Oxana Malaya , a "garota cadela" ucraniana

Data que foi encontrada: 1991
Idaçãode que foi encontrada : 8
Localiza: Blagoveshchenka , Ucrânia
Anos no estado selvagem : 5
Animais: cães

          Não é um caso de criança confinada , mas sim uma negligenciada, Oxana Malaya passou grande parte da sua infância entre as idades de 3 e 8 vivendo em um canil no quintal da casa da família em Novaya Blagoveschenka , da Ucrânia, embora tenha passado algum tempo na casa com os pais alcoólicos e negligentes.Os pais alcoólicos de Oxana não puderam cuidar dela, e aos três anos de idade, ela foi exilada de sua casa. Eles moravam em uma área pobre, onde havia cães selvagens perambulando pelas ruas. Ela se refugiou em um barracão habitado por estes cães atrás de sua casa. Ela foi criada por eles e aprendeu seus comportamentos e maneirismos. O vínculo com a matilha de cães era tão forte que as autoridades que vieram para salvá-la foram expulsas na primeira tentativa pelos cães. Suas ações eram iguais aos sons de seus cuidadores. Ela rosnou , latiu , andou por todos os lados como um cão selvagem, cheirou a comida antes de comer , e foi encontrado nela sentidos extremamente aguçados de audição, olfato e visão. Ela só sabia dizer "sim" e "não" quando ela foi resgatada. Quando foi descoberta, Oxana achou difícil de adquirir habilidades sociais e emocionais humanas . Ela tinha sido privada de estimulação intelectual e social, e seu único apoio emocional veio dos cães que ela vivia. Quando foi encontrada em 1991, mal conseguia falar.
          A partir de 2010, com a idade de 26 anos, Oxana reside em um lar para deficientes mentais, onde ela ajuda a cuidar das vacas na fazenda da clínica. Ela manifestou que é mais feliz quando está entre os cães.





Sanichar Dina, o Menino Lobo da Índia



Ano em que foi encontrado: 1867
Idade quando foi encontrado: 6
Localização: Sekandra, Índia
Anos no estado selvagem: 6
Animais criadores: lobos




          Dina Sanichar, um dos meninos que viviam no orfanato Sekandra, foi removido de uma caverna com lobos, em 1867, quando tinha aproximadamente seis anos de idade. Dina Sanichar foi descoberto quando os caçadores na selva de Bulandshahr ficaram surpresos ao ver um menino seguindo um lobo em sua toca. Inicialmente, ele apresentou todos os hábitos de um animal selvagem, rasgando as roupas e comendo comida do chão. Ele acabou sendo desmamado sendo alimentado com cozidos de carne crua, mas nunca aprendeu a falar. Ele aparentemente se tornara viciado em tabaco. Dina Sanichar morreu em 1885.

 

Daniel, O Menino Cabra dos Andes




Ano em que foi encontrado: 1990
Idade quando foi encontrado: 12
Localização: Andes, Peru
Anos no estado selvagem: 8
Animais criadores: cabras


 
 
          O menino cabra foi encontrado nos Andes, no Peru, em 1990, e foi dito ter sido criado por cabras durante oito anos. Supostamente ele sobreviveu bebendo seu leite e comendo raízes e frutos silvestres. Ao estar na natureza, ele desenvolveu as características selvagens. Ele caminha com todos os seus quatro membros; mãos e pés foram endurecidos devido à formação de cicatrizes que assumiram o papel de cascos. Ele era capaz de se comunicar com as cabras, porém não conseguia aprender a linguagem humana.
         Após ser encontrado, foi investigado por uma equipe da Universidade do Kansas (The University of Kansas e Kansas State University) e chamado Daniel.


   Bello, o menino chimpanzé da Nigéria

Ano em que foi encontrado: 1996
Idade em que foi encontrado: 2 anos
Localização: Nigéria
Anos no estado selvagem: 1
Animais criadores : chimpanzés





          Bello, o menino chimpanzé da Nigéria foi encontrado em 1996, com cerca de dois anos. Deficiente físico e mental, ele provavelmente teria sido abandonado por seus pais com aproximadamente seis meses, uma prática comum com crianças portadoras de deficiência entre os Fulani, um povo nômade que habita na região oeste do Sahel Africano.
          Acredita-se que foi adotado e criado por chimpanzés, Bello foi encontrado com uma família de chimpanzés na floresta Falgore, 150 km ao sul de Kano, na Nigéria setentrional. Quando a história chegou a algumas agências de notícias, seis anos depois, em 2002, Bello estava morando na casa Tudun Torrey Maliki em Kano.
          Quando foi descoberto, Bello andava como um chimpanzé, usando as pernas, mas os braços arrastando no chão. Durante a noite ele saltava sobre as coisas, quebrava e jogava coisas no dormitório, perturbando as outras crianças. Seis anos mais tarde Bello ficou muito mais calmo, mas ainda pula como um chimpanzé, faz ruídos específicos de chimpanzés, e bate as mãos em concha sobre a cabeça repetidamente. Bello morreu em 2005.





O Menino Pássaro da Rússia


Ano em que foi encontrado: 2008
Idade quando foi encontrado: 7 anos
Localização: Volgograd - Rússia
Anos no estado selvagem: 7
Animais criadores : pássaros



      Em 2008, foi encontrada uma criança de sete anos, que foi chamada de "menino-pássaro", que poderia se comunicar apenas piando depois que sua mãe o criou em um aviário. Autoridades disseram que a criança negligenciada foi encontrada vivendo em um minúsculo apartamento de dois quartos rodeados por dezenas de gaiolas com aves, alimentos e fezes de aves. O chamado "menino-pássaro" não conseguia entender qualquer linguagem humana se comunicava piando e agitando os braços.

           As autoridades russas dizem que a criança não foi fisicamente prejudicada, mas está sofrendo da síndrome de Mogli, em homenagem ao personagem do livro da selva criado por animais selvagens, e não podia exercer qualquer comunicação humana normal.
          A Mãe do garoto assinou um termo de abdicação dos cuidados da criança depois que ele foi descoberto. Ele foi temporariamente transferido para um asilo, mas logo depois foi encaminhado para o centro de atendimento psicológico, de acordo com relatórios.

 

         
 O Menino Gazela da Síria

Ano em que foi encontrado: 1946
Idade em que foi encontrado: cerca de 10 anos
Localização: deserto da Síria
Anos no estado selvagem: 9
Animais criadores: gazelas


          Um rapaz com idade em torno de 10 anos foi encontrado em meio a uma manada de gazelas no deserto da Síria, e só foi capturado com a ajuda de um jipe do exército iraquiano, porque ele poderia correr a velocidades de até 50 quilômetros por hora! Apesar de extremamente magro, ele era muito forte com verdadeiros músculos de aço. Ele foi capturado quando teve suas mãos e pés atados.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FÉRIAS COM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA (PARTE 2)

     
      Além dos Estados Unidos, o país mais preparado em turismo para crianças especiais, Holanda, Inglaterra, França, Alemanha, Suíça e Austrália destacam-se nas facilidades, segundo avaliação de Janaki Nayar, representante da Society for Acessible Travel & Hospitality (SATH), uma organização não-governamental com sede em Nova York, que trabalha para promover a melhoria das condições de acesso e atendimento para pessoas com deficiência e idosos no turismo mundial. Segundo ela, na América do Sul, os parques nacionais da Patagônia, no Chile, e Machu Pichu, no Peru, são bastante acessíveis. “Nesse lugares, há pessoas treinadas para receber os portadores de deficiência. Buscamos agora patrocínio para avaliar o Brasil”, diz. A SATH publica a revista trimestral Open World (Mundo Aberto em inglês), que dá dicas de roteiros adaptados. “A publicação não mostra a beleza dos lugares, e sim a experiência da pessoa com deficiência, que orienta como chegar a tal destino”, explica Janaki.
       Acampamentos, passeios ao boliche, cinema e teatro, são programas que algumas iniciativas isoladas oferecem à criança com deficiência, como a Colônia de Férias Tempo Feliz, da Apae, no Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ela está aberta a qualquer criança. Detalhe: nessa programação os pais estão de fora. “Gostei muito de ir para colônia de férias. Fiz muitos amigos e me senti independente”, conta Francine Machado, 12 anos, deficiente física. Outro programão é sair com o Nossa Turma Lazer Programado, em São Paulo. Entre os passeios, estão idas a shows, museus, hotéis-fazenda, parques aquáticos e temáticos, como Beto Carrero e Hopi Hari. “Nosso foco é o portador de deficiência mental. Usamos lazer e cultura como forma de entretenimento, para que ele forme a sua turma”, diz Carlos Eduardo Hernández, coordenador geral do projeto.

Onde ir:

Nossa Turma Lazer Programado – (11) 5548-0786
www.nossaturma.com

Casarão San Domingo (colônia de férias) – Guararema – SP – (11) 3284-0511

Colônia de Férias Especiais Tempo Feliz — Apae do Balneário Camboriú – SC – (47) 367-0636www.tempofeliz.bc.univali.br

APABB (em 14 estados, com sede em São Paulo — lazer, acampamentos e colônia de férias
(11) 3105-4214/3439 –
www.apabb.com.br

Projeto Carona — lazer e cultura – (11) 3814-4162www.projetocarona.com.br

Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (IBDD).
www.ibdd.org.br acesse o link serviços para ver padrões de acesso

No site

Society for Accessible Travel & Hospitality (SATH) — Nova York, EUA – www.sath.org
sathtravel@aol.com

Madurodam (cidade em miniatura da Holanda) www.madurodam.nl


Beto Carrero World, em Santa Catarina – www.betocarrero.com.br
(11) 3081-9544       (SP)
(47) 261-2354 (SC)

Betinho Carrero, em São Paulo, www.betinhocarrero.com.br – (11) 5506-7415

Hopi Hari – www.hopihari.com.br -  (11) 3058-2207       (SP)

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

FÉRIAS COM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA (PARTE 1)

     
      Lazer é direito constitucional. O turismo é uma das melhores formas de diversão também para a criança com deficiência, embora ela não possa contar com um serviço especializado no Brasil. “O país ainda está engatinhando nesse setor. O que temos são alguns profissionais com boa vontade, que tentam buscar os melhores locais para o cliente com deficiência. É preciso que tenham quartos adaptados, portas largas, locais com rampas, calçamentos lisos, elevadores e outros serviços”, diz Roberto Belleza, consultor na área de viagens e turismo adaptado, que é tetraplégico há sete anos. “As melhores condições de acesso, transporte e atendimento estão nos Estados Unidos e nas principais capitais européias, mas os resorts nordestinos já caminham nessa direção, com construções mais acessíveis”, diz o consultor.
      Se a família pode pagar, Belleza lembra que os cruzeiros marítimos, feitos por modernos transatlânticos, são ótima opção para pessoas com deficiência motora e sensorial. “Esses navios oferecem todas as condições. Os pais só precisam elencar as dificuldades do dia-a-dia com a criança para checar as facilidades que podem encontrar na viagem. E não devem pagar mais por esse serviço. Lazer é direito de todos”, alerta Belleza.


Programa dos sonhos

      Letícia Paula Silveira já foi guia turística, profissão que facilitou o lazer para a filha Pricila, 11 anos, que tem Síndrome de Down. “Nós já fomos à Disney seis vezes. É sem dúvida o programa dos sonhos de qualquer criança, mas é um lugar especial pelo cuidado que têm com o deficiente. A diversão é garantida.” A menina também conhece o Hopi Hari, no interior de São Paulo, e o Beto Carrero World, em Santa Catarina. “As viagens aumentaram muito a auto-estima de Pricila. Ela se sente participante do mundo como qualquer outra pessoa. Até quis aprender inglês”, conta Letícia.
      Ana Elizabeth Noll viaja freqüentemente com o filho Denis,que tem paralisia cerebral, desde os 3 anos. “Já fizemos muitos passeios pelo Nordeste brasileiro e também no exterior”, conta. Por causa dessas experiências — o garoto está com 18 anos –, ela virou especialista nas falhas e eficiências do turismo para a criança com deficiência. Em 2001, foi chamada para participar da atualização do Manual de Recepção e Acessibilidade da Embratur, destinado à indústria turística. Seu conselho aos pais de deficientes: “Não esperem por um turismo adaptado. Viajar com a criança especial provoca as mudanças”.

Roteiro simples
      Quando as finanças da família não permitem ir longe, pequenos passeios podem alegrar a criança do mesmo jeito. Tábata, 7 anos, não enxerga, mas anda a cavalo em chácaras, nada na piscina de clubes e visita animais no zoológico. “Com 1 ano e meio, quando ela começou a andar, é que me dei conta do lazer. Não sabia onde poderia levá-la. Descobrimos aos poucos”, conta a mãe, Neide Rodrigues. Nestas férias, a família pretende percorrer de carro o litoral carioca. O próximo projeto é deixar Tábata ir a um acampamento. “A convivência com pessoas desconhecidas será um estímulo para sua independência. Ela poderá se sentir querida pelos outros”, acredita Neide.

CONTINUA

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

GRANDES MOMENTOS DA TV - QUE REI SOU EU?

     
     

      QUE REI SOU EU?” novela de Cassiano Gabus Mendes, estreou em 13 de fevereiro de 1989, na Rede Globo às 19h, ficando no ar até 16 de setembro de 1989 em 185 capítulos.
      Com um texto, elenco, direção e produção de peso, a novela garantiu sucesso estrondoso e agradou a gregos e troianos, transformando-se numa novela que ficou registrada na mente de todos e uma das mais pedidas, até hoje, como reprise na sessão “Vale a pena ver de novo”.

      A novela era uma paródia da situação política do Brasil em pleno final da década de 1980 e início de 1990. Situada no reino imaginário de Avilan, na Europa da época da Revolução Francesa, o folhetim inovador atingiu um grande sucesso de público misturando humor, ação do tipo capa-e-espada. Um fenômeno de audiência que registrou média geral de 61 pontos no horário.

      Que Rei Sou Eu? marcou época ao misturar ficção e realidade. Diante do momento histórico que vivíamos, aguardando a primeira eleição para presidente.
      Que rei sou eu? foi uma novela muito feliz. Um projeto que nasceu dois ou três anos antes de sua realização. Eles ficaram na dúvida se teria ou não merchandising na novela, por ser uma trama de época, e, por isso, o projeto foi adiado. E isso deixa claro que não havia nenhuma intenção do autor em relacionar os personagens ou a história com a realidade política do país naquele momento de eleição. Não houve nenhuma intenção. Fizeram a novela sem nenhuma visão política, porém com fortes críticas sociais. A novela vivia muito em cima disso e se tornou divertida. Na época, o governo lançou o selo pedágio que todos tinham que colar no vidro do carro e, na novela, todos tinham que colar um selo no focinho do cavalo para entrar e sair do castelo. Era uma piada, uma crítica. Mas, claramente, para todos que faziam a novela, não houve nenhum interesse ou tendência para este ou aquele candidato da época.


Rainha Valentine e Ravengar
      O ano é 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II(Gianfrancesco Guarnieri), o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine(Tereza Racquel), uma histérica que não estava preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela haver deixado um filho bastardo, que teve com a camponesa Maria Fromet, e seria o herdeiro do trono.

      A rainha Valentine é dominada pelos conselheiros reais: Vanolli Berval(Jorge Dória), Gerárd Laugier(Laerte Morrone), Gaston Marny(Oswaldo Loureiro), Bidet Lambret(John Hebert) e Crespy Aubriet(Carlos Augusto Strazzer) que com seu jogo de cintura comandam completamente a rainha.
      O único conselheiro honesto de Avilan é Bergeron Bouchet(Daniel Filho), que sofre com o assédio de Valentine. Ele é casado com a bela Madeleine(Marieta Severo), a única mulher do reino que sabe escrever, e tem ideais feministas.
      Madeleine é objeto do desejo de Ravengar(Antonio Abujamra), o bruxo da corte.

Stenio Garcia como Corcoran


      Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais também coroam o mendigo Pichot(Tato Gabus) rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II.
      A armação é obra do misterioso Ravengar, o feiticeiro. Porém, há uma conspiração entre a classe pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade menos opressiva, já que o reino é corroído pela corrupção de seus governantes e injustiças sociais.
      Dentre eles está Loulou Lion(ítala Nandi), a dona de uma taberna que sabe a verdade sobre o filho do rei; e Corcoran(Stenio Garcia), o bobo da corte, que é um rebelde infiltrado no palácio.
      Mas o líder da revolução é Jean Pierre(Edson Celulari), que, ao descobrir que é o filho bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence. Todavia, não só de heroísmo sobrevive Jean Piérre.

      Sua luta é entremeada por duas mulheres apaixonadas: a jovem Aline (Giulia Gam), que trabalha no palácio e Suzanne(Natalia do Vale), a bela esposa do conselheiro Vanolli Berval, que disputam o seu amor. O  príncipe verdadeiro era o revolucionário Jean Pierre, vivido por Edson Celulari. Quando descobre sua real condição, ele inicia uma batalha contra o mago inescrupuloso Ravengar (Antonio Abujamra), responsável pela tramóia, para tomar o lugar a que tinha direito no palácio.
      Tal qual a história dos Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, Jean-Pierre, ao melhor estilo D'Artagnan, também contava com um trio de amigos inseparáveis para alcançar seus objetivos. Eram eles Paulo César Grande, o Bertrand, Marcos Breda, o Pimpim, e Stênio Garcia, que espionava o castelo fingindo ser o bobo-da-corte Corcoran.
      Os justiceiros e guerreiros viveram grandes aventuras para defender seu povo e ajudarem Jean Pierre a conquistar o reinado para a alegria de todos.

 

      A novela termina com final feliz e o reino de Avilan finalmente é conquistado pelo verdadeiro Principe Jean Piérre (Edson Celulari) que se casa com sua amada Aline (Giulia Gam).
      Numa das ultimas cenas da novela, Jean Piere exclama com fervor, como num grito excitante diante do povo de Avilan: “Quero que gritem comigo: viva ao Brasil!” Foi a primeira vez que o nome do reino fictício foi substituído pelo do Brasil.
      Que Rei Sou Eu? Foi idealizada em 1977 por Cassiano Gabus Mendes, mas a novela não foi aprovada porque Boni achou que a história não era adequada a conjuntura política da época e queria que o autor escrevesse uma trama para o horário nobre, que acabou não acontecendo. Em 1987, dez anos depois, Cassiano viria novamente com a idéia de produzir uma comédia romântica de capa e espada, inovando na linguagem da teledramaturgia brasileira, que finalmente acabou sendo aprovada e produzida em 1989.
      Embora fosse uma história de época, Que Rei Sou Eu? inseriu várias novidades na teledramaturgia, a começar pela linguagem, que era contemporânea. Mas a grande inovação deu-se nos bastidores. Foi a primeira novela a utilizar o terreno do Projac, que ainda não era o complexo de estúdios que a Globo utiliza hoje.

      Que Rei Sou Eu? era uma paródia do Brasil - com direito a corrupção, instabilidade financeira, sucessivos planos econômicos e uma moeda desvalorizada, que só mudava de nome. O autor se aproveitou da abertura política para ironizar até as manchetes de jornal.

      Da compra ilegal de bicicletas com dinheiro público ao escândalo do leite contaminado, tudo que acontecia no Brasil acontecia também no reino de Avilan. A ousadia agradou e a novela logo virou sucesso de audiência.
      A  euforia da eleição de 1989, quando o presidente da república iria ser eleito por votação direta, após 30 anos, também serviu de inspiração. "Que Rei Sou Eu?" refletia esse momento histórico e político como uma sátira inteligente. Não faltaram críticas a novela sobre este assunto. Houve quem visse no herói da história uma campanha velada da Globo por Fernando Collor de Mello, então candidato à presidência da República. Afinal, o "caçador de marajás" também vendia a imagem de jovem líder político e inimigo da corrupção, como Jean Pierre. Segundo o diretor Daniel Filho, porém, a sinopse de Que Rei Sou Eu? já havia sido proposta por Cassiano em 1977. "Mas achamos absolutamente fora de propósito na ocasião", chegou a justificar.
      A morte do rei Petrus II representou a morte de Tancredo Neves, primeiro presidente civil brasileiro após o fim da ditadura militar. A rainha Valentine representou o governo José Sarney, que implementou entre outras medidas, o plano Cruzado, um pacote econômico que incluía um congelamento de preços e uma mudança na moeda no país. Em Avilan, a nova moeda se chamou "Duca", que seria o equivalente ao cruzado. E implicitamente, o personagem Ravengar seria uma paródia de Rasputin (The Mad Monk) ou "o monge do mal", personagem da Rússia pré-comunista.


 

os Conselheiros de Avilan


      Chico Anysio chegou a gravar uma participação especial em Que Rei Sou Eu? como o especulador estrangeiro Taj Nahal, que aplicaria um golpe na bolsa e no mercado de Val Estrite do Reino de Avilan. A situação foi inspirada no caso Naji Nahas, o investidor paulista que, na época, protagonizava um escândalo financeiro no país e respondia a um inquérito por estelionato e formação artificial de preços na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Ao saber da criação de Taj Nahal, o advogado de Naji Nahas entrou com um protesto judicial contra a TV Globo, afirmando que o personagem fazia um pré-julgamento de um cidadão que ainda não havia sido sentenciado pela Justiça, e que seu cliente exigiria direito de resposta no mesmo programa, caso a novela fizesse alguma referência satírica aos últimos acontecimentos. Diante disso, a emissora decidiu não exibir a cena.

Coroação de Petrus III

      'Meu pai aproveitou o momento de liberdade de expressão para inserir nos diálogos todas as críticas que queria', conta Tato Gabus Mendes. Ele interpretava o mendigo Pichot, levado ao trono como se fosse o filho bastardo do Rei Petrus II, interpretado por Gianfrancesco Guarnieri. O rei morreu deixando uma carta na qual contava um caso extraconjugal.
      Em determinado momento de Que Rei Sou Eu?, o personagem de Edson Celulari é obrigado a usar uma máscara de ferro, como a usada pelo rei da França em “O Homem da Máscara de Ferro”, livro de Alexandre Dumas.

      Dercy Gonçalves fez uma inesquecivel e hiláriante participação em seis capitulos, como a Baronesa Lenilda Eknésia, mãe da Rainha Valentini.






      No terreno da Rede Globo, muito antes de virar o PROJAC , foi construído a cidade cenográfica da novela. 'Foi a primeira cidade cenográfica montada lá. Era como um acampamento, sem muita infra-estrutura. Pelo menos matagais para as batalhas não faltavam', recorda Giulia Gam. A cidade fictícia de Avilan foi construída na Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá. A equipe de cenografia realizou uma pesquisa cuidadosa sobre as técnicas de arquitetura e construção medievais na região francesa da Normandia.
Ravengar


      A cidade cenográfica tinha 2.200m2 de área construída e abrangia o palácio de Avilan e a vila, com 14 casas. A maior atração do cenário era, sem dúvida, o castelo, com 30m de frente e uma torre de 26m de altura. A equipe inovou no material utilizado, o que facilitou a construção da cidade: uma estrutura de ferro leve. A parte interna do castelo de Avilan contava, entre outras coisas, com a sala do trono, de 500m², e duas fontes que jorravam água, projeto do arquiteto Luiz Antonio Caligiuri.

      “Que Rei Sou Eu?” teve como títulos provisórios: “O Reino de Avilan” e “Ravengar”. A novela é considerada o melhor trabalho de Cassiano Gabus Mendes e uma das melhores novelas já produzidas para o horário das sete. Edson Celulari fez brilhantemente o corajoso, másculo, atraente e sedutor Jean Pierre, mais um grande papel de destaque na novela, lembrado até hoje.
      Que Rei Sou Eu? foi reapresentada na Sessão Aventura apenas um mês e uma semana após seu término, entre 23 de outubro e 29 de dezembro de 1989, em um compacto de 50 capítulos, as 17h00, com o início do horário de verão.


Fonte: http://www.mundonovelas.com.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TATUAGEM 3D EM BRAÇO AMPUTADO


     
     Um norueguês que perdeu o braço direito em um acidente ainda na infância pensou em uma maneira criativa de modificar a extremidade do membro amputado.
      Heine Braeck, de 33 anos, odiava a aparência da ponta de seu ombro direito, única parte mantida após um acidente em uma linha de trem quando ele ainda era criança. Isso até perceber que ela se assemelhava à cabeça de um golfinho.
      Ele pediu que um artista norueguês transformasse seu ombro em uma tatuagem 3D. O tatuador Valio Ska conseguiu um resultado surpreendente, segundo mostrou o tabloide britânico “The Sun”.
      “Meus amigos acharam muito legal, e eu amei porque agora não preciso mais ficar olhando para este velho calombo”, diz Heine.
      Fotos mostrando apenas o ombro de Heine já haviam circulado na internet, porém sem o nome do tatuado nem confirmações de sua veracidade.
      O norueguês conta que, quando tinha 13 anos, tentou pegar um atalho por cima de um trem parado, mas que começou a se mover enquanto ele estava no topo.
      “Perdi o equilíbrio e só consegui segurar no fio elétrico que ligava o trem, e me ‘fritei’”, lembra. Levado ao hospital após o choque, ele acabou tendo amputado o braço que segurou o cabo durante a queda.


Fonte: Deficiente Ciente

ATOR COM PARALISIA CEREBRAL


     
      O jovem promissor de 19 anos, RJ Mitte, que interpreta Walter White na série Breaking Bad, AXN, um personagem com paralisia cerebral. O interessante é que ele tem realmente paralisia cerebral.  Mitte comenta que muitas pessoas que o conhecem se surpreendem ao perceber que ele não usa muletas, como seu personagem na série. O jovem destaca a importância que os personagens com deficiência têm na televisão.
      Breaking Bad (em Portugal intitulada Ruptura Total) é uma série de televisão dramática norte-americana criada e produzida por Vince Gilligan. A série é exibida nos Estados Unidos e no Canadá pelo canal de televisão por assinatura AMC. O programa estreou em 20 de janeiro de 2008, e completou sua primeira temporada de sete episódios em 9 de março de 2008. A segunda temporada de treze episódios durou de 8 de março à 31 de maio de 2009. A terceira temporada foi anunciada em abril de 2009.
      Em Portugal a série é transmitida em exclusivo pelo canal de TV por subscrição MOV, às sextas-feiras às 22:30. Já no Brasil, o seriado é exibido pelo canal pago AXN, todos os domingos 20h.
      A história de Breaking Bad se passa em Albuquerque, Novo México (onde também é produzida), e gira em torno de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química do ensino secundário/médio pouco apreciado com um filho adolescente que sofre de paralisia cerebral (RJ Mitte) e uma esposa grávida, Skyler (Anna Gunn). Quando o já tenso White é diagnosticado com cancro de pulmão, ele sofre um colapso e abraça uma vida de crimes, produzindo e vendendo metanfetaminas com o seu ex-aluno Jesse Pinkman (Aaron Paul) com o objectivo de assegurar o futuro financeiro de sua família em caso da sua morte.
      Breaking Bad recebeu ampla aclamação pela crítica, particularmente pelo seu guião e pela actuação de Cranston na série, e ganhou dois Prêmios Emmy pela primeira temporada além de vários outros prêmios e nomeações.
        A quarta temporada estreou nos EUA a 17 de Julho de 2011.

FONTE: Deficiente Ciente

domingo, 4 de dezembro de 2011

MAQUINA DO TEMPO - DILMA SENDO INTERROGADA PELA DITADURA

   
      Produzido pelo jornalista Ricardo Amaral, o livro “A vida quer é coragem” traz foto inédita da atual presidenta Dilma Rousseff em um interrogatório em 1970. A biografia relata a trajetória de Dilma da juventude até a chegada ao Palácio do Planalto. A foto está em reportagem da revista Época, na edição deste fim de semana.
      Segundo a publicação, Dilma tinha 22 anos quando a foto foi feita. Na oportunidade, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro, depois de ter passado por 22 dias sob tortura.

obs do blog: note que os "interrogadores" estão cobrindo os rostos.

MÚSICA - LEGIÃO URBANA: MONTE CASTELO

CARNE TRÊMULA - SUGESTÃO DE FILME

     


      Este drama de Almodóvar mostra como muitas vidas mudam por causa de um único tiro. Começando em 1970, quando uma prostituta (Penélope Cruz) dá a luz seu filho Victor, a história salta para uma Madri contemporânea. É em cima de Victor Plaza que tudo se desenvolve, quando este se envolve numa confusão na casa de Elena (Francesca Néri), a quem conhecera dias antes.
      A polícia aparece por lá, um revólver dispara acidentalmente e Victor amarga sete anos na cadeia, onde arma a mais doce das vinganças. Culpa, arrependimento e redenção num thriller sensualíssimo. Adaptado do livro de Ruth Rendell, este é o único filme de Almodóvar que não é baseado em obras do próprio diretor.

 
FICHA TÉCNICA
Diretor: Pedro Almodóvar
Elenco: Liberto Rabal, Javier Bardem, Francesca Neri, Angela Molina, Penélope Cruz, Pilar Bardem, José Sancho
Produção: Agustin Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar, Jorge Guerricaechevarría
Fotografia: Affonso Beato
Trilha Sonora: Alberto Iglesias
Duração: 120 min.
Ano: 1997
País: Espanha
Gênero: Drama