domingo, 6 de fevereiro de 2011

DELEGADO QUE AGREDIU CADEIRANTE MOTIVA CAMPANHA PUBLICITÁRIA

          A nova campanha publicitária para a Associação Desportiva de Deficientes (ADD) foi lançada nessa sexta (28). Com cenas reais, três vídeos mostram um cadeirante pedindo ajuda a pedestres e se levantando em seguida.
          Criada pela agência ageisobar, a campanha mostra que "Quando você estaciona na vaga de deficiente, você também está fingindo", como diz o texto dos vídeos.
          Uma inspiração da campanha foi o caso do advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, que é cadeirante. Ele foi agredido pelo delegado de polícia Damasio Marino , que tinha estacionado seu carro em uma vaga exclusiva para deficientes. Quando foi abordado por Morandini, o delegado teria distribuído tapas na cara e até coronhadas no cadeirante.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

ANOS 80 - TELEVISÃO PARTE 2 - NOVELAS



          Não tem jeito: brasileiro é noveleiro por natureza. Nos anos oitenta, mais do que nunca, a teledramaturgia consagrou-se como um dos meios de cultura mais populares e acessíveis ao grande público. Bastava apenas um clic no botão da TV para acompanhar histórias fascinantes que faziam sonhar e que sinalizavam um final feliz no último capítulo.
          Novela tem invariavelmente a mesma fórmula: a mocinha e o mocinho que se conhecem e se apaixonam, são separados num determinado momento pelo vilão ou pela vilã, para somente ficarem juntos de novo no final. Paralelo a isso, outras tantas tramas se desenvolvem... Tudo regado a uma trilha sonora específica. Não tem como ouvir "Dona" do Roupa Nova e não lembrar da Viúva Porcina...
Vamos relembrar agora algumas dessas produções que tornaram os anos oitenta inesquecíveis.

ROQUE SANTEIRO (1985)
          Proibida pela censura em 1975, "A Saga de Roque Santeiro e a Incrível História da Viúva que foi sem nunca ter sido", só foi ao ar numa nova versão dez anos depois. Baseada na peça de teatro "O Berço do Herói", de Dias Gomes, Roque Santeiro revolucionou a história da telenovela no Brasil e mundo (Dizem que Fidel Castro em Cuba largava tudo o que estava fazendo para divertir-se com a  trama brasileira).
          Sinhozinho Malta, Viúva Porcina, Beato Salu, Dona Pombinha, Professor Astromar... No último capitulo, Roque Santeiro atingiu a marca de 100 pontos no IBOPE (marca só alcançada anteriormente no último capítulo de Selva de Pedra, de Janete Clair em 1972). Em 2010 a novela foi lançada em DVD, abrindo um novo mercado para colecionadores.




TITITI (1985)

          Cassiano Gabus Mendes se superou em Tititi... A inimizade entre dois rivais - Ariclenes e Jacques Leclair, disputando o mercado da moda deu pano pra manga e transformou Tititi num dos ícones da teledramaturgia dos anos oitenta. A abertura - uma das mais inventivas de Hans Donner - trazia a guerra entre tesouras, fitas métricas e lapiseiras e foi refeita para a versão de 2010 de Tititi (remake).





BEBÊ A BORDO (1988)



     Cinco crianças se revezaram no papel de Heleninha, o bebê protagonista da história que costurava a trama anárquica mas bem construída por Carlos Lombardi.

       Isabela Garcia deu vida a heroína Ana, mãe do bebê, que entrava em trabalho de parto dentro de um carro, no meio de uma avenida.
















A GATA COMEU (1985)

          Pessoas perdidas numa ilha... Não, não é Lost... Assim começava esse grande sucesso de Ivani Ribeiro. Em 1985 "A gata comeu" contava a história improvável de um amor entre um casal que se odiava, Jô Penteado (Christiane Torloni) e Fábio (Nuno Leal Maia). Baseado numa história antiga sua, Ivani Ribeiro conquistou o público com uma história leve e divertida onde a gente já sabia o final, mas mesmo assim parava na frente da TV para assistir.



SINHÁ MOÇA (1986)

          Dois anos antes das comemorações do centenário da Abolição da escravatura (1986), Benedito Ruy Barbosa escreveu e Jayme Monjardim participou da direção de uma das novelas mais vistas no mundo todo. Seguindo o rastro de "Escrava Isaura", Sinhá Moça (que também contava com Lucélia Santos e com Rubens de Falco como vilão) contava uma história de amor e lberdade  onde a mocinha  desafiava o pai malvado, casava-se num Quilombo e paria o filho presa numa senzala.


CAMBALACHO (1986)


          A onda de falta de vergonha na cara que assolava (e ainda assola) o país serviu de inspiração para Sílvio de Abreu escrever Cambalacho. Uma novela hilária, onde Naná (Fernanda Montenegro) dava pequenos golpes para sobreviver e cuidar dos filhos adotivos sem saber que era a herdeira de uma grande fortuna. Regina Casé e Consuelo Leandro divertiam as noites como Tina Pepper e Lili Bolero.



VALE TUDO (1988)

          Talvez, a obra prima de Gilberto Braga. Vale a pena ser honesto no Brasil? Esse era o grande tema de Vale Tudo (1988), que originalmente se chamaria "Pátria Amada". Regina Duarte e Glória Pires (Raquel e Maria de Fátima), mãe e filha que seguiam por caminhos diferentes as suas vidas...
          Uma, de vendedora de sanduíches na praia chega a  dona de uma rede de restaurantes...
       A outra, golpista e sem escrúpulos era capaz de vender o próprio filho para se dar bem na vida...

           Brasil, mostra a tua cara! Música de Cazuza cantada por Gal Costa na abertura...

           E o grande mistério que sacudiu o Brasil naqueles primeiros dias de 1989: Quem mantou Odete Roitman?









QUE REI SOU EU? (1989)

          Considerado o maior sucesso de Cassiano Gabus Mendes e um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira de todos os tempos. De maneira inteligente e sarcástica, "Que Rei Sou Eu?" fazia uma sátira ao momento político vivido pelo Brasil naquele ano de 1989.
          O reino de Avilan era uma caricatura do Brasil, onde a corrupção corria solta. Uma rainha cruel mas engraçada (Rainha Valentin - Tereza Rachel), uma trupe de conselheiros corruptos, um bruxo poderoso (Ravengar - Antoio Abujamra) e um mendigo que era transformado em Rei (Pichot - Petrus III - Tatus Gabus Mendes).


          Do outro lado, os rebeldes que lutavam por justiça e que eram liderados por Jean Pierre (Edson Celulari) - que era o verdadeiro herdeiro do trono- ,  o bobo da corte Corcoran (Stenio Garcia) e a corajosa Aline (Giulia Gan). Poucas vezes uma telenovela conseguiu ser tão autêntica e original.



GUERRA DOS SEXOS (1983)

          Grande sucesso de Sílvio de Abreu no horário das sete, a novela escrachada teve uma das cenas mais famosas da teledramaturgia: a briga com tortas na cara entre Fernanda Montenegro e Paulo Autran.





TIETA (1989)


          Livremente adaptada da obra de Jorge Amado, "Tieta" foi escrita por Agnaldo Silva e está na galeria das novelas inesquecíveis. A história da pastora de cabras que, vinte anos depois de ter sido expulsa da sua cidade natal, retorna rica e poderosa empolgou o Brasil. Bety Faria deu vida a protagonista, e Joana Fomm consagrou-se para sempre como a vilã Perpétua.
          "Tieta" teve problemas com a Igreja Católica pelo teor incestuoso do relacionamento entre Tieta e seu sobrinho Ricardo (Cassio Gabus Mendes), mas o público não rejeitou a história em momento algum. Na abertura, Isadora Ribeiro contorcia-se nos efeitos de Hans Donner, lembrando uma serpente. A Mulher de Branco (personagem que atacava os homens da novela), a rolinha rebelde Maria Imaculada (Luciana Braga) e os ataques de Cinira (Rosane Gofman) ao ver um homem sem camisa movimentavam a trama inesquecível daquele 1989.























DEFICIÊNCIA VISUAL E SEXUALIDADE - CURTA "EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO"

          Recebi a sugestão desse curta do Leandro, meu amigo, e achei muito tri! Falar de deficiência e sexualidade já é um tabu por si só... No curta, o protagonista é cego e começa a demonstrar que tem uma orientação sexual diferente... Tudo tratado com grande sensibilidade e inteligência, sem ser apelativo.

Cristiano Refosco

Comentário abaixo desenvolvido por Matheus Pannebecker 

        

          Todos os dias, depois da aula, Giovana (Tess Amorim) leva Leonardo (Guilherme Lobo) para casa. Ele pega o braço dela e a menina caminha duas quadras além de sua casa só para levar Leonardo com segurança até a porta de onde ele mora. Leonardo é cego e esse ritual já faz parte do cotidiano dos dois amigos. Ela nutre uma paixão silenciosa por ele. No entanto, Leonardo não demonstra interesse por ninguém e nem percebe os sentimentos de sua amiga. A situação dos dois muda quando Gabriel (Fabio Audi) chega na escola. A dupla, então, se torna um trio. Mais tarde, entretanto, ele será uma paixão de Leonardo.
          É com toda certeza que afirmo que Eu Não Quero Voltar Sozinho é uma das histórias mais bonitas que já vi envolvendo a temática gay. Tudo bem que é uma rápida história curta-metragem, mas a habilidade do diretor Daniel Ribeiro em fazer um enredo com um ciclo perfeito – nada ali está sobrando ou deslocado – chega a impressionar. Contudo, a maior qualidade desse maravilhoso curta é a sutileza. O amor (independente de ser de um garoto por outro garoto) é tratado da forma mais certeira possível: puro sem parecer inocente demais e verdadeiro sem apelar para maiores invenções. Tudo é verossímil, o que deixa a sensação de que aquela história que está se desenvolvendo é universal.
          Eu Não Quero Voltar Sozinho poderia ser um relato clichê sobre preconceitos (afinal o menino é gay e cego), mas o trabalho de Daniel Ribeiro se desvencillha dos caminhos óbvios e cria algo original e cheio de novidades. Dá gosto de apreciar cada minuto desse curta que transborda sinceridade não só no roteiro, mas nas próprias atuações. Cada ator achou o tom perfeito para os seus personagens e todos são dignos de parabéns. São eles, junto com o adorável desenvolvimento, que tornan Eu Não Quero Voltar Sozinho uma marcante experiência dentro do tema.
          O que é importante ser ressaltado é a forma como o roteiro se preocupa mais em humanizar a descoberta de uma nova paixão. E isso se reflete na cena em que o protagonista Leonardo pergunta para Giovana se ela acha que ele é bonito. Depois do surgiumento de Gabriel, aquele menino que antes não se interessava por ninguém, agora passa a se preocupar com a própria beleza só para saber se está agradando o menino por quem está apaixonado. E, mesmo quando o filme fala a palavra “gay”, o faz com muita humanidade. Portanto, Eu Não Quero Voltar Sozinho é sobre descobertas. Descobertas na vida, no amor, na homossexualidade, no companheirismo…
          Não consigo conter a minha enorme satisfação ao falar desse curta-metragem que merece atravessar os oceanos e ser conhecido por todo o mundo. Longe de ser um trabalho grandioso em aspectos cinematográficos, alcança sua grandeza justamente na forma humana com que narra sua simples história. O único defeito que consegui encontrar foi que a história passa num piscar de olhos, deixando a sensação de que muito ainda havia para ser contado… Sorte que o diretor Daniel Ribeiro já tem planos para transformar a bonita história de Leonardo em um longa-metragem. 


PORTO ALEGRE - NOVOS PONTOS DE SINALEIRAS SONORAS NA CIDADE

Indicados novos pontos para instalação de sinaleiras sonoras





          A Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (SEACIS) enviou para o “Programa Cidade Integrada” da Ação “Sinalização e Mobiliário Urbano”  mais dez locais da cidade indicados para a colocação de botoeiras sonoras em semáforos de trânsito.  Objetivo é dar continuidade ao “Programa de Segurança Viária do Município”, com vistas a facilitar a travessia de vias por usuários em geral e, em especial, por pessoas com deficiência visual. O estudo é avaliado pela EPTC, responsápel pela instalação das botoeiras nas sinaleiras.

Locais Indicados

1- Av. Salgado Filho esquina  Dr. Flores;

2- Av. Otavio Rocha   esquina  Dr. Flores;

3- Av. Ipiranga  esquina  Av. Azenha;

4- Av. Azenha em frente ao número 623;

5- Av. João Pessoa em frente ao Colégio Inácio Montanha;

6- Av. João Pessoa em frente ao Colégio Julio de Castilhos;

7- Av. João Goulart, 551 em frente  à Usina do Gasômetro;

8- Av. Loureiro da Silva  no cruzamento de acesso à Câmara de Vereadores;

9- Av. Loureiro da Silva  esquina Rua Lima e Silva;

10- Av. Teresópolis em frente a Praça Guia Lopes.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ACESSIBILIDADE - SEM MEIO TERMO

SEM MEIO TERMOExistem algumas coisas que não possuem meio termo. Aprovação em um vestibular, por exemplo. Não é possível que um candidato tenha sido mais ou menos aprovado. Ou seu nome está na lista dos aprovados, ou não está.

 


A acessibilidade também não tem meio termo. Ou algo é acessível, ou não é.

Por definição, a acessibilidade pressupõe a garantia de condições para que todos tenham pleno acesso a algum bem ou a algum lugar. Há, portanto, dois critérios contemplados nesse conceito. Ninguém pode estar excluído do acesso, e este acesso precisa ser pleno, isto é, irrestrito e incondicional. Algo só é verdadeiramente acessível, se obedecer a estes dois critérios.

Em nosso dia-a-dia, nos deparamos, infelizmente, com inúmeros exemplos em que se tenta aplicar uma espécie de "meia acessibilidade":

Um determinado restaurante possui cardápio em Braille, mas este exemplar foi produzido há quinze anos, e, em todo esse tempo, nunca foi atualizado. Novos pratos foram acrescentados ao menu, os preços das refeições já foram várias vezes alterados, mas o cardápio em Braille continua o mesmo.

Um determinado produto possui, em sua embalagem, rótulo em Braille, mas esta embalagem não contém muitas das informações impressas no rótulo em tinta. O consumidor que tem deficiência visual não pode ler, por exemplo, a data de validade do produto, nem os ingredientes que o compõe.

Um determinado estabelecimento conta com uma rampa em sua entrada de acesso, mas ela é íngreme demais, de modo que seja impossível a subida de uma cadeira-de-rodas. Após algumas tentativas, a maioria dos cadeirantes desistem de subir a rampa, pois a tarefa é realmente ingrata.

Um programa de televisão possui o recurso de interpretação em LIBRAS (Linguagem brasileira de sinais), mas não possui audiodescrição, e isso faz com que os cegos percam muitas informações nele veiculadas. Os telespectadores cegos ficam excluídos da possibilidade de compreenderem as imagens exibidas durante o programa, e, conseqüentemente, não acompanham grande parte do seu conteúdo.

Uma determinada empresa se propõe a contratar pessoas com deficiências, mas restringe, no processo de recrutamento, os tipos de deficiências que deseja contemplar. Ela busca, em primeiro lugar, pessoas com deficiências físicas, (preferencialmente com aquelas deficiências que a organização considere como "leves"); em segundo lugar, busca pessoas com deficiência auditiva; em terceiro, pessoas com deficiência visual; e, por último, pessoas com deficiência intelectual.

Estes e diversos outros exemplos são casos em que a acessibilidade é posta mais ou menos em prática, e, por isso, conceitualmente, ela não acontece.

Assim como, pior do que não saber, é saber pela metade, ter algo mais ou menos acessível, muitas vezes, é pior do que não tê-lo.

Acessibilidade é portanto um conceito radical, no sentido de que só se aplica, se sua raiz for alcançada. Esta raiz constitui uma concepção clara e consistente sobre o tema. Não se pratica a acessibilidade por força de alguma lei ou decreto, mas sim, em função de uma atitude que, em sua raiz, seja coerente.

Como se pode ver, a acessibilidade traz consigo muitas exigências, porque ela realmente abala as estruturas. Analogamente, ocorre um processo semelhante ao de uma reação química. Nesse tipo de reação, os átomos precisam se rearranjar para que se chegue ao produto final, e este produto, por sua vez, tem uma estrutura diferente dos reagentes iniciais. Se esse rearranjo não aconteceu, a reação de fato não existiu.

Acessibilidade é assim: ou existe de fato, ou não existe.

Fonte: Cosmo Online (14/12/10)

PEIXE GRANDE E SUAS HISTÓRIAS MARAVILHOSAS - SUGESTÃO DE FILME

          Não sou de chorar vendo filme... (não me orgulho disso)... Mas, o fato, é que Peixe Grande me fez chorar no final... Impossível não se identificar com alguma das situações do filme, principalmente com a relação pai e filho dos protagonistas...



  SINOPSE:   Edward Bloom (Albert Finney) sempre foi um contador de histórias sobre sua extravagante vida quando jovem (Ewan McGregor), quando seu desejo de viajar o levou de uma pequena cidade no Alabama para uma volta ao mundo. Suas explorações místicas variam do divertimento ao delírio, quando conta histórias sobre gigantes, feiticeiras e duas cantoras gêmeas siamesas. Com suas narrações exageradas, Bloom encanta a quase todos que encontra, exceto seu filho Will (Billy Crudup). Quando sua mãe Sandra (Jessica Lange) tenta aproximá-los, Will precisa aprender a separar a realidade da ficção conhecendo os grandes feitos e derrotas de seu pai.




          "Quão grande pode ser a história de um homem? Quão importante podem ser seus feitos? Quando o mito se torna real?
           Respondendo todas essas perguntas, o diretor Tim Burton dá vida ao mundo mágico de Edward Bloom. Um homem que tem em sua bagagem milhares de histórias, contadas e narradas no filme “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (2003). Com um orçamento de US$ 70 milhões, Burtom dá originalidade a um roteiro incrível, escrito por John August, baseado em livro de Daniel Wallace.


           O filme conta a história de um homem velho (o papel ficou com o veterano Albert Finney) que passa seus dias contando às pessoas algumas de suas histórias(vividas com vigor com Ewan McGregor). Seu filho (Billy Crudup) se distancia do pai por duvidar do que ele conta, e então resolve fazer uma busca pelas verdadeiras histórias. O filme possui momentos que caracterizam o consagrado Tim Burton, com paisagens e cenários obscuros, mas o diretor soube fugir de seu estilo, mesclando na trajetória de Bloom o colorido que se imagina presente em uma fantasiada vida como a do protagonista.






           Peixe Grande é uma obra leve, que não deixa de ser instigante. Com sete indicações ao BAFTA, quatro ao Globo de Ouro e candidato a melhor filme estrangeiro pelo prêmio David di Donatello, me espanta o tamanho da repercussão, não tão grande quanto sua qualidade.
           Peixe Grande é uma história sobre a vida, sobre amores, amigos, medos. É um conto, esculpido por mãos certas, que relata como as atitudes e atos de um homem podem ser imensamente maiores do que sua própria vida, ao passo de se tornarem eternas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ANOS 80 - TELEVISÃO - PARTE 1

          Para quem nasceu no final dos anos 70, como eu, os anos oitenta têm um significado mais do que especial. Recordar da TV, da música, dos brinquedos, do cinema e dos modismos desses anos fantásticos é muito mais do que simples nostalgia...

         Por isso, decidi relembrar aqui no Centauro Alado algumas dessas preciosidades, iniciando pela TV dos anos oitenta! Lá vamos nós, rumo a um passado nem tão distante, mas inesquecível...




TELEVISÃO NOS ANOS OITENTA - PARTE 1

          Ô Terezinha, ô Terezinha! É um barato o Cassino do Chacrinha!
         Sábado de tarde não tinha jeito. Era ele quem mandava... Décadas antes do Caldeirão do Huck, era Abelardo Barbosa quem comandava o show. Esculhambando o público e os convidados com uma linguagem popular, o Chacrinha com seus jurados e calouros nunca mais achou substituto compatível com seu carisma. Mas, não dá para comparar... Eram outros tempos...




          Num rastro semelhante ao sucesso do Chacrinha - mas com outra dinâmica - , os anos oitenta consagraram o Silvio Santos, um camelô que virou dono de uma emissora de TV - a TVS - SBT. "Vamos abrir a porta da Esperança"...


          Perdidos na Noite era apresentado por um Faustão nem tão gordo quanto o dos anos 90... Chico Anysio e Jô Soares dividiam o humor na TV Globo. O primeiro, com tipos inesquecíveis como Painho, Tim Tones, Bento Carneiro, etc, e o segundo com o seu "Viva o Gordo" e o Capitão Gay.












          TV mulher, com Marília Gabriela no comando (por isso não provoque, é cor de rosa choque) levantou a bandeira feminista no início dos anos 80. Em 1980 estava no ar também a série "Malu Mulher", onde Regina Duarte discutia os problemas enfrentados por muitas mulheres brasileiras.


          "Doce, Doce, Doce, a vida é um doce..." - e lá vinha  a Xuxa com a sua nave espacial, com o Dengue, o Praga, as Paquitas e tudo mais... Já a Angélica vinha de Táxi...
O Bozo tinha cabelos vermelhos... Mas, antes delas, tinha a Simony, o Mike, o Tobi, o Jairzinho, e é claro, o Fofão e o Castrinho! A Turma do Balão Mágico entrou para a história da TV brasileira... 



 E, continuando o sucesso dos anos 70, o Sítio do Pica Pau Amarelo encantava com a obra de Monteiro Lobato... Emília, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde, Pedrinho e Narizinho... Muito corri da escola para casa para assistir o Sítio! Ah, e tinha a Cuca e o Saci também!



          Porém, uma lembrança nunca mais saiu da minha cabeça... Era domingo... Corria o ano de 1982... Depois dos Trapalhões entrava em cena o Fantástico, que já era o Show da Vida... Sim, foi num domingo que anunciaram o novo clipe do Michael Jackson: Thriller... Nele, o rei do pop invadia um cemitério e dançava com um exército de zumbis... Fiquei algumas noites impressionado com aquilo tudo... E o medinho de dormir? Eheheh!


          TV Pirata revolucionou o humor na TV... Feras consagradas como Marco Nanini, Guilherme Karan, Claudia Raia, Regina Casé, Luis Fernando Guimarães, Cristina Pereira, Debora Bloch e Ney Latorraca bombardeavam a TV com um besteirol inteligente. Tonhão, Barbosa, Fogo no Rabo, Rala Rala... Recordar é viver!








Mas, para fecharmos essa primeira parte, vale a pena lembrar de "Armação Ilimitada": Juba e Lula, Zelda e Bacana... Criada por Antônio Calmon, a série dedicada aos adolescentes misturava aventura, esportes e videoclipes numa linguagem que deu muito certo.







quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

JOVEM COM DEFICIÊNCIA LUTA PELA CNH

Apesar de uma determinação da Justiça, Rafaela não tem carro adaptado para aulas práticas.



          São Leopoldo - A necessidade de acessibilidade é uma questão valorizada nos dias atuais, mas ainda está longe de ser uma política efetiva e plena. Exemplo disso é a situação enfrentada pela auxiliar administrativa Rafaela Peruchi, 19, que tem apenas um braço e, mesmo tendo obtido na Justiça há um mês o direito de frequentar as aulas práticas de direção, não consegue obter a carteira de habilitação porque o Centro de Formação de Condutores (CFC) onde cursou as aulas teóricas não disponibiliza carro adaptado. "Eu só queria ter os meus direitos garantidos como qualquer outra pessoa", diz ela. O CFC não se manifestou.

Prazo está acabando
          Conforme a defensora pública Paula Simões Dutra de Oliveira, que está dando prosseguimento ao processo iniciado pela defensora Caroline Mazzola Panichi, na decisão tomada pela Justiça no dia 7 de dezembro de 2010 foi dado prazo de 30 dias para que o CFC disponibilizasse o carro adaptado.
          A defensora explica que o prazo passa a contar a partir do dia que o CFC foi intimado, o que ocorreu em 9 de dezembro. "Mas devido ao recesso, que ocorreu de 20 de dezembro a 6 de janeiro, o prazo se estendeu um pouco." A defensora acredita que a iniciativa de Rafaela deve servir de exemplo para outras pessoas especiais. "Espero que isso estimule os demais portadores de necessidades especiais* a ir em busca de seus direitos, já que estes são garantidos por lei."

Entenda o caso
          Rafaela, depois de muito procurar um CFC que a aceitasse, conseguiu concluir as aulas teóricas com êxito em maio de 2010, porém o CFC, mesmo tendo recebido todos os valores para a aquisição da carteira de habilitação, informou que não teria como fornecer um carro adaptado para as aulas práticas e orientou a jovem a procurar outro CFC em Canoas ou Porto Alegre. "Parece fácil fazer em outro local as aulas, mas já é difícil um deficiente conseguir um emprego, imagina se ela ficasse se ausentando toda hora", desabafa o pai Aidyl Santos Peruchi. Como não conseguiu dar prosseguimento ao curso prático, Rafaela ingressou na Justiça, onde obteve êxito. "Não estou fazendo isso somente por mim, mas para que outras pessoas com necessidades especiais saibam que temos direitos iguais a qualquer pessoa."

Situação é vivida por outros deficientes
          Conforme o secretário da Política de Igualdade da Prefeitura de São Leopoldo, Nestor Moraes, cerca de 30 mil portadores de necessidades especiais vivem no Município e encontram dificuldades no cotidiano. Ele cita como exemplo a visita ao dentista, que nos últimos tempos tem sido quase impossível de ser feita na cidade. "Os prédios não estão adaptados, ou estão parcialmente. Há lugares que a cadeira de rodas passa na entrada e quando entra no consultório dentário não tem espaço para o cadeirante e o equipamento do dentista." Moraes destaca, ainda, que existe uma rigidez em excesso com o portador de necessidades especiais quanto se trata de obter a carteira de habilitação. "Há tanta dificuldade para um deficiente tirar a carteira, mas o que vemos são pessoas sem nenhuma deficiência dirigindo embriagadas, com imprudência e muitas matando no trânsito."

CFC não se manifestou
          A reportagem do Jornal VS ligou durante dois dias para o CFC onde Rafaela cursou as aulas práticas e a informação dada pelos funcionários é de que não poderiam se manifestar. Conforme relato dos funcionários, apenas o responsável pelo CFC falaria sobre o assunto, mas este não foi encontrado em nenhum momento.

Fonte:
http://www.jornalnh.com.br/


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MÁQUINA DO TEMPO - 19 ANOS DEPOIS...

1992...




2011... quase vinte anos depois...


                A cena mais esperada da atual legislatura no  Senado aconteceu.
          Os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Lindeberg Farias (PT-RJ) cumprimentam-se com cordialidade no primeiro encontro durante abertura dos trabalhos do Legislativo, no plenário do Senado.
          Ex-presidente da União Nacional dos Estudante, Lindberg liderou o movimento dos caras-pintadas pelo impeachment de Collor.

            Política no Brasil é assim...


CROMOSSOMO 21 - O FILME


Sinopse do Filme:

          Sabe aqueles romances que você torce para que o casal acabe junto no final? Pois é. Mas agora pense em um casal fora dos padrões da sociedade. Vitória( Adriele Lopes Pelentir) é uma garota qualquer. Pratica natação, toca piano, vai à faculdade, freqüenta baladas. A única diferença é que possui um cromossomo a mais. E isso fez com que ela nascesse com síndrome de Down. Na trama, Vitória conhece Afonso (Luís Fernando Irgang), um garoto normal. Até aí, nada parece estranho. Até que eles se apaixonam.
           O fio condutor da história é o amor entre duas pessoas diferentes. Só que neste contexto, o filme explora o universo dos portadores da síndrome de down. O desejo de amar, desejar, construir uma família e viver de forma independente, como ambos anseiam viver.

          De 30 de novembro a 2 de dezembro, a equipe do Cromossomo 21, esteve realizando as primeiras gravações do filme na cidade de Porto Alegre, onde o romance dos protagonistas Afonso e Vitória vai acontecer. Ruas, pontos turísticos e até mesmo imagens aéreas marcaram os primeiros dias de gravações. A jornada iniciou na estrada, com uma viagem de 6 horas. Após as gravações, a troupe foi até o aeroporto Salgado Filho receber as atrizes Marisol Ribeiro (Rede Globo) e Suzy Ayres (SBT), que seguiram viagem até São Luiz Gonzaga, para a continuação das gravações.